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Sunday, 28 February 2010 00:00

Presidente Lula disponibiliza equipes de resgate e alimentos caso Michelle Bachelet peça ajuda. ONU, Comissão Europeia e diversos países se solidarizam com o drama do povo chileno

 

O governo brasileiro se dispôs a enviar ajuda humanitária ao Chile, depois do terremoto de grandes proporções que abalou o país. A ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é disponibilizar equipes de resgate e alimentos, caso a presidenta Michele Bachelet faça a requisição. O Ministério das Relações Exteriores e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) coordenam a análise sobre o fornecimento do auxílio. O presidente foi informado do terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter ao chegar da visita a El Salvador, por volta das 4h30 da manhã. Depois de um giro de cinco dias que passou também por México, Cuba e Haiti, Lula passa o fim de semana em sua residência em São Bernardo do Campo, São Paulo. 

“O presidente Lula manifestou sua profunda preocupação com o impacto do terremoto. Ao tomar conhecimento da decretação do estado de catástrofe pela presidente Michelle Bachelet, instruiu o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o Ministério das Relações Exteriores a realizarem uma primeira avaliação da situação e das medidas de assistência que o Brasil poderá adotar. O governo brasileiro expressa sua disposição de prestar ao governo e ao povo chileno a assistência que se faça necessária”, informou em nota o Itamaraty. A Embaixada e o Consulado-Geral do Brasil em Santiago fornecerão apoio aos brasileiros no Chile. Às 16h30, uma aeronave da Força aérea Brasileira (FAB) decolou de Brasília com autoridades chilenas a bordo rumo à nação atingida.

O presidente norte-americano, Barack Obama, lamentou as “centenas de mortos” no tremor e disse que os Estados Unidos(1) “estão prontos para ajudar” as autoridades chilenas nas operações de socorro e reconstrução. “Fui informado hoje por minha equipe de Segurança Nacional das ações adotadas para proteger nossos cidadãos e para ajudar nossos amigos chilenos”. “Os Estados Unidos estão prontos para ajudar nas operações de salvamento e de reconstrução, e vamos responder a qualquer pedido de auxílio do governo chileno”, garantiu Obama.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, manifestou suas “condolências aos que perderam membros da família e amigos” na tragédia. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, anunciou que a União Europeia mobilizará uma ajuda de 3 milhões de euros e disse estar “profundamente consternado pelo alcance da devastação causada pelo terremoto no Chile”. O presidente espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou que seu país está a “disposição para ajudar no que o Chile precisar a partir de agora”. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fizeram ofertas similares.

A presidenta daArgentina, Cristina Kirchner, telefonou a Michelle Bachelet para manifestar seu pesar e oferecer ajuda. Venezuela, México, Equador, Colômbia, Peru, Bolívia, México, Paraguai e Uruguai também manifestaram deseja de ajudar. A Cruz Vermelha Britânica informou que disponibilizou 50 mil libras (R$ 137,5 mil) de seu Fundo de Desastres para a Cruz Vermelha chilena. A presidenta do Chile manifestou ontem que, pelo menos num primeiro momento, não seriam necessárias ajudas humanitárias. 

1 - Visitas canceladas

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, cancelou a viagem ao Chile devido ao terremoto. “O rei (da Espanha) Juan Carlos e (a secretária americana) Hillary Clinton suspenderam a visita ao Chile”, disse o embaixador chileno no Brasil, Álvaro Díaz ao Correio. Ela se encontraria com a presidenta chilena, Michele Bachelet, e com o presidente eleito, Sebastián Piñera, como parte do giro nesta semana por países sul-americanos, que inclui o Brasil. Juan Carlos participaria do V Congresso de Língua Espanhola, em Valparaíso, que começaria na terça-feira e foi cancelado. 

É preciso paciência

A Embaixada do Brasil na capital chilena recebeu vários pedidos de ajuda de brasileiros. A maioria buscava meios para sair do país. A orientação da representação diplomática é que todos permaneçam na capital Santiago, considerada o local mais seguro do pequeno país litorâneo. A vice-cônsul, Ana Patrícia Cruz Franco, informou que estão sendo recolhidos todos os dados dos voo de saída dos brasileiros para, assim que possível, remarcá-los. 

A dificuldade é o fechamento do Aeroporto de Santiago, ainda sem data para a reabertura. Com o terremoto durante a madrugada de ontem, a estrutura do terminal veio abaixo. “Precisamos esperar o aeroporto reabrir para conseguir remarcar os voos”, disse a vice-cônsul por telefone ao Correio. Patrícia informou que a recomendação é paciência, já que as condições são desfavoráveis. A informação inicial é que o aeroporto será reaberto em três dias, mas dentro da embaixada há ceticismo quanto ao prazo.

Até ontem à tarde, cerca de 100 pedidos de ajuda foram recebidos, dos quais 47 médicos que participaram de um congresso na capital. Segundo a diplomata, esse número ainda não está fechado. A representação brasileira entrou em prontidão ao lado do consulado-geral para atender às necessidades dos turistas e manter contato com as autoridades chilenas sobre auxílio às vítimas.

São duas classes de brasileiros que procuram as representações diplomáticas: a primeira de quem quer sair do país com medo do terremoto e a segunda de quem está desabrigado porque teve seus hotéis ou alojamentos interditados por risco de desabamento. A situação é de desconforto. A embaixada informou que os mais necessitados foram encaminhados a novos alojamentos. “Todo mundo chega apavorado aqui, mas estamos pedindo paciência e para todos ficarem em Santiago, porque hoje é o local mais seguro”, disse Ana Patrícia.

A Embaixada do Chile em Brasília também funciona de forma emergencial neste fim de semana para atender situações urgentes. Ontem, diversos chilenos ligaram para a representação em busca de informações sobre seus parentes.
 

Fonte: Correio Braziliense - Tiago Pariz

 

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