Potências afinam posições para sancionar Teerã PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 09 April 2010 00:00

Brasil e Turquia ficam de fora de reunião na ONU para discutir retaliações ao programa nuclear iraniano

 

Seis potências internacionais - os cinco membros do Conselho de Segurança e a Alemanha - se reuniram ontem na ONU, em Nova York, para discutir novas sanções contra o Irã. Estes países têm comandado as iniciativas diplomáticas para tentar frear o programa nuclear iraniano.

Brasil e Turquia não foram convidados para participar das negociações de ontem. Ambos integram o CS da ONU, mas são contrários a novas sanções ao Irã. Na semana passada, em Nova York, o ministro das Relações Exteriores, Celso amorim, defendeu mais diálogo na área diplomática. Os turcos, que possuem fronteira com os iranianos - rivais por séculos no passado -, manifestaram-se claramente contra uma nova resolução.

O diálogo é apenas o início dos debates sobre como deve ser o teor da resolução.

Embora o presidente americano, Barack Obama, tivesse previsto a aprovação das sanções para este mês, poucos esperam uma votação ainda em abril. Fontes diplomáticas brasileiras acreditam que a votação deve ocorrer apenas depois de conferência sobre armas nucleares que será realizada no mês que vem em Nova York. Na próxima semana, líderes de 47 países se reunirão em Washington para discutir o mesmo assunto - uma das prioridades do governo Obama.

O resultado do encontro de ontem não foi divulgado. Li Baodong, embaixador da China na ONU, disse apenas que se tratou de "uma negociação muito importante". Os chineses recentemente concordaram em discutir uma nova resolução contra o Irã no CS, assim como os russos. Os dois países vinham relutando em apoiar novas sanções. Não está claro, porém, até que ponto Pequim e Moscou estariam dispostos a chegar e se concordariam com punições mais severas a Teerã, com quem mantêm boas relações comerciais. Provavelmente, segundo autoridades diplomáticas, as novas sanções devem ter como alvo a Guarda Revolucionária. Empresas que fazem negócios com o Irã também podem sofrer retaliação.

Apesar de Brasil e Turquia não terem participado da reunião de ontem, os EUA ainda creem que pode convencer os países a mudar de ideia. Esses votos são vistos como fundamentais por Washington para dar legitimidade internacional à resolução.


PARA ENTENDER

A imposição de sanções contra o regime iraniano no Conselho de Segurança das Nações Unidas é vista como a última alternativa de conter o que os EUA acreditam ser um programa secreto de Teerã para desenvolver armas nucleares. Teerã já mostrou no passado que é capaz de prolongar ao máximo as negociações enquanto investe no enriquecimento de urânio longe dos olhos da agência nuclear da ONU.

 Fonte: - Gustavo Chacra

 

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