Il Museo Storico Navale em Veneza PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Saturday, 17 November 2012 16:42

 

 

A Itália é um país muito novo formando apenas na década de 1860, é mais novo até que o Brasil. Antes de ser um país só, o território localizado entre os contrafortes alpinos no norte e a famosa península em forma de bota era composta de vários ducados, principados e reinos. Estes pequenos Estados se associavam e lutavam entre si ao longo dos séculos atraindo a cobiça e o apoio das diversas potências europeias ao longo do seu tempo. A tradição naval italiana atual é herdeira direta das importantes tradições conquistadas com as rotas das especiarias pelo Mar Mediterrâneo e são oriundas de importantes nomes como Amalfi, Gênova, Pisa e Veneza, por isso seus brasões compõem juntas hoje em dia o brasão da Marina Militare e são parte da bandeira naval daquele país.

Entrada do Museo, em destaque a âncora retirada de um navio austríaco.
Entrada do Museo, em destaque a âncora retirada de um navio austríaco.Entrada do Museo, em destaque a âncora retirada de um navio austríaco.
Placa na entrada do museo
Placa na entrada do museo Placa na entrada do museo
Em destaque um dos brasões anteriores a marinha italiana.
Em destaque um dos brasões anteriores a marinha italiana. Em destaque um dos brasões anteriores a marinha italiana.
Brazão da Reggia Marina
Brazão da Reggia Marina Brazão da Reggia Marina
Não é incomun encontrar brazões que tenham feito parte de algumas embarcações.
Não é incomun encontrar brazões que tenham feito parte de algumas embarcações. Não é incomun encontrar brazões que tenham feito parte de algumas embarcações.

Um canhão do séc XVI
Um canhão do séc XVIUm canhão do séc XVI
Artilharia! Outro canhão do século XVII
Artilharia! Outro canhão do século XVIIArtilharia! Outro canhão do século XVII
Canhão do Século XVIII
Canhão do Século XVIIICanhão do Século XVIII
Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza.
Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza. Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza.
Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza.
Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza. Mapa em relevo de um dos fortes de Veneza.
 

Conhecendo o Museo

Em Veneza, fica um dos dois museus navais italianos, o Museo Storico Navale. O outro, o Museo Tecnico Navale, especializado em armamento, é dedicado prioritariamente ao armamento e fica na cidade de La Spezia localizada entre as cidades de Lucca e Gênova.
Mapa em relevo da Fortaleza di Corfu.
Mapa em relevo da Fortaleza di Corfu.Mapa em relevo da Fortaleza di Corfu.
Maquete representando construções do século XV.
Maquete representando construções do século XV. Maquete representando construções do século XV.
Canhão usado em embarcaçoes pequenas para proteção.
Canhão usado em embarcaçoes pequenas para proteção. Canhão usado em embarcaçoes pequenas para proteção.
Rifles e espingardas dos Séculos XVIII e XIX.
Rifles e espingardas dos Séculos XVIII e XIX.Rifles e espingardas dos Séculos XVIII e XIX.
Rifles e espingardas dos Séculos XVI e XVII.
Rifles e espingardas dos Séculos XVI e XVII.Rifles e espingardas dos Séculos XVI e XVII.

Peça de canhão que equipava navios do Século XVI.
Peça de canhão que equipava navios do Século XVI. Peça de canhão que equipava navios do Século XVI.
Maquete do Transatlântico Michelangelo.
Maquete do Transatlântico Michelangelo. Maquete do Transatlântico Michelangelo.
Uniformes usados pelos aviadores nos anos 60 e 80.
Uniformes usados pelos aviadores nos anos 60 e 80. Uniformes usados pelos aviadores nos anos 60 e 80.
Uniformes Militares do início dos anos de 1900 até meados da II Guerra Mundial.
Uniformes Militares do início dos anos de 1900 até meados da II Guerra Mundial. Uniformes Militares do início dos anos de 1900 até meados da II Guerra Mundial.
Roupa de Mergulho de meados dos anos 40 e 50.
Roupa de Mergulho de meados dos anos 40 e 50. Roupa de Mergulho de meados dos anos 40 e 50.



