"Boa Sorte, Boas Águas, Boa Patrulha e Boa Caça!" Com essas palavras, o
Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante-de-Esquadra Euclides Duncan Janot de Matos,
encerrou seu discurso de boas vindas ao mais novo submarino da Marinha do Brasil, o S-34 TIKUNA. Com a presença de várias autoridades, o Pavilhão Nacional foi hasteado pela primeira vez no submarino e ele agora está, junto com os outros da Classe TUPI, capacitado a desempenhar as funções para o qual foi construído.
Com a incorporação deste novo submarino, a Marinha do Brasil, atravéz do Arsenal de Marinha, mostra a sua capacitação para a construção de submarinos modernos no País. O TIKUNA (IKL-209-1500) pode ser considerado de outra Classe, já que se trata de uma evolução dos submarinos da Classe TUPI (IKL-209-1400). As diferenças são grandes e foram concebidas por engenheiros brasileiros. Das modificações introduzidas, uma se destaca: a redução do tempo de recarga das baterias. Com todas essas modificações, o TIKUNA poderá operar de uma forma ainda mais eficiente, seja patrulhando a nossa costa ou atuando em conjunto com os meios de superfície nas operações da Marinha do Brasil.
Apesar da recente incorporação do TIKUNA, a Marinha do Brasil não pára no tempo e já planeja seu futuro em termos de construção de submarinos no país. Existem planos de se construir um novo modelo mais moderno, com maior deslocamento e com maior autonomia. Dentre os modelos estudados estão o IKL-214 de projeto alemão e o Scórpene de projeto francês. Dos modelos convencionais (não nucleares), eles estão entre os mais modernos do mundo. Podem ser equipados com a nova tecnologia AIP e representam um salto tecnológico imenso para as marinhas que os operam. Esperamos para breve o anúncio deste novo passo de nossa Marinha. Um novo passo, sem dúvida, mas um passo rumo a nossa autonomia na contrução de submarinos no país, nosso objetivo e nosso futuro!
| Primeira Oficialidade do Submarino TIKUNA |
Comandante : CF Francisco Antonio de Oliveira Júnior
Imediato: CC Marcelo Henrique Carrara
Chemaq: CC Alexandre Ferreira Barbosa
Cheop: CT Leonardo Braga Martins
Divisão M: CT Wladimir dos Santos Lourenço
Divisão O: CT Maurício Leite Pontes
Divisão T: 1T Anderson Antonio Reis de Souza
Divisão S: 1T (QC-CA) Aerton Rodrigues de Almeida
Comprimento Total: 62 metros
Diâmetro do Casco: 6,20 metros
Deslocamento na superfície: 1.400 Ton
Deslocamento Submerso: 1.550 Ton
Velocidade: Acima de 20 nós
Profundidade de Operação: Superior a 200 metros
Armamento: 8 tubos lançadores de torpedos Tigerfish MK24 Mod 1 ( futuramente MK-48 ADCAP 6) com capacidade para 16 torpedos e minas acústicas.
Propulsão:
diesel-elétrica; 4 motores diesel , 4 geradores elétricos AEG, 1 motor elétrico, acoplado a um eixo e um hélice de cinco pás, gerando 5.000 shp.
Baterias: 480 elementos de baterias
Guerra Eletrônica:
02 Periscópios Kollmorgen com ECM e MAGE AR 900
Sonares:
Krupp-Atlas CSU-83, de busca passiva/ativa, frequência média
Sistemas de Dados: Modelo STN ISUS 83-13
Radar: Scanter Mil - 24X
Tripulação: 7 Oficiais e 29 Praças