Brasileiro lidera missão na Síria PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 13 September 2011 11:31

O ex-secretário brasileiro dos Direitos Humanos Paulo Sérgio Pinheiro comandará uma comissão das Nações Unidas que irá à Síria averiguar denúncias de abusos cometidos pelo regime de Bashar Al-Assad contra manifestantes. Com calendário a ser definido, o grupo tem prazo até o fim de novembro para entregar um relatório ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Pinheiro será acompanhado pelo professor de sociologia turco Yakin Ertürk e pela funcionária da ONU Karen Abu Zayd, norte-americana. Ontem, a organização divulgou uma estimativa de pelo menos 2,6 mil sírios mortos desde o início dos protestos, em março. Em entrevista ao Correio, Pinheiro explicou que o trabalho inicial da comissão será tentar obter a colaboração do governo sírio. Depois, com a equipe ampliada, será definido um plano de viagem. Segundo o brasileiro, as negociações para a autorização da entrada do grupo no país serão feitas entre Genebra, sede do conselho, e Damasco. A escolha do ex-secretário marca mais um importante movimento envolvendo o Brasil na questão da Síria. Em agosto, após longo impasse no Conselho de Segurança da ONU, o governo brasileiro ajudou a costurar o texto consensual para uma declaração na qual o organismo censura o regime sírio pela repressão e pede empenho nas reformas. A aprovação unânime do documento foi garantida com a inclusão de uma passagem condenando "todo tipo de violência" — um reconhecimento de que também as forças pró-governo sofreram ataques. No mesmo mês, uma missão diplomática formada por Brasil, Índia e África do Sul foi recebida pelo presidente sírio em Damasco.

Representante brasileiro na Comissão Interamericana de Direitos Humanos e consultor da ONU sobre o tema, Pinheiro é autoridade reconhecida. Questionado se acredita que a escolha de seu nome para liderar o grupo tem a ver com o peso do Brasil nas articulações com a Síria, o cientista político desconversou. "Não sei por que meu nome foi escolhido. Mas, se o governo sírio tem uma simpatia pelo Brasil, fico feliz", disse. Na Líbia, o novo governo começa a se instalar na capital, Trípoli, após a queda de Muamar Kadafi. Ontem, o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafah Abdul Jalil, fez seu primeiro discurso na capital e afirmou que "o islã será a principal fonte da legislação" na nova Líbia. O CNT foi reconhecido ontem pela China como governo legítimo.

Fonte:Correio Braziliense

 

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