Pacific 2013: Oportunidades bilionárias na Austrália PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Tuesday, 21 January 2014 16:54

 

Pacific 2013 International Maritime Exposition

Nona edição de uma feira bianual dedicada exclusivamente ao mundo da defesa naval, a Pacific deveria normalmente ocorrer no início de 2014, mas para poder se aproveitar das comemorações do primeiro centenário da Real Marinha Australiana, acabou adiantada para outubro de 2013. Para os leitores da ALIDE é sempre bom saber por ande andam as ideias e propostas da indústria internacional no momento em que o programa Prosuper para a aquisição de cinco fragatas de 6000 toneladas, cinco navios patrulha oceânicos de 1800 toneladas e um navio tanque/logístico ainda se encontra em avaliação pelo nosso Ministério da Defesa.

 

Pacific13-01
Pacific13-01Pacific13-01
Pacific13-02
Pacific13-02Pacific13-02
Pacific13-03
Pacific13-03Pacific13-03
Pacific13-04
Pacific13-04Pacific13-04
Pacific13-05
Pacific13-05Pacific13-05

Pacific13-06
Pacific13-06Pacific13-06
Pacific13-07
Pacific13-07Pacific13-07
Pacific13-08
Pacific13-08Pacific13-08
Pacific13-09
Pacific13-09Pacific13-09
Pacific13-10
Pacific13-10Pacific13-10

Pacific13-11
Pacific13-11Pacific13-11
Pacific13-12
Pacific13-12Pacific13-12
Pacific13-13
Pacific13-13Pacific13-13
Pacific13-14
Pacific13-14Pacific13-14
Pacific13-15
Pacific13-15Pacific13-15

 

Comparado com o Brasil a Austrália tem um histórico de construção naval bastante robusto que produziu, naquele país, duas das seis fragatas da classe Adelaide (Oliver Hazard Perrys) na segunda metade dos anos 80 e todas as oito fragatas de emprego geral da classe ANZAC (Meko 200ANZ) nos anos noventa. Além destes foram ainda fabricados na Austrália o navio de apoio logístico Success entre 1980 e 1986 e os 14 patrulheiros da classe Armidale fabricados em alumínio pela empresa Austal Ships em Henderson, Western Austrália, entre 2005 e 2008. Mas a despeito destes números, a indústria atualmente reclama que não existe demanda mínima para a sustentação da construção naval militar naquele país e que se o governo realmente prioriza a política de construção naval como polo de alta tecnologia que trabalhe de maneira a manter a demanda constante no segmento evitando “picos” ou “vales” que são fatais para a indústria.

Neste momento dois grandes programas ocupam a indústria local o SEA 4000 para a construção de três destroieres antiaéreos da classe Hobart e o JP2048 para a coprodução de dois navios portahelicópteros/anfíbios da classe Canberra.

Encerrados estes dois grandes programas que ALIDE detalhará em outro artigo, passam à mesa de discussão vários programas futuros como o SEA 5000 (para construir os substitutos das fragatas ANZAC), o SEA 1180 (novos navios patrulha para o lugar dos NaPas Armidale), o SEA 1000 (12 submarinos para substituir os Collins ora em serviço) e o SEA 1654 para um novo navio tanque/logístico. Em meio deste período de crise global dizer quando sairão estes contratos ainda não dá para dizer, mas para a indústria isso tem que sair agora.

Nossa análise desta edição da feira Pacific começa pelas grandes empresas “australianas”, segue pelas grandes indústrias internacionais e termina com outras empresas menores mas de tecnologias interessantes.

 

Pacific13-16
Pacific13-16Pacific13-16
Pacific13-17
Pacific13-17Pacific13-17
Pacific13-18
Pacific13-18Pacific13-18
Pacific13-19
Pacific13-19Pacific13-19
Pacific13-20
Pacific13-20Pacific13-20

Pacific13-21
Pacific13-21Pacific13-21
Pacific13-22
Pacific13-22Pacific13-22
Pacific13-23
Pacific13-23Pacific13-23
Pacific13-24
Pacific13-24Pacific13-24
Pacific13-25
Pacific13-25Pacific13-25

Pacific13-26
Pacific13-26Pacific13-26
Pacific13-27
Pacific13-27Pacific13-27
Pacific13-28
Pacific13-28Pacific13-28
Pacific13-29
Pacific13-29Pacific13-29
Pacific13-30
Pacific13-30Pacific13-30

 

BAE Systems

Com a aquisição integral da empresa local Tenix Defence (e especialmente de seu estaleiro em Williamstown) em 2008 a BAE Systems, uma das maiores empresas de produtos de defesa no planeta, dobrou de tamanho na Austrália se tornando uma das maiores empresas deste setor. No entanto quem buscasse a apresentação padrão de todo o leque de produtos do grupo britânico se surpreenderia com uma ênfase muito mais “australiana” do que “global”.  Neste ano na Pacific a BAE Systems mostrou com grande destaque uma maquete do LHD Canberra (versão australianizada do BPE – Buque de Projeccion Estratégica espanhol desenhado pela Navantia) e não um modelo do portahelicópteros HMS Ocean britânico. Do Reino Unido, no entanto, havia uma nova maquete da fragata Type 26 que, desejam os britânicos, possa vir a ser escolhida na Australia para substituir as oito fragatas ANZAC entre 2027 e 2030.

