RCAF: Reabastecendo CF-188s no Havaí PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Monday, 20 August 2012 03:41

 

Na RIMPAC 2012 além de mandar seis navios da sua Marinha, os canadenses deslocaram até o Havaí (mais de 4400 milhas náuticas/8100Km) sete caças CF-18 (CF-188) Hornet do Esquadrão 425 Alouettes para tomar parte nos exercícios com os navios do exercício. Operando desde a “Joint Base Pearl Harbor Hickam” em Honolulu os F-18 foram acompanhados por um CC-150 Polaris (versão militarizada do Airbus A-310) do Esquadrão 437 de CFB Trenton e de um C-130T (KC-130) do Esquadrão 435 da 17ª Ala Aérea de Winnipeg. Acompanhe-nos!

 

O C-130H (T) Hércules 340 da RCAF na Base Aérea Hickam
O C-130H (T) Hércules 340 da RCAF na Base Aérea HickamO C-130H (T) Hércules 340 da RCAF na Base Aérea Hickam
Preparando o avião para a missão de REVO
Preparando o avião para a missão de REVOPreparando o avião para a missão de REVO
O cabo entrando do lado externo da cabine traz eletricidade para o avião no solo
O cabo entrando do lado externo da cabine traz eletricidade para o avião no soloO cabo entrando do lado externo da cabine traz eletricidade para o avião no solo
Close da cabine
Close da cabineClose da cabine
Os dois grandes turboélices AlisonT-56 da asa esquerda
Os dois  grandes turboélices AlisonT-56 da asa esquerdaOs dois  grandes turboélices AlisonT-56 da asa esquerda

Atrás do Hércules, o reabastecedor pesado da RCAF: o CC-150 Polaris (A310)
Atrás do Hércules, o reabastecedor pesado da RCAF: o CC-150 Polaris (A310)Atrás do Hércules, o reabastecedor pesado da RCAF: o CC-150 Polaris (A310)
No modelo reabastecedor estes casulos claros transportam as mangueiras.
No modelo reabastecedor estes casulos claros transportam as mangueiras.No modelo reabastecedor estes casulos claros transportam as mangueiras.
Helice quadripá diferencia o C-130 Hotel dos novos Juliette
Helice quadripá diferencia o C-130 Hotel dos novos JulietteHelice quadripá diferencia o C-130 Hotel dos novos Juliette
Tanque sub alar na frente do casulo da mangueira
Tanque sub alar na frente do casulo da mangueiraTanque sub alar na frente do casulo da mangueira
Tripulantes aguardam sentados a ordem da partida
Tripulantes aguardam sentados a ordem da partidaTripulantes aguardam sentados a ordem da partida

 

Canadenses nos trópicos.

Como os caças e reabastecedores do Canadá usam exatamente o mesmo sistema de reabastecimento da Marinha Americana esta interoperabilidade é muito Facilitada. Os Polaris realizaram ali 21 surtidas, transferindo um total de 381000 quilos de combustível para 167 caças, enquanto os  Hercules realizaram 34 missões (125 horas) transferindo 350000 litros de combustível. Nesta ocasião, ALIDE pode participar de uma missão de reabastecimento do CC-130 sobre o Pacífico central. Um ambiente verdejante de mares tropicais muito distintos do que os pilotos de Hornets das Canadian Forces estão habituados no seu País.

Do outro lado da Ilha de Oahu na Base Aérea de Kaneohe Bay dos fuzileiros navais americanos ficaram os quatro CP-120 Aurora (versão especial do P-3 Orion para o Canadá) da 19 Wing que normalmente opera desde Comox, B.C. Adicionalmente diversos voos de CC-177 (como o C-17 Globemaster na terminologia da Força Aérea canadense)do Esquadrão 429 foram empregados para realizar o esforço logístico de apoio ao desdobramento dos meios participantes no RIMPAC até o Havaí.

Nesta edição os anfitriões optaram por descentralizar os cargos mais altos da administração das forças conjuntas internacionais cabendo aos canadenses na pessoa do BGen Michael Hood que foi o Combined Forces Air Component Commander da RIMPAC unidade instalada na própria Joint Base Pearl Harbor-Hickam. Esta foi a primeira vez que este cargo foi ocupado por um não-americano desde o início do exercício em 1971.

