Brasileiros podem integrar missão na Síria PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Tuesday, 24 April 2012 10:12

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) se propõe a votar hoje uma resolução autorizando o envio de 300 observadores para supervisionar o cessar-fogo na Síria. O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, disse que brasileiros podem integrar a missão ampliada. “Esperamos aprovar uma resolução amanhã” (hoje), disse à imprensa o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, acrescentando que o rascunho da resolução já foi apresentado, pelo que a votação pode ser realizada a partir de hoje. Há cinco dias está na Síria uma missão avançada de observadores que deverá zelar pela aplicação do cessar-fogo. Este grupo de sete pessoas ainda não pôde entrar na cidade de Homs “por questões de segurança”, justificaram as autoridades sírias. Antonio Patriota informou que houve sondagens sobre essa possibilidade de integração de brasileiros, mas o assunto ainda está em discussão na Organização das Nações Unidas (ONU). Patriota lembrou que um oficial brasileiro esteve em Damasco para operação prévia. O chanceler ressaltou porém que a expectativa é que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, execute o plano de paz e promova um cessar-fogo imediato. “Consideramos com cuidado qualquer solicitação a ser feita no sentido de participarmos, pois sondagens foram feitas”. Há 13 meses, a Síria vive uma onda de violência causada por confrontos entre manifestantes e forças leais a Assad. Os manifestantes acusam o governo de autoritarismo, violações de direitos humanos e desrespeito à liberdade de expressão e imprensa. Na tentativa de encerrar o impasse, foi proposto o plano de paz. Mas há relatos que o cessar-fogo prometido por Assad não foi posto em prática. Tropas e veículos militares são mantidos nas ruas das principais cidades, assim como organizações não governamentais informam que são frequentes os bombardeios. Estimam-se que 10 mil pessoas morreram nesse período. Ontem, tropas sírias fizeram disparos e lançaram gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes, informaram ativistas. Já os meios de comunicação estatais disseram que pelo menos 18 soldados foram mortos, dez após a explosão de uma bomba colocada à margem de uma via na província de Quneitra, perto da linha de demarcação com Israel, que ocupa as Colinas de Golã, um território que fazia parte da província de Quneitra e que Israel anexou em 1967. Outros cinco soldados teriam sido mortos em um ataque a bomba na cidade de Karak, na província de Deraa, enquanto três teriam morrido em outros incidentes no país. Ativistas da oposição garantem que pelo menos 11 civis sírios foram mortos em ataques realizados por forças do governo. Manifestantes saíram das mesquitas para as ruas em cidades de todo o país, pedindo a queda do presidente Bashar Assad e gritando slogans em apoio às forças rebeldes.

Fonte:Jornal do comércio

 

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