A Royal Canadian Navy no RIMPAC 2012 PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Friday, 17 August 2012 11:51

HMCS Victoria na Base Naval de Pearl Harbour
HMCS Victoria na Base Naval de Pearl HarbourHMCS Victoria na Base Naval de Pearl Harbour
Detalhe da proa do Victoria
Detalhe da proa do VictoriaDetalhe da proa do Victoria
Destaque para o Isolamento de borracha anaecóica ( pequenos quadrados pretos) no casco
 Destaque para o Isolamento de borracha anaecóica ( pequenos quadrados pretos) no casco   Destaque para o Isolamento de borracha anaecóica ( pequenos quadrados pretos) no casco
Instruções de embarque - concedidas pelo comandante do Victoria
Instruções de embarque - concedidas pelo comandante do VictoriaInstruções de embarque - concedidas pelo comandante do Victoria
CDR Christopher Ellis o Comandante do Victoria
CDR Christopher Ellis o Comandante do VictoriaCDR Christopher Ellis o Comandante do Victoria

Faina de reabastecimento - Ao fundo as boias laranjas servem de contenção em caso de vazamento de combustível.
Faina de reabastecimento - Ao fundo as boias laranjas servem de contenção em caso de vazamento de combustível. Faina de reabastecimento - Ao fundo as boias laranjas servem de contenção em caso de vazamento de combustível.
O Isolamento de borracha cobre também o leme do submarino.
O Isolamento de borracha cobre também o leme do submarino. O Isolamento de borracha cobre também o leme do submarino.
Deve-se observar a presença de mulheres no procedimento - ao todo 4 mulheres servem na embarcação.
Deve-se observar a presença de mulheres no procedimento - ao todo 4 mulheres servem na embarcação.Deve-se observar a presença de mulheres no procedimento - ao todo 4 mulheres servem na embarcação.
Cerca de oito tripulantes participam da faina.
Cerca de oito tripulantes participam da faina.Cerca de oito tripulantes participam da faina.
A escotilha te embarque fica localizada na proa e as duas hastes localizadas ao lado servem de apoio.
A escotilha te embarque fica localizada na proa e as duas hastes localizadas ao lado servem de apoio. A escotilha te embarque fica localizada na proa e as duas hastes localizadas ao lado servem de apoio.
 
Detalhes da escotilha e escada de embarque
Detalhes da escotilha e escada de embarqueDetalhes da escotilha e escada de embarque
O compartimento de comando do submarino
O compartimento de comando do submarinoO compartimento de comando do submarino
Múltiplos conveses
Múltiplos convesesMúltiplos conveses
O Sistema de Comunicação Interna que se assemelha a um telefone com proporções maiores.
O Sistema de Comunicação Interna que se assemelha a um telefone com proporções maiores. O Sistema de Comunicação Interna que se assemelha a um telefone com proporções maiores.
As escotilhas do compartimento de torpedos e as áreas de carregamento
As escotilhas do compartimento de torpedos e as áreas de carregamentoAs escotilhas do compartimento de torpedos e as áreas de carregamento

4 tubos de torpedos
4 tubos de torpedos4 tubos de torpedos
O tubo inferior se encontra inundado
O tubo inferior se encontra inundadoO tubo inferior se encontra inundado
As acomodações dos tripulantes são distribuidas ao longo da embarcação
As acomodações dos tripulantes são distribuidas ao longo da embarcaçãoAs acomodações dos tripulantes são distribuidas ao longo da embarcação
Em detalhe parte do sistema de combate a incêndios
Em detalhe parte do sistema de combate a incêndiosEm detalhe parte do sistema de combate a incêndios
Alguns medidores da rede pneumática ainda são analógicos
Alguns medidores da rede pneumática ainda são analógicosAlguns medidores da rede pneumática ainda são analógicos

Área de Banho e de Higiene pessoal.
Área de Banho e de Higiene pessoal. Área de Banho e de Higiene pessoal.
O conves superior visto do inferior.
O conves superior visto do inferior. O conves superior visto do inferior.
A pia para lavar os pratos também é onde se prepara os alimentos.
A pia para lavar os pratos também é onde se prepara os alimentos.A pia para lavar os pratos também é onde se prepara os alimentos.
Os corredores são consideravelmente amplos
Os corredores são consideravelmente amplosOs corredores são consideravelmente amplos
O compartimento de comando é amplo.
O compartimento de comando é amplo. O compartimento de comando é amplo.
 
Detalhe do periscópio Thales,
Detalhe do periscópio Thales, Detalhe do periscópio Thales,
Painel do sistema elétrico do navio.
Painel do sistema elétrico do navio.Painel do sistema elétrico do navio.
O Periscópio e os seus ajustes eletrônicos.
O Periscópio e os seus ajustes eletrônicos.O Periscópio e os seus ajustes eletrônicos.
O assento do Comandante do Submarino Victoria.
O assento do Comandante do Submarino Victoria.O assento do Comandante do Submarino Victoria.
Heráldica do Submarino com o seu slogan
Heráldica do Submarino com o seu slogan Heráldica do Submarino com o seu slogan
 
O sonar do HMCS Victoria está atualizado e adaptado a um conjunto diverso de ameaças.
O sonar do HMCS Victoria está atualizado e adaptado a um conjunto diverso de ameaças.O sonar do HMCS Victoria está atualizado e adaptado a um conjunto diverso de ameaças.
O conjunto de bandeiras para sinalização.
O conjunto de bandeiras para sinalização.O conjunto de bandeiras para sinalização.
Sistema pneumático de partida
Sistema pneumático de partidaSistema pneumático de partida
Medidores de pressão e temperaratura do motor
Medidores de pressão e temperaratura do motorMedidores de pressão e temperaratura do motor
Controle de inspeção períodica do compartimento de máquinas
Controle de inspeção períodica do compartimento de máquinasControle de inspeção períodica do compartimento de máquinas

Controles do motor elétrico
Controles do motor elétricoControles do motor elétrico
Destroier Algonquin que acompanha o submarino
Destroier Algonquin que acompanha o submarinoDestroier Algonquin que acompanha o submarino
Com 130 metros e desolcamento de 5000 mil toneladas ele leva dois Sea King.
Com 130 metros e desolcamento de 5000 mil toneladas ele leva dois Sea King.Com 130 metros e desolcamento de 5000 mil toneladas ele leva dois Sea King.
Detalhe da proa com VLS Mk. 41 e canhão de 76 mm
Detalhe da proa com VLS Mk. 41 e canhão de  76 mmDetalhe da proa com VLS Mk. 41 e canhão de  76 mm
Antena do STIR com radar SPQ-501 no fundo
Antena do STIR com radar SPQ-501 no fundoAntena do STIR com radar SPQ-501 no fundo

Radar de busca aérea Thales SPQ-501
Radar de busca aérea Thales SPQ-501Radar de busca aérea Thales SPQ-501
São 15.6 Metros de alturaaté o topo do mastro em treliça.
São 15.6 Metros de alturaaté o topo do mastro em treliça. São 15.6 Metros de alturaaté o topo do mastro em treliça.
No convês de voo um hangar para dois Sea Kings.
No convês de voo um hangar para dois Sea Kings. No convês de voo um hangar para dois Sea Kings.
Duas portas independentes, uma para cada Sea King.
Duas portas independentes, uma para cada Sea King.Duas portas independentes, uma para cada Sea King.
Na divisória entre os hangares o símbolo da Royal Canadian Air Force.
Na divisória entre os hangares o símbolo da Royal Canadian Air Force.Na divisória entre os hangares o símbolo da Royal Canadian Air Force.
 