 

Hercules e carrinho gerador
Hercules e carrinho geradorHercules e carrinho gerador
Tanque adicional de aço inox para aumentar a carga de combuistível
Tanque adicional de aço inox para aumentar a carga de combuistívelTanque adicional de aço inox para aumentar a carga de combuistível
Passando o briefing da missão
Passando o briefing da missãoPassando o briefing da missão
Passando o briefing da missão
Passando o briefing da missãoPassando o briefing da missão
A bolacha oficial do RIMPAC 2012
A bolacha oficial do RIMPAC 2012A bolacha oficial do RIMPAC 2012

Atenção ao adesivo de bandeira do Brasil colada no tanque
Atenção ao adesivo de bandeira do Brasil colada no tanqueAtenção ao adesivo de bandeira do Brasil colada no tanque
Pre-flight check
Pre-flight checkPre-flight check
Os Hércules canadenses já passaram por um programa de modernização do seu painel
Os Hércules canadenses já passaram por um programa de modernização do seu painelOs Hércules canadenses já passaram por um programa de modernização do seu painel
Console central de teto do Hércules
Console central de teto do HérculesConsole central de teto do Hércules
Ainda a típica tecnologia da década de 70/80
Ainda a típica tecnologia da década de 70/80Ainda a típica tecnologia da década de 70/80

 

O Canadá

Visto desde o Brasil nos distantes trópicos, o Canadá tende a ser percebido exclusivamente como uma terra pacífica pouco povoada por ursos polares e esquimós nos seus iglus. Alguns brasileiros mais inteirados das questões econômicas lembrarão, talvez, ainda de que devido às suas amplas pradarias no oeste o Canadá se tornou um grande celeiro produzindo trigo, canola e outros grãos além de ser um exportador de carne bovina e de minerais. Recentemente a descoberta de processos para retirada de óleo e gás das vastas reservas das areias betuminoso do Athabasca e das novas jazidas de petróleo e de gás na costa do nordeste fizerem daquele país um importante exportador mundial de energia. Todas estas riquezas combinadas com uma população de menos de 34 milhões de pessoas faz do Canadá um país bastante rico que tem que depender fortemente de imigração de estrangeiros qualificados para sustentar as demandas por recursos humanos.

 

Console central de teto do Hércules
Console central de teto do HérculesConsole central de teto do Hércules
Check! Check, Crosscheck!
Check! Check, Crosscheck!Check! Check, Crosscheck!
Três novas telas quadradas CRT foram colocadas diante de cada piloto
Três novas telas quadradas CRT foram colocadas diante de cada pilotoTrês novas telas quadradas CRT foram colocadas diante de cada piloto
Quase!
Quase!Quase!
Carta aeronáutica da Base Hickam para emergências.
Carta aeronáutica da Base Hickam para emergências.Carta aeronáutica da Base Hickam para emergências.

Cafezinho em voo
Cafezinho em vooCafezinho em voo
Recuerdos de Kandahar!
Recuerdos de Kandahar! Recuerdos de Kandahar!
Co-piloto observa a superfície lisa do Pacífico
Co-piloto observa a superfície lisa do PacíficoCo-piloto observa a superfície lisa do Pacífico
Detalhe do painel modernizado
Detalhe do painel modernizadoDetalhe do painel modernizado
Assento do engenheiro de voo do Hercules
Assento do engenheiro de voo do HerculesAssento do engenheiro de voo do Hercules

 

Um país com uma tradição militar forte

Herdeiro geopolítico direto do Reino Unido, o Canadá contribuiu com milhares de soldados, marinheiros e pilotos para as forças armadas britânicas durante ambas as Guerras Mundiais. Membro da OTAN desde sua fundação em 1949, suas Forças armadas tem participado regularmente de diversas missões operacionais da organização em todo o espaço do tratado Atlântico e algumas vezes fora dele, Guerra da Coréia e Afeganistão. Dentro dos compromissos com a OTAN a Real Força Aérea do Canadá chegou a manter quatros alas aéreas, cada uma com três esquadrões de caça, então-Alemanha Ocidental de 1953 até ser fechada em 1993 no pós-Guerra Fria.

 

Cartas de aproximação para Honolulu
Cartas de aproximação para HonoluluCartas de aproximação para Honolulu
Cartas aeronáuticas
Cartas aeronáuticasCartas aeronáuticas
RIMPAC no peito!
RIMPAC no peito!RIMPAC no peito!
Diagrama do aeroporto de Honolulu + Hickam
Diagrama do aeroporto de Honolulu + HickamDiagrama do aeroporto de Honolulu + Hickam
Pre take-off check list.
Pre take-off check list.Pre take-off check list.

