Korvette K130: O cartão de visita da indústria naval alemã PDF Print E-mail
Written by Diego Vieira   
Thursday, 13 June 2013 16:20

 

No ano de 2004 a Marinha Alemã dava inicio a um projeto novo cujos principais pontos deveriam ser a versatilidade e pronta resposta, e assim foi dado inicio a construção da Korvette 130, ou k130 Braunschweig (Brunswick). Uma embarcação muito leve que apesar ser uma corveta desloca o mesmo que o Navio de Patrulha Oceânica APA, 1.800 toneladas.

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O comprimento de 89.12m pode dar impressão de um uma embarcão pequena com pouco poder de fogo, ou grandes velocidades, mas o objetivo da Korvette era simples ser um navio de patrulha de curtas distancias que não necessite permanecer docado por muito tempo para reparos.  Para atingir esse objetivo, foi disposto um motor a diesel MTU 20v1163TB93 que gera 14.8 MW de potencia e alcançar velocidades de 26 nós, 48 Km/h.

Pode parecer algo não muito extraordinário, mas se levarmos em consideração que navios do mesmo porte usualmente fazem uso de dois motores a Diesel para alcançar a mesma marca Korvette 130 se mostra um tanto quando interessante no ponto de vista técnico e operacional e claro logístico, uma vez que a utilização de apenas um motor lhe da uma autonomia de 7500 km, mil quilômetros a mais se comparado com o NaPaOc Amazonas.

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Essa característica de permanência no mar por um período maior de tempo permite o desenvolvimento de estratégias dissuasórias de longo prazo, uma vez que o inimigo em potencial não saberia exatamente qual a posição do navio dentro do raio de ação que lhe é permitido.

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O desenvolvimento da k130 começou em dezembro de 2003, quando o estaleiro Blohn+Voss deu inicio a construção da primeira e da quarta unidade, a segunda e quinta foi construída pelo estaleiro da Lursen e a terceira pelo Nordseewerke, todos pertencentes ao grupo Thyssen Krupp marine Systems, ou TKMS.

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A primeira unidade a ser concluída foi a FGS Braunschweig (f260) construída pelo estaleiro Blohn+Voss e foi incorporada em 2008, dois anos depois, porque foram feitas alterações no projeto original, incluindo dois motores de proa para melhora a manobrabilidade nos portos.  Contudo a imprensa alemã vem relatando que os atrasos com a K130 não são pontuais, e sim devido a uma série de problemas estruturais que apresenta o projeto da embarcação, como o sistema de ar condicionado, falhas mecânicas e a mais preocupante a falha no isolamento dos gases tóxicos gerados pela exaustão dos misseis.

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Contudo, o projeto da k130 é ambicioso porque e um dos primeiros navios alemães a apresentarem um design stealth, com sistemas de armas autônomo, capaz de responder a ameaças automaticamente, suporte a atividades litorâneas e o mais importante ser o centro de operações de uma forca multe nacional em alguma eventualidade.

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Os sistemas automatizados do navio são tão extensos que permitem que o mesmo seja capaz de operar com apenas 50 tripulantes, e para isso algumas tecnologias presentes na Type 124 foram integradas a K130, como uma vasta rede de comando e controle de armas e outros por software de computador.

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A K130 é equipada com o sensor de armas da Thales SEWACO, e com o Thales Mirador que prove constante vigilância eletro-óptica e controle de disparos, que inclui uma câmera infravermelha, um guia de alvos a laser. O MSSR 2000 I-Type da Cassidian, é o sistema responsável por identificar amigo ou inimigo, IFF. Em sistema de Comunicação o navio é equipado com o (SATCOM) da EADS que é capaz de operar em UHF, VHF, HF.

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A Joia da coroa da K130 e seu sistema de misseis, multiplicado por 4 da RBS 15 mk3 superfície-superfície, que foi desenvolvido pela SAAB Bofors Dynamics e pela Diehl BGT Defence que é capaz de acertar alvos em mar ou em terra. O míssil usa a banda Ku e possui alcance maior que 200km e velocidade subsônica mach.09 e com carga útil de 200kg de explosivos.  Para Completar a k130 possui duas células Raytheon/RAMSYS Rolling Airframe Missile mk49 que é um sistema guiado capaz de engajar contra aeronaves hostis e misseis que tenham como alvo o navio, para isso faz uso de um radar infravermelho ativo com alcance de 9.5km.

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O EADS TRS-3D é o sensor que equipa a k130, e ele opera na banda-C, sendo o radar multimodal de detecção e acompanhamento automático de alvos na superfície ou no ar, incluindo alvos de baixa velocidade, como pequenos barcos ou de alta velocidade como Misseis e Drones. Para navegação há o Raytheon Marine pathfinder St Mk2 que opera nas bandas E, F e I.

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Na popa do navio há um convés de voo capaz de acomodar um helicóptero de meio porte ou dois UAV`s com capacidade VTOL para reconhecimento e busca de alvos além do horizonte, porém em 2005 durante a construção dos navios, foi tomada a decisão de não instalar os sistemas de UAV`s no navio, embora em 2008 uma série de testes tenham sido conduzidos com o Schiebel Camcopter S-100 a bordo da FGS Braunschweig e FGS Magdeburg.

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Ainda que com problemas estruturais e pontuais, a K130 è um projeto que evolui e aprende com os erros do passado aprimorando o futuro. Um projeto que tem avanços significativos no emprego de materiais leves como alumínio ao invés do tradicional ferro, matérias cujo aplicação no mundo naval ainda são limitados ou estão sendo testados. A korvette 130 pode trazer muitos benefícios ao Brasil, especialmente se a TKMS for uma das vencedoras do PROSUPER, possibilitando o emprego de novas técnicas e tecnologias nos futuros navios do Brasil.

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Last Updated on Friday, 07 March 2014 22:18
 

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