De saída percebe-se que o mastro bem alto neste modelo o que reduz a área cega no nível do mar, isso só é possível pela escolha do radar BAE Artisan, que é muito leve. Qualquer outro radar mais pesado demandaria certamente um mastro menor para não desequilibrar o navio. Na proa da maquete estão claramente dispostos quatro lançadores genéricos de mísseis antinavio, um sistema lançador vertical (VLS) para 16 mísseis pesados, como o Tomahawk ou o SCALP Naval, além de quatro VLS sextuplos para mísseis leves (antiaéreos).  Neste momento a Royal Navy ainda não anunciou suas escolhas de fornecedores de armas e provavelmente o navio prevê a instalação de sistemas de diferentes origens como forma de atrair mai clientes ao redor do mundo. Uma outra peculiaridade desta mais recente versão da Type 26 reside na inclusão de um “Mission Bay”, um grande compartimento sem divisões internas posicionado logo atrás do hangar na superestrutura. Através de duas grandes portas laterais e de um guindaste de teto robusto é possível colocar nesta área vários tipos de equipamentos e sistemas de acordo com a missão a ser realizada pelo navio. Podem ser transportados ali contêineres padrão de 40 pés com material para resposta a situações de calamidade pública/ambiental, ou até quatro lanchas de casco rígido inflável de 20 pés, ou mesmo sistemas submarinos não-tripulados para obtenção de inteligência, guerra antissubmarino ou guerra antiminas. Tudo isso podendo ser carregado e descarregado sem a necessidade de se depender de guindastes do porto. Adicionalmente, o convoo e o hangar são dimensionados para operar helicópteros até o tamanho e o peso do grande EH-101 Merlin. A propulsão padrão do modelo da Royal Navy será CODLOG com opção de turbina a gás ou então diesel-elétrica o que lhe permite realizar patrulhas ASW em total silêncio. Se o cliente de exportação preferir o navio pode ser equipado com uma propulsão tradicional CODOG – Combinada Diesel e Turbina a Gás. Ainda não foi definido o fabricante das turbinas da Type 26 que muito provavelmente deve ser ou a Rolls Royce MT30 ou a GE LM2500. Segundo informado esta classe de fragatas deve estar operacional a partir de 2020.

 

Pacific13-31
Pacific13-31Pacific13-31
Pacific13-32
Pacific13-32Pacific13-32
Pacific13-33
Pacific13-33Pacific13-33
Pacific13-34
Pacific13-34Pacific13-34
Pacific13-35
Pacific13-35Pacific13-35

Pacific13-36
Pacific13-36Pacific13-36
Pacific13-37
Pacific13-37Pacific13-37
Pacific13-38
Pacific13-38Pacific13-38
Pacific13-39
Pacific13-39Pacific13-39
Pacific13-40
Pacific13-40Pacific13-40

Pacific13-41
Pacific13-41Pacific13-41
Pacific13-42
Pacific13-42Pacific13-42
Pacific13-43
Pacific13-43Pacific13-43
Pacific13-44
Pacific13-44Pacific13-44
Pacific13-45
Pacific13-45Pacific13-45

 

ASC

Atualmente uma estatal, esta empresa foi criada no final da década de 80 como uma joint venture entre o estaleiro sueco Kockums e algumas empresas australianas visando a construção dos submarinos da classe Collins (3350 toneladas submerso) que eram, assim, uma evolução dos classe Västergötland (1150t submerso) da Real Marinha da Suécia. A empresa tem um contrato de suporte da frota Collins até o fim de sua vida operacional. O nome original “Australian Submarine Corporation” foi trocado em 2004 por sua sigla menos específica refletindo a decisão da empresa de atuar em programas de navios tradicionais como o AWD Consortium onde ela se tornou a responsável local pela montagem final dos cascos. Na Pacific a ASC apresentava uma maquete de um submarino “Collins melhorado” (segundo a imprensa local, o mais provável vencedor da ainda bem incipiente concorrência SEA 1000) e também de um navio tanque/logístico Aegir18A projetado e dimensionado para atender aos futuros requerimentos australianos pelo bureau de desenho naval britânico BMT.

