Exercício Felino 2013 PDF Print E-mail
Written by Diego Vieira   
Saturday, 25 January 2014 15:07

Felino 2013

Em 2006 fomos convidados pela Marinha do Brasil, para o exercício INCURSEX, realizado na Praia de Itaoca, no Espirito Santo, na ocasião acompanhamos um desembarque de fuzileiros navais com o Navio Ceará, que fizeram uso de CLANFS e outras viaturas. Na época pouco se discutia sobre a ideia um exercício multilateral entre Brasil e países de língua portuguesa uma vez que a cooperação entre esses atores residia principalmente no campo cultural e não havia chegado ao militar.

Felino001
Felino001Felino001
Felino002
Felino002Felino002
Felino003
Felino003Felino003
Felino004
Felino004Felino004
Felino005
Felino005Felino005

Felino006
Felino006Felino006
Felino007
Felino007Felino007
Felino008
Felino008Felino008
Felino009
Felino009Felino009
Felino010
Felino010Felino010

Com o aprofundamento das relações entre os países de língua portuguesa e o próprio destaque que no campo econômico, o Brasil ganhou na comunidade internacional, a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP, conseguiu aprofundar suas relações para diferentes tópicos. Dessa forma a CPLP conquistou um espaço de um Organismo Regional com uma velocidade maior e mais solidez do que o Mercado Comum Europeu e o MERCOSUL, respectivamente.

E nesse contexto deve-se reconhecer o esforço do Ministério de Relações Exteriores em estabelecer o já existente laco comum linguístico entre nós e nossos irmão que estão longínquos, e expandi-lo junto a outros campos e Ministérios e sem dúvida o interesse de todos reside no Ministério da Defesa.

Felino011
Felino011Felino011
Felino012
Felino012Felino012
Felino013
Felino013Felino013
Felino014
Felino014Felino014
Felino015
Felino015Felino015

Felino016
Felino016Felino016
Felino017
Felino017Felino017
Felino018
Felino018Felino018
Felino019
Felino019Felino019
Felino020
Felino020Felino020

Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, formam juntos essa comunidade que dentro dos principais problemas, quase todos, Exceto Brasil e Portugal, enfrentam problemas graves no campo da Defesa e Segurança. A lógica comum seria recorrer a Portugal, para o auxílio dessas questões uma vez que, o mesmo foi o colonizador de todos os Estados-Membros, exceto ele mesmo.

Porém como dito, O Brasil cresceu e se destacou no campo econômico o que trouxe consequências inúmeras para o que tange a defesa e a segurança. Lembramos ainda que o envolvimento, até agora, muito bem sucedido da Missão de Estabilizacão do Haiti, MINUSTAH, cuja responsabilidade recai sobre nossas forcas tem sido memorável apesar de todas as dificuldades que são expostas todos os dias. A MINUSTAH é a missão mais longa da história do Haiti e uma das mais longas das Nações Unidas.

Felino021
Felino021Felino021
Felino022
Felino022Felino022
Felino023
Felino023Felino023
Felino024
Felino024Felino024
Felino025
Felino025Felino025

Felino026
Felino026Felino026
Felino027
Felino027Felino027
Felino028
Felino028Felino028
Felino029
Felino029Felino029
Felino030
Felino030Felino030

Logo fica fácil entender porque os países de língua portuguesa optaram por se aproximarem do Brasil, “irem busca de meios e mecanismos que tragam ao nosso povo e a todos da CPLP, a paz e a segurança é um objetivo nosso quando falamos em integração, como no caso da CPLP. Mesmo sabendo que ainda estamos em uma fase embrionária, entendemos a importância da Comunidade para todos os atores envolvidos.” Afirmou o Representante Português.

Contudo voltando ao ponto inicial da cooperação, nos últimos anos a CPLP tem realizado um conjunto de exercícios batizados de FELINO, cujo o objetivo é muito simples, promover o trabalho integrado dos Países da CPLP no que tange os aspectos de missões de paz e intervenções humanitárias sobre a égide do Conselho de Segurança.

Felino031
Felino031Felino031
Felino032
Felino032Felino032
Felino033
Felino033Felino033
Felino034
Felino034Felino034
Felino035
Felino035Felino035

Felino036
Felino036Felino036
Felino037
Felino037Felino037
Felino038
Felino038Felino038
Felino039
Felino039Felino039
Felino040
Felino040Felino040

E para entender como essa integração esta ocorrendo e quais sãos as dificuldades e vantagens envolvidas nesse processo a Revista Base Militar foi então convidada pela Marinha do Brasil a embarcar no Navio de Desembarque de Carros de Combate, NDCC Almirante Sabóia no dia 29 de setembro de 2012.

Embarcando na Historia, mergulhando no futuro

Chegamos à Base Naval do Rio de Janeiro, em Niterói por volta das dez da manhã e logo fomos encaminhados ao pórtico e depois ao NDCC Almirante Saboia, em qual fomos recebidos pelo Imediato, que nos indicou nosso Camarote 10-18 para deixarmos nossos equipamentos e demais pertences além dos nos dar o brieffing sobre a rotina do navio.

