Tamandaré 200 anos: As visitas ilustres PDF Print E-mail
Written by Felipe Salles   
Tuesday, 25 March 2008 08:55

Tamandaré 200 anos: As visitas ilustres

A comemoração do bicentenário de nascimento do patrono da Marinha do Brasil, Almirante Tamandaré acabou se transformando na grande razão para que 12 navios de 10 marinhas amigas viesse até o Rio de Janeiro para prestigiar e homenagear o nosso país na figura da Marinha do Brasil. Venha conversar com estes visitantes junto com a ALIDE, venha saber o que está acontecendo com cada uma destas marinhas e o que se esconde no interior dos seus navios.

Almirante Tamandaré, o Patrono da Marinha do Brasil

Joaquim Marques Lisboa nasceu em 13 de dezembro de 1807 na então Província do Rio Grande do Sul. Entrou na Marinha aos 16 anos como voluntário e em 66 anos, 10 meses e 16 dias fez uma carreira exemplar que o levou aos postos mais alto daquela Força. Pela relevância de sua contribuição ele foi nomeado, por Dom Pedro II, Barão de Tamandaré em 14 de março de 1860. Posteriormente, ele viraria Visconde, em seguida Conde e no final Marquês de Tamandaré. Por toda essa brilhante carreira e especialmente por seu papel decisivo e de liderança na vitória sobre os exércitos do ditador Solano Lopez na Guerra do Paraguai entre 1864 e 1870 foi por isso escolhido como o patrono da Marinha do Brasil.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
Joaquim Marques Lisboa o Almirante TamandaréNavio aérodromo São Paulo, o maior navio da Marinha do BrasilNAe São Paulo com o Cisne BrancoO veleiro Cisne Branco com o NNS Aradu da Nigéria ao fundo
 

No ano em que se comemora os duzentos anos de seu nascimento, a Marinha resolveu homenageá-lo com um evento internacional de grande porte. Um ano antes da data prevista foram despachados os convites para todas as marinhas amigas, uma vez que a alocação de meios das esquadras é algo planejado com grande antecedência. No Dia da Pátria ocorreu Desfile Naval do 7 de setembro onde os navios visitantes acompanhados de navios da Marinha do Brasil desfilaram desde a Praia do Recreio até entrarem na Baía da Guanabara. O desfile durou várias horas para o deleito dos banhistas numa manhã perfeita de sol no feriadão. No dia seguinte todos os jornais exibiam fotos dos navios e da população encantada com sua passagem. Ao entrar na baía os navios encontraram o Navio Aeródromo São Paulo fundeado em frente ao Aeroporto Santos Dumont e imediatamente tomaram suas posições formando três filas laterais de navios, os maiores dispostos ao findo e os veleiros colombiano e português mais a frente. No dia seguinte O Navio Veleiro Cisne Branco com o Vice Presidente, José Alencar, e o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, a bordo partiu do cais do Primeiro Distrito Naval levando junto os três comandantes das Forças Armadas Brasileiras, políticos e convidados das marinhas amigas. O Cisne Branco levou as autoridades para passarem defronte de cada um dos navios da Parada Naval, sempre com seus tripulantes perfilados no convés.

A Marinha Sul-Africana

Dentro do agressivo programa de “exibição da bandeira” e de participação em exercícios internacionais que norteiam as atividades recentes da Marinha Sul-Africana veio ao Brasil a quarta e última das novas fragatas MEKO, a SAS Mendi. Este navio é muito novo, tendo sido comissionado no dia 17 de setembro de 2004 o navio já se encontra plenamente operacional e esta viagem ao Atlântico ocidental é sua primeiro desdobramento de porte. Para esta missão, excepcionalmente a Mendi carregou 143 tripulantes, um número bem maior do que os 110 militares, normalmente, necessários para tripulá-la. Com a adição do destacamento aéreo embarcado e de destacamento de tropas especiais como os nossos GruMeC o total deve alcançar 139 tripulantes. A viagem através do Atlântico durou exatamente dez dias, o navio tendo deixado sua base em Simonstown [GE: 34°11'11.28"S 18°26'25.98"E] no dia 25 de agosto.

