Mistral de Braise: O NPM francês invade a Marambaia, de novo! PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Monday, 07 July 2014 23:54

 

Mistral de Braise: Visita de Navio de Propósitos Múltiplos francês faz parte da estratégia de engajamento da França com o Brasil

No dia 24 de abril o navio Mistral (L9013) da Marinha francesa chegou ao Rio de Janeiro em mais uma escala de sua volta ao redor do Atlântico (entre março e julho) para a Missão Jeanne d´Arc. Após cinco dias atracado na Praça Mauá para visitações e para o descanso da tripulação, da tropa embarcada e dos 155 oficiais-alunos de diferentes forças e de 18 nacionalidades diferentes o Mistral partiu da Cidade Maravilhosa na terça dia 29 de abril para dois dias de exercícios com os Fuzileiro Navais no interior da Baía de Sepetiba.

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Embalados pelo sucesso da indústria naval Francesa na venda de quatro submarinos diesel-elétricos e de um casco para o primeiro submarino de propulsão nuclear da Marinha do Brasilo governo francês claramente engajou a sua marinha para ampliar ainda mais a relação entre os dois países. Os franceses se beneficiaram do esfriamento no campo naval da forte relação existente entre o Brasil e os EUA e também do bloqueio do acesso aos portos brasileiros imposto aos navios da Royal Navy vindo ou voltando das Ilhas Falklands/Malvinas.

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Na marinha francesa a missão Jeanne d´Arc desde a aposentadoria do veterano navio de treinamento de aspirantes deste mesmo nome vem sido realizada pelos três muito maiores e mais modernos navios de propósitos múltiplos da classe Mistral. A fragata leve furtiva francesa La Fayette (F710), também está participando desta Missão Jeanne d´Arc com o Mistral. No Plano de Equipamento e de Articulação da Marinha do Brasil (PEAMB) constam o desejo de adquirirmos um total de quatro navios deste tipo mas a data para isso ocorrer ainda está mais para longe no horizonte. Segundo o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante Moura Neto, em entrevista dada a ALIDE no ano passado os NPM apenas seriam adquiridos após a compra de um novo Navio Desembarque Doca. No entanto não existem muitos navios deste tipo sendo ofertados no mercado global de navios militares usados o que pode vir gerar uma inversão no plano de aquisições.

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Diferentemente do que se passou o NPM Dixmude na missão Jeanne d´Arc de 2012, desta vez o navio francês veio ao Brasil com centenas de militares das 9ª Brigada de Infantaria Naval (9BIMa) tropas anfíbias do Exército Francês o que permitiu expandir marcadamente a escala do exercício conjunto entre os dois países. Participaram ainda militares e veículos Na Marinha Francesa existem Fuzileiros Navais, mas, eles são uma unidade relativamente pequena que é responsável principalmente com a segurança de bases navais e de portos em caso de conflito. Por sua vez as operações de desembarque anfíbio são de responsabilidade destas tropas anfíbias do Exército. Se Para o lado brasileiro esta operação ainda é chamada de “Passex Mistral” do lado francês ela é conhecida como “Mistral de Braise” (Mistral de Brasas, em português, em referência à cor da tintura retirada do Pau-Brasil) indicando já uma expectativa de perenização e de eventual expansão na sua escala. O único navio brasileiro que participou deste exercício foi a fragata União (F45).

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Logo após suspender às 0600 da quinta-feira com 100 militares brasileiros embarcados, o  navio francês manteve sua posição no meio da Baía da Guanabara com o emprego coordenados dos pods de propulsão e dos seus bow-thrusters para poder embarcar três Carros Lagarta Anfíbios dos Fuzileiros Navais (CLANFs) brasileiros. Esta é uma capacidade muito importante para aumentar a segurança do processo de embarque e desembarque de embarcações na doca do navio sendo ainda bem rara entre os navios militares ao redor do mundo.  As duas lanchas de desembarque (CTM – “Chaland de transport de matériel”) foram posicionadas uma atrás da outra do lado direito da doca do navio. No interior do navio Francês os três CLANFs ficaram estacionados no curto convés existente logo enfrente à doca.

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No convés garagem estavam devidamente apeados com correntes outros 60 de veículos militares franceses entre eles 3 blindados AMX-10RC, 18 Veículos Avançados Blindados (VAB), um Veículo Rápido de Engenharia, alguns Veículos Blindados Leves (VBL) e muitos caminhões de diversos modelos.

