
| ADEREX II / 2005 - A Marinha do Brasil na Amazônia Azul |
Nas últimas décadas, as atenções do Brasil foram voltadas para a Amazônia. Enorme área que cobre 60% do território nacional, a Amazônia vem recebendo grandes investimentos como o Projeto SIVAM e o Calha-Norte. No entanto, há uma outra imensa área do nosso território, tão importante e rica em recursos quanto a região amazônica, mas que ainda precisa de uma maior atenção da sociedade: a Amazônia Azul.
Amazônia Azul é como vem sendo chamada a imensa área marítima de 4,5 milhões de Km² formada pela Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e a Plataforma Continental (PC) que, juntas, correspondem a quase 50% do território nacional.
Além da atividade pesqueira, mais de 95% do comércio exterior do país é feito por via marítima e 80% da produção de petróleo do país é prospectada no mar, principalmente na Bacia de Campos, a maior reserva petrolífera da Plataforma Continental brasileira. Como se não bastasse, através de compromissos internacionais, o Brasil ainda é responsável de garantir a segurança da navegação e realizar missões de busca e resgate (SAR) em uma área de 6,4 milhões de Km², que ultrapassa os limites da Amazônia Azul, avançando pelo Oceano Atlântico.
Como defender uma área tão grande? A Marinha do Brasil, apesar da carência de recursos, desempenha um brilhante papel na manutenção da soberania nacional, seja através suas Forças Distritais, responsáveis pelas tarefas de guarda costeira e SAR, seja por meio da manutenção de sua frota de combate adestrada para o emprego nas áreas de interesse do país. Para tal, é de suma importância que a Marinha realize exercícios militares com o objetivo de preparar suas tripulações para as situações de beligerância que o Brasil possa ser envolvido. Com a finalidade de ver de perto e poder acompanhar o dia-a-dia dos integrantes de um desses exercícios, acompanhamos a Marinha do Brasil na ADEREX II/2005.
| Início do exercício - Rio de Janeiro |
No período de 20 de junho a 7 de julho, sob o comando do Vice-Almirante Aurélio Ribeiro da Silva Filho, Comandante-em-Chefe-da-Esquadra, a bordo da Nau Capitânea Fragata Independência, ocorreu na área marítima compreendida entre as cidades do Rio de Janeiro e Salvador a ADEREX-II/05. O exercício com aproximadamente 2.000 homens, teve como objetivo adestrar a tripulação dos navios em vários cenários da guerra naval, incluindo ações de defesa antiaérea (AAé), anti-submarino (ASW), tiro contra alvos aéreos e de superfície, guerra eletrônica (EW) e para finalizar, uma grande simulação de guerra naval.
Os exercícios foram conduzidos pelos Comandantes da Div1 - Contra-Almirante Sergio Antonio da Conceição Freitas, e da Div 2 - Contra-Almirante Carlos Augusto de Sousa , que estavam a bordo do NDD Ceará e da Fragata Greenhalgh, respectivamente. O GT era ainda composto pelos navios: Fragata Rademaker (em sua 1ª comissão após o incidente com a ARA Sarandi), a Corveta V-30 Inhaúma e o Navio-Tanque G-27 Marajó. A Aviação Naval participou com o SH-3A (N-3012/3016) e o SH-3B (N-3029) do 1° Esquadrão de Helicópteros Anti-submarino (HS-1) embarcados no NDD Ceará, AH-11 A Super Lynx (N-4014) e (N-4005) do 1° Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque (HA-1) embarcados respectivamente nas Fragatas Greenhalgh e Independência. O 1° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1), por sua vez participou com o UH-12 (N-7065) e o UH-13(N-7063) embarcados na Fragata Rademaker e Corveta Inhaúma.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Na nublada manhã do dia 20 de junho, as embarcações suspendem de suas bases no AMRJ (Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro) e na BNRJ (Base Naval do Rio de Janeiro) e seguem calmamente em direção a saída da Baía de Guanabara. A ALIDE participou a bordo do NDD Ceará, sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Viveiros. Já com a costa fora do alcance visual, o GT segue até o ponto de encontro com as aeronaves em uma região situada entre as cidades de Saquarema e São Pedro D´Aldeia. O Guerreiro 16, sob comando do Capitão-de-Fragata Herman Iberê Boehmer Jr, comandante do HS-1, fez três passagens sobre o NDD Ceará e se aproximou calmamente fazendo um pouso suave sem problemas. Após todos os checks, cortam-se os motores. Rapidamente, as pás da hélice são dobradas para que a aeronave seja rebocada para sua posição no Upper-Deck, a fim de dar espaço para a chegada do próximo Guerreiro. Aproximadamente uma hora depois é a vez do Guerreiro 29 se aproximar para o pouso no convôo do NDD Ceará.