Euronaval 2012: criatividade em meio a crise! PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Friday, 30 November 2012 00:00


2012, como todo ano par, foi ano de Euronaval. A 23a edição da feira que congrega clientes de todo o mundo com a indústria francesa deste setor (e cada vez mais "visitantes", diga-se de passagem) ocorreu em na área de exposição de Le Bourget, ao norte da capital Paris entre 22 e 28 de outubro.

Para enfrentar a forte crise econômica que abala os países da Europa houve esse ano uma forte expansão dos expositores para além das fronteiras da França e, principalmente, uma grande aposta na inovação como forma de atrair novas oportunidades de negócios. Em Euronavais anteriores, alguns expositores estrangeiros comentaram com ALIDE que haviam se sentido "deixados de fora" do roteiro de visita das delegações internacionais oficiais e esse sentimento ocorria porque como as visitas eram cronometradas, a organização acabava prestigiando quase que unicamente a indústria do país sede. Mas isso mudou, e a edição deste ano foi a mais internacional até agora.

Acompanhe-nos nesta "visita virtual" que adiantará muitas das novidades que serão mostradas na LAAD em abril.

Thales

De todas as múltiplas linhas de produtos desta empresa exibidos na feira, a Marinha do Brasil, quando visitou o stand fez questão de se focar em três especificas: O mastro Integrado I-Mast 400 da Thales Nederlands, que pode vir a ser utilizado nas novas corvetas derivadas da classe Barroso que estão sendo detalhadamente estudadas pela engenharia da MB; Os sonares de profundidade variável CAPTAS-4 da Thales Underwater Systems (Combined Active and Passive Towed Array Sonar) que são parte integrante da solução de guerra antissubmarina das FREMM italianas e francesas, mas que segundo fontes da ALIDE, aparentemente a MB ainda não está muito confiante nesta tecnologia tendo em vista sua má experiência anterior com os sonares VDS Edo 700E originais das fragatas classe Niterói. O último item visitado pela comitiva da marinha foi o dos sistemas de comunicação integrada digital. Estes sistemas permitem a gestão simplificada de toda a comunicação interna e externa do navio sendo perfeitamente reconfigurável, em tempo real, de acordo com as necessidades encontradas no meio da operação. Não deixe de ler a entrevista que o Sr. César Kuberek, VP da Thales para a América Latina deu para ALIDE na Euronaval.

Não deixe de ler nosso artigo pré-Euronaval sobre os planos e produtos futuros da Thales e a entrevista com Cesar Kuberek VP da Thales para a América Latina

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DCNS

A Aquitaine, a primeira das onze FREMM adquiridas ainda nem foi entregue à Marinha da França e a DCNS já apresentou uma grande novidade , o modelo chamado de "ER" (Extended Range - "alcance ampliado", numa tradução livre). No lugar do seu característico radar Heraklès, a Thales apresentou um novo radar chamado Sea Fire 500, que usa quatro antenas fixas (não-rotatórias) instaladas num novo mastro sobre a superestrutura. Esta solução aproxima conceitualmente o navio francês daqueles que usam o sistema americano AEGIS/SPY-1, as classes Arleigh-Burkes, Ticonderogas, Álvaro de Bazán, Fridtjof Nansen, Kongo e KDX III. Resta saber se o software do sistema de combate vai oferecer as mesmas capacidades apregoadas pelo sistema americano. Um benefício adicional dessa nova configuração proposta pela DCNS é que foi abolido o segundo mastro que ficava a ré da configuração padrão da FREMM francesa. Sem este obstáculo físico, o desempenho dos radares na detecção já tende a melhorar por si só. As novas antenas fixas da FREMM-ER são derivadas diretas da antena instalada no interior do casulo giratório do Heraklès.

A Marinha da França tem sobe encomenda junto à DCNS duas unidades da configuração "FREDA", versão especializada da FREMM para a missão de defesa aérea de seu GT de porta aviões. Perguntados por ALIDE se a "ER" indicava o caminho adiante para a relativamente pouco definida FREDA, os executivos da DCNS e da Thales preferiram sugerir que, neste momento, isso seria uma pergunta a ser dirigida à Marinha e não à indústria. Além da FREMM ER, na Euronaval a maquete da FREMM francesa para exportação inovou ao mostrar um navio equipado com o canhão Oto Melara 127/64LW de 5 polegadas na proa e o canhão Rheinmetall Millenium Gun de 35mm instalado sobre o hangar. Segundo apuramos, a MB estaria interessada neste canhão de 35mm para sua próxima escolta de 6000 toneladas.

Veja o vídeo do passeio virtual pela FREMM francesa Aquitaine. http://www.youtube.com/watch?v=i-qLdebC6m0&feature=endscreen

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O programa francês de um segundo navio-aeródromo (NAe) parece estar perdido no “limbo orçamentário” desde que a conversa de parceria industrial com os ingleses não progrediu. Nesta feira a DCNS apresentou uma maquete do novo conceito de NAe, o chamado "Evolved Aircraft Carrier" (NAe Evoluído, em português) que absorveu muitas das características inovadoras dos demais produtos do estaleiro francês, inclusive o radar Heraklès, usado nas fragatas FREMM. A padronização de sensores entre NAe e fragatas sempre traz eficiência logística e redução de custos sendo uma boa tendência para o mercado. A inovação e o aumento de desempenho operacional representada pelo novo mastro se destacam mais por sua surpreendentemente simplicidade, quando comparado com a evidente complexidade das antenas do navio aeródromo Charles de Gaulle que é o mais recente porta aviões francês.