 

Pacific13-46
Pacific13-46Pacific13-46
Pacific13-47
Pacific13-47Pacific13-47
Pacific13-48
Pacific13-48Pacific13-48
Pacific13-49
Pacific13-49Pacific13-49
Pacific13-50
Pacific13-50Pacific13-50

Pacific13-51
Pacific13-51Pacific13-51
Pacific13-52
Pacific13-52Pacific13-52
Pacific13-53
Pacific13-53Pacific13-53
Pacific13-54
Pacific13-54Pacific13-54
Pacific13-55
Pacific13-55Pacific13-55

Pacific13-56
Pacific13-56Pacific13-56
Pacific13-57
Pacific13-57Pacific13-57
Pacific13-58
Pacific13-58Pacific13-58
Pacific13-59
Pacific13-59Pacific13-59
Pacific13-60
Pacific13-60Pacific13-60

 

Thales

Devido à sua estratégia de entrada no mercado australiano por meio de aquisições o perfil da Thales Austrália acabou sendo um tanto distinto daquele de sua casa matriz na Europa. Em 2006 a empresa comprou 100% do controle da então Australian Defense Industries (ADI), um dos maiores players australianos da área de defesa. Aqui a empresa tem 3200 funcionários (dos quais 1000 atuando diretamente no segmento marítimo), faturou cerca de US$1 bilhão em 2012, sendo a segunda maior empresa de defesa do país. Uma parte considerável das receitas vem de serviços com a atividade de manutenção de navios militares, uma vez que a empresa opera e administra parte do arsenal de Garden Island em Sydney. A empresa é responsável direta pelo suporte ao sistema de combate e aos radares das fragatas classe Adelaide FFG (OHP) após realizar um programa de modernização orçado de 1, 5 bilhão de dólares nos navios desta classe. O suporte dos navios grandes da costa leste (HMAS Success e HMAS Tobruk) também é um contrato da Thales.

Outras atividades que são peculiares a esta região do globo incluem a linha de veículos blindados Bushmaster e Hawkei e também armas de uso pessoal (Austeyr) e de munição. Em linha com o resto do mundo Thales eles trabalham ainda as áreas de sonares e de sistemas de apoio de transporte de massa civil, abrangendo desde metrôs e trens até o controle do tráfego aéreo. Na Austrália a Thales realizou um programa de transferência de tecnologia que envolve a fabricação no país de todos os sonares de submarinos e de navios de superfície da Marinha local.

 

Pacific13-61
Pacific13-61Pacific13-61
Pacific13-62
Pacific13-62Pacific13-62
Pacific13-63
Pacific13-63Pacific13-63
Pacific13-64
Pacific13-64Pacific13-64
Pacific13-65
Pacific13-65Pacific13-65

Pacific13-66
Pacific13-66Pacific13-66
Pacific13-67
Pacific13-67Pacific13-67
Pacific13-68
Pacific13-68Pacific13-68
Pacific13-69
Pacific13-69Pacific13-69
Pacific13-70
Pacific13-70Pacific13-70

Pacific13-71
Pacific13-71Pacific13-71
Pacific13-72
Pacific13-72Pacific13-72
Pacific13-73
Pacific13-73Pacific13-73
Pacific13-74
Pacific13-74Pacific13-74
Pacific13-75
Pacific13-75Pacific13-75

 

Austal

Esta é uma empresa legitimamente australiana, que cresceu exportando “fast ferries” civis para outros países, entrou pela porta da frente do mercado americano de material de defesa dos EUA ao ser um dos principais membros do consórcio que projeta e fabrica os Littoral Combat Ship (LCS) trimarãs da classe USS Independence. “Esta nova classe de navios,” contou William Pfister VP de Desenvolvimento de Negócios da Austal, “com seu design inovador, com desempenho muito superior ao padrão da indústria, surpreendeu ainda mais por ser totalmente construído em alumínio, um material utilizado primordialmente até então apenas na superestrutura de navios de combate. Por isso Pfister gostaria de ver a Marinha Australiana acelerar este programa, selecionando este mesmo projeto básico o que lhes permitiria manter a linha de produção aberta por mais alguns anos gerando muitas vantagens econômicas e industriais para todas as partes. A Austal tem três estaleiros atualmente: um em Mobile Alabama nos EUA (onde ela constrói o seu LCS), um em Cebu nas Filipinas (para onde foi a construção de navios civis comerciais) e um em Henderson na costa oeste da Austrália para atender aos produtos militares com destino à Marinha Australiana. Para atacar o potencial mercado militar, a empresa conta com três escritórios de venda: um em Perth na Austrália, um em Londres para o mundo todo, e um em Abu Dhabi só para a região do Oriente Médio. A Austal vendeu recentemente seis navios patrulha rápidos de 30m para Trinidad e Tobago. Além disso, para substituir os 14 navios patrulha da classe Armidale (também construídos pela empresa entre 2005/2008) ela agora gostaria que a Royal Australian Navy se decidisse por um derivado dos navios Cape Class (feitos para o Serviço de Alfândega e de Proteção de Fronteiras da Austrália) atualmente em fabricação. Caso isso ocorra o tempo de resposta seria mínimo acelerando a entrega ao cliente. Para o executivo a substituição dos Armidale tão cedo não configura um defeito de projeto, mas apenas o fato de que estes navios foram usados num ritmo muito superior ao previsto. A produção dos grandes e caros LCS fez com que, hoje, cerca de 90% dos negócios da empresa estejam concentrados na área de defesa, com o restante no business de ferries civis. Para a empresa não existe nenhuma limitação para o uso de alumínio em navios, seja tamanho ou deslocamento. E por ser mais leve o uso do metal reduz a conta de combustível no final. A Austal diz estar pronta para ensinar seus clientes a melhor forma de manter seus navios de alumínio. Duzentos e cinquenta navios feitos de alumínio foram construídos pela empresa até aqui.

