A Dinastia Mirage

O primeiro delta da Dassault voou em 25 de Junho de 1955. Foi o MD.550 Mirage I, que utilizou dois motores Rolls-Royce Viper, com 794kg de empuxo. Depois ele recebeu também um motor-foguete SEPR 66 de 1.500kg de empuxo, e com essa propulsão mista, atingiu Mach 1,6 em fins de 1955. O problema do Mirage I era que ele mais parecia uma aeronave experimental devido ao seu tamanho reduzido, além do mais seu armamento era composto por apenas um míssil ar-ar.

O projeto inicial do Mirage II, sucessor do MD.550, previa dois turbojatos Gabizo, com 1.500kg de empuxo cada. Após o cancelamento desse conjunto impulsor, a fuselagem foi modificada para receber apenas um motor SNECMA Atar 101G, com pós-queimadores e 4.500kg de empuxo. Rebatizado depois como MirageIII-001, esse avião fez seu primeiro vôo em 17 de Novembro de 1956. Com a adição de um motor-foguete semelhante ao que equipara o MD.550, em setembro de 1957 ele atingiu Mach 1,8 , em vôo nivelado, uma velocidade considerada notável para a época.

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Desenho oficial do Dassault Mirage I Dassault Mirage IIIT Dassault Mirage IIIA-01 em vôo Desenho oficial do Mirage IIIC

Para chegar ao mágico número de Mach 2, todavia, alguns refinamentos ainda se faziam necessários. Redesenhou-se a asa, substituindo-se o perfil constante de 5% por um 4,5% na raiz e 3,5% na ponta. O motor passou a ser o Atar 9B de 6.000kg de empuxo, auxiliado por um módulo ejetável de foguetes SEPR 841, de 1.680kg de empuxo.

Construiu-se uma pré-série de dez aparelhos, designados como MirageIIIA. O primeiro do lote, o MirageIIIA-01, voou em 12 de maio de 1958 e já em 24 de outubro daquele mesmo ano atingia Mach 2 em vôo nivelado. No ano seguinte, durante um vôo de avaliação por pilotos estrangeiros, registrou a velocidade de Mach 2,17. O radar utilizado era o Thompson-CSF Cyrano IB. Esses dez MirageIIIA foram usados para desenvolvimento dos diversos sistemas usados em aeronaves e adaptados a vários padrões. Os três últimos já se configuravam praticamente idênticos aos primeiros produzidos em série, os Mirage IIIC.

No texto a seguir não foram citados os IAI Nesher (cópia do Mirage 5) e seus derivados, como o Kfir.

 

  As versões e seus respectivos usuários

Mirage IIIA: Aeronave de pré-série com motor Atar 98.

Mirage IIIB: Primeira versão biposta do Mirage III. Primeiro vôo em outubro de 1959.

Mirage IIIC: Interceptador para qualquer tempo, com capacidade para ataque diurno, equipado com motor SNECMA Atar 09B e radar Cyrano II. Primeiro vôo em outubro de 1960

Mirage IIIBE: Biplace de treinamento de série final com sistema de ataque e navegação mais sofisticado e motor SNECMA Atar 09C. Também foi comercializado como Mirage IIID e Mirage 5D por puro marketing da Dassault.

Mirage IIIE: Segunda série principal de monoplaces, com ênfase em defesa aérea e ataque ao solo em quaisquer condições de tempo, fuselagem alongada para mais 500 litros de combustível, equipado com radar Cyrano IIB, radar de navegação Doppler e motor Atar 09C. Voou pela primeira vez em abril de 1961.

Mirage IIIR: Versão de foto-reconhecimento, derivado do IIIE aliviado da maior parte do armamento e com o radar do nariz substituído por equipamento óptico. Também foi comercializado como Mirage 5R.

Mirage IIIRD: Versão de foto-reconhecimento com radar Doppler de navegação, espaço para equipamento SAT Cyclope de varredura infravermelha, e dois tanques alijáveis de 1.700 litros.

Mirage IIIK: Versão com motor Rolls-Royce Spey oferecida a Royal Air Force (RAF).

