Pomor 2012: Os Gigantes do Gelo PDF Print E-mail
Written by Felipe Medeiros   
Friday, 08 June 2012 14:19

Pomor 2012: Os Gigantes do Gelo

Entre os dias 11 e 15 de maio aconteceu, no Mar de Barents, o Pomor 2012, um exercício militar bilateral entre as forças armadas da Rússia e da Noruega. ALIDE viajou até o extremo Norte do planeta para ver de perto e entender essa interessante interação entre a maior herdeira da URSS e um país membro da OTAN.

O termo “Pomor”

Em algum momento por volta do século XII, exploradores chegaram à região de Murmansk vindos do Mar Branco enquanto tentavam mapear e estabelecer uma rota marítima que contornasse o Ártico e conectasse a Sibéria ao Mar do Norte. Esses exploradores eram comumente chamados de pomorsky, que significa literalmente “marítimo”.

As paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
As paisagens de Hammerfest - Extremo NorteAs paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
As paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
As paisagens de Hammerfest - Extremo NorteAs paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
As paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
As paisagens de Hammerfest - Extremo NorteAs paisagens de Hammerfest - Extremo Norte
Chabanenko e Nansen em Murmansk
Chabanenko e Nansen em MurmanskChabanenko e Nansen em Murmansk
Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício

Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício

Entre os séculos XII e XV o termo “pomor” surge para designar “aquele que mora perto do mar”. Ele virou uma designação comum para aqueles dentre os supracitados exploradores que decidiram habitar a região que hoje é a fronteira entre Rússia e Noruega. A notoriedade da alcunha de “pomor” cresceu quando os povos dessa região formaram grandes colônias dentro da República de Novgorod.

Ao longo do século XVIII e até o século XX os pomors circularam livremente entre os territórios dos dois países (que mudaram várias vezes nesse período, importante lembrar). Eram pescadores e baleeiros que mantinham um intenso comércio com os noruegueses setentrionais. Essa aproximação era tão intensa que uma língua pidgin, o Russenorsk, se formou para facilitar as transações comerciais entre as partes.

Quando Rússia e Noruega decidiram organizar um exercício para criar e fortalecer uma confiança mútua minada por quase 50 anos de Guerra Fria, era natural que fosse escolhido o nome de “Pomor”; um símbolo de uma amizade de três séculos construída sobre um interesse mútuo de paz e prosperidade.

Cerimonial de abertura do exercício
Cerimonial de abertura do exercícioCerimonial de abertura do exercício
Autoridades norueguesas (dir.) e russas (esq.)
Autoridades norueguesas (dir.) e russas (esq.)Autoridades norueguesas (dir.) e russas (esq.)
Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)
Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)
Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)
Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)Autoridades norueguesas (esq.) e russas (dir.)
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk

Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk

As origens do exercício

O primeiro exercício batizado de “Pomor” foi realizado em 1994. Seus objetivos eram os mesmos de qualquer exercício militar multinacional: aumentar os níveis de interoperabilidade e incrementar a confiança mútua entre os países participantes. Com o agravante de que a maioria das hipóteses de emprego dos militares noruegueses envolvia um confronto com os russos. Todavia, os anos 1990 foram de crise duríssima para a Rússia, o que reduziu violentamente o número de meios disponíveis na Esquadra do Norte e a disposição em empregar os mesmos em manobras multinacionais. Em 2004, porém, as marinhas de Rússia e Estados Unidos organizaram o primeiro Northern Eagle, que era reflexo de uma série de iniciativas diplomáticas de reaproximação entre os dois países. A segunda versão do exercício ocorreria dois anos depois, em 2006, desta vez tendo oficias noruegueses como observadores. Em 2008, a Real Marinha Norueguesa decidiu participar ativamente das manobras e enviou dois navios de sua Guarda Costeira para tomar partes nas manobras.

