Obama veta divulgação das imagens chocantes do cadáver de Bin Laden PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Thursday, 05 May 2011 15:00

  

 
Aconselhada pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado, Casa Branca torna documentação     
que registrou morte de líder da Al-Qaeda confidencial para evitar retaliações e garantir segurança     
de cidadãos americanos pelo mundo; oposição republicana critica     
   
Por ordem do presidente dos EUA, Barack Obama, as fotos e vídeos que registraram a morte do     
terrorista saudita Osama bin Laden foram arquivados como material confidencial e não serão liberados     
para divulgação.

    
A medida foi tomada com base nos argumentos dos secretários de Defesa, Robert Gates, e de     
Estado, Hillary Clinton. Para eles, as imagens poderiam inflamar extremistas e causar riscos à segurança  nacional e aos cidadãos americanos no exterior. O terrorista mais procurado pelos EUA nos últimos dez     anos foi baleado no rosto e no peito por militares das forças especiais da Marinha americana durante     
uma operação no último domingo em Abbottabad, no Paquistão.     

Em entrevista ao programa 60 Minutos, que irá ao ar no domingo na rede de televisão CBS, e     
cujo trechos foram divulgados ontem, Obama afirmou não haver dúvidas de que o líder da Al-Qaeda foi    morto. "Vocês não verão Bin Laden caminhar na Terra de novo", afirmou. "Nós não mostramos troféus."     
Autodefesa. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, apenas os relatos escritos sobre     
o funeral de Bin Laden poderão ser divulgados. A descrição mostrará, ainda de acordo com ele, que os     EUA tiveram mais respeito com o corpo de Bin Laden do que ele teve com as vítimas dos ataques de 11    de setembro de 2001. Carney disse também que a missão militar em Abbottabad ocorreu dentro da     
legalidade. "Foi uma operação de autodefesa do país", disse. A equipe de militares das forças especiais     da Marinha teria oferecido a Bin Laden a rendição, mas tinha, autorização para matá-lo.   

 
"Não há dúvidas de que ele está morto. A divulgação das fotos é desnecessária. Haveria um     
potencial perigo na divulgação de imagens tão medonhas", completou.   

 
Reação republicana. A decisão da Casa Branca provocou a reação da oposição republicana. O     
senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, afirmou ser um erro não divulgar as fotos. "O propósito de   enviar nossos soldados à fortaleza em vez de bombardeá-la foi obter provas irrefutáveis da morte de Bin  Laden. Eu respeitosamente discordo da decisão do presidente ", afirmou. "Eu sei que Bin Laden está     
morto. Mas a melhor forma de proteger e defender os nossos interesses no exterior é provar esse fato ao  restante do mundo."   

 
Vazamentos. A exposição pública de um documento com o selo "confidencial", nos EUA, pode     
acarretar processo por traição e conspiração ao responsável pelo vazamento e ao meio de comunicação,  conforme a Lei de Espionagem. Dois casos foram significativos dessa atitude.  

   
Em 1971, o New York Times foi processado por ter publicado reportagens sobre os Papéis do     
Pentágono, um conjunto de 47 volumes de análises históricas e de documentos oficiais sobre o conflito     
no Vietnã. Os documentos foram entregues ao jornal por um funcionário civil do Pentágono, Daniel     
Ellsberg, que chegou a ser processado por conspiração, mas foi absolvido .  

   
Em março passado, o soldado Bradley Manning foi preso pelo Exército americano sob a     
acusação de ter deixado vazar documentos militares confidenciais ao site WikiLeaks. Entre os 22 crimes    a que responde está o de "ajudar o inimigo". A punição prevista é a pena de morte.  

   
Primeiras imagens     


Corpo de um dos homens que estariam no complexo de Abbottabad com Bin Laden. Militante     
não foi identificado pelos EUA     

Fonte: Denise Chrispim Marin -O Estado de S.Paulo     
CORRESPONDENTE / WASHINGTON  

 

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