Felino041
Felino041Felino041
Felino042
Felino042Felino042
Felino043
Felino043Felino043
Felino044
Felino044Felino044
Felino045
Felino045Felino045

Fomos então levados a presença do Comandante do Navio, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Gilberto Santos Kerr que fez questão de nos dar as boas vindas e nos informar mais detalhadamente sobre os procedimentos do dia e sobre a história do Alte. Saboia.

Incorporado à Real Marinha Britânica em 1967, sob o nome de Sir Bedivere foi construído pelo estaleiro Hawthorn Leslie junto de seu irmão gêmeo Sir Galahad, com o principal objetivo de serem navios de apoio logístico e por isso não apresentavam grandes armamentos, tendo para sua defesa 2 Metralhadoras de 20mm Gamb-O1.

Felino046
Felino046Felino046
Felino047
Felino047Felino047
Felino048
Felino048Felino048
Felino049
Felino049Felino049
Felino050
Felino050Felino050

Felino051
Felino051Felino051
Felino052
Felino052Felino052
Felino053
Felino053Felino053
Felino054
Felino054Felino054
Felino055
Felino055Felino055

pós ter participado de importantes campanhas da Marinha Real tais como Guerra das Malvinas, na qual foi bombardeado por um SkyHawk onde sofre danos pequenos e seu irmão gêmeo foi destruído. Atuou também na I Guerra do Golfo em 1991. Em 1994 passou por um grande processo de modernização que inclusive aumentou seu comprimento para 137 metros, um processo conhecido como “jumborizacão”. Possui uma boca de 20m e um Calado de 3.98m, com carga total desloca 6.700 toneladas. Utiliza para se locomover dois motores a diesel  MCP Wartisila diesel Bow-Thruster, e alcança velocidades de 17 nós com um alcance máximo de 8.000 milhas.

Possui dois conveses de voo, um a ré, com capacidade para helicópteros de grande porte como o Super Puma e o Sea King e outro avante para aeronaves menores como o Esquilo, sendo esse uma área de pouso muito restrita e complexa pelo fato deste dividir espaço com três guindastes de carga usados para carregar o tanque deque.

Felino056
Felino056Felino056
Felino057
Felino057Felino057
Felino058
Felino058Felino058
Felino059
Felino059Felino059
Felino060
Felino060Felino060

Felino061
Felino061Felino061
Felino062
Felino062Felino062
Felino063
Felino063Felino063
Felino064
Felino064Felino064
Felino065
Felino065Felino065

Para Contornar a perda do Sir Galahad, a Real Marinha encomendou outra embarcação, derivada do projeto base porém com características muito diferentes, como diferente tipo de abertura de proa,  maior raio de ação 13000 milhas, maior comprimento 140m, maior calado 4,5m, maior tripulação total 460 porém  com o mesmo nome do navio afundado nas Malvinas e que foi incorporada à Marinha em 1987. Esse Navio foi adquirido pela marinha do Brasil em 2008 e rebatizado para NDCC Garcia D`Avila (G29).

No ano seguinte, 2009 era incorporado à Marinha do Brasil o Sir Bedivere, renomeado para NDCC Almirante Saboia em homenagem ao homem que entre muitos, destaca-se por  ter comandando o Navio-Escola Custódio de Mello, sendo um exemplo de dedicação à Marinha.

Felino066
Felino066Felino066
Felino067
Felino067Felino067
Felino068
Felino068Felino068
Felino069
Felino069Felino069
Felino070
Felino070Felino070

Felino071
Felino071Felino071
Felino072
Felino072Felino072
Felino073
Felino073Felino073
Felino074
Felino074Felino074
Felino075
Felino075Felino075

“Pelas suas características peculiares e excelente estado de conservação o NDCC Alte. Saboia tem realizado constantes missões para atender as necessidades da Marinha, principalmente no apoio logístico as tropas que estão atuando na MINUSTAH e no transporte de ajuda humanitária, mas recentemente para Buenos Aires” Nos Informou Comte. Kerr.

Revista Base Militar – O Alte. Saboia tem a habilidade de realizar a abicagem, ou seja pode se aproximar da faixa de areia para realizar o desembarque. Porque essa técnica vem caindo em desuso? Iremos realizar a abicagem nesse exercício FELINO?

Comte. Kerr – Por um motivo simples, a abicagem é uma técnica que exige a já existência de uma área segura para a sua realização, caso contrario deixará o navio exposto a diferentes tipos de ameaças como minas, torpedeamento até mesmo um ataque terrestre. No FELINO nao faz muito sentido aplicar a abicagem, mesmo que o exercício compreenda em uma operacao de não guerra. O Matoso Maia que é um típico navio de abicagem, possui seis motores sendo esses 4 dedicados a dar a volta no navio, o Saboia faz possui dois motores apenas e dois ferros que são colocados a certa distancia para auxiliar na volta. Não estou dizendo que não podemos realizar a abicagem, mas que seria desnecessário e muito trabalhoso, sem falar do stress que o próprio navio sofre.