 

Pacific13-76
Pacific13-76Pacific13-76
Pacific13-77
Pacific13-77Pacific13-77
Pacific13-78
Pacific13-78Pacific13-78
Pacific13-79
Pacific13-79Pacific13-79
Pacific13-80
Pacific13-80Pacific13-80

 

Forgeacs

O Forgeacs é um empresa de serviços de engenharia localizado em Newcastle 160 quilômetros ao norte de Sydney.  Stephen Forgeacs, um imigrante húngaro, criou o grupo na década de 60 e trabalhou nele até sua morte em 2012. O estaleiro de Newcastle não tem meios físicos de para pleitear ser um “prime contractor” em navios completos maiores que corvetas ou navios patrulha, por isso que lhe coube construir quarenta dos 93 módulos estruturais dentro do programa AWD. A preocupação é que uma vez encerrada esta tarefa, a existência da empresa, pelo menos de sua atividade de construção naval, estará fortemente ameaçada. Segundo seu Diretor para esta área, David Miller: “se o governo não colocar mais encomendas para evitar o tal ‘Vale da Morte’ provavelmente teremos que abandonar de vez a construção naval e buscar trabalho em outras áreas como estruturas metálicas para a construção civil ou para a indústria de mineração. Na Austrália a mineração é um negócio muito grande”.

Perguntado se o segmento de navios de apoio à atividade offshore seria uma área potencial de crescimento ao exemplo do Brasil, David Miller contou que: “as perspectivas aqui não são boas, o governo se recusa a ser o propulsor da indústria de construção naval. A encomenda dos navios tanques militares já está perdida para os sul-coreanos. A Austal e a INCAT que trabalham primariamente no segmento de ferries de alta velocidade, investiram bastante em design e em propriedade intelectual em busca de maiores margens mas isso não impediu a Austal de recentemente transferir seu negócio de construção de navios civis da Austrália para as Filipinas”. E sua crítica não para aí: “o negócio de longo prazo, a manutenção e o apoio aos navios da Real Marinha Australiana acabaram atraindo grandes corporações estrangeiras que acirram a competição matando os estaleiros locais”. Segundo o executivo da Forgeacs, mesmo que a BAE Systems cumprisse sua constante “ameaça” de fechar definitivamente seu estaleiro de Williamstown isso não bastaria para reavivar o segmento que vive neste momento os estertores dos programas LHD e AWD. E ele conclui: “ironicamente a diferença de custos verificada entre a indústria sulcoreana e a da Austrália é tal, que seria mais barato para o governo comprar os três navios na Coréia e seguir pagando os salários integrais dos trabalhadores australianos apenas para ficarem em casa, do que sairia fabricar apenas um destes navios aqui no país”.

 

Navantia

A empresa pertencente ao governo espanhola foi a grande vencedora (junto com parceiros locais) dos dois mais recentes megacontratos de construção naval militar licitados na Austrália, o projeto do Buque de Projección Estratégica (o Juan Carlos I na Armada de España) venceu o programa LHD e o projeto da fragata F-104 constituiu a base do Air Warfare Destroier australiano. Sendo assim seu stand contava com maquetes dos dois programas.

Não deixe de ler aqui a matéria completa sobre as vitórias dos modelos da Navantia na Austrália.

CEA Technologies

O estande da empresa de radares e sistemas de comunicação australiana contava com uma maquete (simplificada) de um Type 26 da BAE Systems britânica exibindo um mastro equipado com as inconfundíveis seis antenas do sistema CEAFAR. Agora que foi amplamente divulgado o alto desempenho deste sistema nos recentes testes da fragata HMAS Perth no Havaí está claro que os novos navios que virão a substituir as fragatas ANZAC deverão necessariamente incluir este sistema nas suas propostas futuras. Mas a CEA Technologies não se restringe aos radares navais o mesmo bloco transmissor/receptor está sendo ofertado para atividades civis de controle do trafego aérea e também para sistemas de mísseis antinavios costeiros.

Leiam aqui o artigo completo sobre esta empresa e o esforço de desenvolvimento deste novo radar.

SAAB

 

John Hind da área de Integração de Sistemas de Combate apresentou o sistema 9LV que é o coração das fragatas ANZAC tanto na sua versão inicial como na sua nova geração modernizada.