O veleiro Cisne Branco com o NNS Aradu da Nigéria ao fundoO navio mais avançado dos eventos a SAS MendiA entrada na Meko se dá pelo convôo amplo a réO  canhão 76mm Oto Melara de proa

No seu retorno, o SAS Mendi seguiu para Gana, país da costa leste da África, porém localizado mais perto da linha do Equador, antes de voltar à África do Sul.  O navio visitou os dois maiores portos do país, Tema, próximo da capital Accra no leste e Takoradi-Sekondi, no extremo oeste da costa daquele país. Ao voltar para Simonstown o SAS Mendi será docado para realizar um período curto de manutenção pré-agendada. Para cerca de 70% da tripulação do navio esta terá sido a sua primeira vez fora da África do Sul.

Segundo seu comandante, o CF Schutte a South African Navy está muito satisfeita com as fragatas da classe Valour, existindo assim, em andamento, uma avaliação política sobre a possível aquisição de mais dois navios desta classe, atualmente previstos como “opção de compra” no contrato original assinado com os projetistas alemães do navio, o estaleiro Blohm + Voss.

Vista frontal do passadiçoCanhão duplo 35mm LIW 35DPG, posicionado sobre o hangarClose do alto do mastro da  Meko A200SAN2x laçadores quadruplos de Exocet MM40

O último sistema de combate a ser implementado nestes navios, só foi entregue recentemente, são quatro novíssimos  Super Lynx 300 adquiridos e operados, pela South African Air Force para uso exclusivamente a bordo. O Destacamento Aéreo Embarcado previsto para um helicóptero destes será de dois pilotos e cinco tripulantes técnicos. No ano que vem, durante a próxima Atlasur a ser realizado na África do Sul, estas aeronaves já estarão plenamente operacionais. A operação de aeronaves navais pela SAAF não é novidade, na época das três fragatas da “President-Class”, seus helicópteros Westland Wasp eram da Força Aérea. O comandante do Mendi colocou o tema em perspectiva objetivamente: “ Temos que nos focar em um único objetivo, neste momento, Não há como justificar a criação de uma Aviação Naval com apenas quatro helicópteros, e, sem dúvida, a retomada deste tipo de operação será ‘muito interessante'.”

Lancha de múltiplo empregoInterior da proa Vista do Hangar desde o mezzaninoVista parcial do COC do navio sulafricano

O CF Schutte, oriundo da frota de navios caça-minas da South African Navy, disse com um sorriso que era “um imenso prazer poder realizar a primeira visita ao exterior do seu navio justamente para o Rio de Janeiro, uma cidade vibrante e linda”. O CF Shutte foi, durante dois anos, o imediato do grupo que acompanhou a construção deste navio na Alemanha.

Vista parcial do COC do navio sulafricanoCentro de Controle de Máquinas totalmente digitalizadoTela do ssistema de automação do CCMComandante da Mendi

Ele também comentou que, “a história recente da Marinha da África do Sul foi extremamente dura para todos seus membros, desde os anos de embargo durante o período final do Apartheid, até o duro ‘downsizing', em que as três forças foram combinadas dentro de uma única organização, após o processo de redemocratização do país. Neste momento é claro que estamos saindo do fosso”.  Ele continuou: “Hoje em dia, no mundo existem poucas marinhas estão se expandindo como a nossa, mas é preciso lembrar que nós, nestas últimas décadas, encolhemos bem além do ideal. Para a Marinha da África do Sul, receber, e ao mesmo tempo, aprender a operá-los é obviamente um esforço dos mais exigentes”.

refeitório dos PraçasCamarote de PraçasEnfermaria

A SAS Amatola, primeiro navio desta classe, retornou no dia 25 de agosto do Reino Unido onde tomou parte de um Basic Operational Sea Training – BOST – um programa administrado pelo Flag Officer Sea Training (FOST) a unidade de treinamento no mar da Royal Navy. O BOST é um programa muito exigente, com cinco semanas de duração, onde a tripulação do navio é levada ao seu limite. No ano passado foi a vez da SAS Isandlwana participar do exercício Atlasur no Uruguai e em seguida visitar Buenos Aires e Valparaíso no Chile, antes de retornar ao seu País. A Marinha da África do Sul, sem dúvida tem todo o apoio para ir cada vez mais longe, já tendo visitado com seus navios novos, a Índia, o Paquistão e até mesmo a China.