Sea King sendo transportado com o Bear Trap para o Hangar
Sea King sendo transportado com o Bear Trap para o HangarSea King sendo transportado com o Bear Trap para o Hangar
Em detalhe as pás do rotor de cauda quase tocam com as do principal.
Em detalhe as pás do rotor de cauda quase tocam com as do principal.Em detalhe as pás do rotor de cauda quase tocam com as do principal.
O sistema Bear Trap corre em trilhos e se move automaticamente
O sistema Bear Trap corre em trilhos e se move automaticamente O sistema Bear Trap corre em trilhos e se move automaticamente
Cada conjunto triplo de trilhos conduz a um dos hangares
Cada conjunto triplo de trilhos conduz a um dos hangaresCada conjunto triplo de trilhos conduz a um dos hangares
Na popa, lanchas rápidas a esquerda, botes salva vidas a direita e sistemas decomunicação via satélite.
Na popa, lanchas rápidas a esquerda, botes salva vidas a direita e sistemas decomunicação via satélite. Na popa, lanchas rápidas a esquerda, botes salva vidas a direita e sistemas decomunicação via satélite.
 
Navio possui capacidade de navegar a mais de 27 nós.
Navio possui capacidade de navegar a mais de 27 nós. Navio possui capacidade de navegar a mais de 27 nós.
O passadiço já mostra sua idade
O passadiço já mostra sua idadeO passadiço já mostra sua idade
Timoneiro e navegador sentam próximos.
Timoneiro e navegador sentam próximos. Timoneiro e navegador sentam próximos.
Oficial observa a repetidora do giro
Oficial observa a repetidora do giroOficial observa a repetidora do giro
Giro em detalhes
Giro em detalhesGiro em detalhes

Comandante do Navio observa as condições do mar
Comandante do Navio observa as condições do marComandante do Navio observa as condições do mar
Bonés são usados com orgulho pela tripulação.
Bonés são usados com orgulho pela tripulação. Bonés são usados com orgulho pela tripulação.
O Livro de Registros d passadiçoa Ponte de Comando
O Livro de Registros d passadiçoa Ponte de ComandoO Livro de Registros d passadiçoa Ponte de Comando
Organização até na distribuição dos guardanapos
Organização até na distribuição dos guardanaposOrganização até na distribuição dos guardanapos
A Praça D'Armas dos oficiais.
A Praça D'Armas dos oficiais. A Praça D'Armas dos oficiais.

Concorrida nos momentos de distração
Concorrida nos momentos de distraçãoConcorrida nos momentos de distração
Em um lado da Praça d`Armas fica a mesa dos oficiais
Em um lado da Praça d`Armas fica a mesa dos oficiaisEm um lado da Praça d`Armas fica a mesa dos oficiais
A Cozinha serve refeições para cerca de 300 pessoas diáriamente
A Cozinha serve refeições para cerca de 300 pessoas diáriamenteA Cozinha serve refeições para cerca de 300 pessoas diáriamente
As acomodações individuais são amplo.
As acomodações individuais são amplo. As acomodações individuais são amplo.
Mulheres em papéis fundamentais, passado instruções pelo fonoclama.
Mulheres em papéis fundamentais, passado instruções pelo fonoclama.Mulheres em papéis fundamentais, passado instruções pelo fonoclama.
 
As mangueiras de combate a incendios dispostas ao longo da embarcação em duplas.
As mangueiras de combate a incendios dispostas ao longo da embarcação em duplas. As mangueiras de combate a incendios dispostas ao longo da embarcação em duplas.
Bicicleta ergométrica para manter o condicionamento físico.
Bicicleta ergométrica para manter o condicionamento físico.Bicicleta ergométrica para manter o condicionamento físico.
Abafadores para usar ao entrar no compartimento de máquinas.
Abafadores para usar ao entrar no compartimento de máquinas.Abafadores para usar ao entrar no compartimento de máquinas.
O controle da propulsão é digital.
O controle da propulsão é digital.O controle da propulsão é digital.
Exercício para treinamento de abordagem
Exercício para treinamento de abordagemExercício para treinamento de abordagem
 
Grupo de inspeção é acionado para a averiguação das embarcações
Grupo de inspeção é acionado para a averiguação das embarcaçõesGrupo de inspeção é acionado para a averiguação das embarcações
Grupo de Visita e Inspeção (GVI) da Real Marinha do Canadá
Grupo de Visita e Inspeção (GVI) da Real Marinha do CanadáGrupo de Visita e Inspeção (GVI) da Real Marinha do Canadá
As esperas, as vezes, são longas
As esperas, as vezes, são longasAs esperas, as vezes, são longas
Grupo aguarda para ir a bordo
Grupo aguarda para ir a bordoGrupo aguarda para ir a bordo
Paciência...
Paciência...Paciência...

Grupo GVI
Grupo GVIGrupo GVI
Grupo GVI
Grupo GVIGrupo GVI
Grupo GVI
Grupo GVIGrupo GVI
Grupo GVI
Grupo GVIGrupo GVI
Início da faina de baixar lancha rápida
Início da faina de baixar lancha rápidaInício da faina de baixar lancha rápida

A tarefa é acompanhada por um oficial
A tarefa é acompanhada por um oficialA tarefa é acompanhada por um oficial
Apenas um guincho leve é usado nesse caso.
Apenas um guincho leve é usado nesse caso. Apenas um guincho leve é usado nesse caso.
Ao tocar o mar, os cabos são desconectados.
Ao tocar o mar, os cabos são desconectados. Ao tocar o mar, os cabos são desconectados.
Força humana também é fundamental para cumprimento da tarefa
Força humana também é fundamental para cumprimento da tarefaForça humana também é fundamental para cumprimento da tarefa
É iniciado então o embarque do grupo de inspeção na lancha.
É iniciado então o embarque do grupo de inspeção na lancha. É iniciado então o embarque do grupo de inspeção na lancha.
 
Todo procedimento é feito pelo exterior do navio.
Todo procedimento é feito pelo exterior do navio. Todo procedimento é feito pelo exterior do navio.
Descendo numa escada quebra peito.
Descendo numa escada quebra peito.Descendo numa escada quebra peito.
Todos a bordo da lancha
Todos a bordo da lancha Todos a bordo da lancha
A tripulação da lancha veste azul, o GVI, cáqui.
A tripulação da lancha veste azul, o GVI, cáqui.A tripulação da lancha veste azul, o GVI, cáqui.
Seguindo para averiguar um navio
Seguindo para averiguar um navioSeguindo para averiguar um navio
 
Seguindo para averiguar um navio
Seguindo para averiguar um navioSeguindo para averiguar um navio
Ao lado do cruzador AEGIS USS Chung Hoon...
Ao lado do cruzador AEGIS USS Chung Hoon...Ao lado do cruzador AEGIS USS Chung Hoon...
...que será abordado no exercício pelo Grupo de Vistoria e Inspeção
...que será abordado no exercício pelo Grupo de Vistoria e Inspeção...que será abordado no exercício pelo Grupo de Vistoria e Inspeção
O início da abrodagem é realizado com sucesso.
O início da abrodagem é realizado com sucesso. O início da abrodagem é realizado com sucesso.
Tem inicio o retorno.
Tem inicio o retorno. Tem inicio o retorno.

