Assalto à fortaleza foi marcado por imprevistos PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 03 May 2011 10:04

 


Mau tempo obrigou Obama a adiar operação para matar Bin Laden e tropas especiais invadiram mansão sem saber onde estava o saudita

    
  
O lançamento ao mar do corpo de Osama bin Laden, às 2h10 da madrugada de ontem (horário     
de Brasília), pôs fim a uma operação cheia de imprevistos e autorizada no dia 29 pelo presidente dos     
EUA, Barack Obama.  

   
Previsto para sábado, o assalto à casa de Bin Laden em Abbottabad, no Paquistão, teve de ser     
adiado para o dia seguinte por causa do mau tempo. O helicóptero usado para transportar a força     
especial Seal, da Marinha, falhou pouco antes de pousar no alvo. A tropa entrou no edifício principal, de    três andares. Ao todo, a ação durou 40 minutos.  

   
"Claro que foi muito tenso. Muitos prenderam a respiração", disse John Brenner, assessor de     
Obama. A operação fora aprovada pelo presidente, apesar do risco da invasão ser mais elevado do que   seria um simples bombardeio.     


A ação, no entanto, foi o resultado de informações obtidas desde 2007, principalmente por meio     
de presos de Guantánamo, que denunciaram a existência de um mensageiro de Bin Laden. Depois de     
anos de tentativas frustradas, agentes americanos conseguiram localizá-lo, em agosto, na fortaleza da     
Abbottabad, local tão fortificado que levantou suspeitas de que tivesse sido construído para abrigar  alguém mais importante do que um peão da Al-Qaeda. Desconfiando da possibilidade de se tratar de Bin  Laden, os americanos construíram uma réplica da fortaleza, onde o assalto foi exaustivamente ensaiado.     
Depois de autorizada, a invasão foi comandada por Leon Panetta, diretor da CIA. Desde as 14     
horas de domingo (horário de Brasília), Obama acompanhou a missão na Sala de Situação, temeroso de  uma repetição de operações desastrosas, como na Somália e no Irã, nos anos 80.     


Seis horas depois, o presidente recebeu a confirmação da morte -e da identidade -de Bin     
Laden. Enquanto a operação transcorria a 35 quilômetros de Islamabad, a capital do Paquistão, caças de  combate, aviões não tripulados e helicópteros dos EUA posicionavam-se fora do espaço aéreo do país,     
para o caso de necessidade de ataque à fortaleza.     


A construção em Abbottabad, avaliada em US$ 1 milhão, era rodeada por muros de até 5,5     
metros de altura, com arame farpado no topo. Havia dois portões de acesso, altamente protegidos, e     
todo o lixo produzido pelos 22 residentes era queimado.

    
O líder da Al-Qaeda foi encontrado com o rosto modificado, para evitar perseguição. Estava em     
um cômodo do terceiro andar do edifício junto a mulheres e crianças. Segundo Brennan, Bin Laden     
reagiu e usou uma de suas esposas como escudo. Além da mulher, um filho adulto do chefe da Al-    
Qaeda e dois de seus mensageiros morreram no ataque.  

   
Duas outras mulheres ficaram feridas. Antes de ser levado do Paquistão para o porta-aviões USS     
Carl Vinson, de onde foi lançado ao mar, o corpo foi fotografado e submetido a coleta de material para     exame de DNA. Segundo Brennan, a Casa Branca fará tudo para "não haver dúvidas" de ter pego Bin     
Laden. Posteriormente, o exame apontou 99,9% de certeza de sua identidade e, assim como outras     
inúmeras provas, será divulgado oportunamente. Uma das mulheres presas na operação também teria     confirmado ser ele o terrorista mais procurado pelos EUA.     


No USS Carl Vinson, a cerimônia durou uma hora. O corpo foi lavado e envolvido em um lençol     
branco, como manda o islamismo. Um oficial fez uma prece, traduzida para o árabe, e o corpo foi     
despejado ao mar. "A melhor maneira de dar-lhe um sepultamento de acordo com os requisitos     
muçulmanos foi lançá-lo ao mar", resumiu Brennan.     

O anúncio da morte de Bin Laden foi comemorado nas ruas de Cabul. Para os afegãos, a     
descoberta de que Osama estava escondido perto de uma base militar do Paquistão foi uma espécie de    acerto de contas com a comunidade internacional.     


"A presença de Bin Laden no Paquistão prova ao mundo que o Afeganistão estava certo quando     
falava que a luta contra o terrorismo não deveria estar em nosso país", disse o presidente do     
Afeganistão, Hamid Karzai. Em uma critica direta aos EUA, Karzai disse que os militares devem agora     
"parar com as buscas em casas afegãs".     
  
Fonte: Adriana Carranca e Denise Chrispim Marin -O Estado de S.Paulo  

 

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