O Museu Storico Navale fica instalado num prédio na lateral do antigo Arsenal de Veneza. O Arsenale, como é chamado pelos italianos a área industrial, foi fundado em 1104 e é considerado um dos maiores complexos industriais antes do advento da Revolução Industrial ocupando uma área de 45 hectares, cerca de 15% da superfície de Veneza na porção leste da ilha principal que compõe a cidade. O acervo junta quadros, restos de navios famosos e maquetes muito antigas do Arsenal com maquetes modernas para traçar um quadro da evolução da construção naval e da tradição naval da Itália, com natural ênfase para aquela região do Mar Adriático.

O Museu propriamente dito abriu as portas em 1815 quando os austríacos, que ocupavam a região na época, resolveram juntar toda a coleção de maquetes históricas do Arsenale num único local. Não deixa de ser irônico que, hoje em dia, as duas grandes âncoras que decoram a entrada do Museu tenham feito parte de um navio austríaco capturados pelos italianos na Primeira Guerra Mundial. Com o passar dos anos, mais e mais itens foram sendo juntados a eles expandindo a coleção. O prédio onde é hoje o museu era originalmente um depósito de grãos e uma fábrica das bolachas marinheiras. Estas bolachas duras compunham a dieta básica dos marinheiros europeus entre os séculos XVI a XVIII. Antes dos navios deixarem o Arsenale, eles saiam das quatro grandes bacias do estaleiro pelo canal do Rio Arsenale o que os levava a passar exatamente por baixo do prédio atual do Museu, e ali, por gravidade, é que as bolachas eram carregadas nos seus porões.

Detalhe para a máscara de ar integral e tanques de ar na barriga
Detalhe para a máscara de ar integral e tanques de ar na barriga Detalhe para a máscara de ar integral e tanques de ar na barriga
Minisubmarino Maiale da Segunda Guerra Mundial -
Minisubmarino Maiale da Segunda Guerra Mundial - Minisubmarino Maiale da Segunda Guerra Mundial -
Frente do Maiale, que se assemelha a um torpedo.
Frente do Maiale, que se assemelha a um torpedo. Frente do Maiale, que se assemelha a um torpedo.
Assento do tripulante.
Assento do tripulante. Assento do tripulante.
Cápsula estanque de transporte do Maiale
Cápsula estanque de transporte do MaialeCápsula estanque de transporte do Maiale
 
Lancha torpedeira MTM (Motoscafo Turistico Modificato).
Lancha torpedeira MTM (Motoscafo Turistico Modificato). Lancha torpedeira MTM (Motoscafo Turistico Modificato).
Apelidada gentilmente de Barchino
Apelidada gentilmente de BarchinoApelidada gentilmente de Barchino
Carta Náutica.
Carta Náutica. Carta Náutica.
Proa do sub italiano Medusa
Proa do sub italiano MedusaProa do sub italiano Medusa
 

Pequenos submarinos e lanchas, um grande estrago!

A recepção do Museu é dominada por um minisubmarino do Tipo Siluro a Lenta Corsa - SLC - "Torpedo de Corrida Lenta" – que era apelidado de "maiale" (porco) por seus tripulantes. Tripulado por apenas dois homens-rãs, o maiale foi usado com imenso sucesso no ataque italiano contra o porto britânico de Alexandria no Egito. Na noite de 19 de dezembro de 1941 três SLC penetraram no porto e afundaram dois encouraçados da Royal Navy, o HMS Valiant e o Queen Elizabeth, além de um navio tanque de 8,000 toneladas. O resto do primeiro piso é dedicado às maquetes tridimensionais fortalezas das forças armadas da República de Veneza no Mediterrâneo oriental e das peças de artilharia usadas nas campanhas contra os Turcos no Mar Egeu. Aqui existe uma série de vitrines com uma completa coleção de armas históricas, fuzis, mosquetes, etc, dos séculos XVIII até a Primeira Guerra Mundial.

Flâmula de um navio austríaco.
Flâmula de um navio austríaco. Flâmula de um navio austríaco.
Pedaços do navio Austríaco Wien.
Pedaços do navio Austríaco Wien. Pedaços do navio Austríaco Wien.
Modelo em escala de navio da era pré II Guerra Mundial.
Modelo em escala de navio da era pré II Guerra Mundial.Modelo em escala de navio da era pré II Guerra Mundial.
Flutuadores de hidroaviões alemães da I Guerra Mundial.
Flutuadores de hidroaviões alemães da I Guerra Mundial. Flutuadores de hidroaviões alemães da I Guerra Mundial.
Modelos em escala dos mísseis antinavios italianos
Modelos em escala dos mísseis antinavios italianosModelos em escala dos mísseis antinavios italianos