Mirage IIIM: Versão para operação embarcada oferecida a marinha francesa.

Mirage IIIT: plataforma de teste para o motor SNECMA TF-106.

Mirage IIIW: Versão proposta em parceria com a Boeing para a USAF. Perdeu a concorrência para o Northrop F-5A.

Mirage IIIV: protótipo VTOL de caça, com motor TF-106 de propulsão e oito turbinas RB-162 de empuxo vertical, muito maior que o Mirage III original.

Mirage 5: É uma versão do III com equipamento simplificado. Foi desenvolvido para se adequar às necessidades dos países do Oriente Médio, que têm tempo excelente a maior parte do ano, coloca ênfase na pouca manutenção requerida. A eletrônica, antes atrás da nacele, foi simplificada e deslocada para o nariz, cedendo espaço para mais 15% de combustível. Em etapa posterior, a nova geração de aviônicos permitiu a ação, neste ponto, de instalar aí um confiável equipamento de radar multifunção e de um sistema de navegação inercial. Voou pela primeira vez em 19 de maio de 1967.

Mirage 5E: Versão equipada com radar Cyrano II e Doppler. Este modelo teve variantes vendidas ao Egito e Líbia.

Mirage 50: É a última versão da família Mirage III, trata-se basicamente do Mirage 5 com o motor Atar 9K-50. Essa série apresenta equipamento com diversos graus de sofisticação, incluindo o radar Cyrano IV ou Agave(como no Mirage F-1 e Super Etendard, respectivamente), radar de navegação Doppler ou inercial, e visor ao nível dos olhos.

Dassault Mirage IIIV Mirage IIIE da Armée de L´Air Mirage IIIE da Armée de L´Air Mirage 5F da Armée de L´Air

 

 França

Mirage IIIA: (10 produzidos)

Mirage IIIC: (95 produzidos)

Mirage IIIB: (27 produzidos)

Mirage IIIB1: Biplace para testes (5 produzidos)

Mirage IIIB2 (RV): Biplace da versão “B” modificado com uma réplica de sonda de reabastecimento no lugar do pitot. Utilizado para treinamento dos pilotos dos bombardeiros Mirage IV (10 produzidos)

Mirage IIIBE: (20 produzidos)

Mirage IIIE: (183 produzidos)

Mirage 5F: Originalmente concebido para Israel com o nome Mirage 5J, porém devido ao embargo imposto a este país as aeronaves não foram entregues, sendo então absorvidas pela França. (50 produzidos)

Mirage IIIR: (50 produzidos)

Mirage IIIRD: (20 produzidos)

A Armée de L´Air recebeu seus primeiros dos 95 Mirage IIIC encomendados em julho de 1961 e estes permaneceram em operação até 1988. Já os Mirage IIIE começaram a chegar em janeiro de 1964 e em 29 de novembro de 2005 a última célula, que era utilizada para testes, foi aposentada. Várias aeronaves foram vendidas para outros usuários.

 

 Abu Dhabi

Mirage IIIEAD: Monoplace da série “E” para Abu Dhabi (5 produzidos)

Mirage 5AD: Monoplace da série “5” para Abu Dhabi (12 produzidos)

Mirage 5DAD: Biplace para Abu Dhabi (3 produzidos)

Mirage 5RAD: Versão de foto-reconhecimento para Abu Dhabi (5 produzidos)

Abu Dhabi hoje é parte dos Emirados Árabes Unidos e apenas os descendentes da fámilia Mirage III/5, os Mirage 2000, continuam na ativa.

 

 África do Sul

Mirage IIICZ: Monoplace da série “C” para a África do Sul (16 produzidos)

Mirage IIIBZ: Biplace da série “B” para a África do Sul (3 produzidos)

Mirage IIIDZ: Biplace para a África do Sul (3 produzidos)

Mirage IIID2Z: Igual ao DZ, mas com motor Atar 9K-50 (11 produzidos)

Mirage IIIEZ: Monoplace da série “E” para a África do Sul (17 produzidos)

Mirage IIIRZ: Versão de foto-reconhecimento para a África do Sul (4 produzidos)

Mirage IIIR2Z: Igual ao "RZ" porém com motores Atar 9K-50 (4 produzidos)

Durante a década de 80, a África do Sul iniciou um extenso programa de modernização da família Mirage III, já que a substituição das aeronaves era impossível devido ao embargo que o país sofria naquele momento. A empresa Atlas, hoje Denel, foi a encarregada pelo programa que foi denominado “Cheetah”. Mesmo com o embargo, Israel deu auxilio ao programa.