Deve-se ressaltar que a comparação precisa ser entendida nas suas devidas proporções, uma vez que enquanto o Charles de Gaulle é um produto real, a maquete é só um conceito feito de plástico, mas a tendência à simplificação já está clara. O NAe francês conceitual não emulou a ilha dupla dos novos navios britânicos e aparenta ainda ter menos conveses na ilha do que os cinco da configuração instalada no CDG. No convôo da maquete, além dos Rafale, nota-se a presença de futuros UCAVs navais, provavelmente um derivado do nEUROn.

Na família GoWind de OPVs e corvetas, este foi o evento do relançamento da GoWind Combat, uma versão ampliada e significativamente mais armada do modelo L'Adroit recentemente fabricado pela DCNS e entregue à Marinha da França em regime de comodato. A GoWind Combat apresenta um inovador mastro integrado que inclui além das antenas o próprio compartimento do Centro de Operações de Combate (COC) e um piso com os gabinetes eletrônicos dos sensores e das armas, sendo instalado ao modo das MEKO alemãs previamente montado em um buraco preparado na superestrutura do navio para este fim. Este modelo de corveta, um design totalmente novo com cerca de 2000 toneladas de deslocamento, seria uma verdadeira concorrente no mercado global para os navios da classe Barroso modificada, classe que está atualmente em desenvolvimento no Brasil.

Para além das maquetes em um ambiente fechado, a DCNS exibia sua visão para o Centro de Operações de Combate (COC) dos navios do Futuro. O conceito foi construído ao redor de um painel de grandes dimensões instalado em uma das paredes, diante do qual ficam todos os terminais individuais dos operadores do COC. Ao fundo deste mesmo ambiente do COC fica uma grande mesa digital interativa dedicada ao planejamento cooperativo das missões antes do seu início, algo diferente do padrão atual onde os terminais dos operadores na classe Horizon e na classe FREMM incluem três telas independentes para cada um.

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Neste ambiente proposto pela DCNS os operadores disporiam de apenas uma grande tela como se fosse uma televisão de LED touchscreen de 50 polegadas onde as janelas com os conteúdos digitais podem ser movidos livremente, como se faz hoje com as janelas dos computadores. Curiosamente, os designers da interface gráfica deste ambiente na DCNS optaram para um design mais retrô, em "preto-e-verde" quando a tendência aparente do mercado de software em geral seria do uso crescente de cores para simplificar a separação intuitiva dos itens críticos dos normais. Contudo, a própria DCNS admite que este é apenas um conceito inicial e que seu objetivo é o de solicitar o input de prováveis usuários antes de se materializar como um produto novo no catálogo da empresa.

Em outra sala fechada, a DCNS exibiu dois conceitos para a defesa de submarinos contra ameaças aéreas. A primeira consiste num casulo instalado sobre um mastro da vela que apresenta um casulo conteirável com um míssil antiaéreo MBDA Mistral no seu interior. Antes do disparo, o casulo aponta para o alvo, abre as tampas dianteiras e traseiras e só então parte, ao fim do processo para que possa mergulhar, toda a sequência tem que ser revertida: portas fechadas; casulo retornado à posição vertical e recolhimento total do mastro.

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Outro sistema com a mesma função apresentado aqui, usa um míssil MICA instalado no interior de um casulo padrão do Exocet SM-39 disparável pelos próprios tubos de torpedo do submarino. Neste caso o casulo é disparado, um foguete "booster" o leva para fora da água até o ponto em que o casulo se abre ao meio e o míssil MICA é disparado, adquirindo em seguida seu alvo e voando em sua direção até a interceptação.

A máxima da arma submarina sempre foi a discrição e fica no ar a dúvida, por enquanto, o quão confortáveis seus tripulantes ficarão de ter que se exibir publicamente para um helicóptero ou aeronave de patrulha marítima no momento em que for tentar abatê-los com estes novos sistemas SAM.

Vejam aqui os vídeos da DCNS

Mistral: http://www.youtube.com/watch?v=jIGl42ELB_A&feature=player_embedded

MICA: http://www.youtube.com/watch?v=gJZf7scDnQ0&feature=player_embedded


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Pousando UAVs automaticamente em navios

No dia 21 de agosto a Marinha francesa perdeu o seu drone SERVAL (um Schiebel Camcopter S-100) na costa da Libéria. O UAV operava a partir do novo Navio Patrulha Oceânico l'Adroit naquela ocasião. Ainda não foi divulgado qualquer detalhe sobre os eventos que levaram a este acidente, mas o momento do pouso dos UAVs de asas rotativas em convoos de navios escolta é sempre um momento crítico na sua operação. Os veículos aéreos não tripulados, sejam de asas fixas ou rotativas, já deixaram de ser uma promessa há muito tempo, mas a expansão de suas operações no mar requer ainda outro patamar de segurança operacional.

Nesta Euronaval, um time combinado DCNS/Thales apresentou o sistema D2AD, no qual um emissor colocado no nariz do UAV (ou do helicóptero naval) emite um sinal que é recebido por duas antenas, cada uma instalada na superestrutura de cada lado da porta do hangar. Pela triangulação (diferença) do sinal detectada pelos os dois receptores, o sistema sabe a posição exata do UAV quando ele vem para o pouso a partir da distância de 10 milhas náuticas do navio. O UAV precisa ser equipado um "arpão" sob sua fuselagem (idêntico ao usado nos Super Lynx da MB) para que ele possa se enganchar no momento do pouso na grelha circular existente no centro do convoo. Em paralelo, um sensor no navio acompanha o caturro e balanço do casco e assim pode prever o exato momento em que o convoo se encontra perfeitamente alinhado com os esquis do UAV. No momento exato em que o convés ficar alinhado, o UAV descerá e "espetará" a grelha, imobilizando a aeronave.