Muito mais conhecida no Brasil por ser o fabricante do caça Gripen, na Austrália, o nome da corporação sueca é quase sinônimo de “sistema de combate naval”. O produto 9LV nasceu como um desenvolvimento conjunto entre o fabricante sueco Bofors Electronics AB e a área de defesa da gigante holandesa Philips nos idos dos anos 50. As primeiras versões, Mk 1 e Mk 2, do sistema 9LV (“9”era o country code da Suécia dentro da Phillips e “LV” é a sigla para “defesa aérea”) não passavam de sistemas de controle de fogo para os canhões da Bofors, sendo empregados sempre ao lado de sistemas de controle de combate externos como o CCIS. A partir da versão Mk3 ele foi expandido e ganhou todas as funções de um verdadeiro Combat Management System (Sistema de Combate). Atualmente mais de 200 navios usam o sistema de combate 9LV. Incluindo as cinco corvetas stealth da classe Visby na Suécia e as oito fragatas Meko 200 (ANZACs) da Marinha Australiana.

TKMS - Thyssen Krupp Marine Systems

Foi a venda das fragatas ANZAC e também dos submarinos Collins, o que trouxe a empresa teuto-sueca para a Austrália, hoje são as perspectivas de ganhar os contratos do novo navio tanque, das futuras fragatas e dos novos submarinos que a mantém aqui. Na década de 80, a Blohm+Voss alemã ainda era independente da Sueca Kockums, e a linha de submarinos da Howaldtswerke-Deutsche Werft era gerenciada em separado. Hoje no folheto da TKMS ainda se percebe alguma redundância, mas fica cada dia mais difícil separar os produtos por sua origem. No stand, as maquetes do U214 são mostradas ao lado de maquetes dos A26 da Kockums sem maiores conflitos. Algumas novidades saltam aos olhos, no entanto, entre elas o novo submarino com dois conveses U216, desenvolvido especialmente com os requerimentos de grande autonomia da Marinha da Austrália em mente. Este modelo pode ser equipado com um inovador compartimento multifunção vertical posicionado logo atrás da vela que pode ser usado para lançar mísseis de cruzeiro (como os Tomahawk) ou, alternadamente, ser usado para lançar veículos robóticos submarinos (UUVs), minas, mergulhadores e forças especiais com total discrição, ou até mesmo um tanque adicional de combustível. O Multi Mission Portal, uma versão menor e horizontal deste compartimento de acesso ao exterior está visível na proa da maquete do A26 sueco, bem entre os tubos de torpedo. No mundo dos navios de superfície a aposta da TKMS está no navio tanque/logístico da classe Berlin que disputa o Prosuper e que ALIDE visitou durante a UNITAS Gold alguns anos atrás. Uma novidade no entanto só apareceu no Folheto é a chamada Meko600, um casco da fragata alemã F124 (classe Sachsen) porém utilizando um mastro integrado I-Mast da Thales Nederlands e mísseis da MBDA europeia (Aster e Exocet) no lugar da linha americana (Standard SM2 e Harpoon) usados naquela marinha. ALIDE apurou que é justamente este o modelo sendo ofertado pelos alemães no Prosuper.

DCNS

Desde a venda do solitário HMAS Success, a indústria francesa em geralo e a DCNS em particular não teve muita sorte nas concorrências da Royal Australian Navy mas, ela está sempre disposta a reverter este quadro. Neste ano o stand francês contava com maquetes conhecidas como a do moderno navio tanque/logístico BRAVE, a da FREMM, a do patrulheiro GoWind L’Adroit e a do submarino Scorpene demonstravam o evidente interesse da empresa francesa pelas novas concorrências que devem ser abertas na Austrália em breve.

A grande surpresa do stand da DCNS era mesmo a presença de uma maquete do submarino nuclear de ataque (SNA) Barracuda desenvolvido para a Marinha francesa. Perguntado o porquê deste produto (que naturalmente não pode ser exportado pela França) na feira Pacific, um dos franceses da DCNS no stand explicou que eles ofertavam à marinha da Austrália um casco de Barracuda movido a propulsão convencional diesel-elétrica. Surpreendente, esta configuração potencialmente produziria deslocando 5300 toneladas mergulhado um dos maiores submarinos de propulsão convencionais da história. Só para ter uma referencia do que isso representa o modelo japonês Soryu desloca 4200 toneladas submergido, o SBr (versão brasileira ampliada do Scorpene padrão) 2000t, o alemão U214 1860t. No passado alguns grandes submarinos foram construídos como o modelo AM japonês da segunda grande guerra capaz de transportar e lançar dois hidroaviões Aichi M6A1 num hangar estanque, que deslocava 4762t submerso. Por mais inusitado que esta oferta possa parecer hoje, segundo o livro The Collins Submarine Story na época da concorrência SEA 1114 que terminou com a escolha da Kockums e do submarino Collins, a DCN teria ofertado à Austrália o casco do submarino nuclear Rubis o antecessor do Barracuda equipado com propulsão convencional

Fincantieri

Conversamos com Enrico Bonetti VP Sênior para Desenvolvimento de Mercados e de Produto que contou que a Fincantieri tratava de encontrar uma nova maneira de entrar na lista de fornecedores da Marinha Australiana. Todas suas linhas de produtos estavam exibidas em forma de maquetes dos navios patrulha oceânicos ao porta aviões Cavour.  Um novo produto italiano que aparentemente chegou tarde demais para poder atender aos australianos foi o casco da fragata FREMM equipada com os radares e sistemas americanos AEGIS. Caso esta opção existisse na época da concorrência do Air Warfare Destroyer (SEA 4000) a despeito de seu atraso potencialmente poderia ter sido um grande rival para o modelo F-100 básico da Navantia.