16 Mirage IIIEZ foram convertidos para o padrão Cheetah-E, porém estes serviram em um curtíssimo período de tempo (1987-1992). 16 Mirage IIIDZ/D2Z foram convertidos para Cheetah-D e um Mirage IIIR2Z para Cheetah-R. O principal modelo do programa, o Cheetah-C (38 convertidos) não utilizou nenhum Mirage sul-africano e sim israelenses.

Um lote de Cheetah-E foi vendido para o Chile, onde servem como fonte de peças de reposição para os Mirages em operação neste país.

Mirage IIIRZ de reconhecimento da África do Sul Mirage 5AD de Abu Dhabi Mirage IIIBZ da África do Sul ostentando cores comemorativas Cheetah C da África do Sul

 

 Argentina

Mirage IIIEA: Monoplace da série “E” para a Argentina (17 produzidos)

Mirage IIIDA: Biplace para a Argentina ( 4 produzidos)

Mirage IIICJ: Monoplace da série “C” para Israel. A Argentina comprou 19 unidades

Mirage IIIBJ: Biplace da série “B” para Israel. A Argentina comprou 3 unidades

Mirage 5P: Monoplace da versão “5” para o Peru. A Argentina comprou 10 unidades.

A Argentina encomendou os Mirage IIIEA/DA em outubro de 1970 e os primeiros chegaram em 1972.

Os Mirage IIIEA entraram em combate em 1982 durante a Guerra das Malvinas, sendo que duas aeronaves foram abatidas. Imediatamente após a guerra, a Fuerza Aérea Argentina adquiriu 10 Mirage 5P do Peru, que foram chamados de "Mara" e 19 Mirage IIICJ e 3 Mirage IIIBJ de Israel. Hoje apenas sete "Mara" e 13 Mirage IIIEA/DA estão ativos.

 

 Austrália

Mirage IIIO(A): Monoplace da série "E" para a Austrália otimizado para ataque ao solo (51 produzidos)

Mirage IIIO(F): Monoplace da série "E" para a Austrália otimizado para interceptação (49 produzidos)

Mirage IIIOD: Biplace para a Austrália (16 produzidos)

Dos 116 exemplares, 79 foram produzidos pela Australian Government Aircraft Factory (GAF) e Commonwealth Aircraft Corporation (CAC). Em 1988 o Mirage III foi retirado de serviço e dois anos mais tarde 50 exemplares foram vendidos para o Paquistão.

 

 Bélgica

Mirage 5BA: Monoplace da série “5” para a Bélgica (63 produzidos)

Mirage 5BD: Biplace para a Bélgica (16 produzidos)

Mirage 5BR: Versão de foto-reconhecimento para a Bélgica (27 produzidos)

No início da década de 90 receberam uma pequena modernização e posteriormente 25 aeronaves foram vendidas ao Chile. Todos foram retirados de serviço.

Mirage IIICJ da Fuerza Aérea Argentina Mirage 5BR da Bélgica Um dos 63 Mirage 5BA produzidos para a Bélgica Mirage 5BR da Bélgica

 

 Brasil

Mirage IIIEBR: Monoplace da versão “E” para o Brasil (12 produzidos)

Mirage IIIDBR: Biplace para o Brasil (4 produzidos)

Mirage IIIE: Monoplace para a Armée de L´Air. O Brasil comprou nove unidades.

Mirage IIIBE: Biplace para a Armée de L´Air. O Brasil comprou seis unidades.

O Brasil encomendou as aeronaves em maio de 1970. Durante os anos de operação, o Brasil teve que comprar unidades adicionais da França para repor as perdas. Essas também foram designadas na FAB como "EBR" e "DBR".