Felino076
Felino076Felino076
Felino077
Felino077Felino077
Felino078
Felino078Felino078
Felino079
Felino079Felino079
Felino080
Felino080Felino080

Felino081
Felino081Felino081
Felino082
Felino082Felino082
Felino083
Felino083Felino083
Felino084
Felino084Felino084
Felino085
Felino085Felino085

RBM – Qual a importância do Alte. Saboia para a MB atualmente?

Comte Kerr – O navio é de fundamental importância quando se trata de termos logísticos da Marinha e das demais forcas onde que estejam engajadas. Como possuímos uma boa autonomia estamos sempre cumprindo missões no Haiti para transporte de equipamentos e maquinas e mais recentemente também atuamos na ajuda humanitária na Argentina, complementando o papel diplomático da embarcação hoje. Com o Corpo de Fuzileiros Navais realizamos constantemente o transporte dos Carros Largarta Anfibios, CLANF`s. Na minha opinião duas características são fundamentais  e primordiais em uma marinha, a superioridade aérea e o desembarque anfíbio e as possibilidades do Saboia são muito grandes e satisfatórias para atender os objetivos da forca.

Afim de tomarmos nota sobre o cenário do exercício seguimos em direção à reunião de preparação para o desembarque e podemos reparar que é excelente estado de conservação do navio, principalmente quando se leva em conta completará 50 anos de serviço em 2017. Chama a atenção os materiais novos muito bem cuidados, iluminação dos corredores, planos de fuga bem destacados, camarotes confortáveis, amplas áreas de circulação e grande facilidade de acesso a todos os compartimentos, características que demonstram que o Navio tem uma longa vida útil pela frente.

Felino086
Felino086Felino086
Felino087
Felino087Felino087
Felino088
Felino088Felino088
Felino089
Felino089Felino089
Felino090
Felino090Felino090

Felino091
Felino091Felino091
Felino092
Felino092Felino092
Felino093
Felino093Felino093
Felino094
Felino094Felino094
Felino095
Felino095Felino095

O cenário do Exercício

Tal como é possível observar a CPLP hoje tem, também, um papel de um organismo multilateral regional, ou seja, é capaz de traduzir em atitudes concretas os auspícios e interesses das nações nela inserida e nesse aspecto reside o objetivo central do exercício, que é em partes identificar como funcionariam as estruturas de comando e controle em uma situação semelhante.

Para atender esses objetivos, o cenário desenvolvido  retrata a história de dois diferentes Estados, nomeados por cores e delimitados pelas fronteiras do Estado do Rio de janeiro e do Espirito Santo. Em um passado recente esses dois Estados acabaram entrando em litígio por uma área de terra e findado o conflito o Estado Azul, representado pelo Rio de Janeiro, ocupa uma região do Estado Amarelo, Espirito Santo.

Felino096
Felino096Felino096
Felino097
Felino097Felino097
Felino098
Felino098Felino098
Felino099
Felino099Felino099
Felino100
Felino100Felino100

Felino101
Felino101Felino101
Felino102
Felino102Felino102
Felino103
Felino103Felino103
Felino104
Felino104Felino104
Felino105
Felino105Felino105

Após anos de ocupação militar o Conselho de segurança das nações unidas através de um referendo solicita a devolução da área ocupada retomando as fronteiras ao estado anterior ao conflito, porém o período de ocupação acabou contribuindo para o estabelecimento de forcas politicas contrarias na região e embora a população fosse desejosa da retomada do status quo anterior, uma camada significativa da sociedade clamava pela não alteração. Esse processo acabou culminando com uma serie de pequenos conflitos que degradaram a situação humanitária da região obrigando a intervenção das Nações Unidas através do Conselho de Segurança, baseado no capitulo VI da Carta das Nações.

A Intervenção seria realizada com o apoio da CPLP pelas características culturais da população local estar em acordo com os dos demais países membros. Vale nesse momento ressaltar que o Conselho de Segurança pode delegar a outros Organismos Internacionais, Fóruns e Comunidades a resolução ou a indicação de meios para a solução de controvérsias, tal como ocorreu no ano de 2010 com o possível reinicio da Guerra Civil Libanesa, em que foi pedido a Liga Árabe auxilio para solucionar a questão ou, em outros diversos casos quando o mesmo CS solicitou à União Africana para solucionar questões pertinentes ao continente. Essa informação torna então plausível a intervenção de um conjunto de nações à pedido do Conselho de Segurança das Nações.