Damen

René Hoogenboom Gerente de produtos para navios anfíbios e navios auxiliares contou que: ”eles compreendem muito bem que a Austrália é uma grande ilha bioceânica de proporções continentais com interesses consideráveis por toda a extensão do Oceano Índico e pela parte ocidental do Pacífico”. Por isso a Damen busca interessa-la na sua linha de navios patrulha Oceânicos pesados da classe Holland. Adicionalmente, a presença de delegações oriundas de outras partes da Ásia e da África torna esta feira um bom local para apresentar sua linha de corvetas e fragatas leves Sigma que já foram vendidas para o Marrocos e para a Indonésia.

 

Insitu Pacific

Andrew Duggan Gerente Geral e Richard Applin Gerente de Desenvolvimento de Negócios comentaram que a área de “regulation” é a área mais sensívem no momento para a indústria de aeronaves não tripuladas. A decisão bombástica da Luftwaffe alemã de abandonar o programa Eurohawk após investimentos substanciais enfatiza como que a operação destas aeronaves em regiões altamente povoadas de aeronaves de transporte civil foi apenas sua imagem mais evidente. “Os UAVs terão que atender aos requerimentos de segurança dos organismos civis, a FAA (a Federal Aviation Administration dos EUA) está naturalmente desconfortável com estes novos sistemas. Hoje os voos de UAVs nos EUA estão limitados à situação de voo num alcance visual e sem superar os 400 pés da altitude”. Para Duggan: “o emprego de UAVs deve ser muito mais amplo do que é hoje. Sem uma liberdade maior de operação dos não-tripulados, estarão limitados a abertura de novas e importantes aplicações civis como o monitoramento aéreo de áreas plantadas, o controle ambiental e o apoio aéreo à indústria de mineração”FL.

Sobre seus clientes atuais Duggan contou que a Marinha americana é o maior, mas, no entanto, recusou-se a dar números de aeronaves da Insitu em uso por esta força. No exterior os seus produtos foram comprados pelo Canadá, pela Holanda e pelo Reino Unido, com a Austrália realizando testes para conhecer melhor os produtos. Na feira Pacific a Insitu exibiu o conhecido ScanEagle e também seu irmão maior, o RQ-21A Blackjack (conhecido internamente na Insitu como “Integrator”) que se destaca por ter a empenagem traseira montada em dois “booms” estruturais. O desenvolvimento do RQ-21A foi fruto do programa STUAS (Small Tactical Unmanned Air System) e seu primeiro voo sobre o mar ocorreu desde o convoo do USS Mesa Verde no dia 19 de abril de 2013 usando os mesmíssimos sistemas de catapulta pneumática e o sistema de recuperação “Skyhook” desenvolvidos originalmente para o ScanEagle. O peso máximo de decolagem que era de 20 quilos no modelo original saltou para 60 no seu substituto. A carga paga (os sensores) do ScanEagle estava limitada a um número entre 4 e 5 kg, mas no RQ-21A esse número passa agora para 10kg. Pode-se usar um sensor mais pesado ou alternativamente, dois sistemas distintos com peso anterior de maneira simultânea. Ainda sim, como alvo no radar os dois modelos são pequeninos ao ponto de serem muito difíceis de serem identificados.

“Com a Marinha do Brasil pretendemos realizar os testes de lançamento e de recuperação do ScanEagle já em janeiro de 2014” revelou o executivo da Insitu. “Inclusive, estas operações são tão simples que podem ser feitas por apenas um militar do navio.” Na marinha de Cingapura as informações táticas transmitidas pelo ScanEagle em voo são passadas automaticamente para o sistema de combate de seus navios. Duggan contou ainda que o Scan Eagle atual não dispõe de conexão via satélite para transmitir seus vídeos e dados de telemetria além do horizonte mas, como as capacidades da rede de satélites comerciais Iridium estão melhorando ela pode vir a ser uma opção futura bastando agregar uma antena de banda Ku à aeronave. “A tecnologia nunca para de encolher os componentes”, disse o executivo. O ScanEagle pode ser operado desde navios a partir dos 60m de comprimento como comprovaram os cingapurenses no entanto a colocação de armamento nele não é possível devido ao se pequeno tamanho e peso máximo de decolagem. “Mesmo que a oportunidade do ScanEagle no mercado militar for efetivamente canibalizada pelo RQ-21A ele ainda deve ter uma longa e proveitosa carreira no mundo civil” explicou Duggan.

