Comandante da 2ª Divisão da Esquadra embarca no NDCC “Mattoso Maia” PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 28 July 2010 00:00

 


 

 

 

Em entrevista, exclusiva, concedida à TV Marinha na Web, na tarde de 21 de julho, o Comandante da 2ª Divisão da Esquadra (ComDiv-2), Contra-Almirante Luiz Henrique Caroli, contou como foi o processo de planejamento da Operação “Atlântico II”, o papel da Marinha no desenvolvimento das ações e, em especial, da Força-Tarefa 720 por ele comandada.

TV Marinha: Como ocorreu o processo de planejamento da Operação “Atlântico II”?  

ComDiv-2: As operações conjuntas têm seu planejamento iniciado no Ministério da Defesa, com cerca de três anos de antecedência. Em seguida, os Comandos subordinados fazem seus planejamentos decorrentes.

TV Marinha: Qual é o propósito da operação e o papel da Marinha no desenvolvimento das ações?  

ComDiv-2: A Operação “Atlântico II” se propõe a simular uma situação real, usando os meios disponíveis às Forças Armadas. Sua missão é defender os nossos recursos naturais, a pesca, a infraestrutura do petróleo, além de outras infraestruturas sensíveis, na Região Sudeste do País.

No caso da Força-Tarefa 720, ela está dentro da estrutura da Força Naval Componente, tendo à frente o Comandante-em-Chefe da Esquadra. Nós estamos responsáveis pela área sul do Teatro de Operações. Devemos proteger os terminais de São Sebastião e o Porto do Rio de Janeiro, utilizando minagem defensiva, simulada, e, também, toda a área das plataformas de prospecção de petróleo, na Bacia de Campos, por meio do controle da área marítima.   

Inserido, também, dentro do nosso planejamento, existe uma Operação Anfíbia. Cerca de 300 Fuzileiros Navais estão embarcados nos nossos navios, prontos para reagir à ameaça inimiga, em qualquer local do Teatro de Operações. Quando acionado, esse elemento anfíbio terá a capacidade de desembarcar e retomar qualquer local ou ponto que esteja ameaçado.

TV Marinha: O senhor pode descrever o momento atual da Força-Tarefa 720, na operação conjunta?

ComDiv-2: No momento, estamos desenvolvendo a operação, os navios estão transitando para o local de controle da área marítima das plataformas, realizando as buscas iniciais. A partir daí, eles irão se posicionar de forma a proteger esses recursos contra qualquer eventualidade de um inimigo virtual, que possa ameaçar os recursos brasileiros.

TV Marinha: Qual a estimativa numérica de militares e meios envolvidos no exercício?  

ComDiv-2: Cerca de 10 mil militares das três Forças Armadas e diversos meios. Na Força-Tarefa Sul, especificamente, são 2 mil homens, 8 aeronaves e 9 navios, além das aeronaves da Força Aérea e das tropas do Exército, que irão se unir aos nossos Fuzileiros. Uma quantidade considerável de meios navais, aeronavais e de Fuzileiros Navais da Marinha realizando o exercício.

TV Marinha: Qual a importância, para a Marinha, dos adestramentos realizados na operação? 

ComDiv-2: Exercícios como esses são essenciais para a manutenção do grau de prontidão das unidades envolvidas, sejam elas navais, de Fuzileiros Navais ou aeronavais. É nesse momento que temos a oportunidade de colocar em prática os conceitos e treinamentos executados em terra, nos simuladores. Isso é essencial porque o simples fato de estarmos no mar, já produz um ambiente diferente, com situações pouco usuais, que envolvem todo o pessoal. Agora, já estamos na metade da operação, tudo está se desenvolvendo muito bem e esperamos que, até o dia 30, consigamos atingir todos os nossos propósitos.

Fonte: Marinha do Brasil

 

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