Missão busca hoje refém mais antigo das Farc PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 30 March 2010 10:34

 

 


Helicópteros brasileiros partirão de Florencia para resgatar o sargento Pablo Emilio Moncayo, mantido em cativeiro pela guerrilha há 12 anos

O refém mais antigo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Pablo Emilio Moncayo - mantido em cativeiro há mais de 12 anos - deve ser libertado hoje numa operação humanitária que conta com a participação de 20 militares e dois helicópteros do Exército brasileiro.


O resgate deve acontecer dois dias depois de outro refém, Josué Daniel Calvo, que passou 11 meses em poder das Farc, ter sido resgatado pela mesma missão, liderada pela senadora colombiana Piedad Córdoba, por membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), da Igreja Católica e da ONG Colombianos e Colombianas pela Paz.


Os dois helicópteros Cougar do 4º Batalhão de Aviação do Exército Brasileiro (Bavex) partiram ontem de Villavicencio para Florencia, capital do Departamento (Estado) de Caquetá, de onde decolarão para buscar Moncayo. O Brasil atua apenas com apoio logístico, como fez em fevereiro de 2009, quando quatro colombianos foram resgatados em operação semelhante.


O gesto unilateral das Farc é visto como uma tentativa de atrair o presidente colombiano, Álvaro Uribe, ou seu sucessor, que será escolhido nas eleições de 30 de maio, para um acordo de troca de guerrilheiros presos por 22 militares que ainda estão em poder do grupo. Uribe disse ontem que só aceitaria a troca caso os guerrilheiros soltos prometessem nunca mais pegar em armas.

As operações ocorreram poucos dias depois da publicação de três pesquisas que mostram os candidatos aliados de Uribe - o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos e a ex-chanceler Noemí Sanín - como favoritos. Segundo analistas, os dados mostram uma clara aposta dos colombianos na continuidade do endurecimento com a guerrilha.


Ontem, Felipe Donoso, membro do CICV que participa da operação de resgate, disse ao Estado que o Brasil "está desempenhando um papel fundamental". Ele contou que muitos colombianos gritaram "obrigado, Brasil" depois que o primeiro helicóptero pousou em Villavicencio.


Para Donoso, o País "está sendo hábil em dosar seu protagonismo com a visibilidade controlada e a prioridade humanitária que a operação exige".


Um acordo estabelecido entre o governo brasileiro e o CICV obriga os militares a não portar nenhuma arma. As aeronaves partem para as missões identificadas com o emblema da Cruz Vermelha.


"Os militares brasileiros estão tão fiéis à ordem de manter a discrição que ontem (domingo) eu tive de pedir que eles retribuíssem o aceno das pessoas, na pista do aeroporto de Villavicencio, depois que nós desembarcamos do primeiro resgate", disse Donoso. / JOÃO PAULO CHARLEAUX, COM REUTERS, AFP E EFE

Fonte: VILLAVICENCIO, COLÔMBIA - O Estado de S.Paulo

 

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