Boeing contesta decisão da USAF PDF Print E-mail
Written by Jeff Bailey   
Thursday, 13 March 2008 14:46
 

CHICAGO — A Boeing registrou uma apelação formal nesta terça que pretende invalidar a escolha da US Air Force pelo seu rival europeu Airbus no contrato de US$35 bilhões para a fabricação do seu novo avião-tanque. A alegação da Boeing e de que a Força Aérea mudou suas especificações para acomodar a aeronave maior da Airbus

O protesto vai certamente alimentar o crescente debate político sobre a criação de empregos nos EUA e o grau de competitividade nas aquisições militares e talvez possa manter estes temas quentes por bastante tempo ainda.
“A concorrência teve falhas profundas e por isso foi selecionada a aeronave errada,” disse, num release distribuído apos a formalização do protesto junto ao Government Accountability Office, o órgão investigativo do Congresso americano, Mark McGraw, chefe do programa de avião-tanque da Boeing.
Michael R. Golden, representante do escritório de apelação do G.A.O, disse que o documento da Boeing e os subseqüentes respostas da US Air Force e da Northrop Grumman, o contratado principal neste contrato para a compra de aeronaves reabastecedoras A NG se associou a Airbus, não seriam revelados pois eles contem dados sigilosos de custos.
A reclamação pode atrasar as entregas dos aviões que são necessários para se iniciar a substituição de aviões com mais de 50 anos de operação, A agência terá cem dias para avaliar  a reclamação a partir do qual o contrato poderá ser cancelado ou confirmado.
O valor deste contrato pode alcançar US$100 bilhões e se alongar por décadas tornando-o uma das maiores compras militares nos últimos anos.
Analistas concordam que a Força Aérea trocou seus critérios de escolha do avião-tanque durante o processo. A duvida e se isso se deu de forma correta ou nao.
Loren B. Thompson, um analista militar do Lexington Institute, disse, “Aparentemente, ao longo do processo, a Northrop Grumman conseguiu mudar a cabeça da USAF sobre o que ela esperava do novo avião.”
No início da concorrência, o Sr. Thompson falou, pareceia que a Força Aérea desejava apenas um avião-tanque, mas aí  eles assumiram a idéia de que seria melhor ter uma aeronave mais versátil que pudesse erguer maior quantidade de combustível, mais soldados e passageiros.
O avião vencedor é baseado no jato commercial Airbus A330, um avião maior e mais moderno que o Boeing 767, que serviu de base para o avião da proposta derrotada.
“A USAF seguiu um processo cuidadosamente estruturado, desenvolvido para oferecer a máxima transparência, manter a integridade e promover uma concorrência absolutamente justa,” a força disse numa declaração à imprensa. “A Força Aérea ofertou a todos os participantes feedback continuo através de discusses francas sobre as vantagens e limitações de cada uma das propostas.”
Em seu release a Boeing chamou as mudanças de “freqüentes e muitas vezes sem razão aparente” ela também disse que seus custos teriam sido impropriamente avaliados.
Ambas Boeing e Airbus tem grande numero de encomendas de aeronaves comerciais, assim nenhuma delas precisa desesperadamente deste contrato. Mas ele sem dúvida ajudaria o segmento militar da Boeing, que não tem crescido tão rapidamente quanto o de seu segmento comercial. Ele também ajudaria a manter a linha de produção do 767 em operação para além de 2012. A Boeing, no dia 31 de janeiro deste ano, tinha apenas 51 pedidos para aquele avião nas suas encomendas totais.
Para a Airbus e sua matriz, a European Aeronautic Defense and Space Company, ou EADS, o negócio dos aviões-tanque lhe abririam uma tremenda porta no Mercado militar americano. Ela planeja montar os “tankers” no estado do Alabama, para, em seguida, transferir para lá toda a sua linha final de A330s cargueiros.

 

 

Last Updated on Tuesday, 25 March 2008 08:09
 

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