Costumeiramente ocorre um grande almoço no convês de voo.
Costumeiramente ocorre um grande almoço no convês de voo. Costumeiramente ocorre um grande almoço no convês de voo.
Comandante aproveita um pequeno momento de distração.
Comandante aproveita um pequeno momento de distração. Comandante aproveita um pequeno momento de distração.
Para aproveitar o clima favorável à paisana.
Para aproveitar o clima favorável à paisana. Para aproveitar o clima favorável à paisana.
Momentos que devem ser raros no frio do Canadá.
Momentos que devem ser raros no frio do Canadá. Momentos que devem ser raros no frio do Canadá.
Entardecer na Steel Beach
Entardecer na Steel BeachEntardecer na Steel Beach

Ao cair da noite, a confraternização chega ao fim.
Ao cair da noite, a confraternização chega ao fim. Ao cair da noite, a confraternização chega ao fim.
As luzes vermelhas do hangar dão um clima festivo à noite tropical.
As luzes vermelhas do hangar dão um clima festivo à noite tropical.As luzes vermelhas do hangar dão um clima festivo à noite tropical.
Para a execução do exercício de tiro é usado um alvo móvel Hammerhead.
Para a execução do exercício de tiro é usado um alvo móvel Hammerhead. Para a execução do exercício de tiro é usado um alvo móvel Hammerhead.
Ele é remotamente controlado.
Ele é remotamente controlado. Ele é remotamente controlado.
e possui um refletor de radar para apresentar uma assinatura maior do que ele tem realmente possuí.
e possui um refletor de radar para apresentar uma assinatura maior do que ele tem realmente possuí. e possui um refletor de radar para apresentar uma assinatura maior do que ele tem realmente possuí.
 
Suboficiais realizam a programação eletrônica do alvo.
Suboficiais realizam a programação eletrônica do alvo. Suboficiais realizam a programação eletrônica do alvo.
E tem início a colocação do alvo no mar...
E tem início a colocação do alvo no mar...E tem início a colocação do alvo no mar...
...com o apoio de um guindaste.
...com o apoio de um guindaste....com o apoio de um guindaste.
A tarefa tem que ser realizada com cuidado.
A tarefa tem que ser realizada com cuidado. A tarefa tem que ser realizada com cuidado.
A tarefa tem que ser realizada com cuidado.
A tarefa tem que ser realizada com cuidado. A tarefa tem que ser realizada com cuidado.
 
Uma vez no mar, o alvo...
Uma vez no mar, o alvo...Uma vez no mar, o alvo...
...segue a programação pre-estabelecida
...segue a programação pre-estabelecida...segue a programação pre-estabelecida
Ou pode ser ainda guiado por controle remoto, conforme...
Ou pode ser ainda guiado por controle remoto, conforme...Ou pode ser ainda guiado por controle remoto, conforme...
fica evidente pela existência de uma antena.
fica evidente pela existência de uma antena. fica evidente pela existência de uma antena.
Ao atingir o local pre estabelecido
Ao atingir o local pre estabelecidoAo atingir o local pre estabelecido

O alvo serve de treinamento de tiro para a tripulação.
O alvo serve de treinamento de tiro para a tripulação. O alvo serve de treinamento de tiro para a tripulação.
Suboficial prepara uma metralhadora .50.
Suboficial prepara uma metralhadora .50. Suboficial prepara uma metralhadora .50.
A instrução de tiro é importante para a proteção do navio
A instrução de tiro é importante para a proteção do navioA instrução de tiro é importante para a proteção do navio
A metralhadora 0.50 é a arma padrão contra ameaças assimétricas.
A metralhadora 0.50 é a arma padrão contra ameaças assimétricas. A metralhadora 0.50 é a arma padrão contra ameaças assimétricas.
Tiros de .50
Tiros de .50Tiros de .50

O exercício de é acompanhado da asa do passadiço
O exercício de é acompanhado da asa do passadiçoO exercício de é acompanhado da asa do passadiço
O Comandante monitora o treinamento.
O Comandante monitora o treinamento. O Comandante monitora o treinamento.
E indica as vezes onde está o Alvo.
E indica as vezes onde está o Alvo.E indica as vezes onde está o Alvo.
Canhão de 76mm Super Rapid da Oto Melara também é utilizado contra o Alvo.
Canhão de 76mm Super Rapid da Oto Melara também é utilizado contra o Alvo. Canhão de 76mm Super Rapid da Oto Melara também é utilizado contra o Alvo.
O 76mm é capaz de disparar 120 projetis por minuto.
O 76mm é capaz de disparar 120 projetis por minuto. O 76mm é capaz de disparar 120 projetis por minuto.
 
Esteira é usada para amortecer o impacto dos cartuchos dos projetis
Esteira é usada para amortecer o impacto dos cartuchos dos projetisEsteira é usada para amortecer o impacto dos cartuchos dos projetis
A esteira impede que os cartuchos rolem pelo convés
A esteira impede que os cartuchos rolem pelo convésA esteira impede que os cartuchos rolem pelo convés
A bordo do Sea King retornamos para Pearl Habour.
A bordo do Sea King retornamos para Pearl Habour. A bordo do Sea King retornamos para Pearl Habour.
Porta aberta para fotografar...
Porta aberta para fotografar...Porta aberta para fotografar...
o fotógrafo com o Oceano Pacífico ao fundo.
o fotógrafo com o Oceano Pacífico ao fundo. o fotógrafo com o Oceano Pacífico ao fundo.
 

 

Introdução

Mais de 1,400 soldados, marinheiros e aviadores canadenses participaram do exercício Rim of the Pacific em 2012 (RIMPAC). O ministro canadense da defesa, Peter MacKay, ao visitar as ilhas havaianas para ver de perto a participação canadense no exercício declarou ao canal de TV canadense CTV que este contingente marca a maior contribuição do país até hoje neste este exercício.

A Real Marinha Canadense, em especial, participou do exercício RIMPAC 2012 com seis navios: o destroier DDG283 HMCS Algonquin, a fragata FFH341 HMCS Ottawa, o submarino SSK876 HMCS Victoria e os patrulheiros MM706 HMCS Yellowknife, MM709 HMCS Saskatoon e MM710 HMCS Brendon.  Este número de navios é bem significativo tendo em vista que aqueles eram todos os da Esquadra canadense do Pacífico que não se encontravam em período de manutenção/modernização ou estavam empregados naquele momento em missões operacionais nas águas canadenses ou no estrangeiro.

Em 2009 ALIDE mostrou aos nossos leitores tudo sobre a fragata HMCS Montreal, um exemplar da classe Halifax, e agora foi a vez de nosso fotógrafo e colaborador Alexandre Nunes embarcar no HMCS Algonquin e nos permitir conhecer esta importante classe de destroiers antiaéreos por dentro.

A reinvenção de uma Marinha madura

O colapso da URSS em 1989 fez com que a tradicional organização do pós-guerra da Marinha canadense (uma força essencialmente dedicada à guerra antissubmarino – ASW - no Atlântico norte atuando subordinadamente a um comando maior geoestratégico dos EUA) perdesse completamente seu sentido. Apenas um ano depois, ironicamente, caberia ao iraquiano Saddam Hussein e sua invasão do pequeno vizinho Kuweit, mostrar novos rumos e novas necessidades que seriam características dos novos tempos da Royal Canadian Navy. Desde então os navios canadenses desenhados para emprego em uma região quase que polar têm mantido uma presença quase que constante na quentíssima região do Golfo Pérsico, Mar da Arábia e Mar Vermelho. A verdade é que nenhum comandante naval ou político canadense poderia ter previsto essa mudança radical no quadro operacional tão especializado da Marinha canadense apenas poucos anos antes. Estas nova configuração de missão exigiu que a RCN dispusesse de navios diferentes capacidades que pudessem ser desdobradas rapidamente para pontos longínquos do globo por longos períodos sem precisar depender de meios de outras marinhas para garantir sua própria proteção. Mas as operações navais multinacionais não acabaram e para isso existem exercícios importantes para a manutenção destes conhecimentos. O RIMPAC é o maior exercício deste no mundo.