Modelo em escala do Commandante Cigala Fulgosi
Modelo em escala do Commandante Cigala Fulgosi Modelo em escala do Commandante Cigala Fulgosi
Embarcação ofertado ao Brasil no Prosuper.
Embarcação ofertado ao Brasil no Prosuper.Embarcação ofertado ao Brasil no Prosuper.
Caça-minas da classe Gaeta (M5554).
Caça-minas da classe Gaeta (M5554).Caça-minas da classe Gaeta (M5554).
VIsta da proa do Gaeta.
VIsta da proa do Gaeta. VIsta da proa do Gaeta.
Fragata da classe Artigliere (a Aviere - F 583)
Fragata da classe Artigliere (a Aviere - F 583)Fragata da classe Artigliere (a Aviere - F 583)


Outros dois minisubmarinos maiale estão nesta sala, um deles dentro do seu compartimento cilíndrico estanque de transporte. No centro do salão existe uma lancha torpedeira MTM (Motoscafo Turistico Modificato), que recebeu o apelido informal de "Barchino explosivo" (barquinho explosivo). Cada uma destas lanchas carregava 330 quilos de explosivo na sua proa. A MTM entrava num porto a noite em baixa velocidade e quando se alinhava para realizar a corrida do ataque contra seu alvo o piloto travava o leme, e abandonava a lancha por trás dobrando o encosto de seu assento. Este detalhe simples era o elemento que acionava o mecanismo explosivo e transformava a pequena lancha em um verdadeiro torpedo de superfície. Um ataque de seis MTM no porto da Baía de Suda em Creta acertou o cruzador pesado HMS York e o petroleiro Péricles em 26 de março de 1941 e isso tirou o navio britânico da guerra. Dos seis MTM três tiveram problemas técnicos e tiveram que abordar o ataque. Dois deles acertaram o York a meia-nau, alagando ambos seus compartimentos de caldeiras e um dos compartimentos de turbina.

VIsta da popa da Fragata Artigliere.
VIsta da popa da Fragata Artigliere. VIsta da popa da Fragata Artigliere.
Destróier Luigi Durand de la Penne (D560) e fragata Maestrale (F570)
Destróier Luigi Durand de la Penne (D560) e fragata Maestrale (F570)Destróier Luigi Durand de la Penne (D560) e fragata Maestrale (F570)
Destroier Luigi Durand de la Penne.
Destroier Luigi Durand de la Penne. Destroier Luigi Durand de la Penne.
vista de proa do Luigi de la Penne.
vista de proa do Luigi de la Penne. vista de proa do Luigi de la Penne.
 

Bucintoro, um tesouro flutuante

Subindo a escadas para o primeiro piso o visitante encontra um globo gigante e diversas cartas náuticas do século XV ao século XX. Este andar é dedicado ao período das guerras entre italianos e turcos, com várias maquetes de navios contemporâneos. Uma das peças mais impressionantes do Museo é uma réplica em escala da galera "Bucintoro" de 1727, usada pelo Doge (lider político máximo daquela República) na cerimônia anual do Sposalizio del Mare o "casamento" da cidade com o Mar Adriático. Napoleão após capturar Veneza em 1798 ordenou a destruição completa do último Bucentauro como símbolo da capitulação da cidade perante os exércitos franceses. Segundo relatos o ouro extraído dos restos do Bucintoro teria demandado 400 mulas para serem removidos.

Destroier Ardito (D550).
Destroier Ardito (D550). Destroier Ardito (D550).
Vista lateral do Ardito 9D550).
Vista lateral do Ardito 9D550).Vista lateral do Ardito 9D550).
Aerobarco classe Sparviero.
Aerobarco classe Sparviero. Aerobarco classe Sparviero.
Submarino da classe CB.
Submarino da classe CB.Submarino da classe CB.
Submarino Lazaro Mocenigo (S514) da classe Toti.
Submarino Lazaro Mocenigo (S514) da classe Toti.Submarino Lazaro Mocenigo (S514) da classe Toti.
 
Corveta Urania
Corveta UraniaCorveta Urania
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Corveta Danaide da classe Gabiano de 1943.
Corveta Danaide da classe Gabiano de 1943.Corveta Danaide da classe Gabiano de 1943.


O Século XX

O terceiro andar abrange o período da década de 20 até a de 80. No hall de entrada está uma exposição de instrumentos náuticos e navais modernos.