Felino096
Felino096Felino096
Felino097
Felino097Felino097
Felino098
Felino098Felino098
Felino099
Felino099Felino099
Felino100
Felino100Felino100

Felino101
Felino101Felino101
Felino102
Felino102Felino102
Felino103
Felino103Felino103
Felino104
Felino104Felino104
Felino105
Felino105Felino105

Embora pouco usual aos olhos dos leigos, esse tipo de intervenção humanitária ocorre em muitos casos e é muito frequente em regiões do continente africano e do sudeste asiático, logo o fica claro o objetivo do exercício, e para quem ele se direciona.  “devemos observar que a população se encontra em uma delicada situação, há indícios de doenças infecto contagiosas e por isso recomendamos o uso de luvas e mascaras no contato com a população local.” Informou o CMG Eduardo, encarregado das tropas.

Felino106
Felino106Felino106
Felino107
Felino107Felino107
Felino108
Felino108Felino108
Felino109
Felino109Felino109
Felino110
Felino110Felino110

Objetivo: Treinar as estruturas de CC da CPLP

Para entender melhor os objetivos do exercício fomos conversar com o CMG(FN) Eduardo, encarregado do exercicio abordo do Alte. Saboia. E Nossa primeira Pergunta foi:

Revista Base Militar – Qual a intenção do exercício? Quais são os objetivos a cumprir

Comte. Eduardo – O primordial do exercício é a troca de experiências entre as nações da CPLP. Nós queremos construir um laCo nos países, mas para isso e preciso entender melhor como funcionam as estruturas de comando e controle, quais são as características de cada um, quais são os possíveis nives de engajamento de cada um e principalmente quais são as limitações de cada um dos Estados da Comunidade. A CPLP é formada por países que tem suas dificuldades, e entender quais são essas é fundamental.

Felino111
Felino111Felino111
Felino112
Felino112Felino112
Felino113
Felino113Felino113
Felino114
Felino114Felino114
Felino115
Felino115Felino115

Felino116
Felino116Felino116
Felino117
Felino117Felino117
Felino118
Felino118Felino118
Felino119
Felino119Felino119
Felino120
Felino120Felino120

RBM – Quando iniciaram os preparativos para esse exercício? E porque um desembarque anfíbio?

Comte. Eduardo – Iniciamos pouco depois da realização do ultimo FELINO. A intenção do FELINO e que ele seja um exercício anual, cada vez sediado em um diferente pais da comunidade.  Como um exercício rotativo, o organizador deve construir o cenário e elencar meios para que o mesmo possa ser realizado. Nós optamos por um desembarque anfíbio por uma serie de motivos:  O primeiro e que estamos realizando uma profunda troca de experiências e principalmente ensinando, no caso do Timor Leste, a lidar com os pontos e tarefas que envolvem esse tipo de atividade.

RBM- Quantos exercícios de desembarque tem sido realizados por ano? E quais serão as técnicas adotadas nesse exercício?

Comte. Eduardo – São realizados em média 3 exercícios de desembarque por ano com o Corpo de Fuzileiros Navais, o principal deles ocorre em Goiás, cujo o objetivo principal seja a pratica de tiro. No FELINO iremos realizar o desembarque do Navio Alte. Saboia por meio dos Carros Lagarta Anfiobios, CLANF`s, pela porta de ré. Ao chegarmos a praia a prioridade será o estabelecimento dos acampamentos e das unidades médicas. Nesse exercício estamos trazendo um contigente que estará realizando seu primeiro desembarque por CLANF`s.

Felino121
Felino121Felino121
Felino122
Felino122Felino122
Felino123
Felino123Felino123
Felino124
Felino124Felino124
Felino125
Felino125Felino125

Felino126
Felino126Felino126
Felino127
Felino127Felino127
Felino128
Felino128Felino128
Felino129
Felino129Felino129
Felino130
Felino130Felino130

RBM – Nos sabemos que os CLANF`s são veículos com projeto antigo e estão na Marinha do Brasil a algum tempo.  Quais tem sido as propostas para a modernização deles? Para esse exercício seria o ideal adotar os CLANF`s e porque?

Comte. Eduardo – Sim, realmente o CLANF é um projeto antigo, porem muito atual para atender as necessidades da Marinha, e pretendemos mantê-lo na forca por um período ainda longo. Para isso estamos já com os projetos de modernização dos CLANF`s em andamento, nos já recebemos algumas viaturas M113 modernizadas, com novas tecnologias e compostos para blindagem e estamos caminhando no mesmo sentido para o CLANF. Nos entendemos que as possibilidades de emprego do CLANF são muito grandes pelas suas características impares, como a própria lagarta. A grande maioria dos veículos anfíbios hoje não possuem lagartas e em uma situação em que temos que lidar com diferentes tipos de terreno esse mecanismo é fundamental para não termos muitas dificuldades. No que diz respeito ao exercício, a opção pelo CLANF veio inclusive para atender uma necessidade de adestramento das tropas envolvidas no desembarque.  Estão abordo 8 CLANFS cada um com a capacidade de 12 a 15 soldados, todos desembarcarão com seus suprimentos, armas e equipamentos como radio comunicador e médicos e para auxilio na eventualidade, há dois CLANF`s que vieram por terra e vão realizar o desembarque simulado conosco. Afinal, embora seja um exercício e nossa intenção aproveitar a oportunidade para aplicar todas as características da nossa doutrina que foi recentemente revisada.

