Sucesso militar vai turbinar a campanha de Obama à reeleição PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 03 May 2011 11:56

 
 

  
A morte do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, aumenta as chances de vitória do já favorito     
presidente americano, Barack Obama, nas eleições do ano que vem. O desempenho da economia     
americana segue como provável tema dominante na campanha eleitoral, mas a operação bem-sucedida     
no Paquistão ajuda a esvaziar uma das principais bandeiras da oposição republicana, tradicionalmente     
forte em segurança nacional.   

 
Desde a noite de domingo, quando a morte de Bin Laden foi anunciada, há um claro esforço da     
equipe de comunicação de Obama para capitalizar o episódio, assinalando que o presidente exerceu     
papel de liderança na caça ao líder da Al Qaeda. "Mesmo antes de ser presidente, quando era candidato,  ele tinha uma linha clara de atuação sobre Obama bin Laden", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay    Carney.  

   
No mês passado, Obama deu início oficial à campanha presidencial de 2012, com a abertura de     
seu comitê para arrecadar fundos. Apesar de exibir índices de popularidade relativamente baixos, ele é    considerado o favorito porque já está no poder e porque cresceu o otimismo entre os americanos sobre a  evolução da economia.  

   
"A morte de Bin Laden um impulso muito importante para o presidente Obama, tanto no curto     
prazo quanto na campanha eleitoral", disse ao Valor Sean West, analista de política americana da     
Eurasia Group, uma empresa de consultoria política com sede em Nova York.  

   
Antes da morte de Bin Laden, afirma West, a segurança nacional era um dos pontos vulneráveis     
de Obama, independentemente de ele ter feito ou não a coisa certa. "[O presidente Obama] não falou     
com muita frequência nem mostrou evidências concretas do que fez sobre segurança nacional, e os     
republicanos são muito bons para falar sobre esses assuntos", afirma West. "Agora, está morto o     
indivíduo que toda a campanha no Afeganistão estava atrás." Ontem, os principais pré-candidatos     
republicanos divulgaram mensagens de congratulação ao presidente Obama. "É uma grande vitória para   os amantes da liberdade. Parabéns à nossa comunidade de inteligência, aos nossos militares e ao     
presidente", disse Mitt Romney, que aparece na frente em algumas pesquisas como possível adversário    de Obama.   

 
Às vésperas da morte de Bin Laden, 46% dos americanos aprovavam o trabalho do presidente     
Obama, enquanto 45% desaprovavam, segundo o Instituto Gallup. O fraco desempenho da economia,     
sobretudo a taxa de desemprego em 9,2%, considerada alta para os Estados Unidos, corroeram a     
popularidade de Obama desde que ele assumiu o governo, no começo de 2009. No ano passado, ele     
perdeu uma importante eleição legislativa. Mesmo assim, o presidente é considerado o favorito na     
disputa pela reeleição. Antes da morte de Bin Laden, a Eurasia calculava que Obama tinha chances     
entre 60% e 75% de ser reeleito.  

   
Na sua campanha eleitoral de 2008, Obama havia colocado como prioridade prender Osama e     
leva-lo a julgamento. Domingo, ao anunciar que o líder da Al Qaeda foi morto, Obama deixou claro que    toda a operação foi conduzida sobre sua ordem. Oficiais da Casa Branca disseram que Obama comandou pelo menos cinco reuniões nas últimas semanas sobre o tema e que acompanhou o
transcorrer da operação no domingo.


Teria sido decisão pessoal de Obama, repetiram seus auxiliares, caçar Bin Laden numa
operação com helicópteros, em vez de simplesmente bombardear a casa em que o líder da Al Qaeda
encontrava-se escondido. "O ataque com helicópteros foi mais arriscado", disse um auxiliar da Casa
Branca numa teleconferência. "Mas ele queria uma prova [da morte de Bin Laden], não queria apenas
um monte de entulho."


Em 2003, o então presidente americano, George W. Bush, ganhou um importante impulso de
popularidade, de 8 pontos percentuais, com a captura do ex-presidente do Iraque Saddam Hussein, que
muitos consideram decisivo para a sua reeleição, em 2004.

Fonte: Valor Econômico    - Alex Ribeiro | De Washington  

 

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