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O Aviero da década de 30
O Aviero da década de 30 O Aviero da década de 30


Salientando o período em que Veneza e todo o nordeste italiano fizeram parte do Império Austro-húngaro, numa sala existe pedaço da proa do encouraçado pré-Dreadnought "Wien" da Marinha Imperial Austríaca, afundado no porto de Trieste em 9 de dezembro de 1917 por um ataque de lancha torpedeira italiana. Ao seu lado estão exibidas as pontas de dois flutuadores de hidro aviões austríacos e a proa do submarino italiano Medusa, Este submarino foi afundado pelo submarino alemão UB-15 em 10 de junho de 1915. Os restos do Medusa só foram encontrados e partes suas recuperadas no ano de 1956 no norte do Mar Adriático.

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O Aviero da década de 30
O Aviero da década de 30O Aviero da década de 30
Perfil do Giuseppe Garibaldi
Perfil do Giuseppe GaribaldiPerfil do Giuseppe Garibaldi
 
Fragata Granatiere de 1939
Fragata Granatiere de 1939Fragata Granatiere de 1939
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O salão dedicado aos navios mais recentes começa com uma maquete no navio patrulha oceânico Commandante Cigala Fulgosi (P490). Esta mesma classe compõe a oferta italiana para a concorrência Prosuper na Marinha do Brasil. A maquete do caça-minas da classe Gaeta (M5554) fica logo ao lado, assim como a de uma fragata da classe Artigliere (a Aviere - F 583). Evolução da classe Lupo padrão italiana esta classe recebeu um hangar telescópico. Vítima de um embargo de armas contra o Iraque estes quatro navios tiveram seu equipamento para guerra antissubmarino removido antes de serem aceitos para serviço na Marinha Militare Italiana. Até recentemente os navios centrais da força de superfície da marinha italiana eram além das Lupo a classe de destroier Luigi Durand de la Penne (D560), a da fragata Maestrale (F570), e a do destroier Ardito (D550). Um “aerobarco” patrulheiro lança-mísseis da classe Sparviero atesta a capacidade da indústria italiana e de sua marinha de correr riscos ao abraçar conceitos pouco tradicionais. A lista de maquetes "modernas" segue com a Urania (F552), uma corveta da classe Minerva que foi lançada no mar em 10 de junho de 1987. Entre os submarinos existe uma maquete do Lazaro Mocenigo (S514) da classe Toti que construídos entre 1968 e 1969, foram os primeiros submarinos fabricados no país depois da Segunda Guerra.

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Porta-aviões Aquila. Destaque para os canhões a frente e a ré da ilha.
Porta-aviões Aquila. Destaque para os canhões a frente e a ré da ilha. Porta-aviões Aquila. Destaque para os canhões a frente e a ré da ilha.
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Esquisitinhos, alguns dos pequenos submarinos da classe CB, de apenas 44 toneladas de deslocamento e quatro tripulantes, foram passados para a Marinha da Romênia no Mar Negro em 1943 e muitos deles acabaram nas mãos de russos e britânicos no final da Guerra. Os partisans iugoslavos capturaram um destes na base naval de Pola e ele eventualmente entrou em serviço na Marinha daquele país até 1959. Neste tipo, os torpedos (ou minas) eram sempre transportados em dois tubos no seu exterior de tão pequeno que ele era.

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MuseuItalia082
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MuseuItalia083
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Casco proposto conceitualmente pelo CMG Ettore Bussei na década de 40.
Casco proposto conceitualmente pelo CMG Ettore Bussei na década de 40.Casco proposto conceitualmente pelo CMG Ettore Bussei na década de 40.
Placas como essas são vísiveis por todo Museo.
Placas como essas são vísiveis por todo Museo. Placas como essas são vísiveis por todo Museo.
 
MuseuItalia086
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Um modelo da lancha que afundou o encouraçado “Wien”.
Um modelo da lancha que afundou o encouraçado “Wien”.Um modelo da lancha que afundou o encouraçado “Wien”.
“Grillo” o “tanque marítimo” que era capaz de cortar as redes de contra torpedos.
“Grillo” o “tanque marítimo” que era capaz de cortar as redes de contra torpedos.“Grillo” o “tanque marítimo” que era capaz de cortar as redes de contra torpedos.
Modelo da lancha que afundou o Wien
Modelo da lancha que afundou o WienModelo da lancha que afundou o Wien
Vista da proa.
Vista da proa. Vista da proa.
 

