Ação multilateral para dobrar o Irã PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 03 August 2010 13:51
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A afirmação do chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, almirante Mike Mullen, de que o país tem pronto um plano para atacar o Irã, no caso de este produzir armas nucleares, não chega a surpreender. Devido ao jogo de esconde-esconde, dissimulação e meias-verdades, Teerã obviamente ganha tempo para obter capacidade nuclear, o que seria desastroso para uma região como o Oriente Médio. Simplesmente, haveria uma nuclearização em cascata dos países árabes, que não admitiriam ficar em inferioridade diante de judeus e persas.

Num primeiro momento, o regime dos aiatolás reagiu furiosamente, prometendo deixar Tel Aviv em chamas no caso de um ataque ao Irã. Israel, que já tem armamento atômico, obviamente também tem prontos seus planos para tentar destruir o programa nuclear do Irã, se se sentir ameaçado. O soar dos tambores de guerra destaca a importância da ação diplomática multilateral em todos os momentos, e particularmente neste, para reconduzir as tensões a seus devidos lugares. A pressão maior deve ser dirigida ao Irã, cujas ambições nucleares ameaçam jogar o Oriente Médio, e o mundo, numa espiral de violência imprevisível. Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU decidiu adotar uma quarta rodada de sanções ao regime iraniano pela decisão de não agir responsavelmente em relação a seu programa nuclear.

Embora de eficiência limitada, esse tipo de ação ainda é uma das mais efetivas que acomunidade internacional pode adotar para tentar deter a corrida iraniana em direção ao domínio da tecnologia nuclear, o que daria a um regime fundamentalista islâmico, com uma agenda própria, a capacidade de chantagear o mundo com um fato consumado. Brasil e Turquia decidiram "criar atalhos" para negociar com a liderança iraniana. Teerã propôs - e ambos aceitaram - um acordo que já fora rejeitado pelos EUA e seus aliados, e a ofensiva diplomática de Brasília e Ancara aparentemente deu em nada. Mas, ontem, o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, disse ter recebido sinais positivos dos envolvidos (Irã e o Grupo de Viena - EUA, França, Rússia e a AIEA) para iniciar em setembro o envio pelo Irã de 1,2 tonelada de urânio de baixo enriquecimento ao exterior em troca de combustível para seu reator nuclear de pesquisas em Teerã.

Brasil e Turquia deveriam ter se juntado ao grande grupo de países que pressionam o Irã através do Conselho de Segurança da ONU, que é o foro apropriado para legitimar qualquer ação multilateral. Ao se distanciarem dos demais, Brasília e Ancara se arriscaram a ser manipulados por Teerã, como de fato foram. É responsabilidade da diplomacia mundial apagar esse pavio ligado a uma bomba nuclear no Irã.

Os planos para uma ação armada devem ficar mesmo para a última das últimas opções, pelo que traz de riscos para todos (ninguém ficará incólume se o Golfo Pérsico for fechado num conflito armado). A única opção que parece desprovida de seriedade é a oferecida ontem pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad: um encontro face a face com o presidente Obama para um debate televisionado em que discutiriam as soluções para as questões mundiais. É pura demagogia iraniana.


 

 

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