As primeiras avaliações da praticidade do conceito colocaram o emissor "Beacon" em um pequeno avião privado que sobrevoou repetidamente as antenas do sistema de mensuração de distância do D2AD. Aprovada esta etapa, o time passou para os testes de validação do conceito, realizados em julho de 2011, nos Estados Unidos. A escolha do local derivou da decisão de se empregar um Helicóptero MD500 pertencente à Boeing que anteriormente tinha sido configurado com um sistema de vôo autônomo de UAV, isso sem perder a capacidade de ser tripulado por um piloto humano durante os testes. O primeiro desafio foi fazer o helicóptero pousar sozinho no pátio do aeroporto, usando informações de posicionamento fornecidas pelos sensores "do navio" que lhes eram enviadas via datalink.

Em seguida, uma grelha foi instalada numa carreta rebocada por uma grande picape e, novamente, o sistema conseguiu fazer o helicóptero pousar adequadamente, mesmo com a plataforma em andamento. No ensaio final uma plataforma móvel sobre três eixos simulou o balanço e o caturro do navio para que o sistema de previsão de movimentação do navio pudesse determinar o momento exato do UAV abaixar sobre ela. Finalmente os testes finais ocorreram entre os dias 24 de setembro e 4 de outubro deste ano a bordo da fragata francesa Guépratte na costa noroeste da França. Aqui foram realizados 30 pousos e decolagens, em modo 100% automatizado, com mar pesado (até o nível 3 da Escala Beaufort), chuva e ventos de até 30 nós. Se este sistema se mostrar seguro e confiável com pretendem Thales e DCNS certamente haverá uma tendência de instalá-lo também em helicópteros tripulados que passariam a ter a fase de pouso, pelo menos totalmente automatizada. Será interessante ver como esta tecnologia evolui com o tempo queiram, gostem ou não, os pilotos navais.

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OCEA: os especialistas franceses em lanchas de patrulha

Este estaleiro francês se especializou na construção de navios patrulha de até 75 metros em alumínio. Em paralelo à linha militar, eles trabalham ainda com iates privados e com estruturas em alumínio para outros estaleiros maiores. Para a OCEA, seus produtos militares se direcionam exclusivamente a marinhas e forças policiais com operações dentro da Zona Econômica Exclusiva, até o limite das 200 milhas náuticas da costa.

Recentemente a OCEA anunciou uma seqüência de boas notícias, incluindo vendas para Argélia, Nigéria, Senegal e Benin na África e negócios foram anunciados durante a Euronaval para novos clientes na Ásia. A OCEA tem esperança de vender entre 12 e 20 novos patrulheiros nos próximos seis meses.

Esse segmento é um dos que a indústria de construção naval do Brasil abertamente ambiciona atacar é este, de patrulheiros de pequeno deslocamento para países do terceiro mundo, justamente o segmento onde este estaleiro francês tem se destacado. Seria interessante a indústria brasileira entender as razões por trás do sucesso comercial da OCEA, que, muito além de um mero rival comercial, se constitui ainda num modelo positivo, passível de ser emulado.

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CNIM: os derivados avançados do seu L-CAT

Conforme anunciado com exclusividade na nossa nota pré-Euronaval, o design-bureau francês CNIM, embalado no sucesso alcançado com a venda de quatro catamarãs de desembarque EDA-R (derivados operacionais do navio-conceito anterior L-CAT) apresentou nesta feira naval maquetes de dois possíveis variantes do sistema L-CAT.

O primeiro, um navio patrulha capaz de abicar e colocar veículos leves na praia para uma resposta rápida a incursões na área da fronteira. Esta solução foi desenvolvida para um potencial cliente não identificado no mundo árabe. Ele agrega um passadiço e mais acomodações para os tripulantes uma vez que não precisará caber no interior de uma doca de navio de desembarque (NDD). Este modelo atuará sempre independentemente de outros navios, mas para cumprir sua missão contará com o mesmo casco catamarã e a plataforma elevatória central do L-CAT.

O segundo é derivativo do conceito L-CAT o catamarã de desembarque independente de até 50m de comprimento, um tamanho muito maior do que o capaz de caber dentro de um navio de desembarque padrão como os da classe Mistral. No seu PAEMB (Plano de Articulação e de Equipamento da Marinha do Brasil) a MB tem planos para adquirir oito lanchas de desembarque de alta velocidade para seus quatro futuros Navios de Propósitos Múltiplos (NPM), classe para quais os Mistral franceses estão particularmente bem dimensionados. Se estes forem escolhidos pela Marinha do Brasil, os EDA-R passam a ser uma escolha complementar natural.

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Fincantieri: os parceiros/rivais dos franceses

Os italianos ocuparam uma dos maiores stands desta Euronaval, posicionados em um local exatamente defronte ao do stand da DCNS. É com a empresa francesa que os italianos desenvolveram dois de seus produtos mais recentes e de maior sucesso, os destróieres antiaéreos da classe Horizon/Orizzonte e as Fragatas Européias Multi-Missão (FREMM).

Uma das surpresas italianas foi a apresentação de um casco derivado da FREMM equipado com quatro radares americanos SPY-1 da Lockheed Martin e com o poderoso sistema de combate AEGIS. Identificado sumariamente como sendo um "Theater Balistic Missile Defence Surface Combatant" (navio de combate de superfície para defesa contra mísseis balísticos de médio alcance, em tradução livre para o português) esta maquete implica, mas não garante, o emprego de lançadores americanos Mk.41 com mísseis Raytheon Standard da mais recente geração SM-3 e SM-6.

