O 1o centenário da Real Marinha Australiana Pt.2 PDF Print E-mail
Written by Ja Worsley   
Saturday, 25 January 2014 13:41

 

Algumas marinhas que vieram a Sydney abriram seus navios à visitação de nossos correspondentes. Para ALIDE, esta foi uma janela única para em uma viagem apenas mostrar aos nossos leitores como, no domínio marítimo, operam, equipam e em essência pensam as marinhas destes países que ficam do outro lado do mundo (ou mais precisamente “no outro lado do mundo”, no caso de França e EUA). As lições que possa ser aplicadas no nosso mundo podem, mesmo, facilitar o árduo e complexo caminho que espera o Brasil nestas próximas décadas. Suba a bordo!

 

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Os franceses

A França com suas muitas possessões territoriais espalhadas por todo o mundo acabou, após a implementação da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), com a segunda maior Zona Econômica Exclusiva no planeta com um total de 11,035,000km2 de extensão. Para manter a lei nestes territórios tão longínquos da França Continental a marinha Francesa usa uma série de navios diferentes.

Nesta comemoração a Marinha da França se fez representar pela fragata de monitoramento (“fregate de surveillance”) Vendémiaire (F734), o quinto navio da classe Floréal, seu principal meio localizado no Pacífico. Os navios desta classe ficam posicionados entre uma fragata simplificada e um grande navio patrulha oceânico. Segundo a forma de pensar dos franceses operar uma cara fragata de primeiro nível, como uma FREMM nesta parte do mundo seria um exagero e representaria um custo injustificável. Ela desloca entre 2600 e 2950 toneladas e mede 95m de comprimento, 14m de boca e 4,4m de calado. Em termos de armamento a arma mais importante são os mísseis Exocet MM38 que complementam o canhão de 100 mm da proa (controlado por um sensor Najir) e dois canhões de 20mm nas laterais. À ré fica o convoo para um único helicóptero embarcado Alouette III.

Durante o International Fleet Review, ALIDE foi convidada a visitar o navio e a entrevistar seu comandante. Os navios da classe Floréal são projetadas como fragatas leves, mais adequadas para atividades de patrulha oceânica que para guerra naval com mísseis. Elas foram feitas para responder às nececidades de policiamento dos territórios coloniais franceses e por isso não são consideradas parte da Esquadra francesa. A Vendémiaire sem sua base permanente na Base Naval de Pointe Chaleix, em Nouméa, Nova Caledônia sendo o maior dos cinco navios desta base. Os demais navios são o navio de desembarque leve – LST, Jacques Cartier (L9033),  dois patrulheiros da classe P400 La Glorieuse (P686) e La Moqueuse (P688) e o navio de ptrulha costeira Dumbea (P606). O patrulheiro francês P400, projetado pela empresa Construtions Mecaniques de Normandie (CMN) é uma versão mais antiga do projeto que no Brasil conhecemos como NPa 500 classe Macaé.

 

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O Vendémiaire entrou em serviço no dia 21 de outubro de 1993 (praticamente comemorando em Sydney seu 20o aniversário) tendo muito sucesso na sua missão sem que houvesse qualquer necessidade de alterar suas capacidades neste período. Interessantemente segundo seu comandante a missão a despeito de todas as mudanças geopolíticas naquela parte do mundo também não mudou. O navio assumiu seu posto em Nouméa no ano de 1996 e de lá ele cobre toda a região ocidental da chamada Ásia/Pacífico. “Sua missão principal é patrulhar a Zona Econômica Exclusiva ao redor da Nova Caledônia- o que normalmente quer dizer abordar navios pesqueiros para conferir sua carga e a documentação dos seu tripulantes, é um trabalho bastante simplório” comentou o Commandant Degans. “Nós também temos uma função logística secundária em toda a nossa área de operação e em caso de necessidade provemos auxílio humanitário como fizemos quando um Tsunami atingiu a Indonésia em 2005”.

O Commandant Degans acaba de assumir o navio, recebendo seu comando a apenas dois meses e meio atrás. A vinda para o International Fleet Review foi sua primeira viagem de maior duração tanto como comandante do navio quanto na sua carreira profissional. “Eu sou moderno, tenho 42 anos, mas estar aqui na Austrália para este evento é a maior honra para mim desde que entrei para a Marinha” disse ele sem esconder a sua empolgação “Quando ouvi que uma revista brasileira queria me entrevistar, naturalmente aceitei- eu sempre amei o Brasil, seu povo, sua cultura e especialmente sua culinária” ele completou.

