Exército se prepara para guerra cibernética PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 13 October 2010 00:00

 

Militares adquirem programa e fazem curso para ampliar segurança na web Antonino dos Santos Guerra Neto General

Em tempos de ciberespaço, a guerra pode ser travada não com tiros, mas com vírus. É para prevenir essa ameaça que o Exército Brasileiro assinou convênio com a empresa espanhola Panda Security, com sede em Bilbao. O acordo prevê que sejam treinados até 700 militares em ameaças virtuais, numa troca de experiências que incluirá visitas ao laboratório da Panda, na Espanha.

O acordo foi firmado pelo general Antonino dos Santos Guerra Neto, do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica (CCOMGEX) do Exército. Ele diz que o convênio segue uma tendência mundial de aprimoramento de estratégias voltadas para a defesa no ciberespaço.

– Somos mais de 600 organizações militares no Brasil e precisávamos de uma solução de alto nível técnico e condição econômica satisfatória. Após seis meses de testes, chegamos a essa parceria – informa.

O general nega que exista intenção de criar unidades de inteligência militar que incorporem táticas sofisticadas de invasão de sistemas de computação, como a montada recentemente em Israel. Os israelenses, aliás, foram colocados sob suspeita pelo governo iraniano de terem desenvolvido um vírus de computador, o Stuxnet, descoberto no reator nuclear iraniano em Bushehr.

Intenção é proteger rede de mais de 60 mil computadores

Os militares brasileiros ainda não detectaram ameaças premeditadas contra sua rede de informática – apenas as que atingem qualquer sistema de computação convencional – , mas se previnem quanto a isso. O Exército Brasileiro tem uma rede com mais de 60 mil computadores, e pelo menos 37,5 mil licenças da plataforma de segurança da Panda foram adquiridas, número que poderá ser ampliado.

Antes desse contrato, cada unidade militar fazia sua licitação e adquiria a solução, resultando em softwares de segurança de diversos fabricantes. Agora, a orientação é para que todos utilizem o da empresa espanhola.

O contrato garante que a Panda analisará qualquer conteúdo virtual com suspeita de código malicioso que trafegar na rede do Exército e providenciará, em até 24 horas, “vacina” contra essa ameaça. O contrato ficou em R$ 292,5 mil, um valor “bem abaixo do mercado”, ressalta Santos Guerra. Em contrapartida, o governo brasileiro se compromete a estudar a expansão do acordo para a Aeronáutica e a Marinha.

O general diz que até agora o Exército não teve problemas sérios com invasões de computadores.

– Elas acontecem centenas de vezes por dia, mas nunca tivemos nenhuma que causasse prejuízo, apenas desconforto – ressalta.

Fonte: Zero Hora - HUMBERTO TREZZI

 

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