Lula visita país e oferta hospital de campanha PDF Print E-mail
Tuesday, 02 March 2010 14:26

Brasileiro, primeiro mandatário estrangeiro a ir ao Chile após terremoto, se reúne com colega Bachelet no aeroporto Presidente diz que turistas brasileiros vão poder voltar para casa em aviões da FAB que forem ao país levando ajuda às vítimas de tremor


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem uma rápida parada em Santiago para se reunir com a colega chilena, Michelle Bachelet, e oferecer ajuda brasileira para ajudar o Chile a se reerguer do terremoto que abalou o país no sábado.

Lula se encontrou com Bachelet na base militar do aeroporto internacional de Santiago, fechado ao público comum desde o terremoto. Ele foi o primeiro mandatário estrangeiro a visitar o Chile desde o tremor.
"Estamos dispostos a colocar em prática todo nosso potencial de solidariedade", disse Lula. "Nessas horas temos que ter paciência para fazer um levantamento real das coisas que precisam. Não podemos mandar coisas não necessárias."

O governo brasileiro anunciou que vai enviar um hospital de campanha da Marinha como primeiro apoio. A ajuda foi definida após reunião em Brasília em que o embaixador do Chile expôs as necessidades do país.

A expectativa é que aviões da FAB (Força aérea Brasileira) com os equipamentos decolem nos próximos dias. Lula disse que todo avião que voar ao Chile voltará com brasileiros que desejem voltar. "Se o aeroporto não for funcionar rapidamente, vamos dar um jeito de buscar os brasileiros." Ontem, 30 deles embarcaram no avião que acompanha o presidencial.

A partir de amanhã, o aeroporto deve funcionar das 8h às 20h com voos domésticos e das 20h às 8h com voos internacionais. Na sexta voltam operar os dois juntos, com uma hora de intervalo entre aterrissagens.

Há diversos pedidos de ajuda à Embaixada do Brasil em Santiago. De acordo com o Itamaraty, 350 brasileiros ligaram para a representação até ontem de manhã. O núcleo de assistência a brasileiros no exterior, em Brasília, também recebeu centenas de ligações de pessoas que procuravam parentes no Chile -havia pedidos de informações sobre mil brasileiros.

Além de hospitais de campanha para remediar a destruição de sete hospitais, o embaixador do Chile, Álvaro Díaz, solicitou ao Brasil auxílio por meio de pontes modulares, geradores de energia, equipes para avaliar danos e purificadores de água.

Díaz afirmou à Folha que, mais do que dinheiro, o Chile necessita de equipes especializadas que possam iniciar de imediato avaliações e reparos.

Uma questão ainda a ser resolvida é como fazer chegar a ajuda aos locais mais atingidos pelo tremor e pelas ondas que varreram partes do país, disse Díaz. Uma possibilidade seria fazer o auxílio chegar por terra às cidades ao sul de Santiago.

Para discutir a ajuda, Lula antecipou sua saída do Uruguai, onde fora participar da posse do presidente José Mujica, e decidiu parar em Santiago para o encontro com Bachelet.

Ainda em Montevidéu, Lula disse que não havia discutido a possibilidade de doação em dinheiro ao país, mas que "obviamente o Brasil estará disposto a dar ajuda financeira se o Chile precisar de ajuda financeira".
O presidente disse ainda não ter recebido nenhuma informação sobre brasileiros entre as vítimas: "Eu gostaria que não tivesse nenhum brasileiro, nenhum chileno, nenhum ser humano sob os escombros".

O governo brasileiro havia oferecido também enviar equipes de busca e salvamento, mas o embaixador do Chile no Brasil informou que não seria mais necessário.

Fonte: Folha de S. Paulo - CRIS BERGER, JOHANNA NUBLAT e EDUARDO SCOLESE)
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE SANTIAGO

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA DO ENVIADO A MONTEVIDÉU

 

 

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