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A embarcação de desembarque maior dos franceses, o catamarã conhecido como EDA-R (ou como L-CAT na terminologia do fabricante) tinha sido desembarcada anteriormente para permitir o desembarque de tropas precursoras que haveriam de examinar a costa da península e da Ilha da Marambaia para determinar o melhor local para a realização dos desembarques nos dias seguintes. No entanto as condições das praias estavam tão assoreadas que nenhum desembarque com a EDA-R pode ser feita desta vez.

O cenário do exercício anfíbio

Logo após a partida do porto, um briefing com a presença de todos os comandantes das forças anfíbias brasileiras e francesas foi o primeiro passo para o preparo da operação conjunta. Numa apresentação muito gráfica os franceses mostraram passo a passo o que ocorreria naquela tarde e na manhã seguinte. Uma vez mais o exercício girou ao redor de uma missão de evacuação de não combatentes que precisavam ser extraídos de um país que cruzava um período de conturbação política severa. Esta atividade foi realizada pelos dois helicóptero SA-330 Pumas e pelos dois SA-341 Gazelle de escolta da Aviation Legere de Arme de Terre (Aviação Leve do Exército) embarcados no Mistral. Para pilotar e manter estes helicópteros a ALAT madou ao Mistral um total de 35 militares. Um único helicóptero naval AS-316 Alouette III da Esquadrilha 22S embarcado no Mistral é usado para efetuar resgate de tripulantes no mar em caso de acidentes ou como aeronave de ligação. Um UH-12 Esquilo, no entanto, estava embarcado na Fragata Niterói e outro Esquilo ficou em terra como back-up.  Diferentemente da última vez, nenhum helicóptero Super Puma ou Super Cougar da Marinha do Brasil participou do evento.

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Com o Mistral parado no interior da Baía da Marambaia às 16h ocorreu o desembarque dos CLANFs e dos helicópteros. Antes do fim do dia os “civis” foram evacuados para o Mistral e no meio da noite começou a fase seguinte que se estendeu por toda a manhã da quarta-feira. Aqui estava previsto o desembarque e a inserção na ilha de duas companhias, uma 100% brasileira e uma totalmente francesa, para tomarem as duas “bases dos insurgentes” que ficavam no centro da ilha, na área que fica de frente para a encosta sul da ilha. Para facilitar a “base” que seria atacada pela unidade brasileira era cuidada por insurgentes brasileiros e a outra por “insurgentes franceses” que eram na realidade pessoal de visita e inspeção do próprio Mistral. Eles surpreendentemente levavam um cachorro na coleira e vestiam uniformes totalmente desfigurados com um deles exibindo uma grande barba negra de aparência muito pouco militar.

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Encerrado o exercício os franceses foram retirados para o Mistral e os Fuzileiros navais brasileiros foram levados na EDCG até o porto de Mangaratiba para serem levados de ônibus de volta às suas unidades.

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A Missão quádrupla: Jeanne d´Arc 2014

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Nesta viagem os navios franceses operarão em cinco áreas que eles consideram muito importantes para sua segurança e para seu interesse internacional: Golfo da Guiné (Operação Corymbe), Costa da América do Sul, o reforço temporário das forças de soberania francesas no Caribe/Antilhas, exercícios de cooperação na costa leste da América do Norte e costa oeste do Atlântico norte entre o noroeste da França e os Açores. Os 210 militares do Exército Francês serão repatriados de avião após deixarem o Mistral nas Antilhas. Por sua vez os veículos serão devolvidos em um navio cargueiro civil.

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Diferente do que ocorria há quatro anos a missão dos Navios de Propósito Múltiplos franceses não é mais focada unicamente no treinamento dos aspirantes. Além disso, nesta viagem de longa duração o navio anfíbio e seu escolta realizarão três missões de cooperação militar internacional como foi esta “Mistral de Braise” e será em breve no Canadá a “Mistral de Erable” (Maple, a folha símbolo daquele país). O interesse francês se apóia bastante na questão comercial uma vez que não se pode esquecer que estes dois países estão em processo de selecionar e adquirir sua nova geração de navios de guerra. Adicionalmente o Mistral realizará ainda antes de retornar à Europa exercícios com a Marinha Americana na costa ao largo da Base Naval de Norfolk. O apoio às exportações navais francesas e à diplomacia naval também são definidos como parte das oportunidades inerentes a esta missão. E finalmente enquanto o navio estiver no mar ele é considerado um “meio pré-posicionado” pronto para ser empregado imediatamente caso eclodam ou se agravem novas crises militares ao redor do mundo.

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Last Updated on Wednesday, 09 July 2014 11:33
 

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