Seguindo na mesma direção da FREMM ER da DCNS, os italianos preferiam entrar frontalmente na seara até aqui exclusiva da espanhola Navantia e oferecer mais um modelo de escolta europeu com o AEGIS ao invés de se ligar ao novo radar AESA proposto pela ala francesa da Thales. Um executivo italiano comentou com ALIDE que "um cliente teria lhes solicitado que pensassem neste conceito", sem maiores detalhes. A maquete do Littoral Combat Ship LCS-1 da classe Freedom lembra aos visitantes que o estaleiro norte-americano Marinette Marine, onde estes navios estão sendo construídos, pertence ao grupo italiano. Ele remete ainda ao fato de que seu casco é um derivado direto do design usado no iate "Destriero" fabricado pela Fincantieri, que conquistou o recorde mundial com a mais rápida travessia do Atlântico em 1992.

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BAE Systems: ênfase em canhões navais e na T.26

A despeito do porte verdadeiramente global da BAE Systems, por serem muito mais ligados à feira de material de defesa britânica DSEi, na Euronaval eles optaram por assumir uma postura até certo ponto secundária, com uma presença muito mais discreta do que a de seus rivais franceses e italianos. O que mais chamava a atenção no stand da BAE eram os canhões, um novo 40mm totalmente elétrico, mais recente herdeiro direto da clássica linha sueca Bofors 40/L70 absorvida pelo conglomerado britânico. Ao seu lado, o canhão 30mm Typhoon (conhecido nos EUA como Mk38 Mod. 3) é coberto em uma "embalagem" stealth. Ao contrario do canhão de 40mm, o de 30 veio da empresa americana do grupo e representa a mais recente evolução de uma parceria da BAE com a Rafael israelense, que começou a desenvolver esta linha de torretas na década de 80.

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A presença de dois projéteis de 5' (127mm) e 6,1' (155mm) guiados por sinais GPS e sistema de navegação inercial indicam claramente o interesse pelo sistema Long Range Land Attack Projectile (LRLAP) e das novas tecnologias de projéteis guiados no mundo naval. O modelo de seis polegadas exibido aqui foi desenvolvido para os dois canhões Advanced Gun System (AGS) presentes no novo destróier da classe Zumwalt (DDG-1000). Estas munições são muito mais caras do que as tradicionais, mas sua precisão permite um efeito equivalente ao de mísseis infinitamente mais caros por uma pequena fração do seu custo. Seria interessante poder ver este tipo de tecnologia empregado nas forças armadas de potencias médias como o Brasil.

A mais recente evolução do design da fragata britânica Type 26, a Global Combat Ship (GCS), foi revelada oficialmente em 20 de agosto. Ela agora desloca 5,400 toneladas e deve medir 148 metros de comprimento, sendo um dos candidatos ao pacote de cinco fragatas modernas incluídas no programa brasileiro ProSuper. As T.26 herdarão muitos dos sistemas colocados na modernização de meia vida das atuais fragatas Type 23, e deve ser o principal programa de construção naval britânico após a conclusão da construção dos dois grandes navios-aeródromos da classe Queen Elizabeth que atualmente ocupam os estaleiros da BAE Systems em Govan, Scotstoun e Portsmouth.

A maquete exibida na Euronaval, não deve ser vista como uma previsão do visual e especificações detalhadas da nova classe, mas sim como mais um passo em direção a esta configuração final. O que se tem certeza é que o design da T.26 mudou muito desde que os últimos designs e conceitos foram exibidos publicamente há dois anos. Muito mais "stealth" que o visual anterior, a maquete indica que o novo modelo britânico concentra todo o seu armamento de míssil em um curto convés localizado avante, logo à frente do passadiço. Quatro lançadores inclinados para míssil anti-navio ficam localizados nas laterais, disparando para "dentro". Isso faz com que a língua de fogo do "booster" dos mísseis seja apontada totalmente para fora do navio e para longe da superestrutura. No centro, 24 (4x6) lançadores verticais (Mk41 ou Sylver) de mísseis anti-aéreos médios (Standard ou Aster 30) ficam dispostos em duas filas, enquanto outros quatro lançadores verticais sextuplos menores para o sistema de mísseis antiaéreos de curto alcance CAMM completam o sistema de defesa do navio. Em cada um dos bordos pode ser visto claramente uma unidade autônoma Phallanx de defesa aproximada. Nas laterais externas do hangar aparecem dois canhões de 25 ou de 30mm para defesa anti aérea ou contra ameaças assimétricas na superfície. O mastro integrado aparenta usar um radar Type 997 Artisan 3D no seu topo. O hangar poderá acomodar tanto um helicóptero de ataque Lynx Wildcat, como um muito maior AW Merlin para guerra antisubmarina.

Uma discreta maquete do "90m OPV" (nosso NaPaOc da classe Amazonas), ainda com uma pintura reminiscente da Guarda Costeira de Trinidad e Tobago, podia ser vista ao lado da T.26.

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Lockheed, Kockums e Navantia

Além do previsível maquete do LCS-1 Freedom, a Lockheed mostrou novamente uma versão deste casco com um conjunto de antenas SPY para uma versão AEGIS. Produto para exportação, este modelo proposto era identificado como "Multi-Mission Combatant" (MMC). Desde que surgiu pela primeira vez, alguns anos atrás, o "LCS Freedom AEGIS" sempre esteve associado a um pretenso interesse da Marinha Saudita por até 12 unidades deste modelo. A maquete exibida aqui sugere uma configuração com 4 VLS óctuplos Mk.41, instalados 2+2 nas laterais do hangar e não na proa como normalmente eles são configurados nos navios maiores. Além disso, a maquete do "Multi-Mission Combatant" tem um sonar Thales, canhão Oto Melara 76mm e um canhão de 30mm Millenium Gun.