Quando ALIDE perguntou se o uso de caças tripulados para a proteção de UAVs não seria um contrassenso, Dugan disse: “Stealth é o futuro! O que ocorre neste caso é que o Predator tem um grande eco radar”...

Perguntado sobre como os usuários devem manejar os riscos de comprometimento de segurança cada vez que uma destas aeronaves cair atrás das linhas inimigas, Dugan respondeu que esta tecnologia está correndo muito rápido, assim, qualquer sistema que for efetivamente comprometido por um acidente destes a tendência natural é que ele já não represente o patamar mais avançado disponível no momento. “A única defesa contra a ameaça da engenharia reversa é o desenvolvimento continuo. Tenho certeza que melhoria constante na tecnologia dos motores, por sua vez, deverá ajudar a cortar significativamente o número de perdas operacionais no futuro”.

“Temos grandes interesses no mercado civil especialmente no australiano em primeiro lugar e no brasileiro, logo em seguida, estes são grandes países onde a densidade de aeronaves em voo no espaço aéreo é muitíssimo menor que nos EUA e na Europa. Ali, nós temos uma margem de segurança para poder desenvolver melhor estas novas aplicações”.  E seguiu explicando: “O Brasil se encontra bem na virada de uma adoção forte de aeronaves não tripuladas, por exemplo, aqui na Austrália a ferrovia da mineradora Rio Tinto já transporta carga usando trens sem condutores, locomotivas guiadas a distância e para garantir sua segurança os UAVs são soluções mais do que ideais”.

Northrop-Grumman

Fora seu investimento na empresa de radares australiana CEA Technologies a Northrop-Grumman demonstrou patentemente nesta feira seu foco na área de UAVs. Segundo Warren Comer o responsável pela área de comunicações para a linha de UAVs (VANTs): “a Austrália está neste momento desenvolvendo estudos de planejamento juntamente com os Estados Unidos, só depois disso encerrado é que poderemos passar para a comercialização deste sistema aqui.” Uma pequena maquete do MQ-4C Triton, a versão de patrulha marítima do conhecido UAV intercontinental Global Hawk lembra que a Royal Australian Navy pretende seguir o rumo da UM Navy trocando seus P-3C por uma combinação de P-8ª Poseidon com UAVs da classe do Triton. O stand da empresa americana era dominado por maquete em tamanho natural de um MQ-8C Firescout veículo não tripulado baseado na célula do Bell 407. No seu interior dava para ver um grande tanque de combustível de formato quase que cubico instalado na cabine dos passageiros e um compartimento de eletrônicos colocado no local originalmente ocupado pelos pilotos. Esta maquete sem motores foi construída usando-se como base uma célula acidentada de um 407 da Polícia Estadual do Texas. As hélices dobráveis vieram de um protótipo do finado programa ARH-79 – “Armed Reconnaissance Helicopter”.

BMT

Rob Steel, Chefe para o Segmento Naval Internacional deste design bureau mostrou a maquete do navio tanque AEGIR 18A da qual sua empresa está oferecendo à Austrália três unidades em parceria com a Australian Submarine Corporation e com o estaleiro Daewoo coreano dentro do programa conhecido como SEA 1654 Phase 3. Segundo o plano apresentado pelas indústrias apenas o último dos navios será construídos na Austrália, com os demais sendo fabricados na Coréia do Sul. O navio proposto é da mesma família atualmente em construção para o Reino Unido dentro do programa MARS. Todos os quatro navios MARS serão fabricados na Coréia do Sul por contenção de custos.

Schiebel

A empresa austríaca fabricante de UAVs de asas rotativas trouxe seu tradicional Camcopter S100 presença regular nas feiras de indústria aeronáutica, Andrew Byrne, responsável pelo  Desenvolvimento de Negócios e Vendas Globais revelo a ALIDE que neste primeiro semestre haverá uma demonstração do produto para a Marinha do Brasil. Estra demonstração não ocorreu antes porque ao payload (a câmera embarcada) Wescam MX-10 só estrará disponível no primeiro semestre de 2014.  Atualmente seis países abertamente já constam na lista de clientes da empresa: França, Guarda Costeira Russa (na versão conhecida como Gorizont), Coréia do Sul, Alemanha, Austrália, Malásia, o indistinto “Governo americano”, e em breve será a vez da Itália.

MTU

A empresa de motores germânica estava na Austrália enfatizando sua estratégia global de assumir a responsabilidade de toda a propulsão de um programa militar indo além de seus próprios motores a diesel, incluindo no pacote as turbinas a gás feitas por outros fabricantes. A ideia da empresa é de sempre trabalhar com módulos acondicionados em contêineres o que facilita o transporte, a armazenagem e a instalação dos motores nos navios durante a construção. Para o cliente isso representa menos risco na condução de programas de construção já que toda a logística de entrega e também a integração da propulsão passa a ser responsabilidade de um único parceiro. Segundo um executivo da empresa alemã: “Nossa estratégia foi usada tanto no National Security Cutter da US Coast Guard quanto no programa turco MilGem. É importante entender que se o preço de toda o sistema de propulsão pode responder por 30 a 40% no caso de um Navio de Patrulha Oceânico, em navios mais complexos, como uma fragata, este percentual pode cair para representar apenas 15% do total”.