Felino131
Felino131Felino131
Felino132
Felino132Felino132
Felino133
Felino133Felino133
Felino134
Felino134Felino134
Felino135
Felino135Felino135

Felino136
Felino136Felino136
Felino137
Felino137Felino137
Felino138
Felino138Felino138
Felino139
Felino139Felino139
Felino140
Felino140Felino140

RBM- Fica claro que o exercício acabou se tornando uma oportunidade da Marinha do Brasil e o Corpo de Fuzileiros Navais em realizar o adestramento das Tropas. Contudo fica-nos a pergunta, porque não há tropas dos membros da CPLP trabalhando em conjunto das nossas?

Comte. Eduardo – Pelo simples objetivo do exercício. A ideia por hora não esta em integrar o nível tático, mas  sim o Operacional e estratégico. Não que estejamos ignorando o tático, apenas acreditamos que para o desenvolvimento ideal desses níveis é preciso que entendamos como cada um dos níveis superiores tomam as decisões antes de transferirmos essa responsabilidade para os inferiores. Por isso no FELINO estamos treinando as estruturas de comando e controle, como um Estado-Maior e estamos buscando uma grande sinergia nessa área.

Felino141
Felino141Felino141
Felino142
Felino142Felino142
Felino143
Felino143Felino143
Felino144
Felino144Felino144
Felino145
Felino145Felino145

Felino146
Felino146Felino146
Felino147
Felino147Felino147
Felino148
Felino148Felino148
Felino149
Felino149Felino149
Felino150
Felino150Felino150

RBM – O Senhor acredita que o exercício sofrerá alguma alteração importante nos próximos anos e quais são as expectativas do Brasil para ele.

Comte. Eduardo – Eu particularmente acredito que ele pode sim vir a sofrer alterações, mas dizer quais seriam é ainda muito complicado. É certo que queremos aprofundar as relações entre os membros da CPLP, mas sem duvida isso ainda tomara algum tempo antes de ser totalmente concretizado. Não falo em termos de confiança mútua, até porque os membros da CPLP, de modo especial o Brasil tem relações muito bem trabalhadas e tem ajudado em muito a construção do Timor Leste, por exemplo, algo que nos traz a credibilidade necessária para mergulharmos fundo nessa integração.

Felino151
Felino151Felino151
Felino152
Felino152Felino152
Felino153
Felino153Felino153
Felino154
Felino154Felino154
Felino155
Felino155Felino155

Felino156
Felino156Felino156
Felino157
Felino157Felino157
Felino158
Felino158Felino158
Felino159
Felino159Felino159
Felino160
Felino160Felino160

Cabo Verde, Costa Azul

Foram necessários descer três níveis para chegar à Praca D`Armas onde conhecemos o representante de Cabo Verde, com um uniforme camuflado e uma boina vermelha, que lembra a dos alunos do CMRJ.  A ilha Localizada no Atlântico Sul é o Vizinho mais próximo de Portugal, com quem teve relações coloniais até 1975, quando adotou-se a República Presidencialista.

Cabo Verde está localizado a 640km de Dakar, no Senegal, sendo essa sua ligação mais próxima com o continente. Por esse motivo em particular o conjunto de ilhas de 491 mil habitantes depende muito do trafego marítimo e aeronáutico para sua existência. Segundo o CIA FACT BOOK os principais Parceiros comerciais de Cabo Verde são Espanha e Portugal e sendo combustíveis fósseis e produtos industrializados os gêneros mais importados.

Felino161
Felino161Felino161
Felino162
Felino162Felino162
Felino163
Felino163Felino163
Felino164
Felino164Felino164
Felino165
Felino165Felino165

Felino166
Felino166Felino166
Felino167
Felino167Felino167
Felino168
Felino168Felino168
Felino169
Felino169Felino169
Felino170
Felino170Felino170

RBM – Para o senhor o que significa a oportunidade de participar de um exercício como esse e quais são as perspectivas para as relações Brasil X Cabo Verde? E como é a estrutura das Forcas de Cabo Verde e quais as principais preocupações?