O valor da RIMPAC para a Royal Canadian Navy

Segundo o porta voz do Maritime Command Pacific da Marinha canadense “o RIMPAC é concebido para preparar as forças dos militares dos países da orla do Pacífico, as canadenses inclusive , para a trabalhar conjuntamente em missões que vão desde auxílio humanitário até às operações plenas de combate. O objetivo da nossa participação no RIMPAC é o de garantir que possamos trabalhar junto com outros militares em ambientes diversos ao redor do mundo de uma forma efetiva”.

O tema central desta edição do RIMPAC foi “Agilidade, Sinergia e Apoio Combinados”.

O RP seguiu adiante: “Com respeito à participação canadense, o exercício oferece um treinamento no nível multinacional que é de grande valor. A Royal Canadian Navy pode assim ganhar uma compreensão detalhada, de uma maneira cooperativa, sobre nossos parceiros no Pacífico. Além disso, o exercício permite aos participantes cooperar em cenários simulados de Guerra praticando nossa doutrina, táticas, treinamento e processos tanto nacionais quanto conjuntas. Em exercícios multinacionais desta magnitude todas as principais áreas da Guerra moderna são praticadas para que coletivamente possamos melhorar nossas capacidades”.

Segundo ele “Uma parte das responsabilidades do Canadá como uma nação marítima é a de garantir que nós somos interoperáveis com nossos parceiros marítimos, incluindo aqueles no Pacífico. Especificamente para a edição 2012 tínhamos os seguintes objetivos:

a.    Integrar novos participantes no exercício RIMPAC;

b.    Exitosamente empregar pessoal multinacional em posições-chaves de Comando e Controle (C2) dentro dos componentes e nos Estados Maiores embarcado e em terra;

c.    Efetivamente planejar e executar medidas de guerra antissubmarino (ASW) para defender contra ameaças submarinas conhecidas nos níveis tático e do Teatro de Operações;

d.    Coordenar e empregar ativos aéreos combinados em um ambiente de múltiplas ameaças;

e.    Coordenar e empregar ativos aéreos e de superfície para designação de alvos além do horizonte (Over The Horizon Targeting - OTHT), engajamentos simultâneos dentro e também além do horizonte (OTH) e operações de Controle de Área Marítima (Maritime Interdiction Operations - MIO)/Operações de Segurança Marítima XXX (Maritime Security Operations - MSO);

f.    Conduzir operações de Assistência Humanitária e de resposta a desastres naturais (Disaster Relief Operations);

g.    Garantir a capacidade da força combinada para manter as linhas de comunicação marítimas (Sea Lines of Communication - SLOCs) livres da ameaça de minas;

h.    Proporcionar a oportunidade para disparo real de armamento;

i.    Exercitar o processo de decisão usando várias Regras de Engajamento (Rules of Engagement - ROE) de forma graduada;

j.    Proporcionar suporte logístico e de serviços de combate;

k.    Promover intercâmbios profissionais e interação social para fortalecer as relações internacionais existentes forjando elos mais fortes entre as diversas forças armadas nacionais;

l.    Facilitar aos países observadores do RIMPAC um amplo leque de visão das operações aéreas, terrestres, marítimas e de Estado Maior;

m.  Conduzir planejamento nos níveis tático e operacional em apoio ao cenário do exercício; e,

n.    Permanecer plenamente comprometido com a proteção ambiental”.

O RIMPAC também permite às forças armadas canadenses muitas oportunidades para assumir um leque de posições de liderança alavancando ainda mais a habilidade do Canadá de trabalhar junto com outras nações da região da Ásia-Pacífico. Durante o RIMPAC 2012, o Contra Almirante Ron Lloyd da Royal Canadian Navy (RCN) foi o vice-comandante da Força Tarefa Combinada (todos os navios participantes do RIMPAC), o Brigadier-General Michael Hood era o comandante do componente aéreo, e o Commodore Peter Ellis encabeçava o grupo tarefa anfíbio liderado pelo [navio de desembarque] USS Essex.

Mas a Marinha Canadense não se restringe a participar do RIMPAC. Ela rotineiramente se exercita com a Marinha americana e navios americanos muitas vezes também participam de exercícios canadenses. Tradicionais exercícios da RCN incluem os TRIDENT FURY, NANOOK, FRONTIER SENTINEL, e o curso de comando de submarinos (Submarine Command Course - SCC). A RCN ainda frequentemente participa nos exercícios preparatórios para desdobramento dos Carrier Strike Groups da US Navy, os conhecidos COMPTUEX e JTFX.

Entre os exercícios de grande escala dos canadenses com participação de outras marinhas estão o BOLD ALLIGATOR, DAWN BLITZ, TALISMAN SABRE, PANAMAX, UNITAS fases Pacífico e Atlântico, JOINT WARRIOR, o International Mine Countermeasures Exercise (IMCMEX), e uma variedade de exercícios da OTAN e do programa Partnership for Peace como a série “MARINER”. Estes exercícios envolvem uma grande variedade de nações quase sempre contando com a presença da US Navy.

As nações com quem a Marinha canadense trabalha nestes exercícios incluem, mas não se limitam, à maioria dos países europeus da OTAN e do Partnership for Peace; a maioria dos países da América Latina, incluindo o México, a Colômbia, Brasil e Chile (PANAMAX e UNITAS), nações caribenhas (UNITAS); e numerosos países do Pacífico e do sudeste asiático como a Austrália, Cingapura, Indonésia e a Tailândia (TALISMAN SABRE). O IMCMEX por sua vez envolve mais de vinte países ao redor do globo, incluindo países do Oriente Médio como a Jordânia ou participantes mais longínquos como o Japão e a Suécia.

Comentando a presença dos três navios da classe Kingston, o RP militar canadense explica que: “A presença neste último RIMPAC de meios dedicados à guerra anti-minas (Mine Counter  Measure - MCM) de superfície e submarina, não se deveu a qualquer mudança significativa de ênfase desde o exercício anterior, ou ainda, de quaisquer mudanças nos requerimentos de preparação das unidades da RCN. A Marinha canadense tem a permanente determinação de desenvolver seus navios capazes de MCM como parte das suas capacidades estratégicas básicas. Neste sentido o RIMPAC oferece uma oportunidade espetacular para melhorar esta capacidade militar na Esquadra da costa oeste já que o exercício exibe um espectro completo de situações de combate dentro de um ambiente de Grupo Tarefa conjunto e/ou combinado”.

Em 2012 os meios da RCN estiveram envolvidos em uma série de atividades durante o RIMPAC, incluindo:

*     Integração de  dois navios de escolta em um Carrier Strike Group da US Navy;

*     Participação na Guerra Anti-submarino por todo o Teatro de Operações;

*     Prover defesa para as Operações Anfíbias;

*     Executar operações MCM; e

*     Atuar como “figurativo inimigo” para os exercícios.

O elemento terrestre do RIMPAC

Uma parte importante dos exercícios de 2012 centrava num grande exercício de desembarque multinacional a partir de navios de desembarque americanos e aliados. No Canadá não existem fuzileiros navais subordinados à Marinha, assim as tropas usadas nos desembarques anfíbios foram oriundas do Exército. Uma companhia (Coy) de soldados canadenses foi colocada sob o comando tático do 1º Batalhão, 3º Marines (1/3 Marines) dos EUA.