Neste navio a tripulação é substituída completamente a cada dois anos, com as trocas ocorrendo no verão mas o comando dura apenas um ano. “Atualmente 16% da tripulação é composta de mulheres, são 16 num navio de 100 tripulantes!” Brincou Degans. Respondendo a uma pergunta sobre o processo de recrutamento ele disse: “Não é nada difícil recrutar pessoas na França para vir servir no Pacífico Sul- inclusive esta decisão de vir é uma opção estritamente voluntária, ‘basta erguer a mão’ caso o militar tenha o desejo de vir”.

Moradores locais são incentivados a entrar para a Marinha Francesa e estes tem a possibilidade de viver sua carreira toda naquela região sem ter que forçosamente se transferir para a Europa (mas aqueles que quiserem ir também tem esta possibilidade), Existem abordo, na data desta visita, seis neocaledónianos, duas dos quais são mulheres, como tripulantes seu contrato tem uma duração de seis anos.

 

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O Vendémiaire, como todos os navios desta frota nunca volta à França, seja para manutenção, modernização ou qualquer outra razão. Caso seja preciso efetuar reparos, o navio se dirige a um porto local e o serviço é realizado por lá mesmo. Degan explicou: “este é um navio de patrulha muito bem projetado, ele foi concebido para permanecer no mar por um período máximo de 180 dias direto em patrulha, o navio teve acidentes no passado parou em portos como Wellington (Nova Zealândia), Cingapura e Brisbane (Austrália) para ser reparado, graças a Deus nunca foi necessário efetuar reparos de maior monta”.

Durante suas patrulhas, o Vendémiaire aproveita todas as oportunidades para conduzir treinamentos com marinhas aliadas ou mesmo qualquer nação que tenha interesse a cooperar com a França na promoção da paz na região e na comunidade mais ampla do Pacífico. Entre as maiores marinhas desta parte do globo o navio regularmente treina junto com as marinhas da Austrália, Nova Zelândia e Cingapura além, naturalmente, da US Navy.

Perguntado sobre sua própria percepção sobre as limitações do seu navio a resposta do Commandant Degan foi algo surpreendente… “O navio é muito bem projetado enquanto navio de emprego geral - ele tem o equilíbrio correto em tudo, armamento, sensores, até mesmo a os motores certos com a quantidade ideal de combustível. No entanto você deve entender, este é um navio militar e pessoalmente gostaria de ter mais alguns mísseis ao meu dispor, apenas como uma opção a mais. Gostaria ainda de ter mais sensores – contar com mais informação na hora de tomar decisões geralmente produz decisões melhores.

O tamanho da tripulação é adequado, se tivéssemos mais automação, poderíamos esbarrar em mais problemas em várias áreas, os tripulantes teriam que desenvolver mais funções no seu dia a dia o que os desgastaria e uma tripulação cansada é sempre uma tripulação perigosa, por isso acho que os projetistas acertaram bem nesta área. As turbinas a gás são fundamentais para os navios da Esquadra principal já que elas permitem ao navio atingir grandes velocidades. Mas se aqui no Pacífico, com suas imensas distâncias, uma alta velocidade na patrulha não é necessária, um longo raio de ação é”.

O Vendémiaire atualmente opera um helicóptero Alouette III como aeronave orgânica- esta é uma aeronave de emprego geral não configurada para o combate o que atende bem às necessidades do Commandant muito bem “as nossas tarefas no Pacific não são de ‘front line’, como não existem problemas mais complicados na nossa área esta aeronave nos atende muito bem, ela sobe, busca navios pesqueiros que estejam fora dos seus lugares normais e nos dirige para eles. Não somos como nossos equivalentes americanos, não estamos procurando traficantes de drogas, que logo disparam tiros na direção de qualquer um que se aproxime deles. É por isso que não precisamos de um helicóptero Panther com suas metralhadoras”.

 

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Esta viagem do Vendémiaire começou com sua partida logo após o Commandant Degans assumiu o navio, o patrulheiro foi a Wellington (Nova Zelândia), e em seguida veio à Austrália para o IFR. Em seguida o navio visitou Papua New Guinea para a recepção do novo embaixador francês lá. Depois desta função diplomática navio realizou uma patrulha ao norte da ZEE da Nova Caledônia retornando a Nauméa em meados de novembro.

O “NPão reforçado” Tailandês HTMS Krabi (551)

Alguns dos mais modernos navios dos vizinhos da Austrália estiveram presentes no International Fleet Review realizando seus primeiros exercícios internacionais e apresentação publica desde seu comissionamento. Um destes navios foi o patrulheiro oceânico tailandês HTMS Krabi, um navio semelhante aos NaPaOcs brasileiros da classe Amazonas mas armado com um armamento significativamente mais pesado que melhor reflete o verdadeiro objetivo destes navios que é o de interromper o fluxo de contrabando pelo oceano, a pesca ilegal e o tráfico ilegal de imigrantes.

