China aprova acordo nuclear com Paquistão PDF Print E-mail
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Thursday, 29 April 2010 14:10
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A China concordou em construir dois novos reatores nucleares civis no Paquistão, de acordo com companhias chinesas e autoridades em Islamabad e Pequim, num acordo que poderá reavivar o debate em torno do comércio e proliferação nucleares.

 

A decisão de fornecer reatores ao Paquistão, que possui um arsenal nuclear e um histórico de exportar sua experiência no setor a países como Coreia do Norte, Irã e Líbia, reflete a crescente confiança diplomática da China.

 

Reflete também a ambição de Pequim de se tornar um fornecedor global de tecnologia para energia nuclear e realça sua visão do Paquistão como um valoroso parceiro estratégico sul-asiático. O novo acordo com o Paquistão, que ainda está para ser anunciado, representa um dilema para

o governo do presidente americano Barack Obama, que quer o apoio chinês para impor sanções contra o Irã, mas não quer enfraquecer o tratado de não proliferação nuclear (TNP). A não proliferação nuclear é um dos principais objetivos da política externa dos EUA.

 

A China começou a construir uma usina nuclear em Chasma, na província paquistanesa de Punjab, em 1991. As obras de um segundo reator começaram em 2005 e deverão ser finalizadas no próximo ano.

 

Pelos termos do novo acordo, as companhias chinesas construirão pelo menos dois novos reatores de 650 MW em Chasma. Uma destacada autoridade do governo paquistanês, familiarizada com as negociações mantidas com a China, afirmou ontem: "Nossos irmãos chineses mais uma vez corresponderam às nossas expectativas. Eles concordaram em continuar cooperando conosco no campo da energia nuclear".

 

Num comunicado no seu website, a China National Nuclear Corporation disse que os governos chinês e paquistanês assinaram um acordo para financiar a construção dos dois novos reatores em fevereiro.

 

No ano passado, o Shanghai Nuclear Engineering Research and Design Institute disse que foi contratado para projetar os dois novos reatores.

 

Diplomatas na China disseram que foram informados de que Pequim conferiu sua aprovação ao negócio, apesar de avisarem que poderiam ocorrer impedimentos de última hora no acordo bilateral.

Mark Hibbs, do Carnegie Endowment for International Peace, disse que a China decidiu ir adiante pois, "por motivos políticos, o país sentiu que o Paquistão deveria ser compensado de alguma forma pelo acordo nuclear EUA-Índia". Índia e Paquistão têm um histórico de rivalidade.

 

O acordo entre Washington e Nova Déli facilitou a cooperação nuclear, apesar de a Índia não ser signatária do TNP.

 

"Depois que a poeira assentou sobre o acordo nuclear EUA-Índia, a China se inclinou na direção de uma posição de que apoiará o comércio nuclear se ele beneficiar a indústria chinesa", acrescentou Hibbs.

Fonte: Valor Econômico - Financial Times

 

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