Primeiro Porta-Aviões da China inicia segunda fase de provas de mar PDF Print E-mail
Wednesday, 30 November 2011 21:17

Primeiro Porta-Aviões da China inicia segunda fase de provas de mar

PEQUIM - O primeiro porta-aviões chinês iniciou a sua segunda fase de provas de mar em 29 de novembro depois de passar por reformas e testes, disse o governo, enquanto as tensões sobre as disputas territoriais marítimas na região recrudesciam.

O navio de 300 metros (990 pés), uma versão reformada de um aeródromo da antiga União Soviética chamado Varyag, passou por cinco dias de provas de mar em agosto, o que desencadeu preocupações internacionais sobre o crescente alcance naval da China.

"A plataforma do porta-aviões da China, após concluir com sucesso sua primeira prova de mar em agosto, voltou para o estaleiro conforme o planejado para remodernização e testes suplementares," disse Ministro da Defesa em um breve comunicado.

"O trabalho foi realizado e ele partiu novamente em 29 de novembro para realizar relevantes experimentos científicos e de pesquisa."

Pequim apenas confirmou este ano que estava reformando o antigo navio soviético e insistiu repetidas vezes que o aeródromo não representa uma ameaça para seus vizinhos e será utilizado principalmente para fins de treinamento e pesquisa.

Mas as provas de mar de agosto foram recebidas com preocupação por potências regionais, incluindo Japão e Estados Unidos, que pediram a Pequim que explique por que precisa de um porta-aviões.

O anúncio de 29 novembro surge num contexto de aumento das tensões sobre disputas marítimas na região da Ásia-Pacífico, onde a crescente assertividade da China a colocou em rota de colisão com os Estados Unidos.

O Presidente Barack Obama irritou Pequim neste mês com uma iniciativa para aumentar o papel dos EUA como uma potência regional, posicionando Marines no norte da Austrália e pressioando por um pacto comercial trans-Pacífico potencialmente transformacional.

Pequim vê as iniciativas como intrusão em sua própria esfera de influência, com a disputa sobre o Mar da China Meridional colocando as diferenças entre as duas grandes potências mundiais em um perigoso foco.

A China reivindica a totalidade da área estratégica, assim como Taiwan, enquanto quatro países do Sudeste Asiático declaram posse sobre partes do mesmo, com o Vietnã e as Filipinas acusando as forças de Pequim de agressão cada vez mais acentuada na região.

A região é o canal para mais de um terço do comércio marítimo mundial e metade do seu tráfego em petróleo e gás; além disso, acredita-se que grandes depósitos de petróleo se encontram abaixo do leito marinho.

O anúncio do da segunda etapa de testes de mar do porta-aviões vem depois que Pequim anunciou na semana passada que iria realizar exercícios navais "de rotina" no Oceano Pacífico antes do final de novembro.

A China teria comprado o  imenso casco blindado do porta-aviões - sem motor, parte elétrica ou hélice - da Ucrânia, em 1998.

O Exército de Libertação Popular - o maior exército ativo do mundo - é extremamente sigiloso sobre seus programas de defesa, que se beneficiam de um enorme e crescente orçamento militar impulsionado pelo desenfreado cresimento econômico do país.

No início deste ano, a China anunciouque seus gastos militares aumentaria em 12,7 por cento, para 601,1 bilhões de yuans (91,7 bilhões dólares) em 2011.

 

Fonte: Defense News

 

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