Nesta operação três objetivos predominantemente terrestres foram alcançados:

a) Conduzir a interoperabilidade com os parceiros da coalizão de forma a exercitar o planejamento do desembarque anfíbio e do combate em terra em um nível conjunto e combinado com o 1st Battalion, 3rd Marines e a Força Tarefa Aeroterrestre de Missão Específica dos Marines (Special Purpose Marine Air Ground Task Force - SPMAGTF-3) no mais alto nível e conduzir estas táticas, técnicas e procedimentos junto aos nossos parceiros da coalizão nos níveis táticos inferiores.

b) Afiar as habilidades de combate em um ambiente de coalizão nos níveis de Companhia, Pelotão e Seção. Isto foi alcançado via campos de tiro real, treinamento força-contra-força usando munição simulada (sim-munition force-on-force training), usando várias plataformas de inserção como aeromóvel, fast rope e operações anfíbias além de exercícios em ambientes austeros. Desde exercícios de preparação física na Big Island do Havaí até conduzir operações de combate em ambiente urbano no moderníssimo MOUT (Military Operations in Urban Terrain) localizado na Área de Treinamento dos Marines de Bellows (MCTAB, na sigla em inglês). Os canadenses também operaram a bordo do USS Essex, um navio de desembarque anfíbio projetado para realizar operações de deslocamento de tropas de Marines do mar para a costa (ship-to-shore operations).

c) Validar e continuar o treinamento da companhia A 2PPCLI em seu papel NEO. No RIMPAC a participação da Companhia NEO culminou na execução de um exercício tático tipo NEO no MCTAB onde civis canadenses fizeram o papel de membros de uma embaixada que deveriam ser evacuados para uma área segura.

Ainda que não exista uma ameaça imediata hoje que demande uma força multinacional com mais de trinta navios o future sempre é difícil de ser previsto desta forma a RCN precisa estar preparada para responder dentro de uma coalizão maior de marinhas de países parceiros a um espectro completo de ameaças militares e de segurança, de terrorismo até guerras patrocinadas por estados. Adicionalmente, mesmo não sendo uma “ameaça” militar tradicional um desastre de grande escala pode requerer a resposta de uma grande força multinacional de navios para prover uma assistência humanitária vital e de resposta a desastres naturais.  O exercício RIMPAC permite exatamente a oportunidade para se praticar e melhorar a nossa resposta coletiva a este tipo de situação, tornando a resposta internacional coordenada bem mais efetiva.

Os navios de escolta da RCN e a evolução da construção naval canadense

Muito diferente do Brasil que desde o século XIX vivia num ambiente muito separado daquele de sua ex-metrópole, Portugal, até a Segunda Guerra Mundial o Canadá a despeito de dispor de uma grande autonomia administrativa, especialmente nas questões geopolíticas, o país, membro do Commonwealth e tendo a Rainha britânica como sua Chefe de Estado, ainda se comportava como uma virtual extensão do Reino Unido nas terras da América do Norte. Durante a Primeira e a Segunda Guerra a Marinha do Canadá atuava sob o controle direto da Royal Navy e, além disso, milhares de marinheiros da Royal Navy eram canadenses que se alistaram para combater pelo Império na Europa.

A despeito da inconteste vitória Aliada na 2GG o Reino Unido amaciado por anos de bombardeiro sobre suas cidades e parque industrial logo perderia suas últimas colônias inclusive a mais relevante, a Índia. Estava claro que o Reino Unido, simplesmente não tinha mais nem sombra da importância econômica e geopolítica ostentada apenas 40 anos antes.  Assim coube aos EUA aproveitar este “vácuo” de poder britânico da melhor forma possível ao “arrastarem” o Canadá de vez para sua zona de influência com a fundação da OTAN em 1948.

Esta mudança de alinhamento pode ser nitidamente sentida na indústria naval canadense. Durante a Guerra, temendo o efeito de uma invasão nazista muitos estaleiros britânicos trataram de transferir para o Canadá alguma de sua atividade industrial. Nomes famosos como Vickers e Yarrow`s construíram seus estaleiros respectivamente em Montreal no leste do país e em Esquimault na costa do Pacífico. Na Guerra Fria o conteúdo de equipamento de origem americana nos navios canadenses apenas cresceu com o passar dos anos.

Durante a Segunda Guerra nada menos que 21 unidades das fragatas da classe Prestonian de XXX toneladas foram fabricados no estaleiros do Canadá.  No entanto a primeira classe de navios de guerra verdadeiramente projetada no Canadá foram os destróieres St-Laurent na década de 50, destes sete unidades foram construídas. Em seguida vieram os sete navios da classe Restigouche, uma versão melhorada dos St-Laurent. Posteriormente foram fabricados quatro unidades da classe Mackenzie e mais dois da classe Annapolis. O sentido de navio era bem perceptível com cada classe sendo uma versão mais aprimorada da que a precedeu.

No plano político, a década de 60 foi um período especialmente turbulento para a Marinha Canadense. Boa parte de seus navios construídos durante ou logo depois da Segunda Guerra se aproximavam em bloco da obsolescência e precisavam ser substituídos. A ameaça representada pelos novos submarinos soviéticos, em grande número já movidos por reatores a energia nuclear e carregando novos mísseis com ogivas atômicas de médio alcance, exigiam novas capacidades de seus “caçadores” na superfície. Por sua vez, as novas tecnologias eletrônicas embarcadas aumentavam marcadamente os custos de aquisição e de manutenção de cada novo navio. Diferentemente do período de guerra onde não podia de forma alguma faltar orçamento para a construção dos novos navios, sob o terrível risco de se perder a própria soberania para o inimigo, a economia canadense naquele período, simplesmente, tinha outras muitas prioridades que competiam pelas parcas verbas disponíveis para investimento.

Agravando tudo isso, em 1º de agosto de 1964 o governo Lester B. Pearson num esforço para melhorar a interoperabilidade das três forças e para tentar economizar 25% do gasto com o custeio dos Estados Maiores, as três forças armadas foram fundidas de só golpe em uma nova organização, agora, conhecida simplesmente como “Canadian Forces”. A perda sumária de “identidade” gerou muitos problemas junto ao oficialato superior, mas, principalmente, desestruturou os processos de planejamento e reequipamento então em andamento. Isso só seria corrigido anos depois quando as novas estruturas já estivessem adequadamente reorganizadas e novamente funcionais. Durante todo este processo os ex-“marinheiros” lutaram arduamente nas coxias da nova organização combinada para tentar manter pelo menos o projeto da nova classe de destroier antissubmarino da classe Tribal que se encontrava em andamento.

Os destroieres da classe Tribal

Projetados no final da década de sessenta e construídos no início da década seguinte os navios da classe “tribal”, a segunda classe canadense de navios batizada em homenagem às mais importantes tribos indígenas locais. A despeito de seu tamanho estes navios nasceram originalmente como navios dedicados à guerra antissubmarina.  Quatro navios foram construídos, o HMCS Iroquois, o HMCS Athabaskan, o HMCS Algonquin se encontram em serviço, com apenas o HMCS Huron tendo sido colocado em reserva em 2000. Por este navio ter sido canibalizado extensivamente ele foi dado de baixa em março de 2005, sendo finalmente afundado em 14 de maio de 2007 no SinkeEx do exercício naval Trident Fury.

O HMCS Iroquois foi construído no estaleiro Marine Industry Ltd. de Sorel-Tracy, e os três outros navios da classe o foram no estaleiro Davie Shipbuilding da cidade de Lauzon, ambos na província do Quebec.

Como projeto, sua principal característica sendo o grande convoo e hangar que permitia a operação de dois helicópteros Sikorsky CH-124 (SH-3) Sea King, um tipo normalmente empregado em navios muito maiores. No Brasil, por exemplo, os Sea Kings eram empregados apenas no NAe Minas Gerais e nos NDD (navios de desembarque-doca) da Classe Ceará. Os sistemas embarcados nos helicópteros faziam do Tribal uma plataforma muito letal para os submarinos soviéticos. Para os canadenses a existência dos Sea Kings novamente estreitava a margem de impunidade dos submarinos soviéticos dando novas chances para os navios ASW.