EnfermariaMaterial para Controle de Avarias - CAVCozinhaPopa da Mendi, mostrando a saída do waterjet e a grelha circular de saida dos gases dos motores logo acima.

Em qualquer porto que se encontrem suas fragatas, que curiosamente são identificadas como “corvetas”, a despeito de seu deslocamento de mais de 3500 toneladas, MEKO A-200 SAN da Marinha da África do Sul, tem a total garantia de chamarem a atenção de todos. Suas linhas simplificadas, que seguindo o conceito “stealth” reduzem sensivelmente a refletividade das ondas eletromagnéticas dos radares, acabam por produzir um resultado estético muito positivo.  Segundo o comandante do navio, para despistar os sensores eletromagnéticos hostis e para garantir a sua segurança durante a navegação nas rotas comerciais, o SAS Mendi conta com refletores removíveis de radar para aumentar sua chance de ser identificado em tempos de paz. A escolha de um sistema propulsivo moderno com waterjet, torna o navio sul-africano extremamente manobrável, inclusive permitindo que ele possa passar de sua velocidade máxima, à imobilidade em apenas 180 metros, ou seja, apenas 1,5 vezes o comprimento total do navio.

A proa é pintada de preto para não destacar a sujeira do escape dos motoresBelas linhas, design limpoBelas linhas, design limpoDurante o Desfile Naval

Em termos geopolíticos a África do Sul vem se envolvendo, cada dia mais, na preservação da paz no seu continente. Para tanto novos projetos de aquisição militar estão em andamento para apoiar e alavancar estas missões de manutenção da paz. Na máxima prioridade do Comando da Marinha, hoje em dia, está a compra de novos navios anfíbios que possam apoiar as tropas sul-africanas envolvidas em missões humanitárias e de manutenção da paz. “Nosso foco é na África, apoiando o processo que já se vem chamando de ‘Renascimento Africano'.” O sucesso do formato discreto desta classe foi evidenciado claramente logo nos testes de aceitação da Mendi, quando, ao retornar de uma prova de mar, o navio chamou a estação dos práticos que absolutamente não conseguiram reconhecer o navio, que chegava ao porto alemão de Willemshaven, na sua tela da repetidora de radar. Segundo a South African Navy, as fragatas Valour-class apresentam um eco radar de menor intensidade do que o das pequenas lanchas missileiras de 450 toneladas, chamadas de “Strikecrafts”, usadas anteriormente por aquela marinha.

Armada de México

Faz muito tempo que um navio da Armada do México , à exceção do veleiro Cuauhtémoc, passa pelo Rio de Janeiro. Para esta ocasião festiva, o “embaixador” mexicano foi o Navio Patrulha Oceânico - NaPaOc - ARM Oaxaca PO-161. Este navio é o primeiro navio da classe de mesmo nome e foi projetado e construído no México pelo Estaleiro Número 20 da Marinha, localizado na cidade de Salina Cruz, na costa do Pacífico no estado de Oaxaca [GE: 16°10'5.60"N  95°12'16.63"W]. O outro navio desta classe, foi chamado de Califórnia, PO-162.

O BAM Oaxaca no mardetalhes da proaA superestrutura é bem avançada em  direção à proaO Comandante do Oaxaca, Capitán de Fragata Adrian Valle Gonzales

O objetivo desta classe foi proceder uma revolução conceitual, e ao mesmo tempo dinamizar a indústria local, produzindo um novo tipo de navio que atendesse às necessidades de patrulha até o limite das 200 milhas marítimas do México. Sua quilha foi batida em de 17 de dezembro de e foi lançado ao mar em 1° de maio de 2003, sendo comissionado em 2006. 

