Avião de transporte militar da Embraer estará no mercado até o fim deste ano Print
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Monday, 24 May 2010 13:53

 

Avaliado em cerca de US$ 1,3 bilhão, o programa de desenvolvimento e industrialização do novo avião de transporte militar da Embraer, o KC-390, encontra-se em fase de definição de configuração e dos parceiros estratégicos. A expectativa da empresa é a de que até o fim deste ano já esteja pronta para iniciar a comercialização do cargueiro, que nos próximos dez anos disputará um mercado de 700 aeronaves, um negócio estimado em US$ 13 bilhões.

A Força Aérea Brasileira (FAB), que contratou à Embraer o desenvolvimento da aeronave, será a cliente lançadora do cargueiro no mercado. O primeiro voo do protótipo do KC-390, segundo a FAB, está previsto para acontecer em 2014. O cronograma de desembolsos para o projeto prevê o repasse de R$ 100 milhões em 2010 e de R$ 200 milhões em 2011. O preço da aeronave ainda não está definido, mas de acordo com estimativas feitas por fontes ligadas ao projeto, o valor deve ficar em torno de US$ 60 milhões a US$ 70 milhões.

O KC-390 será o maior avião já produzido pela Embraer e substituirá o Hércules C-130, em operação na FAB desde a década de 60. Embora ainda não tenha formalizado nenhum contrato de aquisição, a previsão é que a FAB faça uma encomenda inicial de 20 aeronaves para a Embraer.

Com 20 toneladas de peso, o KC-390 é um avião de transporte, que apoiará as Forças Armadas brasileiras e de outros países interessados no produto, em missões de transporte de tropa, de carga, veículos militares, busca e resgate, lançamento de paraquedistas e carga e reabastecimento em voo.

O projeto será desenvolvido pelo sistema de parcerias estratégicas, que prevê o compartilhamento de custos e riscos, a criação de laços de longo prazo entre as indústrias, as forças armadas e os governos dos países envolvidos, além do estabelecimento de cotas de participação nas vendas dos aviões. A lista de parceiros do projeto já inclui Chile, Colômbia, África do Sul e Portugal.

Na Embraer o projeto do novo cargueiro é visto como o carro-chefe da estratégia de crescimento dos negócios da empresa na área de defesa. A companhia espera capturar 10% da frota de cerca de 2 mil aviões cargueiros em fase final de vida útil no mercado, sendo que a maior parte deles é de aeronaves C-130.

Fonte: Valor Econômico - Virgínia Silveira