O mar revolto do Pacífico e do Atlântico norte, onde os destroieres desta classe provavelmente teriam que operar em combate, impôs outra característica-base deste novo projeto, o sistema “Bear Trap”. Este mecanismo segurava o helicóptero em segurança, a despeito de seus 9,5 toneladas de peso e grande tamanho, tanto na decolagem como no pouso mesmo com o mar em condição crítica. O “Bear Trap” foi desenvolvido no Canadá pelas empresas aeroespaciais canadenses Fairey Canada e Dowty. O mecanismo passava um cabo de aço entre o helicóptero e o convoo e ia tracionando este cabo continuamente contra a força exercida pelas hélices até que as rodas tocassem no casco do navio em segurança. Neste ponto uma “mandíbula” semelhante às tradicionais armadilhas para caçar ursos, mecanicamente fechava e travava o cabo retendo o helicóptero até que as peias de aço pudessem ser passadas pelo pessoal de convoo do navio. Em dezembro de 1963 este sistema foi testado pela primeira vez, e com todo o sucesso, no destroier da classe St-Laurent HMCS Assiniboine (DDH234). O Bear Trap permitia pousos seguros, de dia e de noite mesmo quando o navio rolava 31 graus e caturrava 8 graus. Antes de ser usado nos navios da classe Tribal o Bear Trap foi incorporado a todos os destroieres da classe St-Laurent e também aos Restigouche que os seguiram.

Como a Marinha Canadense é dividida em duas Esquadras (os “Maritime Commands”), a do Atlântico baseada em Halifax e a do Pacífico baseada na cidade de Victoria. Dos três navios restantes, o HMCS Iroquois e o HMCS Athabascan compõem as forças navais do Atlântico enquanto o HMCS Algonquin fica baseado permanentemente na costa oeste.

HMCS Algonquin (DDG 283)é um claro herdeiro da filosofia de design característica do Canadá. Exemplo disso é a peculiar borda superior arredondada do casco na sua junção com o convés principal de vante. Esta característica existe justamente para evitar o acúmulo de gelo na proa nas operações mais setentrionais durante os meses de inverno.

Outra peculiaridade dos navios canadenses desta classe fica na propulsão. Fugindo do lugar comum das turbinas ocidentais que tendem a ser ou as americanas GE LM2500 ou alternadamente as britânicas Rolls Royce Tyne e Olympus, pioneiros das turbinas a gás, os Tribal ousaram ao usar uma combinação de um par de turbinas naval Pratt &Whitney FT4A-2, usadas para navegar a alta velocidade, com outro par das menores P&W FT12 dedicadas ao cruzeiro econômico. A FT4 era uma versão navalizada do conhecido turbojato JT4/J75 usado no Boeing 707, F-105 Thunderchief, U-2 e outros modelos de aeronaves militares. No segmento naval o FT4 definitivamente não foi um sucesso comercial. Fora o único protótipo do aerobarco militar canadense Bras d`Or, a Pratt & Whitney FT4A só foi empregada nos 12 navios da classe Hamilton da Guarda Costeira americana. A FT12, por sua vez, foi uma escolha ainda mais complicada, pois diferente da FT4, ela não foi sucesso nem no mercado aeronáutico para o qual foi projetada originalmente ali fora os treinadores da US Navy T-2B, apenas os jatos executivos Sabreliner e Lockheed JetStar a usaram.

No início da década de 90, embalados pelas lições aprendidas na Guerra das Malvinas e na primeira Guerra do Golfo, a Marinha canadense julgou que os quatro destroieres da classe Tribal deveriam passar por uma modernização de meia vida conhecida como TRUMP (Tribal Class Modernization and Upgrade Project), processo este que alterou sensivelmente seu emprego na Marinha canadense. De um navio antissubmarino pesado de 5000 toneladas os navios da classe Tribal passariam a ser Air Warfare Destroiers, responsáveis pela defesa aérea de área de grupos tarefa da OTAN ou da ONU contra ataques aéreos. A despeito do risco que tal transformação implicava, o resultado final acabou sendo muito satisfatório. Foi apenas a certeza da existência então das doze novas fragatas da classe Halifax o fato que permitiu passar a elas a crítica missão antissubmarino das Tribal. Hoje os Tribal são o núcleo de qualquer

Nesta modernização foi instalado um novo lançador vertical Mk41 VLS que permitia acomodar 29 mísseis Standard Block III no seu interior. Para isto os mísseis de defesa antiaérea de curto alcance Sea Sparrow usados anteriormente nos navios assim como seus lançadores foram removidos. Para a defesa aproximada uma unidade do sistema Phallanx foi instalado sobre o hangar, o canhão original L54 de 5 polegadas deu lugar a um novo OTO Melara 76mm e as turbinas PW FT12 foram substituídas pelas novas unidades Allison 570-KF. O sistema de morteiros antissubmarinos Limbo também foram removidos neste programa.

Cortes orçamentários realizados no meio da década de 90 impediram que houvesse tripulantes suficientes para todos os quatro Tribal, sendo assim o HMCS Huron acabou sendo escolhido para dar baixa.

O programa CADRE (Command and Control and Air-Defense Replacement) para a substituição dos classe Tribal nas suas missões de defesa aérea e de nau capitânia foi abandonado e o governo canadense anunciou em outubro de 2011 sua estratégia Nacional de Aquisição e de Construção Naval (National Shipbuilding Procurement Strategy). Esta previa a encomenda de quinze novos navios de superfície para substituir a partir de 2016 tanto os três destroieres Tribal quanto as doze Halifax dentro do projeto conhecido como Combatente de Superfície de Classe Única (Single Class Surface Combatant Project).

Dados técnicos da configuração atual

Deslocamento: 5,100 toneladas

Comprimento: 129.8 m

Boca: 15.2 m

Calado: 4.7 m

Propulsão: COGOG, 2 eixos

2 × turbinas a gás Allison 570-KF para baixas velocidades (5.6 MW)

2 × turbinas a gás Pratt & Whitney FT4A-2 para altas velocidades (37 MW)

Velocidade máxima: 29 nós (54 km/h)

Alcance: 4,500 Milhas Náuticas (8,300 km)

Tripulação: 280

Sensores and sistema de combate

Sistema de combate UYC-501 SHINPADS com computadores de missão UYQ-504

Radar de busca combinada Ar-Superfície Signaal (Thales Nederlands) AN/SPQ 501 DA-08

Radar de alerta antecipado Signaal (Thales Nederlands) AN/SPQ 502 LW-08

2x sistemas tracker/Iluminador para Míssil Standard Raytheon SPG-501 (STIR 1.8)

1x sistema de controle de fogo para o canhão Thales LIROD-8

Sonar de casco General Dynamics Canada SQS-510

Sonar de profundidade variável General Dynamics Canada SQS-510

Armamento

29 × Misseis anti-aéreos de lançamento vertical (VLS) Standard SM-2(MR) Block IIIA

1 × canhão 76 mm/62 OTO Melara instalado sobre o antigo paiol dos Sea Sparrow

2 × tubos de torpedo triplos de 12,75 polegadas para torpedos Mk-46 Mod 5

1 × Sistema de defesa de ponto General Dynamics Phalanx CIWS (Block 1B)

6 × metralhadoras Browning M2 -50”

Aeronaves: 2 × helicópteros CH-124 Sea King

Os submarinos da classe Victoria (Upholder) oportunidade e frustração

Exatamente como a Marinha do Brasil, a Marinha canadense também adquiriu na década de 60 submarinos convencionais britânicos da classe Oberon. Quando finalmente chegou a hora de substituir os seus Oberon que ainda estavam em serviço, ao contrário dos brasileiros e de todos os países sulamericanos que em paralelo seguiram em direção à linha alemã U-209, os canadenses gastaram alguns meses condsideando a compra de submarinos de ataque nucleares dos ingleses e franceses, mas após alguns meses esta idéia iria a pique pela Marinha não ter conseguido diferenciar perante os contribuintes canadenses a diferença entre submarinos ARMADOS de mísseis nucleares daqueles simplesmente propulsados por um reator nucleoelétrico. Ao final, eles acabaram optando por aceitar em 1998 a proposta do Reino Unido feita cinco três anos antes para a venda de quatro submarinos de segunda mão da classe Upholder. Parecia uma oportunidade de ouro, navios de avançada tecnologia sendo vendidos apenas três anos após serem colocados em serviço na Royal Navy...

