Para Embraer, informações são raras PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 18 May 2010 13:56

 

A Embraer considera estratégico para o Brasil o estudo sobre os efeitos da radiação cósmica em satélites e aviões. Técnicos da companhia dizem acreditar que, com levantamentos desse tipo, o país terá condições de reduzir sua dependência de informações que os pesquisadores de outros países desenvolvem, mas só divulgam de acordo com seus próprios interesses.

"Hoje dependemos de informações advindas de poucos laboratórios no exterior para pesquisas sobre esse tipo de fenômeno. Existem estudos que demonstram que a exposição à radiação cresce com a altitude. No entanto, não existem regulamentos emitidos pelas autoridades aeronáuticas a respeito desse tipo de incidência, identificado pelos especialistas como "single event effect" [evento de efeito único)", comunicou a empresa.

Segundo a Embraer, o universo de interessados em conhecer os possíveis mecanismos de interferência e os tipos de proteção que poderiam ser desenvolvidos vêm aumentando nos últimos anos, especialmente em função do uso crescente de componentes eletrônicos mais compactos e que operam progressivamente com menor consumo de energia.

"A miniaturização de componentes, apesar dos significativos avanços tecnológicos, implica, por outro lado, no aumento de suscetibilidade a danos provocados pela incidência da radiação cósmica", ressalta Odair Lelis Gonçales, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEAv).

Os componentes eletrônicos usados em aeronaves da Embraer, de acordo com a empresa, passam por testes de pesquisa no exterior e são fabricados pelos próprios fornecedores de sistemas aviônicos das aeronaves comerciais fabricadas pela companhia.

As pesquisas nessa área, segundo a Embraer, ainda se encontram no estágio inicial de estudos e coleta de dados, uma vez que o assunto ainda não foi normatizado pelas autoridades. A título de prevenção, no entanto, a Embraer explica que alguns sistemas presentes em seus aviões já incorporam preventivamente rotinas de proteção contra radiações cósmicas no software operacional.

No caso de um satélite, segundo estudo feito pela Inmarsat, operadora de comunicações móveis via satélite com cobertura global, a exposição à radiação cósmica depende de sua órbita. "Em órbitas geoestacionárias, onde estão os satélites da rede Inmarsat, existe mais proteção contra partículas solares, mas quando a atividade solar é alta, a extensão do campo magnético da Terra pode ser significativamente reduzida, resultando em maior exposição às partículas de radiação", explica a empresa.

Os satélites, de acordo com a operadora, normalmente possuem sistemas de bordo redundantes que garantem a continuidade das suas operações. O próximo satélite da Inmarsat, o Alphasat, que tem lançamento previsto para o ano de 2012, terá uma carga experimental para monitorar a composição do espectro de energia das partículas na órbita geoestacionária. "Esperamos que as informações desse experimento possam levar a uma melhor compreensão dos riscos a que os satélites são submetidos, permitindo que precauções sejam tomadas", informou a companhia.

 Fonte: Valor Econômico 

 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2019 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.