12 voltam em avião da FAB PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Monday, 01 March 2010 00:00

 

A notícia da chegada de 12 brasileiros à base da Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu uma corrida de turistas à Embaixada do Brasil no Chile. Ao menos 200 pessoas estão listadas à espera de um meio de transporte para retornar ao país. Pousar em solo brasileiro, para os 12 passageiros que vieram pela aeronave VC-99 B Legacy da FAB, era renascer da tragédia. Os relatos são comoventes. Uma estudante chegou a chorar ao aterrissar em Brasília. O avião desceu na pista da FAB às 5h15, cerca quatro horas depois de ter deixado Santiago. 

Os primeiros segundos dos tremores chegaram a ser confundidos pela estudante brasileira Rafaela Link por pulos de pessoas que participavam de uma festa. Rafaela estava em um bar karaokê com amigos quando tudo começou a se mexer. Todos ficaram apavorados, quando, de repente, ouviram um grande barulho. “Deu um estrondo e a cúpula da igreja caiu. Parecia que tudo ia cair também. Foi um pânico generalizado. Vi a morte bem de perto”, descreveu a estudante que morava na capital chilena havia dois meses. “No momento em que pousei no Brasil, não acreditei que estava em casa, chorei porque fiquei muito emocionada por estar de volta. Lá, estava num estado de crise nervosa, ao ver aquela poeira pela cidade. Vou ficar um bom tempo sem sair do Brasil”, contou.

Amiga de Rafaela, Alexia Moecke dormia no momento do terremoto. “Foi horrível. Uma coisa que eu não desejo para ninguém. Tremia tudo e eu não conseguia ficar em pé. A única coisa que eu pensei foi: ‘eu quero voltar ao Brasil, eu quero sair daqui, eu quero os meus pais’”, relatou. Alexia estava no Chile havia quatro dias. “Não consegui acreditar até ver Brasília. Foi quando pensei: ‘gente, estou em casa, estou finalmente no meu país’”, emocionou-se.

Sem costume

Um congresso de enfermagem que aconteceria no sábado no Chile precisou ser desmarcado. Petra Rangel havia viajado para participar dele, mas viveu o drama de não saber se sairia de lá com vida. “É muito assustador porque não estamos acostumados com tremores.” A enfermeira dormia no primeiro andar quando o prédio começou a resvalar. Experiente em situações parecidas, o coronel da FAB Luiz Fernando Aguiar, que por dois anos foi adido da aeronáutica no Chile, nunca havia passado por um tremor como o de sábado. “Não era possível ficar em pé”, contou o militar. “O asfalto parecia uma folha de papel se mexendo para cima e para baixo”, descreveu.

Embaixador do Brasil no Chile, Mário Vilalba, explicou que a seleção dos passageiros a embarcarem no Legacy se deu quanto à urgência de retorno ao país. Mas seis integrantes da aeronave eram funcionários do governo federal que tinham ido à capital chilena organizar a visita de Luiz Inácio Lula da Silva à posse de Sebastián Piñera, marcada para março. 

Relatos do terror

“Deu um estrondo e a cúpula da igreja caiu. Parecia que tudo ia cair também. Foi um pânico generalizado. Vi a morte bem de perto” 
Rafaela Link, (E) estudante 

“Foi horrível. Uma coisa que eu não desejo para ninguém. Tremia tudo e eu não conseguia ficar em pé. A única coisa que eu pensei foi: ‘eu quero voltar ao Brasil, eu quero sair daqui, eu quero os meus pais’” 
Alexia Moecke, estudante 

“É muito assustador porque não estamos acostumados com tremores. Parecia que tudo ia cair. Uma sensação terrível para a gente, que não conhece terremoto” 
Petra Rangel, enfermeira
 

Fonte: Correio Braziliense - Naira Trindade

 

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