Compra de caças fica para depois da eleição PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 08 September 2010 00:00

 

 

 

DIA DA INDEPENDÊNCIA Um ano após o presidente Lula afirmar que país escolheria aviões franceses em licitação internacional, ministro diz que decisão não sai antes de outubro

 

Brasília O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem, após o desfile de Sete de Setembro em Brasília, que a decisão sobre a compra de caças supersônicos pelo governo brasileiro só será anunciada após as eleições de outubro. A decisão sobre a aquisição dos aviões de combate se arrasta desde o Dia da Independência do ano passado, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e garantiu que o país compraria por licitação os aviões Rafale, fabricados pela empresa francesa Dassault. A sueca Saab, responsável pelo projeto da aeronave Gripen, e a norte-americana Boeing, que produz o F-18, também estão na disputa para vender as aeronaves para o Brasil, e o pronunciamento de Lula em 2009 abriu uma saia justa nas negociações que envolveram críticas dentro e fora do governo. O valor final da compra pode chegar a R$ 10 bilhões.

Depois das eleições, será uma questão de semanas para que o presidente Lula analise o assunto. Antes não sai nada. Ele já avisou que pretende anunciar a decisão ainda este ano, destacou Jobim, deixando claro que o futuro presidente não herdará essa polêmica escolha com a faixa no dia da posse.

A preferência do governo brasileiro pelos caças franceses foi alvo de críticas, por colocar critérios políticos à frente de questões técnicas. Em janeiro, foi revelado relatório da Força Aérea Brasileira (FAB) dando preferência ao avião sueco Gripen, de menor custo e com garantia de participação da indústria nacional no processo de desenvolvimento tecnológico. A FAB, no entanto, recuou posteriormente em sua decisão, aumentando a desconfiança entre militares e opositores do governo Lula de que na decisão pesariam mais fatores políticos que técnicos.

A compra dos novos caças tem duas finalidades práticas: intensificar a patrulha da Amazônia e da faixa de mar do pré-sal. Os equipamentos estarão aptos a fazer interceptações Aéreas e ataques em solo. Além dos 36 caças previstos no processo de seleção atual (batizado de FX-2), a FAB pretende ainda fazer novas aquisições nos próximos 15 anos, chegando à marca de 120 aeronaves. A ampliação do poderio militar brasileiro também está relacionada às intenções do país em reforçar sua influência política no cenário internacional. O argumento é de que, com um aparato militar mais significativo, o país estaria melhor preparado para disputar uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, importante bandeira política externa brasileira.

O desfile de Sete de Setembro em Brasília foi marcado por forte calor e algumas novidades na apresentação militar, orçada em R$ 3 milhões, segundo o edital de licitação. A banda presidencial inovou e chamou a atenção do público ao tocar um repertório pouco convencional, que incluía músicas da cantora norte-americana Lady Gaga, da colombiana Shakira e do brasileiro Luan Santana.

festa da pátria Em Belo Horizonte, o tradicional desfile cívico-militar levou cerca de 20 mil pessoas à Avenida Afonso Pena. Com a bandeira do Brasil nas mãos, o público demonstrou seu amor pela pátria, não tirou os olhos dos caminhões e tanques de guerra e se encantou quando um destacamento do Exército soltou pela avenida uma fumaça com nas cores verde e amarela. A parada contou com a participação de 5,1 mil pessoas, entre militares e civis. (Colaborou Daniela Galvão).

 Fonte: Estado de Minas - Igor Silveira e Josie Jerônimo

 

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