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Durante toda à tarde, os pilotos fizeram diversos pousos e decolagens com aproximações por bombordo e boreste com objetivo de adestrar e manter qualificados os pilotos do Esquadrão, porém devido a um problema hidráulico, o Guerreiro 16 teve que retornar a Base de São Pedro D´Aldeia e em seu lugar foi enviado o Guerreiro 12.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
O dia havia terminado, porém as operações continuariam. Logo nas primeiras horas da noite, a Fragata Greenhalgh se aproximou lentamente a boreste do NDD Ceará com o som de suas turbinas Rolls-Royce Olympus e Tyne "inigualáveis" (igual a um avião). Ficando os navios emparelhados, para a execução do Light-Line (faina de transferência de carga leve), quando foi feito o lançamento da retinida (cabo) para ligar os navios. Após a execução da faina, a Fragata Greenhalgh acendeu suas luzes e ao som de "Can you feel it" (Clique aqui para ouvir!), acelerou abrindo uma curva acentuada a boreste. Em seguida veio a Corveta Inhaúma para efetuar a faina de transferência de carga leve, enviando ao NDD Ceará uma peça para ser reparada a bordo. Mais uma vez tudo correu sem problemas.
Logo depois ocorreu o exercício de tiro real contra GILL (Granada Iluminativa), a Corveta Inhaúma lançou duas granadas e as Fragatas Independência, Rademaker e Greenhalgh abriram fogo com seus canhões contra os alvos, já o NDD Ceará abriu fogo com suas metralhadoras Browning (12,7mm). As munições traçantes utilizadas por todos os navios, iluminaram a escura noite no Atlântico. Mais uma vez o exercício foi um sucesso e terminava assim o primeiro dia da ADEREX, mostrando o alto grau de profissionalismo da Marinha do Brasil.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
O segundo dia da missão se iniciava e o Grupo Tarefa já estava novamente efetuando exercícios. O Navio Patrulha P-47 Gurupi, (NaPa) da Classe Grajaú, tentava atacar simulando o lançamento de mísseis MM-40 Exocet, porém um Super Lynx detectou e classificou o alvo como hostil, tendo então executado o ataque contra o mesmo, com mísseis Sea Skua. Após a simulação de combate, o NDD Ceará e a Corveta Inhaúma efetuaram novamente a faina de transferência de carga leve, dessa vez o NDD Ceará devolvia a peça reparada em sua bem equipada oficina, para a Corveta Inhaúma. Alguns minutos depois, as duas embarcações iniciaram um exercício simulando homem ao mar em que a Corveta Inhaúma, na posição de guarda se encarregou de resgatar.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Devido ao mau tempo e a péssima condição do mar, as operações aéreas foram canceladas, iniciando-se Manobras Táticas entre os navios e mais exercícios de Light-Line entre as Fragatas Rademaker, Greenhalgh, Corveta Inhaúma e o NDD Ceará. Como dessa vez quem enviou a carga foi o NDD Ceará, ao final, entrou em cena seu mascote, um jacaré cantando "Nós vamos invadir sua praia" do Ultrage a Rigor. Esta é uma tradição quando a faina tem sucesso total. O jacaré é o mascote do navio, sua origem vem ainda dos tempos em que estava em serviço na US Navy em função do seu antigo comandante criar um jacaré a bordo.
A noite cai e a tensão aumenta, um submarino está na área e todo o Grupo Tarefa se encontra em perigo. A ameaça continua até a manhã do dia seguinte, quando um SH-3 e um Super Lynx decolam para tentar encontrar o S-33 Tapajó, o terceiro Submarino da Classe Tupi. Após a simulação, o SH-3 e o Super Lynx fizeram lançamentos de carga de profundidade .