A Praça d'ArmasA mesa posta na Praça D'ArmasO Camarote de NavegaçãoA mesa posta na Praça D'Armas

O Oaxaca mede 86 metros de comprimento, 10.5 metros boca, 3.6 metros de calado, tendo um deslocamento padrão de 1,680 toneladas alcançando uma velocidade de 20 nós. O navio pode levar entre tripulação e convidados um total de 114 pessoas. Como os mexicanos desejam exportar este modelo para outras marinhas, eles o classificaram segundo as normas internacionais pelo ABS - American Bureau of Shipping. Um helicóptero francês Eurocopter Panther AS-565MB, versão militar naval do Dauphin, se soma a uma lancha interceptora rápida com 11 metros de comprimento, que desenvolve velocidades de até 50 nós, para compor o tripé “navio-helicóptero-lancha interceptora rápida”, o que permite ampliar o raio de vigilância e de interceptação nos mares mexicanos.

Camarote de oficiaisPassadiçoSistemas de navegação modernosSistemas do Passadiço
close do comandos do PassadiçoConsole de máquinas do PassadiçoControles do holofotePainel do sistema estabilizado de visão noturna com infravermelho e para vigilância AMIRIS

Operacionalmente o Oaxaca fica baseado em Coatzacoalcos, no estado de Veracruz na costa do Golfo do México [GE: 18° 7'30.15"N  94°25'9.30"W]. Sua principal área de atenção é a grande área de produção de petróleo de Campeche localizada cerca de 200 milhas náuticas a nordeste de sua base. O navio tem uma autonomia projetada de 40 dias, sem que seja necessário seu retorno ao porto. Em 2006 foi realizado um teste de longa duração, onde o Oaxaca ficou um total de 30 dias no mar, em patrulha, sem apresentar qualquer problema. As patrulhas normais realizadas pela Armada do México, no entanto, normalmente estão limitadas a apenas dez dias de mar de cada vez. Um projeto de alta disponibilidade o Oaxaca passou um total de 140 dias no mar no ano passado.

Navegação GPS  com cartas eletônicasCorredor do convés principalCOC do navio - Controle das metralhadoras automáticas laterais de .50COC do navio - Controle das metralhadoras automáticas laterais de .50
Repetidora dos sistema de navegaçãoSistemas do COCSistemas do COCSistemas do COC

A construção de navios militares no México se iniciou com um programa de fabricação de corvetas de projeto espanhol, a classe Holzinger com quatro unidades. Em seguida foram desenvolvidos localmente e fabricados os três navios da classe Sierra e os quatro patrulheiros da classe Durango. Além dos dois classe Oaxaca em operação, a Armada anunciou ter planos para adquirir mais seis navios destes,  num ritmo de dois navios a cada três anos.

Metralhadora automatica 0.5 polegadas Detalhes do reparo automático das .50reparo automático de 0.5 polegadasCanhão de ré de 25mm
Canhão de ré de 25mmCanhão de ré de 25mmPlaca comemorativa do lançamento do navioLancha interceptadora

No México não existe uma Guarda Costeira, assim as funções mais policiais no mar acabam sendo cumpridas diretamente pela Marinha daquele país. Na sua região de atuação os principais problemas são o trafico ilegal de drogas, armas e de imigrantes/emigrantes ilegais, ou melhor, os “indocumentados”, como são chamados no México. A Armada também combate a pesca ilegal, protege as instalações estratégicas – leia-se “petroleiras” – e realiza as missões de resgate no mar. Nas suas missões durante os primeiros sete meses de 2006, o Oaxaca junto os demais patrulheiros da Armada, o México apreenderam 7.911 quilos de cocaína, 11.154 kg de maconha, além de efetuar a prisão de 57 estrangeiros com a captura de 20 embarcações, 29 equipamentos de rádio, 14.575 litros de gasolina e 35 motores de popa entre outros itens.

