Embaixador diz que seria desilusão não ter decisão sobre caças PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Friday, 16 March 2012 12:04

 

BRASÍLIA - À espera de uma decisão do governo brasileiro sobre a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), o governo francês aposta numa solução ainda este ano. Caso contrário, será uma desilusão, afirma o embaixador da França no Brasil Yves Saint-Geours. Ele diz que, de acordo com as declarações das autoridades brasileiras, o resultado do processo de seleção da empresa que fornecerá o caça ao país teria mesmo que sair em 2012. - É preciso ter paciência porque é uma escolha estruturante (a compra do caça), mas seria uma desilusão não ter uma decisão este ano - disse o embaixador. Além da França, com o caça Rafale, disputam o negócio milionário os Estados Unidos com o F18 e a Suécia, com Gripen.O diplomata francês acredita que a recente escolha do Rafale pela Índia conta pontos a favor do caça. Ele fez questão de lembrar que o ministro da Defesa, Celso Amorim, esteve na Índia e não seria difícil imaginar, segundo Saint-Geours, que o brasileiro tenha solicitado informações a respeito do processo de escolha indiano. Mas para o embaixador francês o que mais pesa a favor da proposta de seu país é a promessa de transferência de tecnologia. E os negócios que empresas francesas do setor aéreo já mantém no Brasil seria uma prova de que essa colaboração já existe. Também envolvido nos preparativos da Rio+20, Saint-Geours afirmou que seu país e toda a comunidade europeia estão interessados em assegurar o êxito da reunião de cúpula. Segundo ele, só a delegação francesa para o encontro no Rio terá 300 pessoas. Embora reconheça que em tempos de crise econômica falar de meio ambiente é mais difícil, o embaixador assegura que os países europeus defendem que haja compromissos sérios. - O desafio é encontrar nova vias de crescimento sem perder a visão do modelo social - disse o embaixador. Ele cita a necessidade de criação de uma agência especial da ONU dedicada ao meio ambiente. Ele acredita que o Pnuma, atual programa da ONU para o meio ambiente, não tem dado conta de gerenciar todas as ações do setor. - O Pnuma não coordena bem todas as ações. É preciso melhorar. Hoje só 60 países estão vinculados e é preciso ter um sistema mais amplo, uma agência especial para o meio ambiente.

Fonte:Yahoo notícias

 

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