Irã diz só voltar a negociar em agosto PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 29 June 2010 13:42

 

 

Mahmoud Ahmadinejad condiciona, porém, conversas sobre impasse nuclear à integração de Brasil e Turquia. Segundo o presidente do Irã, intervalo para volta ao diálogo é "punição" a Ocidente por aprovar as novas sanções na ONU.

 

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, se disse ontem preparado para reatar conversas nucleares no final de agosto, apesar das novas sanções na ONU. Mas condicionou a retomada à integração do Brasil e da Turquia.

Segundo o iraniano, a postergação em dois meses da volta à mesa de negociações é "punição" às potências pela aprovação da quarta rodada de sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.
"Chamamos isso de mau comportamento", disse o iraniano a jornalistas na capital do Irã. "É um castigo para puni-las de maneira que aprendam como se comportar em um diálogo com esta nação."

Ahmadinejad afirmou que a base das negociações deverá ser a proposta de acordo obtida no mês passado após intervenção brasileiro-turca.

A proposta, que prevê o envio de urânio pouco enriquecido à Turquia e o recebimento do material enriquecido a 20% -próprio para uso medicinal- num ano, se baseia em acordo delineado pelo Ocidente no ano passado.

Mas o texto foi rejeitado pelos EUA e aliados, que lideraram as gestões pelas novas sanções da ONU. As potências temem que o programa nuclear iraniano possua fins militares -o que o Irã nega.

BRASIL E TURQUIA

O presidente do Irã cobrou ainda a inclusão dos governos do Brasil e da Turquia no grupo que negocia uma solução para o impasse nuclear, hoje formado por EUA, França e Rússia (Grupo de Viena) -aos quais se somam China, Rússia e Alemanha no P5+1.

Para ele, os aliados -que votaram contra as sanções- são países independentes e creem em justiça e respeito.

O iraniano também cobrou do Ocidente esclarecimentos de sua posição sobre o arsenal nuclear de Israel, o desarmamento nuclear global e se irá às negociações como amigo ou inimigo do Irã.

Ontem, duas empresas de petróleo ocidentais -a francesa Total e a espanhola Repsol- anunciaram a suspensão dos negócios mantidos no Irã, nos primeiros desdobramentos das novas sanções aplicadas contra o país.

Além da punição da ONU, medidas adicionais e ainda mais duras já foram aprovadas pelo Congresso dos EUA, e o mesmo deve ocorrer em um mês na União Europeia.
 

Fonte:Folha de S.Paulo

 

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