Correios investirão até R$1 bi para criar aérea com aviões da Embraer PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 20 May 2011 10:34

 



CorreiosLog poderão comprar fatia de companhias já existentes ou formar PPP

 


Geralda Doca


BRASÍLIA. Os Correios investirão entre R$800 milhões e R$1 bilhão, inicialmente, na criação de
sua empresa aérea de transporte de carga, já batizada de CorreiosLog. Já está certo que a estatal vai
comprar aviões da Embraer (com prazo de dois anos para entrega) para fazer a subsidiária decolar. A
fabricante fará a manutenção da frota - que poderá ser de 15 aeronaves. O objetivo da parceria dos
Correios com a Embraer é reduzir custos, incentivar a indústria nacional e gerar empregos.
A logística de transporte é um dos problemas mais graves da estatal postal. Estudos dos
Correios indicam que a capacidade da empresa de entregar as correspondências (faturas, contas e
boletos) dentro do prazo se esgotará em um ano e meio.
Para colocar a CorreiosLog no ar, existem sobre a mesa dois caminhos. O mais rápido é comprar
20%, ou mais, de empresas que já operam no ramo. O outro é abrir uma licitação para formar uma
Parceria Público-Privada (PPP), o que exigiria o cumprimento de ritos como audiência pública e leilão.
A equipe técnica dos Correios defende a compra de parte de empresas, porque elas já dispõem
de terminais de carga, autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aviões e tripulação. O
plano não prevê que a estatal detenha o controle dessas companhias, mas participe da gestão, com
assento nos conselhos de administração.
Já o Ministério das Comunicações avalia que o melhor caminho seria criar uma PPP. Ainda que
mais demorado, esse processo asseguraria investimentos por parte do parceiro privado. Caso os
Correios optem por comprar parte de empresas com as quais já têm contrato, por exemplo, precisariam
gastar para renovar a frota.
Devido a limites ao capital estrangeiro (20%), não se cogitam parcerias com concorrentes
internacionais, como a Fedex e a DHL, por exemplo. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, deu
prazo de seis meses para que a direção dos Correios defina o modelo e aprove o plano de negócios, de
forma que a subsidiária cargueira comece a operar até o primeiro semestre de 2012.
Trechos importantes estão sem cobertura para entregas
Atualmente, há linhas importantes, em termos de demanda, que estão sem cobertura: os
Correios não têm contrato regular com cargueiras para levar encomendas de São Paulo para o Nordeste,
bem como Brasília e o restante do Centro-Oeste.
No trecho São Paulo-Brasília-Manaus, um dos mais importantes do país devido à Zona Franca,
só há um avião operando, segundo fontes da empresa. Sem parceiros fixos, os Correios são obrigados a
contratar diariamente espaços nos aviões de transporte de passageiros, o que gera um gasto mensal de
R$4,6 milhões. Um estudo concluído recentemente pela empresa aponta que a criação de uma
subsidiária aérea, com hub (centro de distribuição de rotas) em São Paulo, onde se concentram 50% das
cargas, é o melhor caminho para reduzir despesas e aumentar a participação no mercado de
encomendas. O Rio responde por 8%, e os demais destinos, 42%.

O novo plano de negócios prevê a conquista de 50% do mercado de encomendas até 2014, com
operações noturnas domésticas e internacionais. O objetivo é transformar os Correios em uma
companhia de classe internacional até 2020. Segundo um relatório dos Correios, a maior empresa do
mundo em termos de volume de carga, a Fedex, faz 165 voos por dia e entrega 1,5 milhão de
encomendas em vários países. Os correios americanos operam em parceria com a empresa, que é sua
concorrente. Já os correios da Alemanha e da Holanda se transformaram em corporações internacionais,
a DHL e a TNT Air Way, respectivamente.

 

Fonte: O Globo

 

Nota da ALIDE

 

Embora no artigo acima não exista nenhuma referência explicita ao C390, a versão civil do novo cargueiro tático da Embraer, ela acaba complementando uma série de notas anteriores que sim citavam esta aeronave. Dentro da lógica reserva nacional o transporte aéreo que em teoria pode ser requisitado pela Força Aérea para reforçar seu dotamento de meios esbarra no fato concreto de que a imensa maioria diosa aviões civis brasileiros não mais pertencerem às cias aéreas e sim a empresas de leasing localisadas no exterior. O número de 15 aeronaves para a ECT bate também com o que vinha sendo especulado para complementar os 28 aviões encomendados pela FAB (ainda que pessoas bem enfronhadas afirmem que o numero final destes aviões na FAB chegaria a quase o dobro desta encomenda inicial). Conformando-se todos estes "se" oKC/C-390 deslancharia de vez para ser um grande sucesso no mercado aguardando apenas o anuncio de outros potrenciais parceiros esperados como África do Sul, Turquia, França/Suécia equem sabe o sonho dos sonhos, a FedEx, DHL e outras empresas civis. Uma pergunta interessante ainda não clara é qual o grau desimilaridade vai haver entre os cargueiros vendidos aos operadores civis às Forças Aéreas.

 

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