Os Upholder (Type 2400)

Esta era uma classe de submarinos de ataque de longo alcance com propulsão diesel-elétrica,  apresentando várias melhorias na hidrodinâmica e nos equipamentos em relação aos Oberon. Eles reciclavam muitas das tecnologias e sistemas desenvolvidos anteriormente para os próprios SSNs britânicos. Os novos Type 2400 (conhecidos assim por seu deslocamento de 2400 toneladas) deveriam, segundo o planejamento militar britânico, se constituir numa frota suplementar e econômica aos maiores e muito mais caros submarinos de ataque de propulsão nuclear da classe Trafalgar então em serviço. Inicialmente previsto para ser uma classe de 12 submarinos os números foram sendo progressivamente cortados a cada nova revisão da política de defesa britânica, até terminar com quatro unidades apenas: HMS Upholder, HMS Unseen, HMS Ursula e HMS Unicorn. O Upholder teve sua quilha batida no estaleiro Vickers Shipbuilding and Engineering Ltd (VSEL) em fevereiro de 1983 sendo entregue em 1990. Os outros três navios da classe foram entregues entre 1991 e 1993. Na hora dos incontornáveis cortes orçamentários, os submarinos diesel-elétricos, aos olhos do almirantado britânico, eram claramente menos importantes que seus irmãos nucleares.

O reverso da moeda

Logo de saída os canadenses perceberam que o negócio poderia não ter sido tão bom quanto se pensava inicialmente. Durante a construção alguns defeitos de projeto importantes já tinham aparecido. O sistema de vedação dos tubos de torpedo na proa, sob certas condições específicas poderia mesmo deixar a água do mar penetrar no interior do navio, produzindo riscos inaceitáveis. Todos os quatro submarinos tiveram que consertar isto logo de saída. Os motores selecionados, originalmente desenhados para locomotivas, não aceitavam bem as paradas e partidas súbitas características da operação em submarinos. A qualidade da construção também foi fonte de problemas, com a solda de certas tubulações internas tendo sido feita abaixo da qualidade requerida. Erros de projeto nos circuitos de controle do motor principal geraram um incidente onde ocorreu um perigoso curto-circuito seguido de blackout após um teste de “freiada” brusca via reversão do motor.

O incêndio de outubro de 2004

Mas o pior e mais público evento do início da carreira dos classe Victoria ocorreu durante a viagem de entrega do HMCS Chicoutimi, o HMS Upholder original, da Base Naval HMS Clyde em Faslane na Escócia até Halifax no Canadá. Por erro nos procedimentos operacionais da Marinha canadense água do mar entrou no submarino enquanto ele navegava na superfície com um mar muito batido causando um curto-circuito total seguido de um incêndio. Apenas no dia seguinte as fragatas britânicas HMS Montrose e HMS Marlborough chegaram para ao local para prestar socorro ao submarino sinistrado que teve que voltar a Faslane para ser reparado antes de ser entregue ao Canadá a bordo de um navio de transporte submersível do tipo “heavy lifter”.

Em vez de uma venda simples este negócio tomou a forma de um leasing com duração de oito anos por 427 milhões de dólares americanos, posteriormente conversível em venda final pela quantia simbólica de 1 libra britânica. Outros 98 milhões de dólares americanos extras foram gastos para realizar melhorias e a conversão dos navios para os padrões da Marinha canadense. Como seus três irmãos, o HMS Upholder também apresentava problemas de solda nas tubulações, ele tinha corrosão na estrutura metálica, válvulas rachadas e bombas inoperantes. Além disso, muitos de seus componentes haviam removidos para poder completar as instalações do HMCS Corner Brook

O HMCS Victoria foi colocado em serviço na Marinha do Canadá em Halifax em dezembro 2000, o HMCS Windsor em junho de 2003, o HMCS Corner Brook em março de 2003, e, finalmente, o HMCS Chicoutimi em setembro de 2004. Inicialmente três dos submarinos ficariam em Halifax e apenas o Victoria operaria no Pacífico, porém, mais recentemente foi decidido a transferência do HMCS Corner Brook para se juntar ao Victoria na Colúmbia Britânica, dividindo igualmente a frota de submarinos canadenses entre as duas esquadras. A chegada do Victoria a Esquimault CFB encerrou um período de vários anos sem que submarinos canadenses fossem permanentemente baseados no Pacífico.

Em 2008 um consórcio privado, o Canadian Submarine Maintenance Group (CSMG), de propriedade das empresas de engenharia Babcock Marine e da Weir Canada Inc. foi criado num dique seco da Base Naval de Esquimault para realizar a futura manutenção regular dos submarinos da classe Victoria e o Chicoutimi foi o primeiro deles a entrar em manutenção.

O HMS Victoria na RIMPAC

O Relações Públicas doa Esquadra do Pacífico contou a Alide que “em relação à operação do submarino HMCS Victoria neste último RIMPAC podemos dizer que em novembro de 2011, o Department (Ministério) of National Defence do Canadá (DND) oficialmente completou o Período de Trabalho Docado Extendido (Extended Docking Work Period - EDWP) para este submarino no Fleet Maintenance Facility (FMF) do DND em Cape Breton, Esquimalt, British Columbia”.

Ele continuou dizendo que “o EDWP do HMCS Victoria foi a primeira atividade de manutenção deste tipo e deste porte jamais realizada num submarino da classe a Victoria. O EDWP provê reparos e modernização para os mais de 200 sistemas que compõem o navio, permitindo sua operação continuada pelos próximos seis anos. O EDWP modernizou e adicionou novas capacidades melhoradas para entregar um submarino ainda mais ‘canadense’ à Marinha canadense”.

Este esforço para reparo criou em si novos desafios de material e de pessoal que foram vencidos pela Royal Canadian Navy ao passo em que se criava nova experiência na operação e na manutenção desta nova classe de submarino.

Para os tripulantes do HMCS Victoria o RIMPAC foi uma ocasião sob medida para brilhar e desta forma calar a boca de seus tantos detratores. No dia 17 de julho de 2012 o submarino canadense disparou o torpedo Mk48 que selou o destino do casco do ex-USNS Concord, um navio aposentado de transporte de munições da classe MARS que foi usado para um dos três exercícios de afundamento desta edição do RIMPAC.  Ainda assim é importante ter em mente  que este foi apenas o segundo disparo de torpedo do Victoria desde sua chegada ao Canadá,  o primeiro tendo ocorrido com um torpedo de exercício apenas em 16 de março de 2012.

Ainda segundo o oficial canadense: “a participação do HMCS Victoria no RIMPAC 2012 marcou um momento crucial no retorno à plena capacidade operacional da Força Canadense de Submarinos. Não apenas a participação do Victoria demonstrou a plena capacidade do seu armamento com o exitoso emprego do torpedo pesado Mk. 48, mas também ofereceu uma excelente oportunidade para um submarino canadense exercitar operações de combate realistas em um ambiente multinacional. As lições aprendidas ao se operar junto com unidades aéreas, de superfície e submarinas internacionais serão incorporadas em desdobramentos futuros da Marinha canadense”.

