Síria critica sanções impostas por EUA e União Europeia por repressã PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 24 May 2011 20:32


Regime de Bashar al Assad resiste após três meses de protestos de rua.
Ataques a oposicionistas já mataram mais de mil pessoas, diz entidade.

Da AFP

 

 

O governo da Síria recusou nesta terça-feira (24) as sanções impostas pela Europa e pelos EUA a seu presidente, Bashar a Assad.

A negativa síria traz ainda mais tensão à sangrenta repressão contra a revolta pró-democracia que já deixou 1.062 mortos no país desde o início das manifestações, no meio de março, segundo Amar Qurabi, presidente da Organização Nacional Síria de Direitos Humanos.

Além das mortes, cerca de 10 mil pessoas foram detidas na repressão da contestação contra o regime, disse Qurabi, que reside no Egito.

Manifestantes oposicionistas protestam contra o governo da Síria nesta terça-feira (23) em Londres, durante visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao país (Foto: AP)

Enquanto o movimento de protesto entra na seu terceiro mês sem trégua, o regime líbio continua desafiando as pressões e as sanções, recusando toda interferência do exterior aos assuntos internos e mantendo a repressão à revolta mesmo que a um alto custo de vidas humanas.

As forças de segurança e o exército sírio mantêm o cerco em diferentes cidades foco dos protestos, como Homs (centro), Deraa (centro) e Banias (noroeste), onde as informações da situação chegam a conta-gotas devido às fortes restrições impostas à imprensa estrangeira.

Nesta terça-feira, no dia seguinte ao anúncio de novas sanções contra o regime, a imprensa governamental síria se queixou sobre a "interferência" da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos.

"Com o pretexto de buscar a defesa dos direitos humanos e de instaurar uma democracia no estilo americano, têm sido tramados complôs para servir aos interesses dos Estados Unidos ao custo de outros", disse um jornal.

Segundo o jornal diário "Baas", nome também do partido único que dirige o país com mão de ferro há meio século, as sanções ignoram as reformas anunciadas. A publicação acusou os europeus de aplicar seus próprios objetivos na região.

O chefe da diplomacia síria, Walid Muallem, declarou na segunda-feira à televisão estatal que os europeus "cometeram um erro" ao impor sanções contra o regime e acusou a Europa de querer derrubar a Síria diante dos projetos expansionistas de Israel.

A UE decidiu na segunda-feira sancionar pessoalmente a Bashar al Asad e outros 10 responsáveis pelo regime (entre eles o chefe de Estado Maior Dawud Rajiha) pela repressão aos protestos.

No dia 10 de maio, a UE já anunciou sanções para a primeira lista de 13 figuras-chaves do regime sírio, entre eles um irmão e vários primos do presidente. As sanções se somaram às impostas pelos Estados Unidos na semana passada, quando o presidente americano, Barack Obama, pediu a Al Asad para que escolhesse entre "dirigir a transição ou afastar-se do poder".

Considerando a Asad como "instigador e responsável pela repressão contra os manifestantes" na Síria, a Suiça também decidiu congelar seus eventuais deveres no país, informaram as autoridades suiças.

A organização de defesa dos direitos humanos, Anistia Internacional, estimou que existe o perigo de que estas sanções sejam escassas e que cheguem muito tarde e reclamou ao Conselho de Segurança da ONU a atuar com mais determinação contra o regime sírio.

As discussões na ONU continuam, mas também persiste a ameaça de veto russo, disse o ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé

Fonte:G1

 

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