Os resultados dessa primeira interação foram decepcionantes. Segundo o Capitão de Mar-e-Guerra Lars Saunes, Chefe de Operações Navais do Estado-Maior Conjunto: “Nós fizemos pouco mais que um Passex. Não estávamos nem contribuindo para o desenvolvimento de melhores relações russo-norueguesas, nem fazendo um adestramento decente de nossos militares”. Com isso em mente, membros do CON norueguês e da Esquadra do Norte se reuniram para discutir a possibilidade de um exercício bilateral. Os militares estabeleceram um framework diferenciado do Northern Eagle, que era focado em guerra antisubmarina.

Eles decidiram que o Pomor seria focado em operações SAR e no combate a calamidades ambientais, especialmente vazamentos de óleo das muitas plataformas de exploração de petróleo e gás da região dos Mares da Noruega e de Barents. Paralelamente, foi definido que o exercício comportaria manobras com armamento (a princípio apenas GUNEX, já que se vislumbrava um cenário em que o máximo do uso da força seria tiros de aviso). Todas essas diferentes manobras ficariam circunscritas a um objetivo; desenvolver procedimentos comuns para facilitar a atuação conjunta em caso de calamidades na região marítima. Assim, em 2009, foi realizada a primeira edição do Pomor, que vem se repetindo anual e ininterruptamente desde então.

Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk

Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk

Evoluindo: o presente e o futuro do Pomor

Dentro da ONU há um fórum bastante singular: o Conselho Ártico (CA). Ele foi criado pela Declaração de Ottawa, em 1996. Originalmente destinado a promover o uso consciente de recursos naturais e a preservação do meio ambiente, o Conselho acabou se tornando o fórum mais importante para debater as disputas territoriais no Ártico, a exploração de seus recursos minerais e o uso das rotas marítimas que, estima-se, se abrirão ao longo das próximas décadas.

O CA conta, atualmente, com oito Estados-membros: Estados Unidos, Canadá, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Islândia e – claro – Rússia e Noruega. Ele tem uma diretiva fundamental para a solução de todas as controvérsias envolvendo a região: não militarizar o Ártico. Ainda que isso possa parecer paradoxal à primeira vista, um exercício militar foi visto por russos e noruegueses como uma excelente maneira de atender a esse princípio.

Como qualquer operação que envolve países membros e não membros da OTAN, há sempre um problema de compatibilidade de procedimentos. Não é apenas uma questão de falta de treino para operar conjuntamente. A que se lidar com a própria falta de um código escrito de procedimentos e condutas. Usariam os dois países o NATO Multinational Tactical Procedures (MTP) rulebook? Haveria restrições pelo fato de a Rússia não ser um país membro? E se fosse pensada uma manobra cuja codificação no MTP fosse reservada?

O CMG Saunes nos dá as respostas. “Nós usamos, sim, o MTP aqui. Todavia, do ponto de vista tático, quase todas as manobras que nós realizamos no Pomor são consideradas simples - em comparação com manobras de guerra, que fique claro. Ainda não enfrentamos uma situação em que quiséssemos usar um procedimento classificado dentro da OTAN, mas, se isso ocorrer, nós simplesmente vamos desenvolver um [código/procedimento] bilateral”.

Saunes segue comentando sobre as dificuldades encontradas desde o primeiro Pomor até esta quarta edição. “A Guerra Fria acabou. Hoje nós somos ex-rivais caminhando para nos tornamos aliados. Ainda assim, todos os oficiais da minha geração foram educados tendo os russos como principais adversários. É um ajuste de mentalidade complicado, leva tempo para ser feito. Houve quem temesse que nós alimentaríamos de informações os sistemas de guerra eletrônica dos russos quando partilhássemos datalinks ou fizéssemos uso de comunicação radar. É um medo infundado, o tráfego regular de informações – que acontece diariamente entre os dois países para uma série de finalidades e completamente fora do Pomor – já forneceria toda a sorte de informações que eles [os russos] poderiam aprender dentro do exercício. Todavia nós estamos evoluindo. Ainda estamos presos a um molde desde o primeiro Pomor: um navio russo e dois navios noruegueses, um da marinha de guerra e um da guarda costeira. A cada ano que passa, porém, nós discutimos o emprego mais intenso e de um número maior de meios. Estamos realizando hoje mais exercícios com Grupos de Visita e Inspeção e aeronaves orgânicas do que fazíamos quatro anos atrás”.

Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Su-33 durante a parada militar em Murmansk
Su-33 durante a parada militar em MurmanskSu-33 durante a parada militar em Murmansk
Parada militar em Murmansk
Parada militar em MurmanskParada militar em Murmansk
Comandante da Fridtjof Nansen
Comandante da Fridtjof NansenComandante da Fridtjof Nansen
Distintivo do fragatero norueguês
Distintivo do fragatero norueguês Distintivo do fragatero norueguês

Navios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o PomorNavios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o PomorNavios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o PomorNavios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o Pomor
Navios em formação durante o PomorNavios em formação durante o Pomor
CT Almirante Chabanenko - Classe Udaloy
CT Almirante Chabanenko - Classe UdaloyCT Almirante Chabanenko - Classe Udaloy

O futuro do Pomor é promissor, segundo Saunes: “O exercício continuará ocorrendo, isso é certo. Nós já discutimos informalmente alguns aspectos que queremos mudar para a edição de 2013. Um deles é o uso de aeronaves. Queremos uma maior participação de nossos F-16 e dos Su-33 deles. Nós já os usamos em exercícios de defesa antiaérea, mas queremos extrair mais dessas aeronaves e, por extensão, de nossos marinheiros. Queremos introduzir manobras mais complexas no ambiente aéreo e passar a realizar também operações em terra. Já vislumbramos a possibilidade de o Pomor evoluir para muito além de operações SAR e combate à pesca predatória e vazamentos de óleo. No futuro próximo estaremos treinando operações de interdição marítima (Maritime Interdiction Operations, MIO, no original). Em uma área ampla como o Ártico, a única maneira de se fazer uma MIO eficiente é utilizando meios aéreos e terrestres de apoio, por isso queremos aumentar a participação deles nos próximos Pomor”.

Quanto à dicotomia entre manobras militares e finalidade política Saunes é enfático: “O Pomor serve para adestrar nossos militares e mantê-los em condição de pronto-emprego. É evidente que o exercício tem uma dimensão política muito importante, mas não queremos que ele vire somente uma bandeira, que seu significado se torne puramente simbólico e ele vire algo protocolar, sem valor enquanto treinamento. Há quem ache que estamos aqui apenas para melhorar nossas relações com os russos, isso não é verdade”. Quanto à participação de outros países, ele comenta: “Certamente queremos ver o exercício ampliado. Na verdade, confiamos que eventualmente outros países passarão a participar do Pomor. Os EUA já manifestaram interesse, mas ainda não devem participar ano que vem. Adoraríamos contar com a participação de outras marinhas, especialmente dos países do Conselho Ártico, já que eles são a parte mais interessada nas atividades que desenvolvemos, mas esse não é um fator limitante”.

A cooperação militar entre os dois países evolui bem e continuamente, mas ainda se encontra em um estágio pouco avançado. Visitas às academias militares do outro estão se tornando mais frequentes, mas não há, por exemplo, intercâmbio de alunos nas escolas de Estado-Maior. Os ministros da defesa dos dois países assinaram um MOU listando áreas nas quais desejavam aumentar sua cooperação. O idioma, todavia, permanece sendo um problema. Ao contrário dos noruegueses, poucos russos dominam o inglês. Aqueles com alguma fluência tendem a ser os mais jovens, não ocupando, portanto, posições de destaque dentro de suas respectivas forças. A despeito dessas dificuldades, a Marinha Norueguesa já estuda fazer um convite formal para que a Marinha Russa participe do Cold Response 2014.

