UE reage a aumento da repressão síria PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 10 May 2011 12:01
 

Europeus proíbem viagens de líderes e anunciam embargo de armas e equipamentos que possam ser usados para ataques à população

Enquanto a escalada militar de repressão ao movimento contra o regime sírio se intensificava ontem, a União Europeia (UE) anunciou um "embargo de armas e equipamento que possa ser usado
para repressão interna".


A UE também baniu viagens de 13 pessoas ligadas ao regime sírio e bloqueou seus depósitos bancários, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias Associated Press.


A escalada militar na Síria aproximou-se ontem da capital. O Exército isolou a cidade de Muadhamiya, na periferia oeste de Damasco. Disparos de artilharia pesada foram ouvidos e nuvens de fumaça, vistas sobre a área.


A informação foi dada por ativistas de direitos humanos ouvidos pela BBC. Canhões de artilharia são usados normalmente contra tanques e aeronaves, mas na Síria, assim como na Líbia, eles têm sido
empregados contra pessoas.


A eletricidade e o serviço de telefonia foram cortados em Muadhamiya, como tem sido o padrão das incursões do Exército sírio. Os jornalistas não recebem visto de entrada na Síria e a cobertura do
conflito, que já dura sete semanas, é feita por meio de relatos de testemunhas.


Cerco se fecha. De acordo com um ativista, pelo menos 3 pessoas foram mortas, um grande número ficou ferido e cerca de 200, presas.


"As forças militares e de segurança têm usado força letal contra o povo na cidade e querem prender pessoas específicas, líderes dos protestos", disse o militante. Soldados e tanques ocupam as principais ruas de Muadhamiya na frente das mesquitas de Al-Rawda e Al-Omari. Franco-atiradores estão sobre edifícios altos, informaram sites de ativistas sírios.      


Os soldados estão averiguando a identidade das pessoas que tentam sair da cidade.    

 
Tiros também foram ouvidos perto de Darayya. Assim como Muadhamiya, Darayya fica perto da base aérea de Mezze e do quartel do Exército de Sumariya. O Exército continua também esmagando os    protestos em Homs, no oeste do país, e em Banias, na costa.

     
Segundo relatos, mais tanques entraram em Homs, a terceira maior cidade do país, onde soldados estão fazendo buscas nas casas e realizando prisões desde sábado.    

 
Um morador afirmou que a cidade está sendo dividida pelas forças de segurança em áreas, para evitar a realização de protestos de massa.      


Ele disse ter ouvido disparos de tanques e de fuzis, vindo da periferia da cidade, que também está sem eletricidade e telefonia celular.      


"Missão cumprida" em Dera. Já em Deraa, no sul do país, onde os protestos começaram há sete      
semanas e foram mais intensos, o Exército começou a se retirar ontem, depois de "completar sua missão  detendo elementos terroristas", anunciou a TV estatal.    

 
De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 553 civis e 105 soldados e agentes de  segurança foram mortos desde que o conflito começou, no dia 18 de março. Centenas de pessoas foram  presas.  

    
PARA LEMBRAR   

   
580 pessoas já morreram nos protestos

     
Os protestos contra Bashar Assad começaram em Deraa, em março, após a prisão de 15 jovens      
que picharam frases de ordem pró-democracia. Ao menos 580 pessoas já morreram. A repressão do      
governo não impediu que as manifestações se espalhassem. Assad ensaiou uma abertura, ao encerrar o   estado de exceção de 48 anos, mas a violência continua.      

Fonte:O Estado de S.Paulo - Lourival Sant'Anna -  RAMALLAH, CISJORDÂNIA

Last Updated on Wednesday, 11 May 2011 00:18
 

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