Síria cerca cidade-símbolo da oposição ao regime Assad PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 13 May 2011 12:32



Soldados sírios apoiados por tanques cercaram ontem a cidade de Hama, cenário do massacre de cerca de 20 mil pessoas pelo regime de Hafez Assad, pai do atual ditador Bashar, durante uma rebelião da maioria sunita em 1982. Na véspera, policiais reprimiram com cassetetes a maior manifestação registrada até agora em Alepo, a maior cidade do país, com 2,3 milhões de habitantes.


Pelo menos 18 pessoas foram mortas em várias operações do Exército no sul e no centro da Síria, segundo a Associated Press.


De acordo com o ativista de direitos humanos Mustafa Osso, soldados estavam ontem prendendo moradores de Hama. O jornal estatal Al-Watan noticiou que Assad se reuniu durante quatro 4 horas com um grupo de clérigos de Hama, que pediram que o regime permita o retorno de moradores da cidade, que vivem no exílio desde aquela época. "O presidente Assad aceitou estudar o caso, desde que
inclua aqueles que são conhecidos como leais à nação", ressalvou o jornal Al-Watan.


Em Alepo, manifestantes reuniram-se no câmpus universitário da cidade, capital econômica do país e importante destino turístico. Testemunhas disseram que cerca de 2 mil manifestantes foram
dispersos.


Segundo grupos de direitos humanos, mais de 750 pessoas foram mortas e milhares detidos. A agência de notícias estatal Sana informou que cem soldados e policiais foram mortos nos confrontos com
"grupos terroristas armados".


A repressão de ontem parece ser um preparativo para hoje, dia do descanso semanal muçulmano e da principal oração, ao meio-dia, que representa a única oportunidade que os sírios têm de
se reunir em maior número.

Fonte: Lourival Sant'Anna - O Estado de S.Paulo

 

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