Viajando em zig-zag pelo tempo, pois o roteiro nesta sala não é muito claro para os que desejam seguir um trajeto estritamente cronológico, aparece em seguida a Corveta Danaide da classe Gabiano de 1943 e o cruzador ligeiro Armando Diaz, afundado pelos britânicos a caminho de Túnis na África. Ao lado fica um modelo de destróier da classe Palestro junto de seu derivado direto, o destroier Curtatone, afundado por uma mina próximo a Atenas em 1941. Estão aqui ainda: o cruzador Muzio Atendolo da classe Condottieri, cruzador Giuseppe Garibaldi de 1936 que tem a honra de ter servido na Marina Militare até o ano de 1971. Este cruzador Garibaldi tem uma estória única. Ele sofreu uma profunda modernização entre 1957 e 1961 onde recebeu a capacidade lançar mísseis nucleares UGM-27 Polaris americanos. Os Polaris são mísseis balísticos de submarinos, não de navios de superfície. Mas infelizmente para a MM os americanos mudaram de ideia e acabaram não lhes fornecendo estes mísseis. Para contornar isso a indústria italiana se lançou no desenvolvimento de um míssil de características semelhantes o “Alfa” projeto este que só seria interrompido com a assinatura pela Itália do Tratado de Não-Proliferação Nuclear em 1969.
Vista lateral.
Vista lateral. Vista lateral.
Emblemas de navios árabes.
Emblemas de navios árabes. Emblemas de navios árabes.
Uniformes da Marinha dos Séculos XIV e XVI.
Uniformes da Marinha dos Séculos XIV e XVI.Uniformes da Marinha dos Séculos XIV e XVI.
Bandeira da Família Orleans e Bragança, Família Imperial de Portugal e do Brasil.
Bandeira da Família Orleans e Bragança, Família Imperial de Portugal e do Brasil. Bandeira da Família Orleans e Bragança, Família Imperial de Portugal e do Brasil.

Bandeiras navais italianas
Bandeiras navais italianasBandeiras navais italianas
Planta do Arsenal.
Planta do Arsenal. Planta do Arsenal.
MuseuItalia098
MuseuItalia098MuseuItalia098
Modelo representa a estrutura das embarcações da era romana, muito semelhante aos modelos gregos.
Modelo representa a estrutura das embarcações da era romana, muito semelhante aos modelos gregos. Modelo representa a estrutura das embarcações da era romana, muito semelhante aos modelos gregos.
modelos de embarcaçoes da era romana.
modelos de embarcaçoes da era romana.modelos de embarcaçoes da era romana.

Detalhe para estrutura com vigas grandes e poucas vigas trasnversais.
Detalhe para estrutura com vigas grandes e poucas vigas trasnversais. Detalhe para estrutura com vigas grandes e poucas vigas trasnversais.
Típico dos navios do Séc XV,essa efígie mostra o homem a caminho de seu sustento.
Típico dos navios do Séc XV,essa efígie mostra o homem a caminho de seu sustento. Típico dos navios do Séc XV,essa efígie mostra o homem a caminho de seu sustento.
Netuno, também chamado de Poseidon é o Deus Romano dos Mares.
Netuno, também chamado de Poseidon é o Deus Romano dos Mares.Netuno, também chamado de Poseidon é o Deus Romano dos Mares.
Chamam a atenção os detalhes em ouro.
Chamam a atenção os detalhes em ouro. Chamam a atenção os detalhes em ouro.
 

A Segunda Grande Guerra custou muito caro à esquadra Regia Marina, neste salão entende-se claramente que muitos dos navios construídos na década de 30 não sobreviveram aos ataques dos aliados. O cruzador Alberigo Barbiano foi para o fundo do mar em 1941 mesmo ano em que o Zara. O submarino Settembrini resistiu até 1944, em quanto o Perla não passou de 1942. Entre os “sobreviventes”, se encontram as maquetes do Scipione Africano, que acabou sendo cedido à França em 1948 como compensação de guerra. O destroier Granatiere da classe “Soldati” original serviu na Marina Militare Italiana no pós-guerra e só foi dado baixa em 1º de julho de 1958. O Giuseppe Sirtori foi afundado pela Luftwaffe em Corfu em setembro de 1943 após a capitulação dos italianos aos Aliados.

