Embraer ganha fôlego em país asiático, mas sem garantia de retorno PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 20 April 2011 09:55

 

 

Acordo com empresa chinesa dá sobrevida à fábrica de Harbin, onde será produzido o Legacy

O estresse vivido pela EMBRAER na China, onde a produção do ERJ145 concorre diretamente com o modelo ARJ21 produzido pela estatal chinesa Comac, não termina com a assinatura do acordo com a Aviation Industry Corporation of China, formalizado durante a visita oficial de Dilma Rousseff ao país asiático, na semana passada. O acordo permitirá a continuidade do funcionamento da fábrica de jatos da EMBRAER em Harbin, na China. Mas não se sabe por quanto tempo. Ozires Silva, umdos fundadores e ex-presidenteda fabricantede aviões brasileira,pondera que o consumidor chinês —ao contrário do brasileiro que normalmente privilegia o produto internacional—pre-fere comprar bens produzidos na China. “O Legacy,que será vendido para a China não concorre com os aviões produzidos no país, mas a fábrica da EMBRAER na Ásia ainda corre risco de fechar, pois o impasse quanto à produção do ERJ145 continua”, diz. O acordo assinado pela fabricante brasileira com a Aviation Industry Corporation of China prevê uma linha de produção do avião executivo Legacy 600/650 em território chinês, utilizando a infraestrutura, recursos financeiros e mão de obra da Harbin EMBRAER Aircraft Industry Company, que atualmente produz o ERJ145 e tinha previsão de fechar suas portas.

Silva explica que a parceria com a China é estratégica, já que o setor de aviação sofre concor-rência acirrada. “A EMBRAER consegue competir comgrandes nomes da aviação que recebem investimento muito maior do que ela”, afirma. A manobra garante tempo, mas não resultado à EMBRAER. Por isso, a companhia brasileira segue coma estratégia de expandir sua atuação nomercado nacional, pormeio de parcerias e aquisições na área de defesa e pela diversificação de produtos.

NOVAS FRONTEIRAS

Ao diluir suas apostas por vários segmentos, a empresa busca evitar um novo revés como o de 2009, quando teve que demitir 4mil funcionários. A crise econômica fez as empresas de aviação comercial cancelarempedidos e recuarem em seus investimentos. O último passo neste sen-tido foi dado tambémna semana passada, quando o acordo comcompanhia chinesa foi assinado. Trata-se da parceria com a AEL Sistemas, subsidiária da israelense Elbit System, que dará origema uma nova empresa, ainda semnome definido. Ao que tudo indica, a nova empresa vai fornecer a tecnologia necessária para que a EMBRAER comece a produzir Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants), especialmente de sistemas de visualização.

Pelo lado da AEL, a parceria vai alémda área de defesa. Durante o anúncio do acordo, a companhia, que terá 25% de participação na nova empresa, deixou claro que pretende, no futuro, fornecer também os sistemas elétricos e eletrônicos para os aviões civis da EMBRAER.

 Fonte: Brasil Econômico

 

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