Depois de adiado, rodízio de 130 militares é executado PDF Print E-mail
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Thursday, 21 January 2010 13:38

 

Uma equipe com 130 militares brasileiros, além de integrantes do Exército paraguaio, embarcou ontem para a capital do Haiti, Porto Príncipe.

O Boeing KC-137, da Força Aérea Brasileira (FAB), partiu da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, levando, ainda, dois médicos brasileiros para reforçar a ajuda humanitária às vítimas do terremoto que atingiu o país da América Central na semana passada.

De acordo com o Comando do Exército, o envio dos militares faz parte do cronograma de rodízios dos integrantes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

As tropas permanecem no país por um período de seis meses.

Depois desse período, são substituídas por um novo contingente.

Ainda segundo o Exército, o grupo que deixou o Brasil já havia embarcado rumo ao Haiti no dia do terremoto, mas não conseguiu pousar e precisou retornar.

– Vamos ficar aqui o tempo que for necessário porque agora temos mais motivos para estar neste lugar – afirmou o comandante do batalhão brasileiro da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah), o coronel João Batista Bernardes.

O Brasil mantém mais de 1.200 homens no Haiti, sob o comando do general Floriano Peixoto, máximo chefe militar da Minustah, para garantir a segurança no país caribenho.

A base General Bacellar, próxima ao aeroporto de Porto Príncipe, é o centro neuvrálgico das atividades da tropa brasileira, que perdeu 18 homens no terremoto da semana passada. Nessa base também estão as tropas do Nepal, Chile e Equador, e todos convivem sem incidentes, embora o número de brasileiros seja visivelmente maior.

É desta base que partem as patrulhas brasileira com os capacetes azuis da ONU e os grupos de Engenharia do Exército para limpar as ruas dos escombros e remover os feridos e os corpos.

Em meio ao desespero dos habitantes, nas portas da base formam-se filas de centenas de haitianos em busca de uma oportunidade de trabalho, mesmo que por apenas um dia.

Muitos já trabalharam na base e agora esperam poder limpar os jardins ou as barracas em troca de água e alimentos básicos.

Nas ruínas da Casa Azul, a subunidade na qual dez militares brasileiros morreram soterrados, vários jovens tentam retirar pedaços de metal para vender, mas, ao perceberem a aproximação do comboio fortemente armado, se dispersam rapidamente.

 Fonte: Jornal do Brasil

 

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