Embarcaçao típica do século XIV da era das navegações venezianas ao mediterrâneo.
Embarcaçao típica do século XIV da era das navegações venezianas ao mediterrâneo.Embarcaçao típica do século XIV da era das navegações venezianas ao mediterrâneo.
A força Militar, a sabedoria e o comércio eram figuras marcantes nas laterais das embarcações.
A força Militar, a sabedoria e o comércio eram figuras marcantes nas laterais das embarcações. A força Militar, a sabedoria e o comércio eram figuras marcantes nas laterais das embarcações.
Embarcação Típica da era das Grandes Navegações do Século XIV e XV.
Embarcação Típica da era das Grandes Navegações do Século XIV e XV. Embarcação Típica da era das Grandes Navegações do Século XIV e XV.
Esses pequenos barcos eram muito comuns na era romana para transporte individual, pesca e transporte militar.
Esses pequenos barcos eram muito comuns na era romana para transporte individual, pesca e transporte militar. Esses pequenos barcos eram muito comuns na era romana para transporte individual, pesca e transporte militar.
 
Trirreme grego com esporão na proa
Trirreme grego com esporão na proaTrirreme grego com esporão na proa
Trirreme grego com esporão na proa
Trirreme grego com esporão na proaTrirreme grego com esporão na proa
Lembrando um pouco as grandes Galeras Espanholas que realizavam as trocas comerciais da Europa com o Caribe.
Lembrando um pouco as grandes Galeras Espanholas que realizavam as trocas comerciais da Europa com o Caribe.Lembrando um pouco as grandes Galeras Espanholas que realizavam as trocas comerciais da Europa com o Caribe.
Caravelas portuguesas também são lembradas e sua característica principal são as velas.
Caravelas portuguesas também são lembradas e sua característica principal são as velas. Caravelas portuguesas também são lembradas e sua característica principal são as velas.


Inovação no design de meios navais na Itália

Uma maquete em escala que a despeito de seu pequeno tamanho chama a atenção do visitante é a do porta-aviões Aquila, que foi construído a partir do casco semiconstruído do navio transatlântico SS Roma durante a segunda Guerra. Demonstrando seu design de “transição”, o Aquila tinha quatro torretas triplas de canhões, duas avante e duas a ré da ilha. Com medo que os alemães afundassem o navio para bloquear o porto de Gênova, uma equipe de mergulhadores de combate italiana afundou o Aquila no próprio cais, quando ele se encontrava praticamente pronto, selando o destino deste navio. Ele ainda seria erguido e levado ao estaleiro de La Spezia com a ideia de recuperá-lo para o serviço, mas em 1951 tomou-se a decisão de abandonar o casco de vez.

Embarcações Típicas dos portugueses na Era das Grandes Navegações.
Embarcações Típicas dos portugueses na Era das Grandes Navegações. Embarcações Típicas dos portugueses na Era das Grandes Navegações.
Essas embarcações eram usadas para ligar a península itálica à península adriática.
Essas embarcações eram usadas para ligar a península itálica à península adriática.Essas embarcações eram usadas para ligar a península itálica à península adriática.
Pela popa estendida notamos que essa é uma embarcação inglesa do século XVII.
Pela popa estendida notamos que essa é uma embarcação inglesa do século XVII. Pela popa estendida notamos que essa é uma embarcação inglesa do século XVII.
Mais das embarcações que cruzam o mar adriático atrás das especiárias.
Mais das embarcações que cruzam o mar adriático atrás das especiárias. Mais das embarcações que cruzam o mar adriático atrás das especiárias.
Representando novamente, uma embarcação típica da Invencivel Armada Espanhola.
Representando novamente, uma embarcação típica da Invencivel Armada Espanhola.Representando novamente, uma embarcação típica da Invencivel Armada Espanhola.

MuseuItalia121
MuseuItalia121MuseuItalia121
MuseuItalia122
MuseuItalia122MuseuItalia122
Detalhe do tronco de madeira que era a viga estrutural do navio.
Detalhe do tronco de madeira que era a viga estrutural do navio. Detalhe do tronco de madeira que era a viga estrutural do navio.
Mais embarcações Espanholas.
Mais embarcações Espanholas. Mais embarcações Espanholas.
Animais também faziam parte da decoração dos navios no Século XV.
Animais também faziam parte da decoração dos navios no Século XV. Animais também faziam parte da decoração dos navios no Século XV.


