Brasil quer Zelaya de volta à política PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 16 February 2010 00:00

Retorno foi defendido por Celso Amorim depois de reunião com líderes da UE em Madri

 

Após se encontrar com altos representantes dos 27 países da União Europeia em Madri, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que o “mais importante no processo de reconciliação” com Honduras é criar condições para que o ex-presidente Manuel Zelaya possa retornar ao país e à vida política. Diante da indefinição sobre o reconhecimento do governo do presidente eleito, Porfirio Lobo, Amorim manteve a posição de que o Brasil “reconhece Estados e não governos” — e que o Brasil nunca rompeu relações com o país. A representação brasileira em Tegucigalpa, no entanto, segue sem embaixador por tempo indeterminado. Além de Honduras, o chanceler tratou com os representantes da UE sobre a reconstrução do Haiti(1), o programa nuclear do Irã e a retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre o bloco europeu e o Mercosul.

“Para nós, talvez o mais importante desse processo de reconciliação seja criar condições para que o ex-presidente Zelaya, que era o presidente legítimo até o dia 27 (de junho de 2009), possa também voltar a participar da vida política de Honduras”, afirmou o ministro. “Mas seguiremos vendo o que acontece”, completou. Ele lembrou que um encarregado de negócios tem tocado os serviços administrativos e consulares da embaixada brasileira naquele país. O embaixador Brian Michael Fraser Neele, que estava de férias no Brasil em junho passado, quando Zelaya foi deposto, não retornou ao posto desde então, por ordem do Itamaraty.

Na última semana, Amorim afirmou que o Brasil vai esperar para ver se Lobo, que tomou posse no último dia 27, consegue levar o país para uma “autêntica reconciliação nacional”. “O tempo que passou não foi suficiente para nós constatarmos que essa evolução ocorreu”, explicou. Zelaya segue na República Dominicana, para onde foi mandado após obter um salvo-conduto.

Comércio

Um dos principais assuntos que foram tratados entre o chanceler brasileiro e os representantes europeus foi a possibilidade de fechar um acordo de livre comércio com o Mercosul na VI Cúpula América Latina e Caribe-União Europeia, que ocorre em 18 de maio, também em Madri. Diante do ministro de Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, e da alta representante de Política Exterior europeia, Catherine Asthon, Amorim disse acreditar ser possível cumprir o prazo. “Não sei se será o acordo final, mas acredito que podemos desenvolver um que possa ser fechado”, declarou.

Ele, entretanto, lembrou que a negociação pode ser complexa, já que os países do Mercosul têm como forte a agricultura, o que é um “tema delicado para a União Europeia”. Antes da reunião, Moratinos disse que existe, das duas partes, o desejo de um “acordo ambicioso”. “Houve uma mudança de atitude por parte de Argentina, Brasil e de outros membros do Mercosul, de não mais vincular a rodada Doha a possíveis avanços no acordo bilateral com a UE.” Um projeto de tratado vem sendo discutido desde 2000, mas ficou parado pela vinculação com o fechamento do acordo de Doha.

1 - Mais 130 militares
O Exército Brasileiro enviou ontem ao Haiti mais 130 militares para reforçar o contingente da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do país (Minustah). No domingo, já haviam embarcado 130 homens do primeiro escalão, e, até 1º de março, a expectativa é de que todo o 2º Batalhão, com cerca de 800 homens, chegue ao país devastado por um terremoto. O comandante do batalhão, coronel Luciano Puchalski, disse à Agência Brasil que o envio do reforço tem sido feito aos poucos por conta das dificuldades na infraestrutura que está sendo montada para a tropa no acampamento, “como eletricidade, água e as próprias barracas”.

Fonte: Correio Braziliense - Isabel Fleck

 

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