O navio foi apresentado a ALIDE pelo Tenente Pongsatorn Ying-In, um veterano de 27 anos na Marinha Real Tailandesa, que no navio atua como oficial responsável pelo Grupo de Visita e Inspeção (GVI) pelos últimos 12 meses. Ten Ying-In foi recentemente destacado para a fragata australiana, HMAS Parramatta, para conhecer os procedimentos deles para o GVI, (conhecida nos países de língua inglesa como “VBSS” - Visit, Board, Search and Seize) função esta que compreende a imobilização de um navio suspeito, a abordagem para inspeção detalhada em busca de comprovação de atividade criminosa removendo rapidamente tudo e todos que não deveriam estar a bordo.

 

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O HTMS Krabi foi construído na Tailândia, no estaleiro Bangkok Dock em Sattahip, é aí também onde fica a base permanente do navio. Este programa teve sua gênese com a decisão do Rei tailandês de modernizar a marinha de forma a compor uma força que seja suficiente para proteger os interesses nacionais sem depender de auxílio externo, ele ordenou também que este fosse uma oportunidade de industrialização local que ajudasse a economia do país e que gerasse emprego.

O contrato com a BAE e com o estaleiro local foi assinado em junho de 2009 com a construção se iniciando em agosto de 2010. Quinze meses depois, após uma construção tranquila, o Krabi foi lançado ao mar no dia 3 de dezembro de 2011. O International Fleet Review australiano e seus exercícios associados serão o primeiro teste real das capacidades do navio, além de fazer parte integrante do programa de certificação para operar na Esquadra tailandesa. O armamento do Krabi consiste de um canhão principal na pro Oto-Melara Super Rapid de três polegadas (ou 76mm) de emprego dual anti aéreo e anti navio. Ele é complementado por um par de canhões automáticos de 30mm modelo DS30M Mark 2 da MSI. Adicionalmente duas metralhadoras .50cal são empregadas contra alvos mais próximos.

 

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Em termos de equipamentos eletrônicos o navio é equipado com um radar de busca Thales Variant, um radar de controle de tiro para o canhão Thales Lirod Mk2 e com o sistema de combate holandês Thales Tacticos. Uma ligação adicional com a origem britânica do navio é a escolha do Westland Super Lynx Mk 110 como sua aeronave embarcada.

A tripulação normal do navio é de 92, mas devido aos testes e o IFR, na Austrália 170 pessoas estavam embarcadas nele. Ainda que o navio tenha amplo espaço de acomodação e amplos corredores – no seu interior o espaço pode ficar um pouco apertado.

A Royal Thai Navy se exercita com a Royal Australian Navy todo ano um esquema rotativo, num ano ocorre o “Kakadu” na Austrália recebendo os tailandeses, no outro ocorre o AusThai onde os navios australianos vão à Tailândia – a cooperação naval é entre os dois países é antiga e profunda, ajudando a promover a estabilidade naquela região.

Este deployment do Krabi, sua primeira viagem de longa duração, partiu de Sattahip indo direto a Bali (Indonésia), de onde o navio rumou para Cairns (Queensland- Austrália), Port Kembla (New South Wales- Austrália) e Jervis Bay (Australian Capital Territory, para participar do Exercício Talisman Sabre 2013), chegando finalmente a Sydney para o International Fleet Review. O Krabi deixou Sydney no dia 11 de outubro de 2013 para Brisbane (Queensland onde participou do Exercício multinacional Trident Fury 13-3), seguido por paradas em Darwin (Northern Territory, Austrália), Jakarta (Indonesia), Cingapura chegando em casa em Sattahip para uma completa avaliação do desempenho do navio e sua entrada definitiva na Esquadra Tailandesa.

 

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O visitante armado até os dentes: USS Chosin

Com mais de 9600 toneladas de deslocamento o maior dos navios armados presente na comemoração era o cruzador da classe Ticonderoga da US Navy. Decimo-oitavo navio da classe a ser construído, o USS Chosin (CG-65) recebeu este nome em homenagem à batalha do reservatório Chosin, ocorrida na Guerra da Coréia.

Em 30 de abril de 2013 o Chosin deixou a base conjunta havaiana de Pearl Harbor para realizar um “desdobramento avançado independente” que aumenta a presença naval americana na região. Isso se dá através da Theater Security Operations, adestramentos regulares realizados  junto às várias marinhas amigas da região do Pacífico ocidental. Já nos primeiros dias de maio, o Chosin se juntou temporariamente ao Carrier Strike Group (CSG) do navio aeródromo americano USS Nimitz para visitar Busan na República da Coréia numa visita que comemorou os 60 anos da ligação “especial” entre os EUA e este país. Nesta ocasião, navios das marinhas americana e sul-coreana participaram de um treinamento de interoperabilidade dos seus respectivos navios equipados com sistemas AEGIS. Após navegar para o sul, já a caminho da Austrália, o navio passou por Subic Bay, uma grande e antiga base naval americana nas Filipinas que agora volta a ser importante com o novo alinhamento americano em direção à Asia.