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Ao termino do exercício de combate anti-submarino, o convôo é totalmente remanejado para que a equipe do CASOP (Centro de Apoio a Sistemas Operativos) comandada pelo Capitão-de-Fragata Espírito Santo possa montar todo seu aparato, para o lançamento do drone Banshee, um alvo aéreo tele-dirigido que possui a finalidade de aferir os radares de busca aérea e diretor de tiro, com uma autonomia de 50km e velocidade de 200 nós, proporcionando uma maior realidade aos exercícios de artilharia antiaérea.
A plataforma de lançamento do drone é rapidamente montada pela equipe e quando se preparava para fazer os últimos testes com o drone, veio a mensagem de que o exercício fora cancelado, pois as condições do tempo e do mar, estavam piorando, pondo em risco o sucesso do exercício. O drone Banshee possui uma suíte eletrônica muito sofisticada e cara, daí a necessidade de uma janela perfeita para seu lançamento.
Com o cancelamento do exercício com o drone, o Esquadrão HS-1 viu uma oportunidade para poder executar operações aéreas , e assim, continuar os vôos de QRPB (Qualificação e Re-qualificação de Pouso a Bordo).
Neste dia , infelizmente recebemos a noticia do falecimento do Cabo DANIEL PIRES DE ANDRADE, uma das vitimas do acidente a bordo do Nae São Paulo. Toda a tripulação do navio se formou em frente a bandeira e fez um minuto de silêncio em sua homenagem.

![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| Voando
com o Super Lynx |
No quarto dia logo pela manhã enquanto o HS-1 fazia seu briefing, a equipe de manobra do Ceará manobrava o guerreiro 12 e deslocava o guerreiro 29 para o convôo. O Guerreiro 29 decolou afim de executar uma missão ASW que teve 4 horas de duração. A ALIDE teve a oportunidade de participar de um exercício chamado FOTEX, em que um Super Lynx cumprindo vôo de adestramento, faz algumas passagens sobre o GT para que possamos fazer algumas fotos.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Por volta de 12 horas, temos o Rendevouz com o NT Marajó, quando o mesmo inicia um TOM ( faina de transferência de combustível) com a Fragata Independência. O NDD Ceará se prepara para fazer um TOM com a Corveta Inhaúma. Enquanto estas duas fainas ocorrem simultaneamente, os navios são “atacados” por um avião P-95 (Embraer EMB-111) da FAB pertencente ao esquadrão Orugan, seguindo programação anteriormente coordenada com a FAB. Importante ressaltar que o momento exato do ataque era uma incógnita para os comandantes dos navios.
Ainda com a faina em andamento, a noite chega e os trabalhos não cessam. Após o TOM com a Corveta Inhaúma, o NDD Ceará irá realizar um Light-Line com a Fragata Independência.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Amanhecemos em Salvador com o dia totalmente encoberto e chuvoso. Aguardamos ansiosos a chegada do prático para podermos enfim, atracar e pisar em terra firme.
| Fim da Fase 1 - Salvador |
Depois de três longos dias chuvosos em Salvador, chega o dia da partida. Uma segunda-feira típica da Bahia, com o sol forte brilhando. O GT deixa a Baía de Todos os Santos por volta das 10:30 e inicia sua jornada em direção a Vitória. Poucas horas após a partida, o HS-1 inicia suas operações efetuando vôos de ataque anti-submarino, evidentemente simulados.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
A noite chega e navegando a 10 nós, a aproximadamente 80 milhas náuticas da costa, tem início as operações navais, com o NDD Ceará efetuando transferência de carga leve com a fragata Independência, e a corveta Inhaúma na função de navio guarda. Nesse exercício não foi utilizada comunicação via rádio entre as embarcações, toda comunicação foi feita por sinais luminosos e sonoros (apito). Após a transferência, a fragata Independência acelera com uma curva fechada passando para a posição de navio guarda enquanto a corveta Inhaúma se aproxima para fazer a mesma faina feita anteriormente pela Fragata. Mais uma vez a faina ocorre sem problemas, provando que o adestramento é essencial para a execução dos exercícios . Ao mesmo tempo o G-27 Marajó estava efetuando a faina de reabastecimento com as fragatas Greenhalgh e Rademaker.