A Kockums, empresa sueca especializada em submarinos, atualmente parte do grupo alemão Thyssen Krupp, apresentou uma maquete do seu submarino classe A26. Este modelo deve substituir os três navios da classe Gotland sueca a partir do fim desta década adicionando uma maior capacidade de operações em águas azuis do que seus antecessores. No campo da discrição, o A26 pretende inovar ao usar na sua vela com design inovador os mesmos materiais compostos usados previamente nas corvetas da classe Visby.

A indústria espanhola apresentou em seu stand uma maquete do navio tanque/logístico Cantábria, salientando seus dois cascos e a segurança ambiental que isso promove. ALIDE escreveu sobre o Cantábria aqui,

http://www.alide.com.br/joomla/component/content/article/98-edicao52/3050-navantia-ferrol-o-berco-das-fragatas-f-100-e-dos-bpes. No campo das escoltas havia uma maquete do mais recente membro da família de fragatas AEGIS Álvaro de Bazán, a F105 Cristóbal Colón, recentemente entregue à Marinha Espanhola, e da sua derivada, a classe Fridtjof Nansen norueguesa. O Patrulheiro Oceânico espanhol conhecido por "Buque de Acción Maritima" (BAM) também estava sendo promovido aqui. A Navantia é uma das empresas que está participando da concorrência brasileira.
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Finmeccanica

A outra grande presença italiana na Euronaval era a da empresa de helicópteros, radares e sistemas torpédicos italiana Finmeccanica. Uma vistosa torreta negra do canhão Oto Melara 127/64 Lightweight exibida junto com sua munição guiada "Vulcano" era o elemento principal no stand. Do outro lado havia um torpedo pesado "Black Shark" separado em seus módulos componentes. Num dos cantos do stand ficava o peculiar sistema FlexMIS, uma solução de comando e controle modular super leve, aerotransportável, que recebe informações simultaneamente de diversos sistemas de datalinks e os consolida para que o Estado Maior embarcado possa tomar suas decisões operacionais em tempo real.

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DSME, a indústria sul-coreana

A Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering da Coréia do Sul, potência incontestável no campo civil, apresentou em Paris todo o seu leque de produtos militares. A empresa construiu três destróieres "convencionais" do tipo KDX-I de 4.000 toneladas, três dos seis destróieres "stealth" KDX-II e se encontra, neste momento, construindo os "Destróieres AEGIS" KDX-III de 10.000 toneladas. Os três modelos são conhecidos internamente na empresa pelos designadores DW 4000D, DW 5000D e DW 10000D. A única fragata ofertada pela Daewoo é a DW 2000F cujo até o presente momento apenas uma foi fabricada para a Marinha de Bangladesh. Chamado Madhumati, este navio naquela marinha é classificado como Navio Patrulha Oceânico e foi conhecido pelos leitores de ALIDE na matéria que fizemos sobre a UNIFIL no Líbano, confira aqui!

http://www.alide.com.br/joomla/component/content/article/98-edicao52/3161-unifil-maritime-task-force-o-brasil-como-player-no-oriente-medio

Um programa muito importante recentemente conquistado pelos coreanos foi a encomenda de quatro navios logísticos modernos de 37.000 toneladas do programa MARS pela Royal Fleet Auxiliary do Reino Unido. Menor, o modelo exibido na Euronaval seria capaz de atingir 20 nós, a despeito de um deslocamento na casa dos 25000 toneladas.

No Brasil, a DSME está oferecendo um navio com deslocamento de 13.750 toneladas para a concorrência do Prosuper. Outra novidade no stand da empresa é a fragata DW 3000H que se caracteriza por ser um projeto moderno com design "stealth" e o mastro integrado I-Mast 400 da Thales. Curiosamente, quando perguntado por ALIDE, a empresa de radares holandesa declinou de citar nomes de outros estaleiros interessados no seu mastro integrado, mas a maquete e os pôsteres da DSME tiraram esta questão totalmente das "sombras". Este novo modelo tem alguns traços peculiares, como o painel lateral da superestrutura com forma de triangulo que oculta as chaminés, o lançador vertical óctuplo Mk.41 e duas antenas do característico radar de guiagem Thales STIR que denuncia a escolha do sistema de míssil Standard.

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Finalmente foi apresentado o navio pesado de resgate a submarinos DW 4000R de 4300 toneladas com propulsão diesel/elétrica e hélice de passo fixo. Ao todo, quatro âncoras, três "bowthrusters" e um sistema de posicionamento dinâmico garantem a capacidade de manutenção de posição do navio durante o resgate no meio do oceano. No seu interior, o navio tem um sistema completo para mergulho em profundidade além de meios para apoiar mergulhadores com equipamento SCUBA. Este navio apresenta um grande convôo capaz de receber helicópteros até ao menos o porte do Sikorsky SH-60/S-70 SeaHawk.

TKMS, Lürsen e Fassmer no Prosuper

Antes do programa de aquisição de novos meios da Marinha do Brasil ser unificado sob o programa Prosuper, cada um dos três estaleiros privados alemães tinha seu próprio OPV (NaPaOc) nesta disputa. Com a mudança das regras e a necessidade de se estabelecer um programa Governo-a-Governo, o governo da Alemanha determinou que para as empresas pudessem receber seu o apoio formal, as três empresas deveriam constituir-se em um único consórcio

Assim sendo, a proposta alemã passou a ser composta pelo OPV 80 da Fassmer, pela fragata da classe Sachsen da TKMS e pelo navio-tanque/logístico da classe Berlin da Lürssen. O OPV 80 é o mesmo modelo básico escolhido pelo Chile, Argentina e Colômbia. Na proposta apresentada ao Brasil, o OPV 80 receberia um sistema de combate a avarias melhorado, uma distribuição elétrica superior aos modelos anteriores além de melhores capacidades de operação de helicópteros e de navegação e contaria também com um canhão Bofors de 57mm que nos foi oferecido, com a opção de um de 76mm caso a MB assim preferisse.