No início dos anos 90 os Mirage passaram por um pequeno processo de modernização realizado no PAMA-SP e na própria BAAN, porém esse trabalho se restringiu praticamente a melhorias aerodinâmicas, com a instalação de canards, melhorando a manobrabilidade em baixa velocidade.

 

 Chile

Mirage 5MA: Versão “5BA” modernizada na Bélgica. O Chile comprou 15 unidades

Mirage 5MD: Versão “5BD” modernizada na Bélgica. O Chile comprou 5 unidades

Mirage 5BD: Biplace da série “5” para a Bélgica. O Chile comprou 1 unidade. Mesmo não recebendo a modernização, também passou a ser chamado “5MD”.

Mirage 5BR: Versão de foto-reconhecimento da versão “5” para a Bélgica. O Chile comprou 4 unidades e receberam a denominação “5MR”.

Mirage 50FCH: Monoplace da série “50” para o Chile com radar Cyrano IVM. (Foram convertidos 8 Mirage 5F da Força Aérea Francesa).

Mirage 50C: Monoplace da série “50” para o Chile com radar Agave (6 produzidos)

Mirage 50DC: Biplace da s érie “50” para o Chile. (2 produzidos)

Mirage IIIBE: Biplace para a Força Aérea Francesa. O Chile comprou uma unidade para repor a perda de um Pantera biplace.

No início da década de 90 foram modernizados pela ENAER e IAI 13 Mirage 50FCH/C e 2 Mirage 50DC para o padrão “Pantera”.

A FACH comprou da África do Sul um lote de Cheetah-E que estão sendo usados como fonte de peças de reposição para os Panteras. Já os Elkans estão com os dias contados e no final de 2006 deverão dar baixa.

 

Vários Mirage 50 Pantera voando em formação Um dos seis Mirage 5MD "Elkan" comprados da Bélgica Mirage 5MA "Elkan" em vôo Mirage 5MR "Elkan", a versão de reconhecimento utilizada pelo Chile

 

 Colômbia

Mirage 5COA: Monoplace da série “5” para a Colômbia (14 produzidos)

Mirage 5COD: Biplace para a Colômbia (2 produzidos)

Mirage 5COR: Versão de foto-reconhecimento para a Colômbia (2 produzidos)

A Colômbia  foi o segundo comprador de Mirage 5 na América do Sul. As aeronaves entraram em operação em 1972. Os Mirage foram modernizados para um padrão semelhante aos IAI Kfir também utilizados por este país. Hoje, dos 14 "COA" produzidos apenas sete estão na ativa.

 

 Egito

Mirage 5E2: Monoplace da série “5E” para o Egito com a função de ataque (16 produzidos)

Mirage 5SDE: Monoplace da série “5E” para o Egito com a função de interceptação (32 produzidos)

Mirage 5SSE: Monoplace da série “5E” para o Egito com a função de interceptação (22 produzidos)

Mirage 5SDR: Monoplace da série “5E” para o Egito com a função de reconhecimento (6 produzidos)

Mirage 5SDD: Biplace da série “5” para o Egito com a função de conversão operacional (12 produzidos)

 

 Espanha

Mirage IIIEE: Monoplace da série “E” para a Espanha. (24 produzidos)

Mirage IIIDE: Biplace para a Espanha (6 produzidos)

Durante a maior parte dos vinte e dois anos de serviço essas aeronaves operaram na Ala 11 com base em Manises. Assim que foram desativados no início dos anos 90, 24 células foram vendidas para o Paquistão.

Mirage IIIDE espanhol Mirage IIIEE que defendeu os céus espanhois paor mais de 20 anos Um dos poucos Mirage IIIEE que permaneceram na Espanha após sua desativação. Este exemplar está em um museu em Madrid Mirage IIIEE, hoje grande parte dessas aeronaves estão no Paquistão

 

 Gabão

Mirage 5G: Monoplace da versão “5” para o Gabão (3 produzidos)

Mirage 5G2: Monoplace da versão “5” para o Gabão (4 produzidos)

Mirage 5DG: Biplace para o Gabão (2 produzidos)

Mirage 5DG2: Biplace para o Gabão (2 produzidos)

O Gabão comprou um lote inicial composto por três Mirage 5G e dois Mirage 5DG em 1975. Em 1985 o país encomendou o segundo lote, dessa vez composto por quatro Mirage 5G2 e dois Mirage 5DG2. Os Mirage sobreviventes do primeiro lote foram enviados para a França, onde sofreram um pequeno processo de modernização, passando para o padrão "G2" e "DG2".