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Antes mesmo da alvorada do décimo dia da comissão, a equipe do CASOP, inicia os preparativos para o lançamento do drone Banshee. Antes do lançamento os navios se posicionam em coluna, as condições do mar e do vento são analisadas, e no final da manhã o tão esperado momento chega, o drone Banshee é lançado com sucesso. Em sua primeira passagem sobre o GT, a Fragata Independência, fez o track, o lock e abriu fogo, porém seu canhão de popa estava descalibrado de propósito para que não acertasse o alvo, na segunda passagem foi a vez da Corveta Inhaúma abrir fogo sob as mesmas condições da Fragata Independência, com isso o drone continuou seu vôo, na passagem seguinte a Fragata Greenhalgh iniciou o track no alvo para que na quarta passagem um míssil Sea Wolf fosse lançado, porém por problemas técnicos isto não ocorreu. Com a esperança de que o problema com a Fragata Greenhalgh fosse resolvido, a equipe do CASOP utilizou as últimas gotas de combustível para uma última passagem e mais uma vez não foi possível efetuar o lançamento. O dispositivo de emergência do drone Banshee foi acionado e seu pára-quedas logo abriu. Imediatamente um Super Lynx decolou levando os mergulhadores até o local da queda e um Esquilo foi enviado ao local com a função de levar o drone de volta ao Ceará. Ao retornar, verificou-se que a parte estrutural do drone estava em ordem. A equipe do CASOP partiu rapidamente para lavá-lo com intuito de tirar o sal que é um grande inimigo das partes eletrônicas.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
![]() |
![]() |
![]() |
A parte da tarde foi marcada pelo exercício conjunto com a Força Aérea Brasileira, onde dois A-1(Embraer AMX) do 1°/16°GAv “Adelphi” teriam a função de atacar o Grupo Tarefa, tendo o apoio de um P-95 (Embraer EMB-111) para “iluminar” os alvos. Devido ao mau tempo as aeronaves tiveram que se aproximar em grande altitude, o que prejudicou e retirou um pouco do realismo. A Fragata Independência conseguiu detectar as aeronaves a uma impressionante distância e conseguiu acompanha-los durante todo o exercício. O alarme de ataque aéreo soou em todos os navios, a tripulação logo se encontrava em postos de combate. Assim que apareceram aberturas nas nuvens e o sol voltou a aparecer, os caças se posicionaram com o Sol atrás, dificultando a visibilidade dos adversários, porém, rapidamente o tempo voltou a fechar e os A-1 abortaram o ataque voltando para a Base Aérea de Santa Cruz (BASC), na cidade do Rio de Janeiro. Já o P-95 não tomou conhecimento do mau tempo e passou sobre o GT em baixa altitude.
Mais uma noite chega, o tempo abre e as estrelas tomam conta do céu, porém os exercícios não param. Chegava a hora do segundo treinamento de tiro antiaéreo sobre GILL (Granada Iluminativa). O NDD Ceará acionou a “luz de guia”, dois fortes feixes de luz em sentidos opostos posicionados na horizontal num acelerado movimento de rotação, fazendo com que os navios entrassem em formação de coluna atrás do NDD Ceará. Assim que todos estavam posicionados, a Fragata Independência iniciou o lançamento de granadas iluminativas e os demais navios abriram fogo com seus canhões armados com munição traçante, acabando momentaneamente com o silêncio da noite.
|
Voando com o Guerreiro |
“Com uma velocidade de 7 nós e 100 milhas náuticas de Vitória, o dia 30 de junho foi marcado pela mobilização da força em “caçar” o Submarino S-33 Tapajó.
O Guerreiro 29 estava pronto para mostrar suas armas e exatamente à 13:00 a aeronave comandada pelo Capitão-de-Corveta Cássio e o Capitão-Tenente Vitor decola. Sua missão é encontrar o submarino intruso que inicialmente forçará sua detecção. Minutos após a decolagem o submarino é localizado nas proximidades do GT com o periscópio para fora da água e o Guerreiro rapidamente inicia uma órbita em torno do S-33 Tapajó, quando ele começa a submergir, estava iniciada a caçada. Os escoltas teriam que vetorar o helicóptero, porém o procedimento de colocar na água o Sonar, só poderia ser feito a 1000 jardas do local onde o Tapajó submergiu por questões de segurança. Os navios iniciam o cerco e depois de alguns “Bola n’água” (termo usado pelos guerreiros), o Guerreiro retorna ao NDD Ceará para reabastecer e em poucos minutos já estava novamente no ar. Um Super Lynx, mesmo não contando com Sonar, decola para ser vetorado até o alvo. Depois de 4 horas de vôo e alguns “Bolas n’água” o Guerreiro retorna ao NDD Ceará sem contato com o “inimigo”, os navios também não conseguem evitar a fuga do Tapajó, que só foi reencontrado em Vitória. Caçar submarinos é uma tarefa árdua para o caçador, pois o submarino possui vários aliados naturais quando precisa desaparecer. Nem sempre o caçador consegue sucesso. Mesmo as marinhas mais modernas e sofisticadas já tiveram oportunidade em exercícios passados, de tentar localizar os nossos submarinos e não lograram êxito também. Nossos submarinos possuem um alto nível de discrição e isso é um desafio a mais para os Guerreiros.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| Fim da Fase 2 - Vitória |
O mês de julho começava e o GT atracava no Porto de Vitória em frente ao Palácio Anchieta, a sede do Governo do Estado do Espírito Santo. O Contratorpedeiro D-27 Pará, da Classe Pará e a Corveta V-31 Jaceguai da Classe Inhaúma chegam a Vitória para se integrarem ao exercício, que só recomeçaria em três dias.