Comte. Monteiro – Em Cabo Verde há Guarda Naval e a Guarda Costeira, e em cada uma dessas forcas há um componente naval e aéreo. As forcas de Cabo Verde não são tão grandes quanto as do Brasil, mas ainda assim nós temos uma grande preocupação com a nossa Zona Econômica Exclusiva, ZEE porque, Cabo Verde é um arquipélago e essa característica peculiar acaba por nos garantir uma área de ZEE muito extensa, que assim como o Brasil, também temos que desdobrar diversos meios e forcas para fiscalizar. Para Mim é uma Honra representar Cabo Verde no FELINO e acho fundamental que tenhamos essa experiência com o Brasil. Nos atualmente temos muitas parcerias com a Marinha do Brasil, uma vez que temos cabo verdianos estudando em escolas de ensino militar do Brasil, e essa parceria se estende para além do campo acadêmico partindo também para os compromissos que temos assumido com a Marinha do Brasil na auxilio da patrulha da nossa ZEE, seja através do compartilhamento de meios, seja através do envio de meios brasileiros para realizar essa missão.

Felino171
Felino171Felino171
Felino172
Felino172Felino172
Felino173
Felino173Felino173
Felino174
Felino174Felino174
Felino175
Felino175Felino175

Felino176
Felino176Felino176
Felino177
Felino177Felino177
Felino178
Felino178Felino178
Felino179
Felino179Felino179
Felino180
Felino180Felino180

RBM – A Marinha adquiriu recentemente três navios de patrulha oceânica de 1,800 toneladas. O senhor acredita que esses meios possam vir a ser um instrumento fundamental brasileiro no auxilio da Guarda Naval?

Comte. Monteiro – Sem dúvidas. Mas acredito que esses não sejam apenas os únicos meios a serem possivelmente instrumentos de auxilio entre nossas forcas, há outros buracos que precisamos resolver juntos e acredito que a semelhança de problemas que existem entre nossas nações pode ajudar a ambos a encontrarem soluções em conjunto afim de que sejam resolvidos.

Felino181
Felino181Felino181
Felino182
Felino182Felino182
Felino183
Felino183Felino183
Felino184
Felino184Felino184
Felino185
Felino185Felino185

RBM – Cabo Verde é bem jovem, pouco menos de 40 anos de idade, como tem sido e a aquisição de meios para as forcas?

Comte. Monteiro – Devido as nossas restrições econômicas não somos possibilitados de realizar grandes aquisições de meios e por isso dependemos muito da realização de parcerias que possam nos ajudar. Portugal tem sido um grande parceiro de Cabo Verde, auxiliando nas patrulhas e demais atividades, devido até nosso laco histórico e proximidade geográfica. Mas acreditamos que com o aumento das relações entre Brasil e Cabo Verde poderemos ter novas possibilidades a frente.

Felino186
Felino186Felino186
Felino187
Felino187Felino187
Felino188
Felino188Felino188
Felino189
Felino189Felino189
Felino190
Felino190Felino190

Felino191
Felino191Felino191
Felino192
Felino192Felino192
Felino193
Felino193Felino193
Felino194
Felino194Felino194
Felino195
Felino195Felino195

Nesse contexto que destaca o Comte. Monteiro, o Brasil tem tido relações muito próximas dos países da africanos, de modo especial os de língua portuguesa. Essa mudança da de atitude do Ministério de Relações Exteriores ocorreu nos últimos 14 anos. Nesse contexto o Ministério da Defesa, através dos seus diferentes organismos, já cogitou realizar vendas de meios como a Corveta Barroso e fez questão de demonstrar as possibilidades de emprego do Navio de Patrulha Oceânica Amazonas e APA durante a suas travessias do Reino Unido, onde foram construídos, para o Brasil, realizando diferentes paradas em uma viagem que durou quase 8 meses.

Felino196
Felino196Felino196
Felino197
Felino197Felino197
Felino198
Felino198Felino198
Felino199
Felino199Felino199
Felino200
Felino200Felino200

Felino201
Felino201Felino201
Felino202
Felino202Felino202
Felino203
Felino203Felino203
Felino204
Felino204Felino204
Felino205
Felino205Felino205

RBM – quais tem sido os outros parceiros de Cabo Verde além do Brasil e Portugal? E quais são os campos em que ela ocorre?

Comte. Monteiro – Como parceiros temos a China que cada vez mais tem realizado acordos comerciais conosco para promover a pesca legal em nossas aguas, de lagosta, atum e cavala. Isso é importante para nós porque como não possuímos meios para realizar um grandioso crescimento econômico que possibilite a atuação de empresas nacionais nesses campos revertemos nossos problemas estruturais em parcerias. Tambem temos uma parceria com Angola para o treinamento e aperfeiçoamento das tropas do exercito em território angolano.

Felino206
Felino206Felino206
Felino207
Felino207Felino207
Felino208
Felino208Felino208
Felino209
Felino209Felino209
Felino210
Felino210Felino210

Felino211
Felino211Felino211
Felino212
Felino212Felino212
Felino213
Felino213Felino213
Felino214
Felino214Felino214
Felino215
Felino215Felino215

RBM – O senhor acredita no futuro das relações Brasil x Cabo Verde? E em quais caminhos?