René Quesada, da Fassmer, comentou com ALIDE que a Marinha do Chile tem dois destes OPV 80 em operação e um terceiro em construção. Em paralelo, o planejamento para a aquisição de um quatro e um quinto navio desta mesma classe está em andamento. O terceiro navio, que está sendo construído, introduziu o canhão de 76mm, apresenta um centro de combate maior e foi modificado em diversos pontos para resistir melhor às baixas temperaturas do inverno meridional. Ainda que possua uma estrutura mais reforçada isso não chega a fazer do navio um verdadeiro "quebra-gelos", apenas ele passa a ter novos meios de evitar a acumulação de neve em partes vitais.

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Na Argentina, a idéia básica é fabricar cinco navios desta classe sob licença alemã no estaleiro local Tandenor. O navio argentino é quase idêntico ao chileno, ele terá um hangar menor para acomodar os Eurocopter Fennec e um segundo guincho. Aqui, como no Chile, o papel da Fassmer seria basicamente a de consultora ao estaleiro argentino, na compra de componentes e, também, para o programa de construção. Não houve, no entanto, por parte do governo a disponibilização do orçamento para se dar início a esta construção.

Na Colômbia o hangar do OPV 80 construído localmente será telescópico, haverá mais sistemas de monitoração eletrônica de maior capacidade e um radar militar Terma 4000 (no Chile este radar é o SperryMarine BridgeMaster E, civil). Os planos atuais na Colômbia prevêem a construção de dois navios, sendo que o primeiro já foi entregue para serviço. O número de tripulantes entre os três modelos do OPV 80 também oscila, desde apenas 34 no Chile (64 no máximo) esse número básico passa a 50 na Colômbia, com acomodações para até 90 pessoas a bordo.

No stand da Lürssen havia uma maquete de um dos três NaPaOc da classe Darussalam de 1625 toneladas construído para a Real Marinha de Brunei.

ST: a mãe dos nossos NPa 200

A empresa de Singapura demonstrou todas as linhas de navios do seu crescente "cardápio" de soluções navais, inclusive uma versão modernizada dos patrulheiros de 200 toneladas da Classe Grajaú.

Eurocopter, EADS e Cassidian

As maquetes dos helicópteros da Eurocopter tinham grande destaque no stand da EADS. Estam presentaes maquetes de um NH-90 e de um Panther armado de torpedo leve.

A Airbus Military estava representada por maquetes das versões de patrulha marítima do CASA C-235 e do seu irmão maior, o C-295. A Cassidian, empresa dedicada à defesa dentro do conglomerado europeu EADS, mostrou pendurado no teto um novíssimo UAV de asas rotativas com motor a diesel, o Tanan 300. A empresa alega que o novo modelo tem um alcance de 180 Km, uma carga paga para sensores de até 50Kg e uma autonomia operacional de até oito horas.

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IAI

No stand da Israel Aerospace Industries mais um exemplo de inovação. Aquilo que a principio pode parecer mais um UAV de longo alcance na realidade é um míssil que pode permanecer por longos períodos em vôo sobre o teatro de operações até que seu alvo (sistemas de mísseis antiaéreos) acionem seus radares denunciando sua posição. Neste momento, o Harop, como um avião Kamikase não-tripulado, interrompe suas órbitas e traça um vôo suicida em direção ao alvo que será destruído pela sua carga explosiva de 23 Kg no impacto. O "loitering UCAV" israelense mede três metros de envergadura e 2,5m de comprimento, apresentando uma autonomia de 1000 km, ou, seis horas de vôo.

A nova indústria naval russa vem ao ocidente

A Rosoboronexport trouxe a holding da indústria naval russa OSK para Paris. Naturalmente, as marinhas europeias ocidentais não são os objetos do interesse russo, mas as dezenas de delegações das marinhas dos países africanos e asiáticos presentes aqui, sem dúvida, são.

A ênfase foi colocada nos navios de médio porte como as corvetas da classe Steregushchiy e os navios da classe Gepard 3.9 (Projekt 11661K). Outras áreas que nunca faltam nestes eventos internacionais são a dos mísseis antiaéreos e a dos helicópteros.

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O míssil supersônico Brahmos

Os indianos da Brahmos são a parte da indústria de defesa daquele país que mais se faz presente nas feiras internacionais, mas até aqui aquele país tem se destacado muito mais como importador de material de defesa do que propriamente como exportador. O Brahmos existe em três versões distintas: uma lançada verticalmente de navios contra alvos em terra, outra lançada de submarinos submersos e uma terceira que se encontra nas fases finais de desenvolvimento que será transportada no cabide central dos Sukhoi Su-30MKI indianos.

STX: estaleiro francês especializado

Famoso por sua importante fatia no mercado de navios de cruzeiro, o Estaleiro STX France faz parte de um grupo coreano de estaleiros que tem presença industrial em varias partes do mundo, inclusive no Brasil. Seu maior programa militar é naturalmente a construção parcial ou completa dos navios de Propósitos Múltiplos da classe Mistral, três dos quais foram fabricados para a marinha francesa e outros dois recentemente encomendados pela marinha russa. No entanto, na Euronaval o único destaque era uma maquete de um navio patrulha oceânico de linhas modernas chamado de OPV54.