Mostrando a importância da Marinha do Brasil com o lado social, os navios foram abertos a visitação durante o final de semana, alcançando o surpreendente número de 1.900 visitantes. Não foram poucas as vezes em que crianças diziam aos seus pais que queriam ser marinheiros.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Chega o dia da partida e uma nova fase da ADEREX. A Operação Defesa-05 estava para começar. O País Vermelho invade o País Verde por causa do petróleo existente neste, e o País Azul, aliado do Verde, dá o ultimato para que os Vermelhos se retirem. Uma verdadeira batalha naval aconteceria em questão de horas. Na simulação todos os escoltas e o Napa P-47 Gurupi simulariam ataques com mísseis MM-40 Exocet.

*País Vermelho – Sul do Brasil, Mato Grosso do Sul e São Paulo
*Forças: D-27 Pará e seu Super Lynx, F-49 Rademaker e seu UH-12 Esquilo, S-33 Tapajó, P-47 Gurupi, um AF-1(A-4KU Skyhawk) e um P-95 da FAB.
*País Verde – Rio de Janeiro
*Forças: G-27 Marajó
*País Azul – O restante do Brasil
*Forças: G-30 Ceará e seus dois SH-3, V-30 Inhaúma e seu UH-13 Esquilo, V-31 Jaceguai, F-46 Greenhalgh F-44 Independência e seus Super Lynx.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Por volta das 16:00h ocorre a separação das forças, os “azuis” e “verdes” seguem para o norte, em direção a Abrolhos e os “vermelhos” seguem para a região de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro. Duas horas depois os “azuis” iniciam o silêncio eletrônico, deixando apenas os MAGE acionados e o NDD Ceará inicia sua função de Comando & Controle. A tensão continua e se até às 12:00 de terça-feira as forças vermelhas não deixarem o país Verde, a guerra será declarada.
Já no curso em direção ao sul, a terça-feira chega e a “guerra” começa. O grande trânsito de navios e helicópteros civis na região serviria para dificultar ainda mais o trabalho. Os engajamentos vão ocorrendo com rapidez e durante a madrugada o fim do exercício é declarado, terminando um dia antes do previsto.
O dia 06 foi tranqüilo, sem muitos exercícios, porém uma frente fria estava se aproximando e o mar ficando cada vez mais “grosso”. A chuva chega com muita força e por várias vezes a popa dos escoltas sumia devido as grandes ondas. Os exercícios do dia são cancelados.
O 18º dia e último da ADEREX chega. Já na costa carioca as Corvetas, a Fragata Independência e o Contratorpedeiro Pará participam do exercício de tiro de superfície sobre alvo rebocado, mesmo sob as péssimas condições meteorológicas.
| Fim da ADEREX - Rio de Janeiro |
Chega a hora da despedida dos helicópteros (Revoada), os Guerreiros, Linces e Águias decolam de suas embarcações e seguem para a Base Aeronaval de São Pedro D´Aldeia. Logo depois os navios iniciam a entrada na Baía de Guanabara. O Grupo Tarefa retornava a Base.A ADEREX II-05 chegava ao fim.
* Nossos agradecimentos: Ao Capitão-de-Mar-e-Guerra Paulo Ricardo Médici do SRPM e a todos os oficiais, praças e marinheiros, que nos receberam de braços abertos para a realização desta matéria.
| Volta/Back |