Bolacha low viz do Esquadrão 435 da RCAF
Bolacha low viz do Esquadrão 435 da RCAFBolacha low viz do Esquadrão 435 da RCAF
Uma colega fotógrafa militar
Uma colega fotógrafa militarUma colega fotógrafa militar
Mangueira esticada e dois CF-188 Hornets um A e um B
Mangueira esticada e dois CF-188 Hornets um A e um BMangueira esticada e dois CF-188 Hornets um A e um B
Contato! Atenção à cabine falsa pintada na parte inferior da fuselagem dianteira
Contato! Atenção à cabine falsa pintada na parte inferior da fuselagem dianteiraContato! Atenção à cabine falsa pintada na parte inferior da fuselagem dianteira
CF-188A (F-18A) da Força Aérea Canadense
CF-188A (F-18A) da Força Aérea CanadenseCF-188A (F-18A) da Força Aérea Canadense

 

A evolução da força de caças do Canadá

Durante a Guerra Fria o Ártico, pedaço da terra totalmente agreste para o ser humano tomou a liderança geopolítico por ser o local da mais estreita fronteira entre a então URSS e o Canadá e EUA. Bombardeiros estratégicos com armas nucleares, e posteriormente seus sucessores, os mísseis nucleares intercontinentais voariam por aqui caso a terceira guerra mundial viesse um dia a ocorrer.  Foi desta maneira que o “periférico e isolado” Canadá acabou se vendo bem no meio do lado mais quente da Guerra Fria. Fora os seus caças “táticos” baseados na Europa, a RCAF (após 1968 simplesmente chamado de Canadian Forces após uma controversa “fusão” com o Exército e a Marinha locais) a grande ênfase passou a ser mesmo a da defesa aérea contra esta ameaça dos bombardeiros soviéticos. Deste período surgiu o AVRO CF-105 Arrow um ousado programa de desenvolvimento de um caça de longo alcance que acabou cancelado após uma grande briga política e considerável pressão do governo americano ao sul. Encerrado o programa Arrow, a RCAF passou a comprar sempre caças de origem americana para equipar suas unidades aéreas, o (C)F-101 Voodoo, o (C)F-104 Starfighter, e o CF-188 (F-18A/B) Hornet já na década de 80. Está previsto que os caças stealth Lockheed F-35 Lightning II substiturirão os Hornet futuramente, isso, se a empresas americana conseguir estancar a espiral de custos que assola este programa.

 

Cesta de REVO do C-130H (T) flutuando livremente do lado direito
Cesta de REVO do C-130H (T) flutuando livremente do lado direitoCesta de REVO do C-130H (T) flutuando livremente do lado direito
Contato do CF-188A 730
Contato do CF-188A 730Contato do CF-188A 730
Contato do CF-188B 937
Contato do CF-188B 937Contato do CF-188B 937
Close do 927
Close do 927Close do 927
Outra do 730
Outra do 730Outra do 730

Neste exercício os CF-188 não levavam armamento em si.
Neste exercício os CF-188 não levavam armamento em si.Neste exercício os CF-188 não levavam armamento em si.
Um estrangeiro! F-18E da USNavy
Um estrangeiro! F-18E da USNavyUm estrangeiro! F-18E da USNavy
730, da RCAF
730, da RCAF730, da RCAF
730, da RCAF
730, da RCAF730, da RCAF
205 da USNavy veja a diferença da entrada de ar com o 730 que é um avão mais antigo
205 da USNavy veja a diferença da entrada de ar com o 730 que é um avão mais antigo205 da USNavy veja a diferença da entrada de ar com o 730 que é um avão mais antigo

 

O F-18 no Canadá

O programa New Fighter Aircraft  foi iniciado em 1977 pqara a aquisição de entre 130 e 15 caças modernos. Disputaram nesta competição o General Dynamics F-16 Fighting Falcon, o McDonnell-Douglas/Northrop F-18 Hornet, o Panavia Tornado, o Grumman F-14 Tomcat, o McDonnell-Douglas F-15 e o Dassault Mirage F-1. Uma versão do Hornet especialmente adaptada para uso em terra o F-18L também foi ofertada. Este modelo era para ser mais leve que o modelo navalizado porque não tinha o trem de pouso reforçado nem as asas dobráveis características indispensáveis para emprego a bordo. No entanto, no final das contas todos os clientes do Hornet acabaram preferindo a versão padrão a despeito de seu menor peso e decorrente melhor desempenho. Os CF-188 Hornet foram escolhidos em 1980 principalmente por seu alcance maior do que o do F-16 e por seu custo mais acessível do que o F-15 Eagle, Tornado e F-14. O fato de ter dois motores agregou ao quesito segurança uma vez que voar sobre o Ártico é quase como voar sobre o oceano (ou sobre a Amazônia!), uma vez que simplesmente não existem aeródromos alternativos o suficiente para uma operação verdadeiramente segura. Os quatro esquadrões que atualmente operam os Hornets são baseados no leste em CFB Bagotville, Quebec  (Esquadrão 425 Alouettes), e no oeste em CFB Cold Lake, Alberta – (Esquadrões 409 Cougars e 410 Nighthawks). Normalmente estes caças se desdobram temporariamente para bases localizadas no extremo norte do país, uma situação semelhante ao que se verifica na Força Aérea Brasileira com a Amazônia. Outros países com zonas de interesse grandes e despovoadas como a Austrália, Finlândia e Espanha escolheram o F-18 como seu caça padrão.