Comte. Monteiro – Por nos de Cabo Verde, precisamos muito do Brasil, porque nossa população confia e acredita nas soluções que o Brasil propõe para o que temos que enfrentar, então eu quero muito que essa relação seja expandida para os mais diversos campos, porque quanto mais parcerias conseguirmos realizar com nações amigas mais possiblidades teremos para nosso povo e mais soluções teremos para nossas questões. Depende apenas do governo brasileiro buscar as parcerias nos campos que ele achar necessário, somos como dizem no Brasil, uma casa aberta para realizar a assistência mutua e continua.

Logo depois da nossa conversa, Brasil e Cabo Verde anunciaram um acordo em que o Brasil irá auxiliar a formação e a aquisição de meios para a Guarda Naval daquele país através de financiamentos para compra de navios e da troca acadêmica de alunos entre as instituições acadêmicas como a Escola Naval e a Escola de Guerra Naval do Brasil e seus equivalentes em Cabo Verde.

Felino216
Felino216Felino216
Felino217
Felino217Felino217
Felino218
Felino218Felino218
Felino219
Felino219Felino219
Felino220
Felino220Felino220

Felino221
Felino221Felino221
Felino222
Felino222Felino222
Felino223
Felino223Felino223
Felino224
Felino224Felino224
Felino225
Felino225Felino225

Onde o FELINO ajuda essa cooperação?

No dia seguinte, ainda abordo do Alte. Saboia, conversamos com o Contra-Almirante (FN) Paulo Martino Zuccaro, Comandante da Divisão Anfíbia, quem nos esclareceu o papel do exercício FELINO na construção da cooperação da CPLP e em quais aspectos ele foca.

Felino226
Felino226Felino226
Felino227
Felino227Felino227
Felino228
Felino228Felino228
Felino229
Felino229Felino229
Felino230
Felino230Felino230

Felino231
Felino231Felino231
Felino232
Felino232Felino232
Felino233
Felino233Felino233
Felino234
Felino234Felino234
Felino235
Felino235Felino235

RBM – Como o senhor vislumbra a CPLP e como o FELINO contribui para o cumprimento dos objetivos?

Alte. Zuccaro – Desde 200 quando começamos a realizar o exercício tínhamos o objetivo de construir uma Forca Tarefa e um Estado Maior que pudesse operar em conjunto com a intenção de atender os interesses dos países que são membros da comunidade. Vale lembrar que essa forca não iria atuar sem o consentimento das Nacoes Unidas, uma vez que o principio constitucional brasileiro não permite a intervenção do Brasil em assuntos internos excetos aqueles que transcendem a ajuda humanitária. Logo o FELINO tem essa marca, ser um exercício de ajuda humanitária e a constituição dessa forca tarefa é para atender unicamente a esse principio do Capitulo VI da Carta das Nações.

Felino236
Felino236Felino236
Felino237
Felino237Felino237
Felino238
Felino238Felino238
Felino239
Felino239Felino239
Felino240
Felino240Felino240

Felino241
Felino241Felino241
Felino242
Felino242Felino242
Felino243
Felino243Felino243
Felino244
Felino244Felino244
Felino245
Felino245Felino245

RBM – Logo não seria objetivo da CPLP atuar em casos de instabilidade politica?

Alte. Zuccaro – Certamente não, primeiro por um principio constitucional e segundo porque com o cenário atual os membros da CPLP estão estáveis não havendo nenhum integrante que esteja em processo iminente ou futuro da eclusao de uma guerra civil.

Felino246
Felino246Felino246
Felino247
Felino247Felino247
Felino248
Felino248Felino248
Felino249
Felino249Felino249
Felino250
Felino250Felino250

Felino251
Felino251Felino251
Felino252
Felino252Felino252
Felino253
Felino253Felino253
Felino254
Felino254Felino254
Felino255
Felino255Felino255

RBM – Mas atuaria no caso de uma agressão externa?

Alte. Zuccaro – Isso teria quer ser avaliado pelo Conselho de Seguranca que delegaria a CPLP a responsabilidade da execução de uma atividade desse gênero. Contudo o foco da CPLP e apenas atuar em casos de Peacekeeping, Peacebuilding e Peacemaking sendo o que Peaceenforcement o tipo de operação mais intervencionista, nunca foi praticado pelo Brasil, não que isso não venha a ocorrer, mas acredito que são necessários fatores muito específicos para que o Brasil e o Ministério de Relações Exteriores apoie a Intervenção de modo tão direto.

Felino256
Felino256Felino256
Felino257
Felino257Felino257
Felino258
Felino258Felino258
Felino259
Felino259Felino259
Felino260
Felino260Felino260

Felino261
Felino261Felino261
Felino262
Felino262Felino262
Felino263
Felino263Felino263
Felino264
Felino264Felino264
Felino265
Felino265Felino265

RBM – Atualmente o Corpo de Fuzileiros está realizando uma revisão da sua doutrina, no que consiste essa revisão?