Almirante Chabanenko
Almirante ChabanenkoAlmirante Chabanenko
Almirante Chabanenko
Almirante ChabanenkoAlmirante Chabanenko
Almirante Chabanenko
Almirante ChabanenkoAlmirante Chabanenko
Almirante Chabanenko
Almirante ChabanenkoAlmirante Chabanenko
Almirante Chabanenko
Almirante ChabanenkoAlmirante Chabanenko

Almirante Chabanenko - Canhão
Almirante Chabanenko - CanhãoAlmirante Chabanenko - Canhão
Chabanenko - Trilho de transporte de torpedos
Chabanenko - Trilho de transporte de torpedosChabanenko - Trilho de transporte de torpedos
Chabanenko - Tubos de torpedos
Chabanenko - Tubos de torpedosChabanenko - Tubos de torpedos
Chabanenko - Passagens internas
Chabanenko - Passagens internasChabanenko - Passagens internas
Chabanenko - Lançador de flare
Chabanenko  - Lançador de flareChabanenko  - Lançador de flare

O Pomor 2012 - Planejamento

O processo de preparação do Pomor 2012 começou em agosto de 2011. Militares dos dois países se reuniram para a realização de workshops relativos aos objetivos do exercício e às manobras que seriam incluídas. Foi definido um calendário de preparação e elencaram-se as atribuições de cada parte.

Em fevereiro último, militares russos viajaram a Bodo, na Noruega, para efetivamente iniciar o planejamento do Pomor. Nessa fase é que efetivamente se decidiu quantos dias duraria o exercício, quais suas datas de começo e término e quais manobras seriam feitas em cada dia. Nessas reuniões decidiu-se também que não haveria momentos dedicados a “freeplay”. Segundo o CMG Saunes uma fase em “freeplay demandaria uma estrutura de pessoal e planejamento da qual nós não estamos dispostos a dispor. Não é algo de que precisemos dentro das metas que estipulamos pro Pomor. Seria puro ‘technical overkill’”.

Em abril houve uma reunião na cidade russa Murmansk, de onde começaria o exercício, para acertar os últimos detalhes. Há uma preocupação especial em sempre realizar o Pomor em fins de maio/início de junho, o final da primavera no Hemisfério Norte, de modo a evitar a pior fase do inverno. Não é só uma questão de “fugir” do frio. O Cold Response é realizado sempre em fins de março, justamente no ocaso do inverno, exatamente por ser pensado para que os participantes enfrentem as temperaturas e condições climáticas mais hostis. O Pomor acontece em torno de dois meses depois do CR por uma questão logística – é necessário tempo para se concluir toda a etapa de planejamento – e para “gerar variedade”, isto é, habituar os marinheiros a diferentes condições metereológicas.

Em 11 de maio começou o exercício.

Chabanenko - Lançador de flare
Chabanenko  - Lançador de flareChabanenko  - Lançador de flare
Holofote
HolofoteHolofote
Chabanenko - Suíte de Radares
Chabanenko  - Suíte de RadaresChabanenko  - Suíte de Radares
Chabanenko - Suíte de Radares
Chabanenko  - Suíte de RadaresChabanenko  - Suíte de Radares
Chabanenko - Suíte de Radares
Chabanenko  - Suíte de RadaresChabanenko  - Suíte de Radares

Chabanenko - Comandante
Chabanenko  - Comandante Chabanenko  - Comandante
Chabanenko - Corredores internos
Chabanenko  - Corredores internosChabanenko  - Corredores internos
Chabanenko - Dormitórios
Chabanenko  - DormitóriosChabanenko  - Dormitórios
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen

Operações no Ártico: pequenas porém significativas diferenças

Uma das melhores oportunidades que se tem quando se está interagindo com marinhas como as da Noruega e Rússia é a de colher insights e informações sobre os detalhes que envolvem operações navais em um ambiente de frio extremo. ALIDE conversou com diversos militares buscando conhecimento sobre as diferenças entre operações em climas tropicais e polares.