Até o início da década de 90 três Mirage 5G2 e dois Mirage 5DG2 estavam operacionais.

 

 

 Israel

Mirage IIICJ: Monoplace da versão “C” para Israel (72 produzidos)

Mirage IIIBJ: Biplace da versão “B” para Israel (5 produzidos)

Foram muito utilizados durante os conflitos contra os países vizinhos, abatendo uma grande quantidade de aeronaves egípcias, sírias, iraquianas, libanesas e jordanianas. Sem dúvida o desempenho dos Mirages israelenses ajudou a França a vender sua aeronave para vários clientes.

19 Mirage CJ e 3 Mirage IIIBJ foram vendidos para a Argentina.

 

 Líbano

Mirage IIIBL: Biplace para o Líbano (2 produzidos)

Mirage IIIEL: Moloplace para o Líbano (10 produzidos)

Durante os anos 90, nove Mirage IIIEL foram vendidos para o Paquistão.

 

 Líbia

Mirage 5D: Monoplace da série “5” para a Líbia (53 produzidos)

Mirage 5DE: Monoplace da série “5E” para a Líbia (32 produzidos)

Mirage 5DD: Biplace para a Líbia (15 produzidos)

Mirage 5DR: Versão de foto-reconhecimento para a Líbia (10 produzidos)

Devido ao embargo imposto a Líbia após os agentes do ditador Muammar Kadafi terem planejado e executado a explosão de um Boeing 747 da Pan Am, os Mirage deixaram de receber o apoio da França para conseguir peças de reposição e a manutenção dos motores. Por estes motivos a grande maioria dessas aeronaves estão inoperantes.

Mirage IIICJ, um dos protagonistas as vitórias israelenses sobre seus vizinhos Repare na grande quantidade de vitórias que esse Mirage IIICJ obteve Mirage 5G do Gabão Mirage 5DD da Líbia. A aeronave ainda ostenta os símbolos nacionais antigos

 

 Paquistão

Mirage IIIDP: Biplace para o Paquistão (3 produzidos)

Mirage IIIEP: Monoplace da versão “E” para o Paquistão (18 produzidos)

Mirage IIIRP: Versão de foto-reconhecimento para o Paquistão (13 produzidos)

Mirage 5PA: Monoplace da versão “5” para o Paquistão (28 produzidos)

Mirage 5DPA: Biplace para o Paquistão (4 produzidos)

Mirage 5PA2: Monoplace da versão “5” para o Paquistão (18 produzidos)

Mirage 5DPA2: Biplace para o Paquistão (2 produzidos)

Mirage 5PA3: Monoplace da versão “5” para o Paquistão com capacidade para lançar mísseis AM-39 Exocet (12 produzidos)

Mirage IIIO: Monoplace para a Austrália. O Paquistão comprou 43 unidades

Mirage IIIOD: Biplace para a Austrália. O Paquistão comprou sete unidades

Mirage IIIEL: Monoplace para o Líbano. O Paquistão comprou nove unidades

Mirage IIIEE: Monoplace para a Espanha. O Paquistão comprou 22 unidades

Mirage IIIDE: Biplace para a Espanha. O Paquistão comprou duas unidades

Mirage 5F: Monoplace da versão “5” da Força Aérea Francesa. O Paquistão comprou 34 unidades que foram modernizadas pela SAGEM

Mirage IIID: Biplace para a França. O Paquistão comprou 6 unidades que foram modernizadas pela SAGEM

O Paquistão recebeu seus Mirage IIIEP/DP em 1967 e já em 1971 participaram da guerra com a Índia, onde efetuaram missões de defesa aérea e ataque.

