Brasília se protege PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 03 May 2011 11:27
   
 
 

A Polícia Militar reforçou ontem a segurança em todas as embaixadas de Brasília, especialmente     
nas imediações das representações dos Estados Unidos e de Israel. Sedes diplomáticas do mundo     
árabe muçulmano também passaram a receber maior vigilância. Segundo o 5º Batalhão da PM,     
responsável pelo patrulhamento da região, a decisão foi tomada pela corporação após o anúncio da     
morte de Osama bin Laden, líder e fundador da rede terrorista Al-Qaeda, em uma operação comandada     
pelos EUA no Paquistão. Os chefes de segurança das embaixadas norte-americana e israelense     
reforçaram o pedido pelo aumento de efetivos.     
De acordo com o tenente Adriano Teles da Silva, oficial do 5º Batalhão, 10 viaturas e 20 homens     
estão empregados na segurança do setor. No entanto, ele não precisou por quanto tempo vai durar o     
aperto à vigilância. Pelo menos uma viatura e dois homens ficam baseados permanentemente em frente     
à representação dos EUA, localizada na Quadra 801 do Setor de Embaixadas Sul. Em nota divulgada no     
site, o Departamento de Estado norte-americano afirma que as unidades diplomáticas do país em todo o     
mundo estão em alerta máximo.     
A chancelaria de Washington admite que algumas de suas embaixadas podem vir a ser fechadas     
temporariamente ou ter os serviços suspensos. Por meio de assessoria de imprensa, no entanto, a     
representação garantiu que as atividades em Brasília funcionam normalmente e o procedimento de     
revista continua rígido, como de costume. A Embaixada de Israel não se pronunciou.     
Apesar das medidas de segurança em Brasília, as autoridades brasileiras e especialistas não     
creem que o país seja um dos potenciais alvos do terrorismo, após a morte de Bin Laden. Ainda que o     
Palácio do Planalto não tenha se manifestado oficialmente, integrantes do governo avaliam que não há     
informações sobre a presença de militantes de qualquer organização, inclusive na Tríplice Fronteira —     
com a Argentina e o Paraguai. Ontem pela manhã, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio     
Patriota, afirmou que a preocupação é que morte de Bin Laden possa desencadear uma onda de     
ataques pelo mundo.     
Segundo o especialista em defesa da Universidade de Campinas (Unicamp), Geraldo Cavagnari,     
o Brasil está fora da rota dos conflitos entre os EUA e as organizações terroristas. “Nossa situação, por     
ora, é tranquila”, afirma Cavagnari, que é coronel da reserva.     
Ontem, o comandante do Exército, general Enzo Perri, afirmou ao Correio também não acreditar     
que o Brasil possa sofrer algum tipo de ataque. “Não creio”, disse Enzo. O presidente do Senado, José     
Sarney (PMDB-AP), não espera ataques pelo mundo em função da morte do terrorista, uma vez que a     
organização que ele dirigia está enfraquecida. “As nações aliadas têm feito um trabalho de desmontagem     
dessa rede mundial de terrorismo”, ressaltou o senador.     
Para Cavagnari, o risco de retaliação existe, mas não em relação ao Brasil. “Deverá haver troco.     
Uma coisa é matar Bin Laden, outra é acabar com a organização”, observa. Patriota mostrou-se     
preocupado. “À medida que a Al-Qaeda e Bin Laden estiveram por trás de estratégias políticas que     
privilegiam atos terroristas, nós só podemos nos solidarizar com as vítimas e com os que buscam a     
justiça”, ressaltou o ministro.     

Fonte: Correio Braziliense - Ariadne Sakkis  -Edson Luiz  

 

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