Numa das paredes está um meio modelo em madeira de um casco com “asas” submarinas. Este tipo radical casco foi proposto conceitualmente pelo CMG Ettore Bussei na década de 40, mas nada se fez de concreto durante a guerra. Esta tecnologia era, uma predecessora dos “aerobarcos” e foi finalmente usado na década de 60 no programa conjunto entre Itália e EUA “Sparviero”/“Pegasus”.


Assento do Doge no Bucintoro
Assento do Doge no BucintoroAssento do Doge no Bucintoro
O Bucintoro em escala reduzida
O Bucintoro em escala reduzidaO Bucintoro em escala reduzida
O Bucintoro era todo decorado em ouro.
O Bucintoro era todo decorado em ouro.O Bucintoro era todo decorado em ouro.
Atrás se sentava o Doge
Atrás se sentava o DogeAtrás se sentava o Doge
Decoração de navio veneziano
Decoração de navio venezianoDecoração de navio veneziano

O leão de São Marcos, ícone de Veneza
O leão de São Marcos, ícone de VenezaO leão de São Marcos, ícone de Veneza
Uma gôndola típica da região de Veneza.
Uma gôndola típica da região de Veneza. Uma gôndola típica da região de Veneza.
Em detalhe a proa da gôndola.
Em detalhe a proa da gôndola. Em detalhe a proa da gôndola.



Um modelo da lancha que afundou o encouraçado “Wien” está exposto aqui. Os seus dois torpedos eram carregados e levados fora da água justamente para não se engancharem nas redes antitorpedo. Este modelo de lancha rápida torpedeira, em seguida, inspirou os profissionais do Arsenale a criarem o “Grillo” seu “tanque marítimo”.

Inegavelmente um dos projetos mais inovadores exibidos no museu, a lancha torpedeira Grillo, fabricada no Arsenale de Veneza no final da Primeira Guerra Mundial. O seu casco de perfil quadrado era equipado com duas "esteiras dentadas" nas laterais. Esta característica lhe permitiria "saltar" por cima, ou melhor, "escalar", as várias redes antitorpedos que eram estendidas nas entradas dos portos da Marinha do Império Austro-húngaro naquela época.

Embarcações longas e manobradas por força humana, elas ainda estão presentes hoje na vida veneziana.
Embarcações longas e manobradas por força humana, elas ainda estão presentes hoje na vida veneziana. Embarcações longas e manobradas por força humana, elas ainda estão presentes hoje na vida veneziana.
Os modelos mostram as etapas de construção das gôndolas e os angulos das tábuas de madeira.
Os modelos mostram as etapas de construção das gôndolas e os angulos das tábuas de madeira. Os modelos mostram as etapas de construção das gôndolas e os angulos das tábuas de madeira.
As gôndolas são marca registrada da cidade de Veneza.
As gôndolas são marca registrada da cidade de Veneza. As gôndolas são marca registrada da cidade de Veneza.


O terceiro andar tem uma área dedicada às gôndolas, barco característico de Veneza a grande maioria das quais foi construída no próprio Arsenale. Uma das gôndolas aqui foi doada por Peggy Guggenheim americana herdeira de uma imensa fortuna que produziu o famoso museu de arte em Nova Iorque.


Algumas dessas gôndolas são feitas de madeiras raras, o que as torna mais preciosa e exclusiva.
Algumas dessas gôndolas são feitas de madeiras raras, o que as torna mais preciosa e exclusiva. Algumas dessas gôndolas são feitas de madeiras raras, o que as torna mais preciosa e exclusiva.
O Leão Alado é o guardião se Veneza
O Leão Alado é o guardião se VenezaO Leão Alado é o guardião se Veneza
Nossa viagem pelo Museo termina por aqu!
Nossa viagem pelo Museo termina por aqu! Nossa viagem pelo Museo termina por aqu!



Conclusão

Tirar fotos dentro do Museo é permitido, mas devido às grandes janelas abertas para o exterior em vários lados do prédio e a profusão de coberturas de vidro, sem qualquer tratamento antirreflexo, conseguir tirar fotos sem múltiplos brilhos inconvenientes sobre as peças será um desafio quase que insolúvel.

O prédio do Museu fica na ilha principal da cidade de Veneza localidade conhecida Campo San Biagio, no "bairro" de Castello, a uma distância muito fácil de ser caminhada desde a Praça de São Marco. Se você estiver em algum lugar mais longe a melhor opção é pegar o Vaporetto e descer na estação "Arsenale". Bom passeio!

 

Last Updated on Thursday, 29 November 2012 22:53
 

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