Do ponto de vista da plataforma, um navio que opera exclusivamente em climas polares pode dispensar uma série de sistemas de resfriamento e arrefecimento em todo o complexo de sensores, uma das partes mais suscetíveis a sobreaquecimento. Não obstante, o casco desse navio deve estar adaptado para quebrar gelo, o normal para um navio não dedicado é ser capaz de destruir camadas de até um metro de espessura. As inovações em termos de design de casco para quebra de gelo são muitas. O tradicional “bulbo” na proa começa a dar lugar a navios com cascos mais arredondados, com quilhas aparentadas a lâminas e uma inclinação que faz com que a proa do navio “suba” no gelo, de modo a usar seu peso (concentrado em uma quilha mais fina) para quebrar a camada. Vemos essa tecnologia, por exemplo, na classe Knud Rassmussen, da Real Marinha Dinamarquesa.

Há que se ter, ainda, algum cuidado com o combustível. O frio altera a viscosidade de alguns tipos de óleo combustível. Isso pode gerar algumas complicações caso as máquinas fiquem muito tempo desligadas, mas é apenas um cuidado menor a mais que o CheMaq deve ter. Um ponto mais sensível ao que se deve atentar quando em operações nos polos é quanto ao equipamento de proteção, que deve ser pensado para temperaturas muito mais baixas do que o normal e ter um índice de impermeabilidade mais alto, já que o tempo de sobrevivência à deriva em águas geladas chega a ser 60% menor do que em águas tropicais, dependo da região e época do ano. Pode parecer um cuidado óbvio; apenas um adendo às preocupações normais com segurança que militares de qualquer marinha já teriam, todavia, os noruegueses relatam casos de militares estrangeiros (europeus mesmo) que subestimaram as temperaturas (e, principalmente, os ventos) do Ártico e acabaram com complicações menores de saúde.

O principal aspecto a que se deve atentar, todavia, quando se opera no Ártico é a previsão metereológica. Todo navegador naturalmente já é instruído a sempre se planejar em função do boletim climático, até aí nada novo. O problema, nos apontam os noruegueses, é que há certas singularidades do polos que devem ser observadas. Devido a uma complexa confluência de fatores como velocidade e temperatura das correntes marítimas e deslocamento de massas de ar, é comum que “surjam” em alto mar zonas de baixa pressão, onde os ventos são fortíssimos e o mar, por consequência, bem mais agitado. Zonas de baixa pressão também não são novidade para qualquer navegante, o problema das que se enfrenta no Ártico é que elas nem sempre aparecem na previsão feita pela manhã, as indicações de que uma delas surgirá são observadas com duas ou três horas de antecedência, às vezes menos. Esse é o principal cuidado que deve ter uma tripulação que costuma navegar em águas tropicais ou temperadas.

Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen

Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof Nansen
Fragata Fridtjof NansenFragata Fridtjof Nansen
NaPaOc Senja - Classe Nordkapp
NaPaOc Senja - Classe NordkappNaPaOc Senja - Classe Nordkapp
NaPaOc Senja
NaPaOc SenjaNaPaOc Senja
NaPaOc Senja - Ilha
NaPaOc Senja - IlhaNaPaOc Senja - Ilha

Diário de bordo

Os meios que participaram do Pomor 2012 foram, do lado russo, o Almirante Chabanenko (um CT da classe Udaloy), com um helicóptero Ka-27, e dois caças Su-33. Do lado norueguês participaram a fragata Fridtjof Nansen (a primeira de sua classe), o navio patrulha Senya (classe Nordkapp), dois caças F-16 e um P-3 Orion.

No dia 09 de maio foram reunidos em Severomorsk, Rússia, o Chabanenko e a Fridtjof Nansen. No dia 10 foi realizado um desfile militar que contou com várias tropas e veículos russos e com os dois Su-33, que realizaram um voo tático muitíssimo bem executado, que rendeu belíssimas imagens para os presentes. A tripulação da Nansen também participou do desfile.