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SEA Tecnologies: Uma novata australiana ascendente.

Como o Brasil, a Austrália é uma nação geograficamente "periférica", mas isso não faz dela um país que negligencia sua defesa. O recente crescimento econômico e militar da China (ironicamente o maior cliente no mundo de suas matérias primas) é o "gatilho" usado por muitos políticos dos dois grandes partidos para ficarem com a pulga atrás da orelha demandando novos submarinos e novos caças. Recentemente, a Marinha adquiriu três destróieres de defesa aérea (os chamados "AWD" - Air Warfare Destroyers) e dois Navios de Propósitos Múltiplos da classe Canberra, derivados direto do Juan Carlos I da espanhola Navantia.

O Brasil quando lançou o programa ModFrag para modernizar as fragatas Niterói, optou por adquirir radares prontos de fabricantes estrangeiras. O governo australiano agiu diferente e optou por atualizar suas fragatas MEKO 200 estimulando as suas companhias nacionais a desenvolverem uma nova linha de produtos, radares navais AESA na crista da onda de tecnologia.

Desse processo surgiu em 1983 a empresa CEA Technologies e seu radar Phased Array Ativo, o CEAFAR e o iluminador CEAMOUNT. O CEAFAR atua simultaneamente como radar de busca 3D, busca de superfície, controle de fogo e classificação de alvos em ambientes exigentes com muito ruído ("clutter") e sobe interferência inimiga. Naturalmente esta solução é direcionada em princípio à linha de mísseis Standard da Raytheon, o armamento de defesa aérea empregado pela Royal Australian Navy.

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O CEAFAR é produzido em "ladrilhos" que podem ser combinados para produzir um radar para cruzadores, destróieres, fragatas ou mesmo corvetas. Segundo o fabricante, a tecnologia é tão robusta que simplesmente não é prevista a realização de qualquer manutenção durante as saídas no mar. É interessante saber que antes destes dois produtos tão avançados a empresa não tinha nenhuma experiência prévia com radares convencionais.

Os diretores da empresa já vieram ao Brasil uma vez falar com a Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, mas não havia na época nenhum programa em desenvolvimento que pudesse precisar de um radar como estes. Isso pode ser diferente no caso das novas corvetas derivadas da Barroso, mas a empresa não se encontra muito atraída a realizar transferência de tecnologia neste estágio da vida do produto, e isto pode limitar severamente suas chances no Brasil, especialmente se eles não encontrarem um parceiro de peso na indústria local para representá-los por aqui.

Rheinmetal

Tradicional fabricante alemão de armamento, a Rheinmetal veio a esta feira depois de anos de ausência. Diversas linhas de produto estão representadas, como as minas de fundo (para águas rasas) e as demais para águas mais profundas. Outra linha exibida pela empresa alemã é a do lançador integrado de contramedidas antimíssil MASS DUERAS. Dependendo das características do sistema de guiagem do míssil que foi lançado contra o navio, o sistema pode reagir automática e adequadamente em todas as faixas de freqüência: ultravioleta, eletro-ótica, laser, infravermelho e radar, em segundos lançando no seu caminho o cartucho que o despistará. Os dois pequenos cilindros horizontais sobre o lançador do MASS abrigam um inovador foguete antitorpedo.

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O "planador submarino"

"Inovação" não necessariamente implica em programas gigantescos e complexos com custos bilionários. A empresa Francesa ACSA Alcen exemplificou isso muito bem ao trazer para a Euronaval o SeaExplorer, seu "planador submarino" com formato de "peixe" e uma seção redonda. Com um mais de um metro de comprimento, este é um veículo sem propulsão própria, que através de um engenhoso mecanismo de deslocamento da sua bateria interna, altera seu centro de gravidade fazendo-o mergulhar no oceano e posteriormente ascender segundo uma série de instruções pré-carregadas ou enviadas por conexão satélite. Esta trajetória senoidal contínua guia o "planador" no roteiro desejado pelo seu operador durante o período de 30 dias da carga da bateria. Segundo Patrice Pla, gerente comercial, de vendas e de marketing da empresa, se encontra em desenvolvimento um novo tipo de bateria que aumentará a autonomia do sistema no mar para até três meses.

Na ponta dianteira do veículo existe um compartimento isolado de sensores com dois compartimentos, um estanque e outro "molhado". Aqui pode ser instalado um variado leque de opções de sensores, que medem de temperatura a salinidade, passando por níveis de poluição marítima ou até mesmo ruídos peculiares. A empresa acredita que existem muitas aplicações para o SeaExplorer nas áreas de oceanografia e ciência, avaliação ambiental rápida ("Rapid Environment Assessment" – REA), avaliação de populações de mamíferos marinhos, detecção de poluição, monitoramento da qualidade da água e operações de busca e resgate (SAR - Search and Rescue).

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Após o fim do seu período de operação, o planador deve ser retirado do mar por um navio tender ou helicóptero para então trocar sua bateria e assim ser imediatamente re-inserido no mar. O "esporão" existente na parte traseira do casco é uma antena do sistema de comunicação via satélite Iridium que é usada para efetuar a troca de dados entre o veículo aquático e o servidor de dados em terra ou nos seus navios tender. Patrice Plá já esteve este ano no Brasil para a feira internacional Rio Oil & Gas, no entanto, sua tentativa de atrair o interesse da Petrobras para este programa esbarrou na idéia da Estatal de que a atividade de controle de poluição não seria uma atribuição dela, mas do IBAMA. Conversas com a Marinha do Brasil, surpreendentemente, ainda não se iniciaram.