A sua chegada à Austrália se deu na área de Jervis Bay, no sudeste daquele país, onde ocorreu a primeira fase do exercício Triton Centennary 2013. Organizado em consonância o Asian Defense Ministers Meeting+ (ADMM+) organização recentemente expandida que envolve os ministros da defesa da ASEAN além dos da Rússia, EUA, Austrália, China, Índia, Japão, Nova Zelândia e Coréia do Sul com a participação de navios australianos, chineses, japoneses entre outros este exercício foi agendado para aproveitar e maximizar o retorno operacional da viagem dos navios estrangeiros ao IFR.

Exercício novo com várias marinhas ainda não acostumadas a operar conjuntamente desta vez o foco maior foi nas operações de abordagem e inspeção (“VBSS” na sua sigla em inglês) e por esta razão não houve nem mesmo o chamado “crosslanding” o tradicional pouso “cruzado” dos helicópteros embarcados em outros navios. Houve reabastecimentos (executados sempre pelo SPS Cantabria) e os navios foram divididos em Grupos Tarefas para este exercício.

 

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Para o Lt CDR (Capitão de Fragata) Booher a oportunidade de operar com a Marinha Chinesa (o próprio foco primário da política americana conhecida como o “Pivot to the Pacific”) nesta viagem foi algo “exciting!” Inclusive a capacidade deles de se comunicarem bem na fonia em inglês surpreendeu positivamente os americanos. Este exercício usou o livro Multinational Tactical Procedures (MTP) da OTAN, exatamente o mesmo conjunto de regras que se usa nos exercícios UNITAS realizados anualmente entre a US Navy e as marinhas sulamericanas.

O Chosin veio com um helicóptero para guerra antissubmarina e antisuperfície Sikorsky SH-60B do Det 1 do esquadrão HSL-37 Sea Dragons. Este esquadrão recebeu seu primeiro Seahawk moderno, um modelo “Romeo”, apenas no dia 13 de setembro do ano passado. Segundo o piloto, eles deixaram de usar o míssil norueguês Kongsberg AGM-119 Penguin na metade dos anos 90 e desde então tem se limitado a empregar“ o míssil Helfire que tem um alcance de aproximado de 8000 metros”. Este míssil também será utilizado nos novos SH-60R.

Como os australianos estão terminando de construir seus três novos destroieres equipados com o sistema AEGIS da Lockheed, foi justamente esta característica do Chosin o que muito atraiu os diversos visitantes da Real Marinha Australiana durante sua presença no IFR. Quase sete meses após sua partida, no dia 22 de novembro, o USS Chosin finalmente retornou ao Havaí, concluindo sua missão.

 

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HMS Daring dá uma volta ao mundo

Primeiro navio da nova classe de destroieres T-45 o HMS Daring da Royal Navy representou a antiga metrópole da Austrália nesta comemoração.

A viagem de nove meses do Daring ao redor do globo se iniciou em Portsmouth e seguiu para oeste até realizar sua primeira parada em Puerto Rico. Passando pelo Canal do Panamá, o navio inglês foi em seguida, para a principal base naval americana na costa oeste, San Diego e logo depois para Honolulu no Havaí. Deste ponto no meio do Pacífico o navio rumou para o sul e aportou em Melbourne, onde gastou alguns dias de manutenção e pintura antes de rumar para Sydney e participar do International Fleet Review (IFR).

Encerrada a participação nos exercício militar que ocorreu após o IFR o navio seguiu para seu próximo destino à ex-colônia Britânica Cingapura. Cingapura por muitos anos foi sede do Far East Squadron da Royal Navy. O plano da Royal Navy é que de lá o navio seguiria no seu trajeto de regresso ao Reino Unido, mas em meados de novembro as graves repercussões do tufão Haiyan obrigou o Daring a realizar uma viagem de caráter humanitária até às Filipinas. Quando os últimos dias de novembro ele foi finalmente substitituido pelo (agora) porta helicópteros HMS Illustrious, retomou-se a viagem de volta para casa via Yokohama no Japão, Shanghai na China, Da Nang no Vietnam, e ainda uma parada na base naval de Sattahip, na Tailândia no início de janeiro de 2014.

Não deixe de ler também os artigos sobre os novos navios espanhóis em construção para a Marinha da Austrália e também sobre:

 

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A espetacular história da modernização do HMAS Perth e do se sistema de radar CEAFAR recentemente ofertado nas fragatas do programa Prosuper da Marinha do Brasil.

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Last Updated on Tuesday, 28 January 2014 23:02
 

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