Governo cria grupo para planejar reforma nas Forças Armadas até 2031 PDF Print E-mail
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Wednesday, 21 December 2011 16:51

 

20/12/2011 09h29 - Atualizado em 20/12/2011 13h00

 

Plano deve ser entregue ao ministro da Defesa até 31 de maio de 2012.
Programa abordará recuperação de equipamentos e novas aquisições.

Do G1, em Brasília

 

 

 

O Ministério da Defesa criou um grupo de trabalho para planejar o aparelhamento das Forças Armadas brasileiras considerando os próximos 20 anos - até 2031. A instituição do grupo foi oficializada por meio de portaria publicada nesta terça-feira (20) no "Diário Oficial da União".

A portaria visa a elaboração do Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (Paed), que deverá analisar pesquisa, desenvolvimento, manutenção operativa, recuperação da capacidade operacional, harmonização de projetos, preferência de aquisição de produtos de defesa no Brasil e transferência de tecnologia, quando a aquisição ocorrer no exterior.

Conforme o texto, o Paed deverá observar uma projeção de curto prazo, até 2015, de médio prazo, de 2016 a 2023, e de longo prazo, de 2024 a 2031.

 

O grupo que será criado terá 60 dias para apresentar a metodologia do Paed. Devem participar o chefe de Logística das Forças Armadas, a Secretaria de Produtos de Defesa, além de representantes de outras pastas, conforme a portaria.

O texto estipula ainda que o plano seja apresentado ao ministro da Defesa, Celso Amorim, até 31 de maio de 2012.

Presidente Dilma
Na segunda-feira (19), durante solenidade de apresentação de oficiais-generais recém-promovidos, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff defendeu o aparelhamento das Forças Armadas.

"Prosseguiremos com os projetos prioritários de aparelhamento das Forças sem deixar de valorizar os homens e as mulheres que tornam esses projetos possíveis. (...) O país com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forcas Armadas equipadas e qualificadas para cumprimento de suas funções", afirmou a presidente em discurso para um público formado por militares e seus familiares.

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada na semana passada mostrou que 50% dos entrevistados acreditam "totalmente" ou "muito" que nos próximos 20 anos o Brasil será alvo de agressão militar estrangeira em função de interesses sobre a Amazônia. Outros 45% creem que o Brasil poderá ser atacado por causa das bacias do pré-sal.

 

Fonte: G1


Nota de ALIDE: Conforme ALIDE apurou, o programa de trabalho descrito acima decorreu diretamente da incapacidade das três forças armadas de produzirem, sozinhas, um programa único de aquisição e redistribuição geográfica de meios militares para atender aos objetivos do Ministério da Defesa. Segundo fontes no MD o resultado da primeira tentativa de consolidação de planos foi um fiasco, uma vez que a sinergia interforças ficou muito aquém do esperado. Como consequência os custos saltaram absurdamente, comprometendo a sua viabilidade política e a capacidade do MD de conseguir transitar estes investimentos perante o crivo dos ministérios econômicos. A reavaliação realizada pelo grupo descrito acima deve colocar os valores e as prioridades de todos os programas de aquisição militar ora em curso no Brasil.

Last Updated on Wednesday, 21 December 2011 17:07
 

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