Por dentro do U-995 PDF Print E-mail
Written by Léo Melo   
Tuesday, 25 March 2008 09:09

 

 Texto: Léo Melo

Por dentro do U-995

“A Marinha é a flor e a nata das forças armadas. A Força de Submarinos é a flor e a nata da Marinha”. Com estas palavras o Almirante Karl Döenitz recebeu um jovem cadete na Escola Naval alemã em Kiel, em 1934. O cadete Otto Kretschmer (1912-1998) tornar-se-ia o mais bem sucedido comandante de submarinos da II Guerra com um recorde impressionante: 46 navios afundados num total de 273.043 toneladas.

Passe o mouse sobre as fotos e veja as legendas.
O U-995 visto da torre do MemorialVista lateral ao sopé do MemorialVisão frontal da proa do U-boatnsígnia do submarino

A força de submarinos alemã granjeou fama na I Guerra mundial, quando os submarinos alemães quase cortaram as linhas de comunicações dos aliados, feito que quase foi atingido também na II Guerra.

Com o fim da I Guerra, os aliados impuseram aos alemães uma série de restrições no que dizia respeito ao militarismo. Mas essas proibições, claro, foram burladas pelos alemães antes mesmo da ascensão de Hitler ao poder, através do auxílio a outros países em seus próprios projetos.

No inícío da II Guerra, a Força de Submarinos Alemã executou um projeto pessoal do Almirante Dönitz: Um ataque a ultra protegida base inglesa de Scapa Flow sede esquadra inglesa. O local, além de ser de difícil navegação, tinha uma série de obstáculos artificiais, mas isso não impediu o Tenente-Comandante Ghunter Prien de penetrar na base e afundar o couraçado Royal Oak, em outubro de 1939, com a perda de 833 homens.

Detalhe da vela com o armamento AA.Vista de proa do u-boat com a torre do Memorial ao fundo.Vista lateral do proa. Observar os dois tons de cinza.Detalhe do leme de profundidade.

Os submarinos alemães foram responsáveis por 70% das perdas navais aliadas, e grande parte deste sucesso deve-se aos avanços tecnológicos alcançados pelos engenheiros alemães, (além da capacidade das tripulações) o que fez com que ao final da guerra, os vencedores do conflito, procurassem capturar engenheiros e equipamentos, sem contar os submarinos em si que, sob ordens entregaram-se em algum porto aliado. Entre estes, alguns submarinos Tipo XXI , um dos últimos modelos desenvolvido pela engenharia alemã, e que alcançava 18 nós submerso, o que para a época foi uma façanha notável.

Na entrada à visitação, um diagrama mostra o interior do submarino e seus compartimentos.A foto mostra o hélice, eixo e leme de direção.Detalhe do eixoSala de comando. Observar o periscópio.

O U-995 é umTipo VII C/41, variante do Tipo VIIC que foi  o modelo padrão dos alemães na guerra. O Tipo VIIC/41, também é chamado de “versão atlântica” pois tinha um alcance maior em comparação com seus antecessores.

Foi comissionado em 16 de setembro de 1943. Durante sua vida operacional, o U-995 fez 9 patrulhas, no período de 1 de junho de 1944 até 8 de maio de 1945, data da capitulação alemã. Teve apenas dois comandantes: Kptlt. Walter Köhntopp e Hans-Georg Hess , este ultimo, agraciado com a Ritterkreuz(Cruz de Cavaleiro) e que ainda vive perto de Hamburgo.

Sala de torpedos de vanteSala de torpedo de vante, lado oposto.Detalhe dos hélices do torpedoTubos de proa

Em 1948 o submarino foi entregue pelos ingleses, que o haviam capturado à marinha norueguesa que o rebatizou de Kaura,, servindo até 1965, quando a marinha norueguesa o retirou do serviço ativo. Os noruegueses o ofereceram então ao governo alemão pela quantia de 1 DM(Marco Alemão) que recusou!

Felizmente a Liga da Marinha Alemã pagou o preço e providenciou o translado do submarino para Laboe, cidade a poucos kilômetros de Kiel e em outubro de 1971 o submarino foi colocado em frente ao Memorial dos Marinheiros Alemães, onde foi aberto à visitação pública.

Sala de rádioMesa de navegaçãoDetalhe da sala de comandoSala de rádio

O museu fica aberto diariamente da 09:00 ás 18:00 hs no verão e de 10:00 ás 17:00 hs no inverno.

O Memorial dos Marinheiros Alemães

Em frente ao U-995, está localizado o Memorial dos Marinheiros Alemães. A idéia da construção do memorial foi do suboficial Willhelm Lammertz, ex- presidente da Liga da Marinha Alemã. A idéia era reverenciar a memória dos que perderam a vida no mar.

Detalhe da sala de comando, lado opostoOs motores diesel da embarcação.Motor de estibordoDetalhe do motor diesel.  Observar o telégrafo de máquina.

O projeto foi iniciado em 1925 e em 1927 foi lançada a pedra fundamental. A construção terminou em 1936.

A arquitetura é impressionante. Uma torre de 85 metros, assistida por dois elevadores internos permite uma visão maravilhosa da baía de Kiel. A torre tem o formato de uma vela. Logo na entrada, um dos hélices do Prinz Eugen, navio que os americanos usaram no teste nuclear em Bikini.

Detalhe da sala de comandoAcumuladores das baterias.Sala de torpedos de ré.Cozinha

Na base da torre, está localizado o Hall de Honra. O nome dos marinheiros alemães mortos em ação estão registrados num livro que pode ser visto pelos visitantes.

No subterrâneo do monumento, logo abaixo da torre, há o Hall da Celebração com uma homenagem aos marinheiros mortos na I Guerra Mundial.

Cidade de Laboe, vista do alto da torre do memorial.Hélice do Prinz EugenO mural com a silueta de diversos navios. São os navios alemães afundados em ambas as guerras mundiais.
Maquete do Prinz Eugen.Maquete do Encouraçado Kaiser Guilherme.Dois caça minas da I GuerraMaquete do Wilhelm Gustloff. O navio foi afundado por um submarino soviético em 30 de janeiro de 1945. mais de 10.000 pessoas morreram afogadas no Mar Báltico.

Nos fundos do Memorial, há um grande salão com maquetes de navios da Marinha Alemã, em escala grande e muito bem feitas.

E há também uma loja, onde vários objetos podem ser adquiridos. De pôsters à bonés.

 

 

 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2018 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.