O Canadá tem sido um participante do RIMPAC desde sua primeira edição em 1971. O HMCS Victoria veio em 2012 como um a unidade da Esquadra do Pacífico. E o RP completou sua explicação dizendo: “Ainda que esta tenha sido a primeira participação de um submarino da classe Victoria no RIMPAC, os antigos submarinos da classe Oberon canadenses já haviam participado dele anteriormente. A RCN sempre manteve ligações muito estreitas com nossos aliados americanos e tentará aproveitar todas as oportunidades que se apresentem para exercitar e manter nossa capacidade de operação conjunta”.

Características Técnicas

Deslocamento: 2,200 toneladas na superfície, 2,400 toneladas submerso

Comprimento: 70.26 m

Boca: 7.2 m

Altura: 7.6 m

Propulsão: Diesel-elétrica: 2× motores a diesel Paxman Valenta 4070 hp (3,035 kW) 1600 RPA SZ, 1 motor elétrico GEC (5000 kW), 1 eixo, 20+ nós submerso, 12 nós na superfície

Alcance: 10,000 milhas náuticas (18,500 km) a 12 nós

Tripulação: 7 oficiais, 48 praças

Sonares: Ativo/Passivo de casco Type 2040, Type 2041 micropuffs, Sonar de costado Type 2007, Sonar rebocado (“towed array”) Type 2046/CANTASS MOD, Sonar de interceptação ativa Type 2019

Sistema de combate: Lockheed-Martin Librascope SFCS Mk 1 Mod C

Radar: Kelvin Hughes Type 1007

Guerra Eletrônica: Detector de radar Condor Systems Sea Search 2 (RWR)

Armamento: 6 tubos de torpedo de 21 polegadas (533 mm) para 18x torpedos Mk. 48

 

HMCS Victoria

Base: Esquimault CFB localizada em Victoria, British Columbia

Estaleiro: Cammell Laird em Birkenhead

Batimento da quilha: janeiro de 1986

Lançado ao mar: 14 de novembro de 1989

Comissionado (Royal Navy): 7 de junho de 1991 como HMS Unseen

Decommissioned: July 1994

Comissionado (Canadian Forces Maritime Command): dezembro de 2000

Os navios patrulha litorâneos da classe Kingston

Durante seu desenvolvimento esta classe era conhecida no Canadá como “navio menor multi-missão” atualmente eles são os Maritime Coastal Defence Vessels (MCDVs). Os doze Kingston, lançados entre 1995 e 1998, foram construídos no Canadá a partir de um projeto local e propões realizar indistintamente missões de patrulha costeira tradicional e com a adição de contêineres específicos, a de guerra anti-minas.

Seis destes navios estão dispostos em cada uma das esquadras, no Atlântico e no Pacífico.

CFB Esquimalt: HMCS Edmonton 703, HMCS Nanaimo 702, HMCS Saskatoon 709, HMCS Summerside 711, HMCS Whitehorse 705 e HMCS Yellowknife 706

CFB Halifax: HMCS Brandon (MM 710), HMCS Glace Bay (MM 701, HMCS Goose Bay (MM 707, HMCS Kingston (MM 700), HMCS Moncton (MM 708) e HMCS Shawinigan (MM 704)

A tripulação desta classe não é feita por pessoal da ativa sendo responsabilidade dos militares da Naval Reserve. A única exceção a esta regra sendo apenas os dois militares técnicos em eletrônica.

Em termos de armamento a classe usa um canhão de 40mm Mk5C Bofors na proa e duas metralhadoras .50 manualmente operadas para a defesa imediata do navio. Para a guerra contra minas o navio usa a filosofia de operação remota, mantendo o navio e os tripulantes bem longe das áreas de risco. Para identificar a localização e em seguida poder desarmar as minas estes navios podem ser equipados com três cargas modulares no seu compartimento de carga paga modular (“modular payload bay”): um sistema de varredura mecânico (“mechanical minesweeping system” - MMS), um sistema de análise de rota (“route survey system”), e um veículo de inspeção de objetos no fundo (“bottom object inspection vehicle”). Cada um destes sistemas pode ser carregado e feito operacional, ou descarregado, em apenas 12 horas. O “route survey system” é um corpo hidrodinâmico rebocável com um sonar de varredura lateral que dá uma visão inicial de uma área a ser pesquisada. Depois desta leitura inicial possíveis minas serão analisadas com muito maior detalhe usando para isso o “bottom object inspection vehicle”. Para controlar a sua posição com a máxima precisão os Kingston foram equipados com dois propulsores principais azimutais do tipo Z-Drive. O Modular Payload Bay é um convés livre de obstáculos onde os contêineres de missão podem ser instalados. Variados tipos de contêineres, como um para apoio às atividades de mergulho ou outro para adicionar acomodações para até seis alunos durante saídas de instrução, podem também ser embarcados ali. Finalmente o navio conta com um Centro de Operações de Combate equipado com consoles digitais multifunção que são usados principalmente durante as missões de combate a minas.

Fragata da classe Halifax HMCS Ottawa (FFH 341)

Atualmente as fragatas desta classe são numericamente os navios mais importantes da Marinha canadense, e a despeito de carregarem o nome “fragata” elas deslocam 4770 toneladas, um número muito próximo do deslocamento dos “destroieres” da classe Tribal. Esta frota se encontra em um programa de modernização de meia vida que deve adicionar uma série de sistemas e sensores novos que quebrando uma tradição de longa data serão primariamente de origem não americana.  Desta vez não embarcamos na HMCS Ottawa assim convidamos os nossos leitores a ler a matéria que fizemos sobre a fragata HMCS Montréal em 2009 durante o exercício UNITAS Gold.

Conclusão

Existe um grande número de semelhanças e de diferenças verificadas entre as Marinhas do Brasil e do Canadá ao longo dos anos. São duas marinhas que foram moldadas por uma constante falta de recursos e por uma oscilante política nacional de defesa fatos que impunham uma grande capacidade de adaptação e de criatividade dos seus militares para contornar os obstáculos deixados por uma classe política nacional tantas vezes míope da importância dos mares para a economia e para a projeção geopolítica dos seus países.

É incontestável que para estas duas potências navais médias qualquer aproximação maior traz em sim o potencial de ser um processo de grande valor educativo para ambos os lados. Muito recentemente um grupo de militares canadenses do exército veio ao Mato Grosso para se juntar a um contingente maior de militares brasileiros a caminho do Haiti.

Os pontos de convergência são muitos... Atualmente ambos os países estão em busca de novos navios de escolta de 6000 toneladas e aparentemente os candidatos ao fornecimento de ambos os requerimentos são os mesmos estaleiros internacionais. A primeira FREMM francesa, a fragata Aquitaine, passou pelo Rio de janeiro neste ano e logo em seguida se dirigiu a Halifax no intuito de tentar seduzir os almirantes canadenses.

Vejamos nos próximos meses o que uma marinha, o que os militares têm para mostrar um para o outro. Que experiências operacionais canadenses e brasileiros terão para trocar? Talvez o S-BR, nosso futuro submarino diesel-elétrico, um Scorpène modificado, possa lhes ser interessante para suplementar ou mesmo substituir os “complicados” classe Victoria. Será que o Joint Support Ship canadense é aquilo que a MB busca para substituir seus navios tanques no futuro? Que sinergias e complementaridades existirão entre os fabricantes de navipeças brasileiros e canadenses? Estas são justamente as respostas que virão com o tempo.

 

Last Updated on Thursday, 02 May 2013 07:59
 

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