Lancha interceptadorainterior da lancha para 11 soldados equipadosPorta da doca para saida da lanchaPorta da doca para saida da lancha
Guincho para puxar a lancha para a doca internaProa da lancha interceptora dentro da docaPopa da lancha interceptadoracorredor com os equipamentos de CAV a mostra

A “Dotación de Helicóptero”, como os mexicanos chamam o Destacamento Aéreo Embarcado do navio é composto de um piloto, um co-piloto e dois mecânicos. Na marinha do México existem apenas duas células deste helicóptero, um para cada um dos partrulheiros da classe Oaxaca. O 1° Escuadrón de Helicópteros Embarcados, é localizado na cidade de Tampico, mas operam desdobradod desde Cánticas, no estado de Vera Cruz [GE 18° 6'8.98"N  94°34'46.10"W],  que funciona como base avançada para os Panther.  O armamento normal do Panther consiste em: uma metralhadora .50, instalada do lado de fora da porta traseira esquerda, sobre um suporte móvel. Além disso, geralmente vão abordo um franco-atirador e um mergulhador de combate. Os AS-565MB operam tanto de dia como de noite e contam com o arpão instalado sob a fuselagem, semelhante aquele usado nos Super Lynx da Marinha do Brasil.

Lancha RHIB para multiplas finalidades, atenção à cabine fechadaSino e placa comemorativa da aceitação do Oaxaca pala Armada de MexicoVista do Hangar e do equipamento de auxilio ao pouso do helicópteroHelicóptero AS-565MB spotado no convôo visto de dentro do hangar
HelicópteroPanther AS-565MB com as pás recolhidasVista frontal do AS-565MBVista traseira do AS-565MBVista traseira do AS-565MB

Os helicópteros MBB Bo-105 também equipam este esquadrão, substituem os Panther quando porventura eles estejam indisponíveis. Devido ao aumento do tamanho do tanque de combustível de helicóptero nos novos navios patrulheiros da nova classe, os Panther podem realizar até 100 horas de vôo embarcado antes que o navio tenha que retornar ao porto. As demais armas do Oaxaca são um canhão OTO Melara de 76mm na proa, duas metralhadoras de meia polegada – .50” – e uma metralhadora automática de 25 mm. Em algumas ocasiões, geralmente na patrulha do gigantesco campo petroleiro de Cantarell, localizado no fundo da Baía de Campeche,  o navio parte para o mar armado também com lançadores de míssil anti-aéreo de curto alcance russos SA-18 ‘Iglá'. O helicóptero e as demais armas são controladas desde um pequeno CIC – Centro de Informações de Combate – dentro do navio.

Torreta FLIR do helicópteroCocar da Armada de Méxicoroupa de CAVpainel do Panther
painel do Panthercontroles de vôocontroles de vôocontroles de vôo

Normalmente a missão de patrulha se inicia com o Panther fazendo um vôo de esclarecimento bem adiante e ao lado da derrota do navio patrulha, uma vez identificado um barco ou lancha suspeitos, o próprio helicóptero via alto falante interroga o suspeito e o obriga a parar. Em seguida, o Oaxaca lança a sua lancha de alta velocidade com um grupo de Vistoria e Inspeção/Grupo de Presa para que o navio suspeito seja apreendido ou liberado após a visitação. A lancha de interceptação é toda feita em alumínio reforçado, sua cabine é fechada, com vidros à prova de bala e ar-condicionado, sendo impulsionada por dois potentes waterjets, e  atingindo uma velocidade máxima de 50 nós. Ela fica armazenada num “hangar” próprio, localizado à ré, logo abaixo do convôo. Uma porta na popa se abre e com o navio patrulha se movimentando adiante à velocidade de oito nós, o cabo de aço que segura a proa da lancha vai sendo liberado até que a lancha esteja totalmente independente sobre o mar. A bordo vão um piloto, um copiloto e um encarregado de comunicações, além obviamente de uma “Fuerza de Reacción Rápida” composta por quatro fuzileiros navais armados com rifles automáticos Heckler & Koch G3 e pistolas.