No dia 11 os dois navios suspenderam em direção à costa da cidade de Hammerfest, na Noruega. Nesse primeiro dia foi realizado um exercício de socorro a navio sinistrado no qual os russos empregaram o Ka-27, que simulou um socorro a um navio pesqueiro russo (que foi interpretado por um navio pesqueiro russo de verdade). Nesse dia, foi realizado também um ADEX (exercício de defesa antiaérea) com participação dos dois Su-33.

No dia 12 pela manhã ALIDE se juntou ao exercício. Fomos levados, com quatro jornalistas noruegueses de três veículos diferentes, numa RHIB do porto da cidade de Hammerfest até o Senja. Ele estava a pouco menos de duas milhas da costa, embora a neblina e a neve que caíam o tivessem escondido até estarmos a pouco mais de 20 metros do mesmo. O tempo melhorou, todavia, na parte da tarde, o que viabilizou o cumprimento do cronograma planejado. Fomos levados – de novo na RHIB – para o Chabanenko a fim de acompanhar de lá uma cerimônia memorial, que aconteceu simultaneamente nos convoos dos três navios. Aqui ressaltar, acompanhamos a cerimônia a partir do navio russo porque ele estava guarnecido por uma banda de música! Foi tocado o hino da Rússia, após o que o Comandante-em-Chefe da Esquadra do Norte fez um discurso sobre a importância do exercício de se manter o seguro o Mar de Barents. Após a conclusão da cerimônia, retornamos ao Senja. No final da tarde (quando aí era muito claro, dado que aquele era o dia em que se poderia ver o sol da meia noite) foi realizado um novo exercício de apoio a navio sinistrado. Simulou-se um incêndio no hangar do Senja. Emitiu-se um pedido de ajuda que foi atendido por equipes da Nansen e do Chabanenko. Eles vieram também em RHIBS, resgataram os “feridos” e apagaram o incêndio.

NaPaOc Senja - Lateral da superestrutura
NaPaOc Senja - Lateral da superestruturaNaPaOc Senja - Lateral da superestrutura
NaPaOc Senja - Suíte de sensores
NaPaOc Senja - Suíte de sensoresNaPaOc Senja - Suíte de sensores
GUNEX na Fridtjof Nansen
GUNEX na Fridtjof NansenGUNEX na Fridtjof Nansen
GUNEX na Fridtjof Nansen
GUNEX na Fridtjof NansenGUNEX na Fridtjof Nansen
Chabanenko e Ka-27 em resgate e navio sinistrado
Chabanenko e Ka-27 em resgate e navio sinistradoChabanenko e Ka-27 em resgate e navio sinistrado

Su-33 durante ADEX
Su-33 durante ADEXSu-33 durante ADEX
Su-33 durante ADEX
Su-33 durante ADEXSu-33 durante ADEX
Su-33 durante ADEX
Su-33 durante ADEXSu-33 durante ADEX
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko

O dia 13 teve dois exercícios. No final da manhã foi realizado um GUNEX que acompanhamos a partir da Fridtjof Nansen. Em lugar do tradicional “killer tomato” foi usada uma “killer banana”. Cada um dos navios disparou quatro vezes. Nenhum dos disparos acertou o alvo, confirmando aquela máxima (jocosa) da MB de que “o lugar mais seguro durante o exercício de tiro é o alvo”. Originalmente seriam disparados mais tiros, mas o início do GUNEX foi postergado pela presença de um barco pesqueiro na área do exercício que, devido à necessidade de recolher as redes que havia espalhado, levou mais tempo do que o estimado pelos militares para deixar o local. Na parte da tarde foi realizado um novo ADEX, desta vez as aeronaves hostis foram interpretadas pelos F-16 noruegueses. Seus voos foram, todavia, mais “tímidos” que os dos Su-33 e, devido a uma piora do tempo no final da tarde, acabaram tendo seu tempo total encurtado em relação ao previsto.

