Dilma vai abrir o capital da Infraero Print
Written by Administrator   
Thursday, 25 November 2010 12:50

 

 

Decisão visa reforçar o pacote destinado a investimentos, com destaque para os aeroportos das cidades que sediarão a Copa

 

A presidente eleita, Dilma Rousseff, vai abrir o capital da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO) logo que assumir o cargo. A autarquia ligada ao Ministério da Defesa administra 65 aeroportos brasileiros e está mergulhada em uma crise de credibilidade, já quhttp://www.alide.com.br/joomla/administrator/index.php?option=com_contente as obras de ampliação dos terminais nas 12 capitais que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014 estão mais do que atrasadas. Fora isso, na avaliação dos especialistas, esses locais não serão suficientes para atender a crescente demanda dos passageiros, mesmo melhorados. A abertura do capital da empresa reforça o pacote de investimentos em infraestrutura que Dilma promete detalhar nos próximos dias.

Em meio ao risco de um novo apagão nos aeroportos brasileiros no fim deste ano, a iniciativa indica o interesse da presidente eleita em profissionalizar a gestão da INFRAERO para que a companhia finalmente cumpra os prazos das obras de ampliação dos aeroportos. O programa oficial prevê mais de R$ 5 bilhões em investimentos nos terminais de cidades que receberão jogos da Copa. Para atrair o investidor, Dilma terá o desafio de tornar a empresa mais eficiente e menos inchada, lembram os especialistas. A autarquia é rentável, embora a maior parte de suas unidades não o seja. As receitas comerciais e os aeroportos mais movimentados do país, como os de Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e Galeão (RJ), que são superavitários, contribuem para o equilíbrio das contas.

Para ser concretizada, a abertura de capital dependerá mais da vontade política do que qualquer outra coisa. O fato de Dilma ter o interesse em subordinar a INFRAERO à Casa Civil, e não mais à pasta da Defesa, é visto como um grande avanço. Esse movimento, aliás, é esperado pelo setor há quase duas décadas. Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o plano de privatização da estatal foi engavetado para não retirar o transporte aéreo do domínio militar, realidade presente em apenas quatro países do mundo. No início do governo Lula, também houve interesse em mexer nesse vespeiro, mas a ideia abandonada em meio às crises do setor.

Fonte: Correio Braziliense -  Rosana Hessel