Palestina não quer esperar negociação com Israel e recorre a instâncias internacionais para obter reconhecimento como Estado PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 22 October 2010 13:14



 

 

Mudança de Estratégia     
   
A liderança palestina, ávida para chegar a um acordo com Israel que solucione o impasse dos     
dois Estados, está cada vez mais empenhada em conseguir que grupos e tribunais internacionais     
declarem um Estado palestino na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Leste.  

   
A ideia, discutida tanto em fóruns formais quanto informais em toda a Cisjordânia, será levada à     
ONU, à Corte Internacional de Justiça e aos signatários das Convenções de Genebra que se opõem aos     
assentamentos e à ocupação israelenses. O objetivo principal é formar um tipo de declaração global que     
ratifique um Estado palestino, o que deixará Israel com as mãos atadas.   


Esta política vem ganhando mais força à medida que o acordo de paz intermediado pelos EUA     
persiste na questão da construção de assentamentos.     


– Não podemos continuar deste modo – diz Hanan Ashrawi, ex-negociadora de paz que faz parte     
do comando da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), à qual compete a administração da     
Autoridade Palestina. – A solução de dois Estados está desaparecendo.     


Se não conseguirmos acabar com os assentamentos através do processo de paz, teremos que ir     
aos Conselhos de Segurança, de Direitos Humanos e a todos os braços jurídicos internacionais.     
Em entrevista, Ashrawi disse que a OLP estava tendo discussões de alto nível esta semana a     
respeito destas opiniões. Autoridades israelenses argumentam que a ação é inaceitável e uma violação     
aos acordos de Oslo de 1993, que governam a relação israelense-palestina. Essa ação também     
substituiria qualquer esforço de Israel para manter assentamentos e negociar fronteiras modificadas. Os     
israelenses estão preocupados, porque nenhum governo apoia a política de assentamento do país, e     
eles temem que a maioria dos países, incluindo alguns na Europa, se mostre favorável aos palestinos.     
Os israelenses dizem que o que estava de fato acontecendo é um esforço palestino para     
assegurar um Estado sem precisar tomar as difíceis decisões que as negociações exigiriam nas     
fronteiras e nos assentamentos. Israel está forçando o governo Obama a tomar uma decisão pública     
mais firme contra a nova política, mas Washington não tomou atitude alguma.  

   
– Muitos membros da comunidade internacional acreditam que, uma vez que os palestinos são o     
partido mais fraco, se eles conseguirem um apoio maior, isso os ajudará nas conversas diretas conosco     
– pondera uma autoridade israelense que prefere não se identificar. – Mas funciona na direção contrária.     
Isso acabaria com um assentamento negociado.     

Fonte: Jornal do Brasil

 

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