Lockheed Martin

A família de navios derivados do LCS classe Freedom estava em destaque na feira australiana. Para Trevos Thomas, seu porta-voz para a região do Pacífico, estes navios estão sendo oferecidos aos clientes potenciais em modelos que variam de 85 a 180 metros de comprimento. A empresa, inclusive, não vê qualquer problema em fabricá-lo nos estaleiros do cliente se isso for um requisito. Na Austrália existe a mesmo a possibilidade de oferecerem o modelo maior equipado com os radares australianos CEAFAR para atender à demanda por uma fragata substituta das atuais MeKo 200 ANZ. Esta configuração, segundo ele, se beneficiaria por ter menos restrições exportação do que navios configurados com o sistema AEGIS de defesa antimíssil. “O mercado global de defesa precisa de um leque completo de produtos” explicou ele. Respondendo a uma perguntas ele disse As criticas que o LCS tem recebido dos seus concorrente deriva do fato que seu projeto é revolucionário, e ninguém gosta de concorrentes revolucionários (“break through” no inglês original). O LCS usa um sistema de combate escrito pela própria Lockheed chamado Combatts-21, este sistema pode interfacear com o sistema de defesa aérea AEGIS sem maiores dificuldades se um cliente o quiser. Um produto lançado recentemente é o Agile Combat System um subset das funcionalidades do AEGIS feito para ser usado em outros meios navais, como nos navios tanque, por exemplo. Esta padronização de um único sistema de combate em toda a frota, segundo eles, deve interessar a muita gente que já usa o AEGIS pela decorrente redução do custo de suporte. Assim os navios no mar estariam permanentemente interligados e trocando informações táticas entre si.

Outro produto sendo trabalhado aqui é o sistema completo de detecção antissubmarino do P-3C modernizado, montado num pallet para compartimento de carga do C-130J Hércules, Sea Hercules. ALIDE apresentou isso na nossa cobertura da última feira FIDAE e em seguida nas feiras de Cingapura e a IMDEX. “A Lockheed emprega 60000 engenheiro para produzir soluções para o espaço, para submarinos, veículos terrestres nós temos a certeza que conseguiremos fazer o F-35 funcionar conforme prometido”.  Em termos de portfólio, a empresa americana pode oferecer ao mercado desde barcos de patrulha até navios maiores que o Air Warfare Destroyer que a rival Navantia vendeu para a Real Marinha Australiana.

Mincham Aviation

Instalado dentro do Stand coletivo da Defense South Autralia uma pequena empresa chamada Mincham Aviation mostrou um conceito inovador na feira. O MAADS SDS (Mincham Aviation Aerial Delivery System - Sonobuoy Delivery System) é uma solução que envolve um pequeno UAV com propulsão elétrica, descartável, lançado pneumaticamente, sendo usado para lançar uma sonobóia com a precisão do GPS em meio a ambientes hostis sem nunca colocar em risco aeronaves e seus tripulantes. O modelo elétrico do UAV tem um alcance de 10 milhas náuticas, uma hipotética versão futura com tecnologia de célula de combustível poderia ter um alcance dez vezes mais. Outro conceito atualmente em desenvolvimento por esta empresa é um sonobóia não descartável sem propulsão convencional, mas dispondo de capacidade de se locomover sozinha usando a tecnologia de planador submarino.

Conclusão

 

A feira é evidentemente bem menor que uma LAAD especialmente porque ela se foca exclusivamente no ambiente naval. Para agravar isso, existe certo grau de “canibalismo” de mercado dela com as feiras IMDEX de Cingapura e Lima da Malásia. Isso torna a Pacific um evento essencialmente australiano, sujeito, assim, aos ciclos de compra específicos do governo local. Mas é inegável que a comemoração do centenário da Marinha australiana serviu para alavancar muitíssimo o número e o nível dos visitantes presentes, tanto entre as forças armadas quanto na indústria. A próxima edição do show só o correrá em 2016 quando o quadro dos programas de reequipamento naval atuais estará profundamente alterado do que é hoje. A China será possivelmente ainda mais importante na região, os EUA terão saído do drama causado pelo “sequestration” e terá concluído seu redirecionamento para o Pacífico. Os visitantes da indústria local esperam que a crise econômica esteja menos perceptiova e que o governo australiano tenha finalmente encontrado a maneira menos dolorosa possível de manter sua indústria naval “viva” do outro lado do temido “Vale da Morte”.

 

 

Last Updated on Tuesday, 28 January 2014 22:44
 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.