Interior da Cabine do Panther e metralhadora .50Metralhadora .50 na posição Metralhadora .50 na posição Detalhes da .50 do helicóptero

Para vir de sua base até o Rio, onde chegou no dia 4 de setembro, o navio mexicano com seus 101 tripulantes, cruzou 5,500 milhas náuticas, com uma única parada no porto de Belém, no Pará, para reabastecimento. A pernada de retorno foi idêntica ao caminho tomado na vinda. A constituição mexicana em vigor não permite que seus navios militares operem fora das águas territoriais do país em situação de conflito, nem mesmo para operações de manutenção/imposição da paz, sob mandados da UNU. Este fator específico, faz com que a presença de navios de guerra mexicanos em outras nações acabe sendo, lamentavelmente, uma raridade.

La Armada de la Republica Argentina

Nesta ocasião os argentinos vieram com uma das suas seis modernas corvetas MEKO 140, a ARA Espora, “41”. Esta classe é uma velha conhecida dos leitores de Alide e unicamente por falta de tempo, não foi possível agendarmos uma visita a bordo dela, nesta ocasião. Para conhecer de perto a Armada de la República Argentina, e também esta classe de navio, visite a nossa matéria sobre ao Exercício Fraterno realizado no ano passado. http://www.alide.com.br /artigos/fraterno06/index.htm

ARA Espora no desfile nnavalPartindo para o DesfileARA Espora vista aéreaARA Espora vista aérea

 

Marinha da Colômbia

No meio de sua missão de instrução, o veleiro da Armada da Colômbia (ARC) Glória se juntou ao Sagres e ao Cisne Branco para dar cores vivas, uma  faceta poética e nostálgica à uma festa cheia de navios cinzas. Este navio é um veleiro do tipo Bergantín Barca, com um comprimento de 67 metros, boca de 10.6 metros, um deslocamento de 1.300 toneladas e conta com uma tripulação de 10 oficiais, 37 suboficiais, 70 alunos, 3 fuzileiros navais e 10 civis.

Tamandaré compreenderia bem o GlóriaO Glória no Desfile NavalAs cores da Colombia bem representadasUm classico!

O contrato de aquisição do novo veleiro foi assinado em 6 de Outubro de 1966 com a Sociedad de Construcción Naval Española sediada na cidade de Bilbao, os trabalhos se iniciando em Abril de 1967. No dia 7 de Setembro de 1968 às 17:30 horas o navio foi aceito oficialmente pela Armada de Colômbia, com sua bandeira sendo erguida nesta ocasião, pela primeira vez, neste navio.

O Navio partiu no seu 39° cruzeiro em 2007. Partindo de Cartagena na costa do Caribe o navio passou por Corpus Christi, Charleston, Baltimore nos EUA e Quebec, no Canadá. Em seguida, rumou para o sul, novamente, passando por Newport, nos EUA, San Juan em Porto Rico parando então em dois portos colombianos, San Andrés e Cartagena, antes de seguir viagem para Fortaleza e para o Rio de Janeiro. Depois das festividades, o navio seguiu para Buenos Aires e, retornando, passará por Salvador e Martinica , nas Antilhas Francesas; e Aruba nas Antilhas Holandesas antes de chegar ao fim da viagem em Cartagena. Na popa do navio uma gigantesca bandeira da Colômbia espalhava o azul escuro, o amarelo e o vermelho contra o céu azul da Guanabara. Coube aos três veleiros a tarefa de fechar o desfile naval na sexta evocando hiostórias de aventureiros que se arriscavam nos mares bravios e incertos em navios com casco e mastros de madeira. O Velho Almirante Tamandaré sem duvida se sentirias muito mais a vontade nestes passadiços cheios de cordas do que nas modernas escoltas lança mísseis. Feliz Aniversario Almirante! 

 

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Last Updated on Sunday, 09 May 2010 21:08
 

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