As condições climáticas foram piorando conforme o dia 13 avançava. ALIDE teve a oportunidade de experimentar as intempéries do “Norte Distante”. Apesar de não termos enfrentado uma tempestade, o mar piorou muito, com ondulações agressivas e ventos fortíssimos. A situação ficou tão ruim que todos as manobras previstas para os dias 14 e 15 foram canceladas.

Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no Chabanenko
Cerimônia Memorial no ChabanenkoCerimônia Memorial no Chabanenko

Cerimônia Memorial na Fridtjof Nansen
Cerimônia Memorial na Fridtjof NansenCerimônia Memorial na Fridtjof Nansen
Cerimônia Memorial na Fridtjof Nansen
Cerimônia Memorial na Fridtjof NansenCerimônia Memorial na Fridtjof Nansen
Cerimônia Memorial no Senja
Cerimônia Memorial no SenjaCerimônia Memorial no Senja
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado

O dia 16 amanheceu ensolarado, sem vento e agradável. A Nansen e o Chabanenko chegaram juntas à cidade de Bodo e foram atracados a contrabordo. Os jornalistas que tinham permanecido no Senja foram levados de lancha para o porto da cidade, enquanto o navio da guarda costeira norueguesa seguiu em sua patrulha pelas águas territoriais de seu país. Pouco depois do meio chegaram os militares do Estado-Maior Conjunto da Noruega e do Comando da Esquadra do Norte que, acompanhados dos comandantes dos dois navios, foram para a coletiva de imprensa.

A coletiva foi exatamente aquilo que se esperava. Os representantes de ambas as partes recapitularam o cronograma do Pomor e afirmaram que o exercício ocorreu a contento. Lembraram que o tempo foi o único fator que atrapalhou o correto andamento das atividades planejadas, mas, como se preza pelo realismo, é salutar que acabe se enfrentando esse tipo de obstáculo. As autoridades concluíam dizendo que relatórios positivos vinham chegando de ambas as partes e que boas ideias para cooperação futura já começavam a serem discutidas. Devido à hora só uma pergunta foi autorizada. Um jornalista norueguês questionou os presentes quanto à realização de manobras de evacuação de civis nas edições futuras do Pomor. Foi respondido que ainda é cedo para afirmar categoricamente quais operações vão ou não acontecer nos próximos anos, mas – reafirmando aquilo que o CMG Saunes, um dos presentes na coletiva, já havia dito à ALIDE – a ideia agora é incorporar os ambientes terrestre e aéreo cada vez mais ao programa dos vindouros Pomors.

Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado

Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado

Finalizando com uma festa

O término oficial do Pomor não foi no dia 16 de maio, mas sim no dia 17. Isso não foi sem motivo. 17 de maio é o feriado nacional mais importante da Noruega, o dia que celebra a assinatura de sua constituição. As marinhas celebraram esse dia com um open ship. A banda do Chabanenko foi posta ao lado da prancha da Nansen e tocou vários temas, que iam de músicas cossacas à bossa nova.

É curioso que os noruegueses não celebrem seu mais importante feriado nacional com uma parada militar. Os únicos desfiles que acontecem são os de escolas e agremiações civis (de música, artes, esportes...). Como nos disse um militar norueguês: “o nosso dia nacional é uma festa das crianças; o objetivo é fazer com que elas tomem seus sorvetes e brinquem com seus amigos”. O Pomor existe para afastar, cada dia mais, a sombra da II Guerra Mundial e da Guerra Fria. É bom que ele seja bem sucedido; pelo bem das crianças, seus sorvetes e seus amigos.

Exercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistradoExercício de resgate a navio sinistrado
Exercício de resgate a navio sinistrado
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Exercício de resgate a navio sinistrado
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Last Updated on Wednesday, 26 March 2014 17:16
 

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