Fornecedor da Embraer cresce no exterior PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 31 August 2010 13:19

 

O trauma deixado pela crise na aviação mundial, iniciada no segundo semestre de 2008, provocou uma reação em cadeia nas empresas brasileiras fornecedoras do setor. Para reduzir o nível de dependência da Embraer, a principal contratante do segmento e que, por conta da retração da demanda, foi obrigada a reduzir seus pedidos aos fornecedores, as empresas investiram para ganhar competência e poder disputar novos negócios no Brasil e no exterior.

O programa de internacionalização das empresas que compõem o polo aeroespacial brasileiro, um universo formado por 130 pequenas e médias empresas e 5 mil funcionários, já vem dando frutos e das 54 que foram monitoradas de perto pelo Cecompi (Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista), seis estão exportando regularmente para países como França, Canadá e Alemanha. "A crise teve um lado positivo porque mostrou às empresas que a diversificação da carteira de clientes e de produtos era uma saída para quem desejasse permanecer nesse mercado", disse Agliberto Chagas, gerente-executivo do Cecompi.

Segundo Chagas, a divulgação das empresas brasileiras no exterior, consolidada com o lançamento da marca Brazilian Aerospace Cluster, em 2009, foi também resultado de uma série de missões empresariais feitas a países como França, Canadá, Inglaterra e Alemanha, além de visitas às principais feiras de negócios relacionadas ao setor aeroespacial. "A marca é hoje bastante conhecida e já temos relacionamento com mais de 15 países e 500 empresas estão cadastradas no nosso banco de dados como potenciais clientes", afirma o gerente do Cecompi.

Graças aos novos contatos, a Avionics Services, por exemplo, está concluindo uma negociação importante com uma grande empresa europeia do setor aeronáutico, que ainda não pode ser revelada. "Vamos continuar investindo no mercado externo que tem dado um retorno bastante satisfatório para a empresa, a ponto de não estarmos conseguindo atender a demanda", comenta um dos diretores da empresa, Antônio José Rodrigues. Os principais negócios, segundo ele, tem sido nas áreas de iluminação, painel de controle, equipamentos eletrônicos e modernização de aeronaves.

A Embraer, segundo Rodrigues, é um cliente importante, mas representa apenas 30% da receita, que este ano deve crescer entre 10% e 15%. Há quatro anos, a Embraer chegou a representar 86% do faturamento da Avionics, que em 2009 foi de R$ 16 milhões. Entre os novos negócios que contribuíram para aumentar a receita da empresa, segundo o diretor, está o contrato de modernização de 54 de aeronaves Bandeirante da Força Aérea Brasileira (FAB) e a instalação de um sistema de internet para o avião presidencial.

Para atender aos pedidos dos novos clientes, segundo Rodrigues, a Avionics precisará contratar este ano mais 20 funcionários. Há 15 anos no mercado, a Avionics também produz equipamentos eletrônicos que estão instalados em toda a linha de jatos comerciais da Embraer. Além de representação comercial de vários fornecedores estrangeiros, a empresa está capacitada ainda para desenvolver, instalar e certificar qualquer projeto de sistema aviônico em aviões, sejam eles civis ou militares.

Com quase 100% de dependência da Embraer até o ano passado, a Jet Star precisou se reinventar para continuar no mercado. "Em 2010 a Embraer responderá por 60% da nossa receita e o restante virá de contratos como o de fornecimento de interiores para helicópteros, produção de mockups de aeronaves e prestação de serviços de móveis para interiores de aviões", disse.

"Continuamos a trabalhar com a Embraer, mas também intensificamos a prestação de serviços de manutenção de interiores de aeronaves e o desenvolvimento de novos produtos para atender outros mercados", comenta. Entre eles, está o de materiais especiais para iates e embarcações em geral. A Jet Star mantém uma parceria com a empresa americana Nordam e produz, sob licença, toda a parte de mobília para o jato executivo Legacy 650, da Embraer.

 Fonte: Valor Econômico - Virgínia Silveira

 

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