Alte. Zuccaro – Consiste na revisão do emprego da forca e na inclusão de operações de não guerra na doutrina, ou seja existem 4 tipos de atividades desempenhadas pelo CFN, Assalto, Incursão, Retirada e Demonstracao. Essa alteração visa adequar as atividades do CFN a termos mais atuais.

Felino266
Felino266Felino266
Felino267
Felino267Felino267
Felino268
Felino268Felino268
Felino269
Felino269Felino269
Felino270
Felino270Felino270

Felino271
Felino271Felino271
Felino272
Felino272Felino272
Felino273
Felino273Felino273
Felino274
Felino274Felino274
Felino275
Felino275Felino275

RBM – E quanto a meios quais tem sido as alterações da Forca Anfibia?

Alte. Zuccaro – primeiramente falo da modernização dos M113, que já estão sendo entregues. Depois da compra de novos modelos de veículos sobre rodas Piranha e dos foguetes Astros e da modernização dos CLANF`s, o que deve ocorrer em dois anos aproximadamente. Lembro ainda do PANTSIR, o sistema de defesa área, que será dividido entre o CFN e o Exercito. E se houver possibilidade ficaremos obviamente felizes com a aquisição de navios de propósitos múltiplos dentro do PEAMB ou do PAED.

Felino276
Felino276Felino276
Felino277
Felino277Felino277
Felino278
Felino278Felino278
Felino279
Felino279Felino279
Felino280
Felino280Felino280

Felino281
Felino281Felino281
Felino282
Felino282Felino282
Felino283
Felino283Felino283
Felino284
Felino284Felino284
Felino285
Felino285Felino285

O Desembarque

Na noite anterior ao desembarque fomos informados pela fonia do navio da rotina que se iniciaria as três da Manhã com o café corrido, ou seja, sem muito tempo para conversa entre os tripulantes. E as cinco da manha todos já deveria estar a seus postos preparando para o desembarque, que estava marcado para a hora seguinte.

Felino286
Felino286Felino286
Felino287
Felino287Felino287
Felino288
Felino288Felino288
Felino289
Felino289Felino289
Felino290
Felino290Felino290

Felino291
Felino291Felino291
Felino292
Felino292Felino292
Felino293
Felino293Felino293
Felino294
Felino294Felino294
Felino295
Felino295Felino295

Fomos ao rancho, e encontramos todo o ambiente inebriado pelo spray de sono que inundava a cabeça de todos pelo curto período de sono que nos foi dado, o balanço do navio havia cessado e logo foi possível entender que ele já estava fundeado. Iniciamos nosso café e cinco minutos depois já seguimos em direção ao tanque deque que estava com a porta de ré aberta e os motores a Diesel dos CLANF`s recheavam o lugar com o cheiro característico e o barulho quase ensurdecedor.

Felino296
Felino296Felino296
Felino297
Felino297Felino297

Conseguimos acompanha o embarque das tropas e as instruções finais, fomos aconselhados a não permanecer no local pelo perigo de algum acidente. Seguimos para a popinha, que fica localizada logo abaixo do convés de voo a ré do navio. De lá ouvimos as instruções do Comte. Eduardo para iniciar o desembarque e o primeiro CLANF saiu pela rampa e se jogou na agua como um bom nadador olímpico.

Acima no convoo o Alte. Zuccaro acompanhava todo o exercício de desembarque sem maiores problemas. Por motivos de segurança a Lancha de apoio do Alte. Saboia, Pacific, esteve acompanhando todo o desembarque dos CLANF`s. No horizonte já era possível observar os dois outros CLANF`s de apoio geral que vieram por terra.

Logo fomos orientados de que iramos desembarcar de helicóptero seguimos para o passadiço para cumprimentar o Comandante e realizar os devidos agradecimentos pelo acolhimento. Fomos para o convoo a ré onde o Super Puma SH-14, que havia chegado ao Navio no primeiro dia de viagem já nos aguardava para o embarque. Devido a existência de fortes ventos o Esquilo que estava no convoo avante não pode operar ate que tivesse uma margem segura, o que só ocorreu a tarde.

Decolamos e acompanhamos a chegada das tropas na praia, e do helicóptero. Ao aterrissamos na base de Itaoca, toda a estrutura já estava sendo preparada pelos próprios fuzileiros, como barracas e demais acomodações e um hospital de campanha.

Todo o exercício foi muito bem planejado e a tropa teve de realizar algumas atividades durante o dias que sucederam o desembarque como exercicios simulados de tratamento de doentes e resolução de controvérsias sem o uso da forca .

Conclusao

Todo o exercício foi produtivo como um todo, podemos comparar com o INCURSEX de 2006, notamos que o INCURSEX foi um pouco maior, embora seus objetivos fossem claramente diferentes e distintos, uma vez que o primeiro visava o treinamento da tropa como um todo e o segundo objetivava o treinamento do Estado Maior, que vem sendo trabalhado desde os primeiros exercícios conjuntos da CPLP.

 

 

 

Last Updated on Wednesday, 29 January 2014 19:00
 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.