Veículos militares Renault, ACMAT e Panhard

Nem só de meios aquáticos viveu a Euronaval. Neste ano a Renault Trucks Défense, a ACMAT e a Panhard trouxeram seus produtos para a feira. A Renault apresentou o seu Sherpa FS Light, um 4x4 blindado feito para uso por Forças Especiais. A ACMAT, uma subsidiária da Renault Trucks Defense, exibiu o blindado de 15 toneladas para todo terreno para 5 pessoas Bastion PATSAS. O jipe PVP (Petit Vehicule Protegé - Pequeno Veículo Protegido) da Panhard foi criado para substituir o antigo Peugeot P4, e já conta com 1133 encomendas das Forças Armadas Francesas. Tradicionalmente o mercado mais fiel para os veículos militares franceses tem sido as forças armadas dos países africanos francófonos.

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A presença do Brasil na Euronaval

A ABIMDE - Associação Brasileira das Indústrias de Material de Defesa e Segurança - junto com a ApexBrasil, órgão do Governo Federal, montou um stand onde exibiu os produtos e serviços de empresas de atuação no mundo naval como a EMGEPRON, a Odebrecht-Mecron, o Grupo Synergy (dos estaleiros EISA e Mauá) e a pouco conhecida fabricante de filtros de CO2 Atrasorb. Este trabalho de presença no mercado global é um programa para demonstrar a seriedade do governo e da indústria nacional para conquistar uma fatia do mercado. Esta participação aqui, naturalmente, serviu para provocar ainda maior interesse nas empresas estrangeiras pela feira LAAD que ocorrerá no Rio de Janeiro em abril do ano que vem.

O Comandante da Marinha do Brasil foi um dos visitantes mais importantes neste ano em Paris. Sua visita, além de buscar uma visão na primeira pessoa de alguns produtos específicos em análise pela Marinha, visava principalmente a passar a mensagem aos participantes dos programas de reequipamento da MB. A Marinha do Brasil está totalmente empenhada em engajar a indústria mundial nos seus programas de aquisição de meios, mas, para tanto, todas devem entender o quão crítica para a Marinha é a determinação de exigir delas a mais completa transferência de tecnologia em cada um dos programas contratados.

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Na terça-feira os Chefes de Estado Maior (comandante) da Marinha francesa, Almirante Bernard Rogel, e o Almirante Moura Neto fizeram juntos apresentações sobre o estado atual de suas marinhas e se sentaram em seguida para um rápido diálogo seguido por perguntas feitas pelo público. ALIDE perguntou ao Almirante Moura Neto o que faltava para que o ótimo relacionamento industrial entre França e Brasil pudesse evoluir para um novo relacionamento entre as duas marinhas que tivesse um perfil mais "operacional". Moura Neto respondeu que "o convite está feito para que a Marine Nationale passe a participar de exercícios com a MB. Aproveitando a viagem de volta da Fragata Liberal, que em breve deixará sua missão na Força Naval da UNIFIL no Líbano." Segundo ele, já está acertado uma Passex (exercício de passagem) com a Marinha da Itália e que seria muito interessante o agendamento de um segundo exercício destes, logo em seguida, com os navios franceses. Adicionalmente, os navios militares franceses baseados na Guiana Francesa e no Caribe são candidatos naturais para este tipo de exercício com o Brasil. Respondendo a um europeu na plateia, o Almirante Moura Neto enfatizou que o foco do programa nuclear da MB estava unicamente na propulsão e não no desenvolvimento armas nucleares balísticas lançadas desde submarinos.


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As perspectivas para 2014

Embora a Euronaval tenha vindo para o parque de exposição de Le Bourget, ela mal chegou a ocupar um pavilhão dos vários que existem aqui para o show aéreo bianual. Uma das razões é que a Euronaval trabalha unicamente no segmento militar enquanto o Air Show atende ainda ao importantíssimo e afluente público civil/comercial. No entanto, se o segmento aeronáutico civil europeu tem uma grande presença (devido particularmente à Airbus), o mercado de navios civis praticamente todo já morreu. Ele migrou sem cerimônias para a Ásia, especialmente Coréia do Sul e China. A honrosa exceção do segmento de construção naval europeu é o de grandes navios de cruzeiro, cujos valiosos contratos são disputados "na ponta da faca" por franceses (STX), Italianos (Fincantieri) e alemães (Meyer Werft).

Comentou-se nos corredores que talvez os organizadores optem por fundir a Eurosatory (feira de material militar terrestre) com a Euronaval, criando um evento com maior massa crítica e com capacidade para atrair os fabricantes menores de sistemas e de componentes. No momento atual os orçamentos das marinhas estão "minguando" por toda a Europa, e países como Brasil e Índia, que se encontram na "contramão" desta tendência, são muito atraentes aos olhos dos fabricantes. O colapso das negociações de fusão entre a BAE Systems e a EADS foi recebido com um claro alívio por parte dos concorrentes das duas empresas. Se a fusão tivesse se concretizado haveria uma grande pressão para a produção de mais fusões e pela formação de outros grupos gigantes. Daqui a dois anos tem mais Euronaval, só se espera que as marinhas europeias consigam resistir ao duro período orçamentário que se coloca à sua frente. Sem elas os fabricantes europeus de navios e de sistemas embarcados talvez tenham que olhar com mais atenção a possibilidade de fusões para se manterem vivos. Neste cenário, o ambiente não deixa de ser bem favorável para que compradores como o Brasil façam valer suas cada vez maiores exigências de transferência de tecnologia.

 

 

Last Updated on Friday, 30 November 2012 14:59
 

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