Mirage 5PA2 do Paquistão Mirage IIIO(A) fabricado para a Real Força Aérea da Austrália e agora a serviço do Paquistão. Repare que a asa direita camuflada é de algum Mirage III sul-africano vendido como fonte de peças de reposição Mirage 5PA3 do Paquistão armado com dois mísseis Magic 2 e um míssil anti-navio AM-39 Exocet Mirage IIID do Paquistão

 

 Peru

Mirage 5P1: Monoplace da série “5” para o Peru (13 produzidos)

Mirage 5P2: Monoplace da série “5” para o Peru (8 produzidos)

Mirage 5P3: Monoplace da série “5” para o Peru. Estão equipados com o radar Thomson-CSF Cyrano IV (6 produzidos)

Mirage 5P4: Monoplace da série “5” para o Peru otimizado para ataque ao solo. Estão equipados com o radar Thomson-CSF Agave (6 produzidos)

Mirage 5DP: Biplace para o Peru ( 2 produzidos)

Mirage 5DP4: Biplace para o Peru ( 2 produzidos)

O Peru foi o primeiro usuário da família Mirage nas Américas. Os primeiros foram recebidos em 1968 e os últimos em 1981. Todas as aeronaves já foram retiradas de serviço.

Dez Mirage 5P1/2 foram vendidos para a Argentina logo após a Guerra das Malvinas.

 

 Suíça

Mirage IIICS: Monoplace da série “C” para a Suíça (1 produzido)

Mirage IIIBS: Biplace da versão “B” para a Suíça (4 produzidos)

Mirage IIIS: Monoplace da série "E", produzido na Suíça, com radar Hughes TARAN-18 e mísseis HM-55 Falcon (36 produzidos)

Mirage IIIRS: Versão de foto-reconhecimento para a Suíça. (18 produzidos)

A Suíça produziu os Mirage IIIS/RS e adquiriu um Mirage IIICS e 4 Mirage IIIBS para servirem de banco de ensaio. No início dos anos 90 ocorreu a modernização dos 30 Mirage IIIS sobreviventes e em 2003 todos os Mirages foram retirados de serviço.

Veja o vídeo do Mirage IIIS em vôo sobre os Alpes

Veja o vídeo de vários Mirage IIIRS dando rasante entre as montanhas e abrindo fogo com os canhões!

Mirage IIIS taxiando em seus últimos anos de vida Um raro Mirage IIIBS em vôo em 1989 Mirage IIIRS em vôo durante uma demonstração Dois Mirage IIIRS decolando para mais uma missão
Mirage IIIS ainda com sua cor original Mirage IIIS em 1989. Já ostentando as novas cores, porém não havia passado pela modernização Mirage IIIS decolando Raríssima foto de um Mirage 5DM do antigo Zaire, agora República Democrática do Congo

 

 Venezuela

Mirage IIIEV: Monoplace da série “E” para a Venezuela (7 produzidos)

Mirage IIIDV: Biplace para a Venezuela (3 produzidos)

Mirage 5EV: Monoplace da série “5” para a Venezuela (6 produzidos)

Três Mirage IIIEV, três Mirage 5EV e dois Mirage IIIDV foram modificados para o padrão “50EV/DV”, recebendo motor Atar 09K-50, novo INS Uliss 81, novas contramedidas eletrônicas, radar Cyrano IV-M3, HUD, canards e capacidade de reabastecimento em vôo. Possuem capacidade para lançar mísseis Magic 2 e AM-39 Exocet. Também foram comprados nove exemplares novos da versão “50EV” e um da versão "50DV”.

 

 Zaire

Mirage 5M: Monoplace da versão “5” para o Zaire (14 produzidos)

Mirage 5DM: Biplace para o Zaire (3 produzidos)

As entregas tiveram início em 1973. Dez anos mais tarde quatro Mirage foram enviados para o Chad, onde junto com as aeronaves francesas combateram as forças da Líbia. Uma aeronave foi perdida em acidente.

Em 1988 apenas sete Mirage 5M e um Mirage 5DM estavam operacionais. Com a guerra civil ocorrida no país, que inclusive fez com que o nome do país fosse mudado para República Democrática do Congo, as condições dos Mirage se tornaram incertas.

 

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