Palestinos assinam acordo de união PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Wednesday, 04 May 2011 10:24
  
 

Após 15 facções apoiarem pacto de reconciliação, Fatah e Hamas devem firmar hoje no Cairo     
documento encerrando divisão palestina  

   
Quinze facções palestinas endossaram ontem na capital egípcia um acordo de união nacional. O    anúncio abre caminho para que os rivais Fatah e Hamas firmem hoje uma reconciliação definitiva, com a  convocação de eleições dentro de um ano e a formação de um governo nacional interino que teria     
autoridade sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.   

 
O pacto havia sido anunciado na semana passada pelos dois principais grupos palestinos -o Fatah, que comanda a Autoridade Palestina (AP) e governa a Cisjordânia, e o Hamas, que controla     
Gaza. Ontem, Israel voltou a criticar a união entre os rivais. O primeiro-ministro Binyamin "Bibi"     
Netanyahu fez um apelo de última hora ao presidente da AP, Mahmoud Abbas, para que ele desistisse     
da aproximação com o Hamas. Segundo Netanyahu, a reconciliação palestina é "um duro golpe no     
processo de paz".  

Segundo a agência de notícias Associated Press, que teve acesso a um rascunho do acordo que     
será firmado hoje, Hamas e Fatah comprometeram-se a "encerrar as divisões" e a realizar eleições     
gerais -parlamentares e presidenciais -no primeiro semestre de 2012. O pacto, porém, silencia sobre     
temas cruciais, como o controle das forças de segurança e o diálogo de paz com Israel.  

   
A Autoridade Palestina tem indicado que pretende levar à Assembleia-Geral da ONU, em  setembro, uma proposta de resolução para o reconhecimento internacional da Palestina nas fronteiras anteriores a 1967. EUA e Israel condenam a "declaração unilateral de independência".     


Netanyahu criticou ontem a recusa do Hamas em reconhecer Israel e chamou atenção para o     
fato de o grupo islâmico ter condenado o ataque que matou, no domingo, o terrorista saudita Osama bin   Laden. "Como é possível alcançar a paz com um governo cuja metade de seus integrantes pedem a     
destruição de Israel e venera o assassino Bin Laden?", questionou o premiê israelense.

    
Os comentários de Netanyahu foram feitos ao ex-premiê britânico Tony Blair, que atua como enviado do Quarteto -formado por EUA, Rússia, União Europeia e ONU. Blair prometeu levar a questão     
aos governos da França e da Grã-Bretanha, que aparentemente também têm ressalvas sobre a     
participação do Hamas em uma coalizão de governo palestina.

    
O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Mark Toner, criticou ontem o Hamas por ter     
condenado o assassinato de Bin Laden. Toner disse que, se o grupo islâmico deseja ser reabilitado na     
política palestina, deve "renunciar à violência, ao terrorismo e reconhecer Israel e os acordo de paz". /AP     
PARA ENTENDER     
As facções rivais palestinas Fatah, que que controla a Autoridade Palestina, e Hamas, grupo islâmico radical, travaram uma breve guerra civil em 2007. O Hamas obrigou o Fatah a deixar a Faixa de  Gaza. O Fatah, por sua vez, expulsou o Hamas da Cisjordânia. Além de deixar cerca de 120 mortos, os    combates enterraram de vez o frágil governo de união nacional que havia sido formado após o Hamas ter  conquistado a maioria das cadeiras do Parlamento palestino, na eleição de 2006. À época, EUA e     
europeus se recusaram a aceitar um governo palestino do qual fizesse parte o grupo fundamentalista     
islâmico.     

Fonte: O Estado S.Paulo

 

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