Militares prestam serviços no exterior com tecnologia brasileira PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 20 April 2011 09:49

 

Estatal ligada à Marinha, Emgepron foi contratada por US$ 20 milhões para mensurar costa angolana

Ao mesmo tempo em que desperta interesse dos gigantes do mercado de defesa internacional, o Brasil também tem sido requisitado a auxiliar outros países com suas Forças Armadas. Além da atuação em missões de paz das Nações Unidas, os militares prestam serviços milionários com a tecnologia brasileira. A Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), estatal ligada à Marinha brasileira, foi contratada na semana passada por Angola para fazer o levantamento da plataforma continental e a demarcação da costa submarina por cerca deUS$ 20 milhões. “Vamos dar a eles os estudos necessários para definir essa plataforma continental. Nem todos países têm capacidade tecnológica de realizar esse serviço. Vamos ajudá-los a ampliar a área jurisdicional do país, na qual poderão explorar as riquezas que estiverem no pré-sal”, explicou o presidente da Emgepron, Marcélio de Castro Pereira. Trata-se de um serviço semelhante ao que a Emgepron prestou para a Namíbia.Otrabalho vai ser feito nos próximos dois anos, de acordo com Pereira. “Eles têm que apresentar proposição para a ONU até o fim de 2013 para que aquelas águas sejam reconhecidas internacionalmente como jurisdicionais do país.”

Renovação da frota

A Marinha brasileira também atrai a atenção de multinacionais estrangeiras. Pelomenos seis países manifestaram interesse em participar do programa de renovação da frota naval brasileira. A Marinha fez consultas internacionais para comprar cinco fragatas, cinco navios-patrulha e umnavio de apoio logístico. Os preços ainda não estão definidos. A proposta envolve também a transferência de tecnologia, como ocorreu no contrato de construção do submarino nuclear e de quatro submarinos convencionais vencido pela francesa DCNS em parceria com a Odebrecht.


Fonte: Brasil Econômico - Daniel Haidar

O Reino Unido manifestou especial interesse em participar do processo de renovação da frota naval. Geoff Glading, diretor da UK Trade & Investment, espécie de agência de promoção de investimentos do Reino Unido, manifestou especial interesse nesse projeto da Marinha. O governo britânico tenta viabilizar a parceria. A proposta de construção foi apresentada pela BAE Systems. “Achamos que o Reino Unido será um excelente parceiro estratégico para o Brasil. A intenção da BAE é desen-volver um estaleiro para que essas classes de navio possam ser construídas no Brasil”, diz Glading. Os ingleses também têm intenção de fechar contratos na área de defesa e segurança para a Copa do Mundo de 2014 e a Olímpiada de 2016. “A experiência adquirida por nós em Londres em 2012 pode ser útil na Copa e na Olímpiada no Brasil. Claro que os desafios que o Rio vai enfrentar serão diferentes. Mas também teremos muito em comum”, afirma Glading.

A França, parceira da Marinha brasileira nos submarinos, tem interesse nos sistemas de comando e controle que serão construídos, entre eles o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz), para monitorar a costa marítima brasileira. A francesa Thales vê um mercado bilionário nessas compras. “No longo prazo são bilhoes de dólares de potencial”, afirma Laurent Mourre, diretor para Brasil do grupo Thales.

 

Translate

Browse this website in:

Busca Rápida
Serial
(FAB, MB ou EB)


Copyright © 2019 Base Militar Web Magazine. All Rights Reserved. Joomla! is Free Software released under the GNU/GPL License.