 

As faixas brancas dizem para o piloto do caça o tamanho total da mangueira de REVO
As faixas brancas dizem para o piloto do caça o tamanho total da mangueira de REVOAs faixas brancas dizem para o piloto do caça o tamanho total da mangueira de REVO
Mais uma do 730
Mais uma do 730Mais uma do 730
Um Hornet reabastecendo e dois na fila
Um Hornet reabastecendo e dois na filaUm Hornet reabastecendo e dois na fila
Para acionar a bomba de combustivel o piloto tem que empurrar a cesta um pouco para tras
Para acionar a bomba de combustivel o piloto tem que empurrar  a cesta um pouco para trasPara acionar a bomba de combustivel o piloto tem que empurrar  a cesta um pouco para tras
Três Hornets
Três Hornets Três Hornets

Ilusão de ótica, o tanque subalar parece ser maior que o avião de caça.
Ilusão de ótica, o tanque subalar parece ser maior que o avião de caça.Ilusão de ótica, o tanque subalar parece ser maior que o avião de caça.
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts F-18E do esquadrão VFA-147 Argonauts
O 205 se afastando do Hércules REVO
O 205 se afastando do Hércules REVOO 205 se afastando do Hércules REVO

 

O Ártico volta a ser central na ótica geopolítica do Canadá

O advento da entrada em vigor da Convenção da ONU para o Direito do Mar reaqueceu o debate pelo estabelecimento das fronteiras no topo do mundo. Rússia Canadá EUA e Dinamarca (por causa da Groenlândia) estão buscando mecanismos que melhor reflitam seus interesses naquela área.  Seo o conceiro da defrontação era o preferido pelos canadenses, o sistema que leva em conta o prolongamento da plataforma continental serve melhor às ambições dos Russos. Os americanos por sua vez aferram-se a territórios marítimos mínimos com a grande área deixada sem dono, para o uso compartilhado por todos. O aquecimento global, fenômeno tão temido pelos países localizados no sul, tende a ter uma forma distinta de ser percebida nos países setentrionais como a Rússia e o Canadá. O aumento das temperaturas colabora para abrir novas fronteiras agrícolas em locais que até aqui eram dominados pelo frio e pelo gelo. Além disso, esta mudança térmica promete permitir a abertura de novas rotas marítimas muitíssimo mais curtas e rápidas entre o Atlântico e o Pacífico.

 

Caminhão bomba para combustível em Hickam
Caminhão bomba para combustível em HickamCaminhão bomba para combustível em Hickam
Operadores do caminhão bomba der combustível
Operadores do caminhão bomba der combustívelOperadores do caminhão bomba der combustível
Monitorando o combustível colocado no Hércules
Monitorando o combustível colocado no HérculesMonitorando o combustível colocado no Hércules
Reabastecimento com dois gigantes no fundo C-5B e B-747-400
Reabastecimento com dois gigantes no fundo C-5B e B-747-400Reabastecimento com dois gigantes no fundo C-5B e B-747-400
Reabastecendo o C-130
Reabastecendo o C-130Reabastecendo o C-130

Realizando manutenção no motor do Hércules
Realizando manutenção no motor do HérculesRealizando manutenção no motor do Hércules
Girando o eixo do motor pelas hélices
Girando o eixo do motor pelas hélicesGirando o eixo do motor pelas hélices
Inspeção do Allison T-56
Inspeção do Allison T-56Inspeção do Allison T-56
Inspeção do cuvo do eixo do motor Allison T-56
Inspeção do cuvo do eixo do motor Allison T-56Inspeção do cuvo do eixo do motor Allison T-56
Hércules deixado nas mãos dos técnicos. Amanhã tem mais!
Hércules deixado nas mãos dos técnicos. Amanhã tem mais!Hércules deixado nas mãos dos técnicos. Amanhã tem mais!

 

No caso canadense a “Passagem do Noroeste“ serpenteia entre o continente americano e as ilhas canadenses que estão ao norte. Mas nem tudo é tão simples como se pode supor. Se para os canadenses a Passagem do Noroeste é uma via 100% canadense e de acesso controlado pro eles para seus vizinhos dos estados Unidos a passagem é composta por “Águas Internacionais” de acesso livre e desimpedido para qualquer navio civil ou militar... Dá pra ver que este tipo de discussão tem o potencial de desencadear um sem número de atritos naquela região. Com isso dá pra ver que cada vez mais os caças canadenses terão que se fazer presentes no extremo norte.

 

 

 

Last Updated on Thursday, 02 May 2013 10:10
 

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